Morte de Octavio Frias desfalca o país, afirma OAB

O Brasil se despediu, neste domingo (29/4), de um dos maiores protagonistas da modernização da imprensa brasileira, o empresário Octavio Frias de Oliveira, 94 anos. Proprietário do Grupo Folha, responsável pelo jornal Folha de S.Paulo, o jornal Valor Econômico e demais veículos de grande circulação, como o portal UOL, Frias estava internado para tratamento de insuficiência renal e morreu na tarde deste domingo.

O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, lamenta a perda nacional e afirma que Octavio Frias, com seu dinamismo empreendedor, revolucionou e modernizou a imprensa brasileira. Afirmou, ainda, que Frias transformou a Folha de S. Paulo, bem como todo o grupo editorial que a partir dele se estruturou, “referência nacional, de qualidade técnica e isenção política”.

Cezar Britto destaca que Octavio Frias buscou estar em sintonia com padrões inovadores de gestão e tinha consciência do papel institucional da imprensa, “sabendo que não se trata de um negócio como outro qualquer, mas um empreendimento com compromissos cívicos e humanistas”.

Frias adquiriu a Folha de S.Paulo em 1962 e pertenceu a uma geração de empreendedores pioneiros no ramo da comunicação. O empresário deixa viúva, Dagmar Frias de Oliveira, e os filhos Maria Helena, Otavio, Maria Cristina e Luís.

Leia a íntegra da nota divulgada pelo presidente nacional da OAB

“O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil associa-se às manifestações de pesar da sociedade brasileira em face da morte do empresário e publisher Octavio Frias de Oliveira.

Com seu dinamismo empreendedorial, Octavio Frias revolucionou e modernizou a imprensa brasileira, tornando o seu jornal, a Folha de S. Paulo, bem como todo o grupo editorial que a partir dele se estruturou, referência nacional, de qualidade técnica e isenção política.

Nas três últimas décadas, os que têm responsabilidade com a condução dos interesses públicos do país, concordando ou não com as opiniões da Folha, não puderam deixar de levá-las em conta, pela coerência que sempre as sustentou.

Octavio Frias foi o líder maior desse grupo editorial. Como empresário, buscou estar em sintonia com padrões inovadores de gestão. Como publisher, tinha consciência do papel institucional da imprensa, sabendo que não se trata de um negócio como outro qualquer, mas um empreendimento com compromissos cívicos e humanistas.

Suportou pressões políticas nas campanhas que levaram o país à redemocratização – e, dentro desta, vinha sendo o norte das novas gerações de jornalistas, que agora têm a missão de dar continuidade a esse legado exemplar.

Sua morte não desfalca apenas a imprensa. Desfalca o país. Foi um grande brasileiro – um cidadão, na acepção plena da palavra”.

Armando do Prado disse:
30 de abril de 2007 às 02:27

Hum, hum. Sei, sei... A morte parece que redime o homem, modifica-o, sempre para melhor, é claro.

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
30 de abril de 2007 às 14:22

Ultimamente, o valor do homem se mede pelo dinheiro, não pelo mérito.

O que adianta ter glórias se não as merecer??? Já disse Ghandi!

Tomara que o finado Frias tenha as merecido.

Armando do Prado disse:
30 de abril de 2007 às 23:47

Nos anos 70 quando apanhávamos da polícia que usava carros da Folha, escrevíamos nos muros: "Cuidado, Frias". Parecido com o que fazíamos depois com a Globo: "Fora Globo, o povo não é bobo". Mudam os homens (Marinho, Frias, etc) ou mudam as circunstâncias? Hem, Mangabeira Unger?

Rubão o semeador de Justiça disse:
02 de maio de 2007 às 19:56

O Professor não pode jamais falar assim do "de cujus", que era o proprietário do jornal de maior tiragem o Folha da Tarde, quem sabe pelo número de Tiras repressores, imundos, que tinha...

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também