A juíza Cátia Lungov, do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), considerou que não há relação entre o fato do tribunal ter declarado a greve dos metroviários como abusiva e a demissão de 61 funcionários da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô). Desde modo, as demissões serão mantidas.
A decisão foi tomada em reunião da Seção de Dissídios Coletivos nesta segunda-feira (13/8). O encontro foi solicitado pelo Sindicato dos Metroviários. Para eles, a decisão do Metrô “intranquilizou a categoria profissional, inclusive pela possibilidade de ampliação do rol de desligados”.
Os representantes do Metrô alegaram que essas demissões “decorreram de atividade normal da empresa exercendo o regular poder diretivo que lhe é atribuído e que não guarda relação com a greve ocorrida, o que certamente foi interpretação equivocada da imprensa”.
Para a empresa, “qualquer irregularidade a ser verificada quanto aos desligamentos já efetuados deverá ser perquerido em âmbito próprio através de dissídio individual, sendo importante ressaltar que há um processo de admissão de novos funcionários em fluxo dentro da empresa”.
Os demitidos vinham apresentando, segundo o Metrô, desempenho muito inferior ao esperado desde janeiro. A companhia confirmou que os 61 metroviários participaram da paralisação.
Os representantes do Metrô garantiram à juíza que não há mais qualquer intenção de fazer uma demissão em massa, “senão aquelas decorrentes do gerenciamento normal da empresa e que o que se pretende é a retomada dos trabalhos de modo regular”.
O procurador Sidnei Alves Teixeira, do Ministério Público do Trabalho, considerou que o julgamento do dissídio de greve pelo tribunal alcançou seu objetivo com o retorno dos metroviários ao trabalho. Para ele, as demissões dos 61 empregados “ocorreram do poder diretivo da empresa”.
Metrô e metroviários confirmaram durante a audiência a retomada das negociações para o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados da empresa aos trabalhadores.
O principal ponto de divergência ainda é a linearidade da distribuição da parcela. Os metroviários defendem o pagamento de um valor igual para todos os empregados. Os representantes do Metrô se comprometeram a analisar a proposta.
Processo: 20313200700002008
E o novo buraco do metrô?
Com a palavra o "presidente" eleito Serra...
Enfim alguém toma uma decisão de coragem para acabar com os abusos dos metroviários. Parabéns juíza Cátia Lungov. Ainda há justiça em Berlim.
Lamentável e preocupante a decisão da juíza Cátia Lungov. O que estamos testemunhando, com profundo pesar, é a justiça corroborando com um escancarado e estapafúrdio ato de represália do governo paulista contra os metroviários.
ABSURDO
Não há que se duvidar dos prejuízos causados à população pela greve dos metroviários. Portanto, para isso, o TRT julgou a greve abusiva. Os metroviários voltaram ao trabalho e a própria sentença que julgou abusiva a greve aplicou a devida sanção (multa). Dentre os 61 demitidos há vários sindicalistas e militantes sindicais. Pessoas que organizam e informam os trabalhadores dentro do escopo do art. 8º da CF. Caso esses 61 demnitidos tenham passado por avaliação de desempenho a qual auferiu baixo rendimento deve ser dado a eles a correção para que produzam dentro dos parâmetros da normalidade. A avaliação de desempenho não é um instrumento de demissão de empregados, é sim um instrmento de correção de organização do trabalho. Um gato será sempre um gato, nunca um coelho, por mais que o enfeitem. Não há dúvida. As demissões foram em represália à greve. O QUE É UM ABSURDO.
Me parece, pelo menos curioso, que este autoritarismo atual em cima dos trabalhadores se dé justamente num governo do "Partido dos Trabalhadores". Este paradoxo não se está dando só com os metroviários, mas com os funcionários do IBAMA, INCRA e um outro tanto de trabalhadores. Escrevam: O direito a greve vai ser abolido ainda no governo petista.
É realmente lamentável que alguns cidadãos continuem a aprovar o descaso com que algumas classes profissionais tratam a população paulista. No meu entender 61 demissões foram poucas, deveria ocorrer muito mais e pelo simples fato de terem promovido esta greve absurda.
Quantas pessoas perderam além do horário também seu emprego, graças a esta ação descabida. Até quando seremos reféns de pessoas sem escrúpulo. Trazer um prejuízo a 3.000.000 de pessoas de forma direita e a toda a cidade de forma indireta é simplesmente inacreditável.
Mais inacreditavelmente ainda é o apoio de alguns membros da população. Talvez estes cidadãos, não usem o Metrô, ônibus, ou mesmo um veículo próprio, pois se dependessem destes meios de transporte, ficariam um pouco IRRITADO quando membros do Metrô bancam deus ou coisa parecida. Meus parabéns ao Tribunal e a Meritíssima. Também ao Governador pela posição honrosa de manter sua palavra, coisa difícil de se ver em políticos.
Moro longe de São Paulo mas greve de metroviários/ferroviários causam prejuisos a toda população dependente deste meios de transporte. Primeiro que deveria ser minimizada ao maximo a greve por esses trabalhadores. Segundo a administração deveria sempre fazer avaliações e expurgar dos quadros quem não tem interesse no trabalhar e assim deixar o emprego para outro. Está de parabens a Administração do Metrô. Fora com sindicalistas que querem somente tumultuar a vida dos cidadãos.
Excelente decisão.
Se os demitidos são tão competentes, certamente arranjarão, rapidamente, emprego na iniciativa privada.
Se não são, rua mesmo para os vagabundos grevistas, que prejudicaram milhões de pessoas por interesse político.
Entao...Os PeTralhas nao gostam de tergiversar?
"Chupem" essa.
Qua, qua, qua, qua! (descumpem, estou sem um teclado ABNT)
Em primeiro lugar quero destacar que os metroviários de São Paulo não são vagabundos:são responsáveis pelo transporte de mais de 3 milhões de pessoas diariamente além disso é um dos poucos metrôs do mundo com certificação ISO concedido pela Fundação Carlos Vanzolini além de estar conseguindo a certificação OSHAS,pesquisas revelam que é o melhor serviço público prestado na cidade de São Paulo(uma das maiores metrópoles do mundo)à frente de instituições como Correios,Poupa Tempo,Corpo de Bombeiros etc.Devemos salientar que a greve foi um equívoco
da parte dos metroviários;pois o motivo era justo (divisão linear dos resultados)porém uma imprecisão quanto ao deflagramento sem aguardar a audiência que fora convencionada para a semana seguinte.Mas aqui cabe um adendo o Presidente de um sindica-
to pode sugerir greve/retorno pois o poder de decidir cabe a assembléia. Mais um adendo:Ao comentar sobre o resultado do julgamento,o TRT cometeu uma imprecisão ao culpar os metroviários pelos transtornos sofridos pelos paulistanos durante a greve;como se os metroviários devessem pedir desculpas por exercerem um direito constitucional,
e não me lembro deles terem pedido desculpas à população pelo Lalau(que foi presidente do TRT) ou daquele outro juiz de Campinas(por coincidência também do TRT).Quanto ao movimento sindical não preciso defendê
-lo é só ler um pouco de História para lembrar como eram as negociações ao tempo da Revolução Industrial ou nos primórdios do Capitalismo (quanto sangue derramado para que tivéssemos hoje os direitos trabalhistas).Quanto ao seu comentário infeliz Boan só posso dizer que no Metrô você não tra
balhará pois é necessário um grau mínimo de intelectualidade e visão,que
pelo comentário descabido se infere que você não possui
Quanto ao comentário do Sr.Zack quero destacar em primeiro lugar que os que lá trabalham foram escolhidos através de concurso público(seleção pública tecnicamente falando,CLT) com ampla concorrência e não por algum currículo fajuto ou por algum "pisto
-lão" além de passarem por diversos treinamentos.Quanto a iniciativa privada,o que vale é o lucro ...doa a quem doer ,morra quem morrer .... Esta aí o buraco na Marginal Pinheiros que não me deixa mentir.Tor
ça para que nenhum metroviário demitido dispute com você alguma vaga
pois você será eliminado por ele e com mais ódio você ficará.
Curioso para mim sr.Lúcio é que para a palavra Deus o senhor utilizou a minúscula e para a o pronome Meritíssimo o senhor utilizou maiúscu
-la, por quê?talvez porque o senhor ache mais importante as aparências do que a realidade.Mas felizmente o progresso da Humanidade não depende de pontos de vista pífios como o seu.
Se não talvez estivéssemos ainda hoje com algum herdeiro de Luis XIV (L'etat
c'est Moi) com louvaminheiros como o senhor aplaudindo e se ufanando
Mais do que justo. Reivindicar melhores condições de trabalho e repasse inflacionário é motivo para greve. Agora, alguns poucos reais em PLR é o fim do mundo. E depois mudaram de assunto.
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