Adiada decisão sobre futuro do promotor Thales Schoedl

O Órgão Especial do Ministério Público de São Paulo deixou para decidir, no dia 29 de agosto, se Thales Ferri Schoedl continuará na carreira de promotor de Justiça. A cúpula do MP paulista ia julgar, nesta quarta-feira (15/8), se suspendia ou não a vitaliciedade do promotor, mas resolveu tirar o caso de pauta. Ele é acusado de matar um jovem e ferir outro.

O crime aconteceu em Riviera de São Lourenço, condomínio de classe média alta em Bertioga, no litoral paulista, em dezembro de 2004. Schoedl disparou 12 tiros com uma pistola semi-automática calibre 380 contra dois rapazes que teriam mexido com sua namorada. Diego Mondanez foi atingido por dois disparos e morreu na hora. Felipe Siqueira, da mesma idade, foi baleado quatro vezes, mas sobreviveu.

No mês de março deste ano, o Conselho Superior do Ministério Público rejeitou a proposta de não vitaliciamento de Schoedl. O pedido foi feito pelo antigo corregedor-geral do MP, Paulo Shimizu. O corregedor recorreu ao Órgão Especial do Conselho de Procuradores do MP de São Paulo, formado por 42 procuradores, a quem caberá a decisão final. Para ser aprovada, a proposta de suspensão da vitaliciedade no cargo terá de receber metade mais um dos votos dos presentes à reunião.

Schoedl havia sido exonerado do Ministério Público, mas em maio de 2006 conseguiu Mandado de Segurança do Tribunal de Justiça de São Paulo para afastar a exoneração. Os desembargadores reconheceram a nulidade da decisão do Conselho Superior do Ministério Público que determinou o não vitaliciamento e a exoneração do promotor de Justiça.

O TJ paulista confirmou a liminar e permitiu que Schoedl voltasse ao cargo, mas sem exercer suas funções. A ação foi ajuizada pela defesa dele em janeiro do ano passado. No mesmo mês, o desembargador Canguçu de Almeida, vice-presidente do TJ-SP, acolheu o pedido de liminar e o então o promotor voltou a receber os salários e demais vantagens.

MMello disse:
15 de agosto de 2007 às 18:47

O pai desse Promotor Tahles deve ser muito rico.
Se fosse um Promotor que veio da classe média ou baixa, já estava no "olho da rua".
E assim funciona as instituições, só quem está dentro é que sabe!

Silvia Felipe disse:
15 de agosto de 2007 às 18:56

A notícia não condiz com a verdade quando afirma que o Promotor deu 12 tirous contra os rapazes.

Conforme pode ser visto pelos depoimentos reproduzidos nesse link (http://conjur.estadao.com.br/static/text/32724,1), o Promotor deu pelo menos 6 tiros para o alto e para o chão, a título de advertência:

"Em dando momento, presenciou o promotor retirar de dentro de uma capa algo que parecia ser uma arma e efetuar alguns disparos para o ar e para o solo" (fls. 217). (vide link postado acima)

"Apesar dos disparos e do barulho os dois rapazes não se abalaram e continuaram a perseguir o casal, sendo certo que havia uma multidão de pessoas instigando-os a bater no promotor pois diziam que os tiros eram de espoleta. Observou ainda que as duas vítimas tentavam agarrar o promotor, mas este se esquivava e mantinha a arma na cintura "acho que ele demorou muito para reagir" (vide link postado acima)

Vê-se, portanto, que é bem diferente do que está veiculado.

Até quanto a imprensa irá veicular que o Promotor deu 12 tiros contra os rapazes?

Rossi Vieira disse:
15 de agosto de 2007 às 19:52

O pai desse promotor é um homem de sorte. O filho honrou a própria dignidade e a de terceira pessoa. A falta de respeito descancarada de alguns foristas é lamentável. O ministério público paulista sairá ganhando se mantiver esse moço na profissão. Se não me engano, ele teria se identificado como promotor de justiça, antes de sacar a arma. Se e quando houve desrespeito com a autoridade pública, o desfecho, na minha opinião, evidentemente, só poderia ter sido legítimo.

Otavio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

www.professormanuel.blogspot.com disse:
15 de agosto de 2007 às 21:20

Os julgamentos aqui são rápidos. seja para condenar, seja para absolver.

glauco disse:
15 de agosto de 2007 às 22:45

Caros senhores,

As opinões, meu respeito, particularmente conheço uma das vítimas. E ao que sei, a postura adotada pelo jovem prepotente promotor tenha sido diferente da produzida por nos autos.

Paulo disse:
15 de agosto de 2007 às 23:16

Correr atrás de um homem armado é algo que nem um débil mental faria.

O preço da estupidez, às vezes, é a própria vida.

Se os rapazes fossem bem educados nada disso teria acontecido.

MMello disse:
16 de agosto de 2007 às 10:03

S.m.j., a Comarca dele era Iguape, bem longe da Riviera São Lourenço. Portanto, o que fazia o Promotor por lá na ocasião, se não era nem feriado?

João disse:
16 de agosto de 2007 às 10:31

Que é isso gente! Só porque o cara é promotor, não diz a lei que o mesmo não possa vir a se defender. E se no caso, tivesse ele sido espancado até a morte, ou mesmo ficado aleijado? O que estaríamos dizendo? “Poxa! A juventude de hoje em dia anda muito violenta”, é o que de fato pensaríamos. Agora, tudo indica que o promotor se defendeu. Só saberemos após análise do caso concreto. Esse negócio de sensibilizar-se com os familiares das vítimas é irrelevante ao direito. Não esqueçam que o promotor também tem família, tem sonhos, batalhou duro para chegar ao nobre cargo, portanto, sou partidário de que somente após sentença com trânsito em julgado é que poderão destituí-lo.

Finalizando, sem conhecer à fundo os fatos, inútil é a discussão.

Paulo André disse:
16 de agosto de 2007 às 12:47

S.m.j., o Sr. MMello não sabe absolutamente nada a respeito da vida pessoal do promotor (visto que ele é de classe média sim), e muito menos sobre o caso (sequer verificou os autos).

Dia 30/12 de noite não é mais feriado de acordo com o exposto.

Bom, como disse muito bem o Sr. João, pessoas que não conhecem a fundo os autos, apenas tumultuam e atrapalham o bom andamento processual.

Bob Esponja disse:
16 de agosto de 2007 às 13:40

Ao que parece estes "jovens" não eram santos e o promotor só buscou se defender. O problema é que ele é promotor..

Sergio Mantovani disse:
16 de agosto de 2007 às 18:26

Desnecessário ficar debatendo sobre o caso. Creio que quem realmente conhece do processo não está aqui se manifestando.

veritas disse:
25 de agosto de 2007 às 09:34

Só sei de uma coisa , não vou me manifestar sobre o caso , entretanto entendo que o foro privilegiado deve acabar para todos , do presidente da república ao mais baixo cargo da república que se beneficia deste instrumento anti democratico.

Zito disse:
26 de agosto de 2007 às 22:49

Por se tratar de uma autoridade, pode sair por aí e ir matando.
Baste de impunidade.
Justiça nele.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também