Justiça aceita denúncia contra ex-delegado da PF

A Justiça Federal de Marília, interior de São Paulo, aceitou a terceira denúncia contra o ex-delegado chefe da Polícia Federal, Washington da Cunha Menezes, um dos principais suspeitos de envolvimento em ações criminosas descobertas pela operação Oeste, em abril deste ano. Segundo as interceptações telefônicas, policiais federais faziam parte de um grupo que cometia seqüestros, golpes e esquemas de corrupção.

A informação foi confirmada pelo Ministério Público Federal. Desta vez, Washington Menezes foi denunciado pelos crimes de peculato (uso ou apropriação indébita de dinheiro público por servidor). Ele ainda é suspeito de extorsão, no Inquérito que apura o sumiço de parte das jóias avaliadas em R$ 1,2 milhão apreendidas durante uma batida da polícia federal em 2001 em Marília.

Em junho, ele foi preso e levado à Superintendência da PF em São Paulo. A ordem de prisão tinha sido dada pelo juiz federal substituto Leonardo Pessorusso de Queiroz, da 3ª Vara Federal de Marília.

A Operação Oeste investiga crimes praticados por uma quadrilha formada por policiais federais e civis e empresários. A operação foi deflagrada no dia 26 de abril. Vinte e nove pessoas foram presas.

As investigações começaram em novembro de 2005. As denúncias foram elaboradas pelos procuradores da República Célio Vieira da Silva, André Libonati, Fabio Bianconcini Freitas e Fabricio Carrer.

Três dias antes da Operação Oeste, Menezes perdeu o cargo de delegado-chefe da PF de Marília e, no momento, aguardava resposta a pedido de remoção para outra unidade. A quebra de sigilo bancário e fiscal do delegado também atingiu parentes do policial, cujas contas podem ter recebido dinheiro do crime.

com Agência Estado

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