Bradesco desiste de 20% de seus recursos no STJ

O Bradesco já desistiu de aproximadamente 80 processos que tramitam no Superior Tribunal de Justiça nos quais figura como recorrente. De acordo com o gerente jurídico da instituição financeira, Maurício Carvalho, a iniciativa tem o objetivo de desafogar o Poder Judiciário e contribuir para a celeridade da Justiça.

Maurício Carvalho e o departamento jurídico do Bradesco apresentaram, na terça-feira (21/8), o resultado desse trabalho ao presidente do STJ, ministro Raphael de Barros Monteiro Filho. Segundo a estimativa do banco, existem atualmente no STJ 400 processos em que a instituição é recorrente. O banco pediu vista de todos eles e desistiu de 20%, a maioria ações indenizatórias e de revisão de contrato.

Segundo Carvalho, os processos são analisados caso a caso. Entre os critérios adotados para a desistência, estão causas de pequeno valor e ações em que o banco tem poucas chances de êxito, levando em consideração a jurisprudência da Corte.

O Bradesco é a segunda instituição financeira a adotar critérios de desistência de recursos. A primeira parceria foi com a Caixa Econômica Federal, firmada no ano passado. A Caixa decidiu não mais movimentar a máquina judiciária para reaver créditos inferiores a R$ 10 mil e, de forma geral, avalia a relação custo-benefício na manutenção dos processos. Se os custos processuais forem superiores ao benefício obtido em caso de êxito, então há desistência.

morja disse:
23 de agosto de 2007 às 09:38

Essas instituições financeiras que publicam suas rentabilidades trimestramente com esses lucros de causar inveja a grandes complexos industriais, não estão fazendo nada demais quando desiste de cobrar ou questionar com seus clientes valores que nada afeta em prejuízos suas atividades e ainda bem que podem deduzir os prejuízos na conta lucros e perdas garantindo mais lucros no exercício financeiro. O que eles estão fazendo é uma justiça social do muito que lucraram em suas atividades.

Orlando Maluf disse:
23 de agosto de 2007 às 10:16

É comovente o alto espírito de desinteressada solidariedade do Bradesco, em prol do bom andamento de nosso Judiciário.
Será que tamanha filantropia pode ser creditada à política para os pobres de que tanto se orgulha nosso impávido presidente?

Murassawa disse:
23 de agosto de 2007 às 15:38

Esta demonstrado e comprovado que o brasileiro é pessimista por natureza.

Cissa disse:
23 de agosto de 2007 às 21:14

Deve fazer parte do acordo com o PT.

Quando da campanha a presidência Lula iria acabar com “a farra dos banqueiros”, como eles são maioria (financeira, obviamente), ele se juntou a eles, não poderia vencê-los! Nunca ganharam tanto.

Deve fazer parte do acordo!!!

Nem a função de receber contas as tais instituições têm mais. Nem para isso elas servem, só para ganhar, lucrar e arrancar dinheiro dos correntistas.

Os juros devidos a eles é astronômico, o devido a nós, inexistente, usam nosso dinheiro e não nos pagam, ainda cobram por usá-lo. Definitivamente, matemática é palpite!

O cheque custa tanto quanto um livro, como pode? Pode, quem é o dono da porcada? Eles! Os serviços que visam agilizar o ganho deles (capacidade eletrônica de atendimento) é financiada por nós, e não temos lucro.

Ainda bem que justiça neste país é tal qual o atendimento eletrônico, virtual....

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