Delegado da PF é condenado por extorquir empresário

O delegado de Polícia Federal, César Valdemar dos Santos Dias, e os agentes federais Antônio Francisco Pedro Rolo e Antônio Sérgio de Oliveira Cravo, foram condenados a 9 anos de prisão e multa pelos crimes de concussão (exigência ilegal de dinheiro feita por funcionário público) e peculato (furto cometido por funcionário público). A decisão é da 4ª Vara Federal de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Cabe recurso.

Os condenados foram denunciados pelo Ministério Público Federal em setembro de 2004, três meses após a Operação Lince. A operação teve o objetivo de combater a corrupção dentro da Polícia Federal de Ribeirão Preto.

O delegado Dias e o agente Rolo chegaram a ficar presos preventivamente por um ano e oito meses, mas foram soltos por excesso de prazo na conclusão do processo.

A sentença acolhe a tese do Ministério Público Federal de que os policiais prepararam uma trama para extorquir um empresário da cidade cujos negócios poderiam ser considerados ilícitos. Tudo começou quando o delegado Dias, sabendo da potencial ilicitude das atividades do empresário, resolveu pedir à Justiça Federal mandado de busca e apreensão no escritório da vítima. O delegado foi falar pessoalmente com o juiz para argumentar que o caso era urgente e o mandado deveria ser expedido imediatamente.

O juiz, confiando no delegado, expediu a ordem de busca e apreensão. Munido dessa ordem e acompanhado de uma equipe de cerca de uma dezena de policiais, Dias liderou a invasão do escritório do empresário, separando documentos e computadores para apreensão. Durante a diligência, o delegado furtou valores pertencentes ao empresário, encontrados no escritório.

Após fazer ameaças ao empresário, dizendo que ele seria preso, Dias, Rolo e Cravo propuseram um “acordo” para evitar a apreensão e a instauração de inquérito policial. Começaram exigindo R$ 600 mil e, após alguns dias de negociação, fecharam em R$ 400 mil, parcelados. Durante a negociação, vários documentos e computadores ficaram apreendidos sem nenhuma formalidade. Esses bens passaram a ser devolvidos aos poucos, conforme os pagamentos eram feitos.

O fato só veio à tona porque o empresário, em alguns dos encontros para efetuar o pagamento, levou um gravador escondido. Também existem provas dos saques que a vítima precisou fazer para pagar a quantia em dinheiro.

A pena deverá ser cumprida, inicialmente, em regime fechado. Os condenados, que estão em liberdade, ainda podem recorrer. O principal motivo da demora na tramitação do processo foi causado em virtude da espera pelo resultado da perícia de voz nas gravações feitas pela vítima.

Diomedes disse:
25 de agosto de 2007 às 10:54

E a perda do cargo, consta da sentença?

DPF Falcão - apos disse:
25 de agosto de 2007 às 13:35

As INSTITUIÇÕES são - e serão sempre -honestas.
Não devemos confundir a parte com o todo.
Não existe Polícia bandida, existem indivíduos bandidos, em todas as esferas e instâncias de poder.

Armando do Prado disse:
25 de agosto de 2007 às 14:30

Sai fortalecida a PF.
Avante PF!

Selmo Santos disse:
27 de agosto de 2007 às 16:21

Senhoras e Senhores,

Saudações!

Pois, é, não estamos no País dos nomes trocados? O agredido é chamado de agressor, o caluniado de caluniador, descobre-se um crime ou um suposto crime, e os policiais passam a serem criminosos de todos os crimes! A polícia federal, vem de fato, abrindo a caixa preta das instituições republicanas, aonde se abrigam alguns ladrões do erário, uma de suas atuações mais brilhantes, foi a prisão do ladrão Jader Barbalho PMDB-PA, em 2001, no caso do Bampará e polígono dos castanhais, as roubalheiras na Sudam e na Sudene, foram resolvidas com o fechamento extirparam essas instituições de desenvolvimento da Amazônia e do nordeste, após, abafarem o caso com a extinção dessas instituições, comandadas politicamente pelo Ladrão Jader Barbalho,que quando anda nas ruas do Pará, é chamado de ladrão, não obteve os valores de volta, um rombo ao erário em mais de R$ 2.000.000.000,00 bilhões de reais, mas, a sua prisão levada a cabo pela PF, repercutiu muito bem, na consciência dos paraenses, que não lhe devolveram ao cargo de senador, que o mesmo, renunciou através de carta, pois, não teve sequer coragem de ir a tribuna do senado, renunciar ao mandato parlamentar, e hoje essas instituições reabertas, nessa atuação da PF, devo aqui parabenizá-la, como em muitas outras, mas, alguém já disse, que a PF quando não é corrupta, ela é ineficiente e isso foi alvo de ação judicial, contra o autor das declarações, no campo da ação indenizatória, o que restou prejudicada em face, das decisões judiciais, proferidas em desfavor da instituição, representada por alguns delegados e agentes da PF, que se sentiram ofendidos, hoje eu digo, com mais serenidade que a instituição é séria, o que lamentamos é que nela como em outras instituições, são ancorados alguns malandros e bandidos que devem ser extirpados da vida pública, que se obedeça ao devido processo legal, com a ampla defesa como direito constitucional a eles concernentes por preceitos da carta magna, mas, que se comprovada as ignomínias e as gatunagens, pelos ilícitos praticados, não se titubeia em puni-los com rigor, para dar exemplo à própria justiça e a sociedade, e ainda, eles quando abordam empresários nessas situações, como ocorreu, não dão espaços nem se quer par que haja, uma sentença vendida, pois, já compraram e venderam o inquérito! Risos....como poderão prender os desembargadores, os juízes e os procuradores corruptos? Ah? Por falar em procuradores, tenho uma sugestão aproveitando a oportunidade, deveriam promover a operação PARQUET, com o colimado fim de levantar ao locupletamento ilícito de alguns, histriônicos promotores de justiça, que ao meu ver deveriam ser promotores do direito e não da justiça, pois, quem a promove são os advogados e os juizes, a operação parquet, será de grandiosa contribuição para a instituição, garanto que aparecerá inúmeras vendas de pareceres...risos....bom, terminando o comentário acerca dos bandidos instalados na PF, isso é coisa do Brasil – logo passa, já conseguiram de plano o direito de recorrer da sentença em liberdade é só pararem de mexer com a cúpula do judiciário que tudo se resolve ok? Afinal, estamos na república das avestruzes. Aqui se engole tudo!

Selmo Santos

Amigo da Justiça disse:
28 de agosto de 2007 às 12:40

Essa foi boa Prof. Armando. Seja com policiais corruptos ou não a PF sempre sai fortalecida. Isso só demonstra que a PF é tanto quanto ou mais corrupta do que outros órgãos, ou mesmo o Poder Judiciário.
Não existe Polícia bandida, mas existe Judiciário corrupto? O corporativismo de alguns, e a ignorância de outros é lamentável.

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