Dono do Bahamas pede asilo político a sete países

O empresário Oscar Maroni, preso desde o dia 14 de agosto, pediu asilo político a sete países, segundo informações de seu advogado, Daniel Majzoub. O pedido foi feito para a Suécia, Dinamarca, Holanda, Alemanha, Canadá, Uruguai e Panamá. Majzoub afirma que os países foram escolhidos por terem “uma democracia mais adulta, onde a questão da prostituição é vista de maneira mais atualizada.” O advogado do empresário afirma, também, que encaminhou uma carta a um senador republicano dos Estados Unidos para explicar o caso de seu cliente e pedir o asilo político. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

A defesa do empresário, dono da Boate Bahamas e do Oscar’s Hotel, diz, ainda, que Maroni não teve chance de se defender das acusações e que se comprometeu a entregar seu passaporte, como garantia que não vai deixar o país. “O asilo político é uma opção”, diz Majzoub, argumentando que seu cliente foi absolvido sete vezes da acusação de ter uma casa de prostituição. Para ele, a absolvição mostra que Maroni também não explora a prostituição, não incentiva nem trafica mulheres.

O advogado do empresário afirma que seu cliente recebeu convites de dois partidos políticos para concorrer à prefeitura de São Paulo. “Ele é um potencial candidato, assim como o Kassab (atual prefeito de São Paulo)”, afirmou Majzoub. Desde a decisão da prefeitura, de fechar o Bahamas e interditar as obras do Oscar’s Hotel, a defesa de Maroni tem acusado o prefeito. “Ele se julga acima do poder”, diz o advogado.

“Maroni tem família, quatro filhos e um neto. Ele se dispõe a entregar o passaporte”, afirma a defesa, argumentando que o empresário é um “preso político em um regime democrático”, já que não teve a chance de prestar depoimento se defendendo das acusações.

Segundo Majzoub, os países sinalizaram de maneira positiva. Porém, para que uma pessoa receba asilo político é necessário aprovação da ONU. “Aguardamos o trâmite burocrático da ONU e já denunciamos o caso para a Human Rights Watch”, afirmou o advogado, dizendo que apelou à organização que defende os direitos humanos pelo mundo.

Richard Smith disse:
29 de agosto de 2007 às 12:35

Ô, tadinho.

Eu concordo! Exilemos o proxeneta lá no Suriname. Para sempre!

Jaderbal disse:
29 de agosto de 2007 às 14:27

Está passando da hora de legalizarmos a profissão de prostituta e seus correlatos.
Não conheço nem quero conhecer o caso concreto analisado pela reportagem. Porém, em tese, vivemos sim numa sociedade hipócrita.
Daqui, da minha garagem, vejo um lindo hotel, o qual - todos sabem - funciona há anos uma bem montada casa de encontros.
Há também os motéis, anúncios no jornal, etc.
O cidadão em comento não é diferente de nenhum dos donos dos negócios aqui citados.
Sim, somos hipócritas!

Daniel Majzoub disse:
30 de agosto de 2007 às 12:01

O cerne da questão é que o Oscar Maroni Filho já foi julgado e absolvido das mesmas acusações, pelo menos 7 vezes (ainda compro uma calculadora!). Na última sentença, datada de 10 de agosto de 2007 (recente!), o Juiz da 23ª Vara declarou que o Bahamas não é casa de prostituição e afastou o art. 229 do CP, com base no inc. III do artigo 386 do CPP (fato não tipificado). Quantas vezes o Sr. Oscar terá que ser acusado e preso pelas mesmas alegações para depois provar suas versões dos fatos? Porque ele não foi ouvido ainda? Banalizou-se o instituto da prisão preventiva, que virou regra geral ao invés de medida excepcional. Suprimiu-se a presunção de inocência junto com o contraditório e a ampla defesa. Oscar Maroni não é um santo nem dono da verdade, longe disso. Porém, ele merece ao menos uma oportunidade de apresentar a sua versão dos fatos e ser interrogado. Espero que a opinião pública reflita. Espero que o Poder Público analise o caso com rigor técnico e objetivo, isento de valores subjetivos e prejulgamentos. Negar o direito de responder ao processo em liberdade é um abuso. Hoje é o Oscar que está preso sem ser ouvido e amanhã? Minha barba já está de molho...

Fftr disse:
31 de agosto de 2007 às 08:35

Tomará que algum dos país aceite o pedido, será menos um criminosos para dar trabalho. Quem dera todos os pilantras deste país pedissem azilo em outros países. Os indices do IBGE mostrariam uma redução demográfica significativa em Brasília e em tantos outros locais, porém duvido que países sérios queiram receber essa corja.

Daniel Majzoub disse:
31 de agosto de 2007 às 14:41

Prezado Sr. Fernando,
Asilo se escreve com "s".

Fftr disse:
31 de agosto de 2007 às 21:24

Perdão, falha imperdoável. Sou culpado! Voltarei aos bancos escolares para me penitenciar de tão grave falha, mesmo porque se dependesse da justiça brasileira poderia ficar embromando por uns vinte ou trinta anos!
Não há desculpas, pois o título trás a grafia correta.
Obrigado Sr. Daniel pelo aviso.
Abraços!
Fernando

Fftr disse:
31 de agosto de 2007 às 21:26

Só relembrando, espero que algum país aceite o ASILO, MENOS UM PARA ENCHER O SAC...!

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