Dirceu questiona julgamento do Supremo sobre mensalão

O ex-ministro José Dirceu colocou sob suspeita o julgamento do Supremo Tribunal Federal que abriu Ação Penal contra os 40 denunciados no esquema do mensalão. O deputado cassado do PT disse que teme pelo resultado final do seu processo.

Em entrevista coletiva, na qual se defendeu das acusações, Dirceu afirmou que a divulgação da conversa telefônica do ministro Ricardo Lewandowski, publicada no jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (30/8), coloca “no mínimo o julgamento do STF sob suspeição”. Lewandowski disse que os ministros votaram com a “faca no pescoço” por conta da pressão da imprensa.

Dirceu afirmou que desistiu de fazer uma campanha para pedir a anistia da cassação do seu mandato de deputado federal, ocorrida no final de 2005. Na última terça-feira, o tribunal encerrou a análise da denúncia contra 40 acusados de envolvimento no esquema do mensalão, incluindo Dirceu, tornando todos eles réus. E Dirceu responderá pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.

Segundo o ex-ministro, além da divulgação dessa conversa telefônica existe também outro fato grave, que foi a publicação das mensagens trocadas pelo sistema intranet entre Lewandowski e a ministra Cármen Lúcia. “Estou perplexo, estupefato e quase entrando em pânico”, ressaltou Dirceu. O ex-ministro afirmou, ainda, que tudo isso não pode simplesmente passar em branco, questionando que precisa da garantia de que terá um julgamento justo.

Dirceu disse que espera um pronunciamento do STF a esse respeito. “Este caso é muito grave”, observou ele, numa referência específica à divulgação da conversa telefônica do ministro.

O advogado do ex-ministro, José Luiz Oliveira Lima, também presente à entrevista coletiva, disse que no momento adequado a reportagem sobre Lewandowski poderá ser anexada à defesa de Dirceu. Para o ex-ministro, se fatos como estes (divulgação de mensagens e da conversa telefônica do ministro Lewandowski) tivessem ocorrido em outro país, o julgamento poderia até mesmo ter sido suspenso.

com Agência Estado

Antônio Macedo disse:
30 de agosto de 2007 às 17:54

Com mais esse episódio da divulgação por parte de uma jornalista de diálogos do ministro Lewandowski a respeito do julgamento do mensalão no STF, fica evidenciado ainda mais a necessidade da regulamentação do poder da mídia, o qual não é à toa que é chamado do 4º poder. A revista Veja, por exemplo, já derrubou presidente da República, senadores e outros políticos. E pior de tudo é que a mídia age sob o amparo do anonimato de suas fontes, muitas delas inimigas pessoais das vítimas do poder destruidor da mídia. Quanto ao julgamento do STF, entendo, que não foi correto, pois os acusados, que na época do mensalão, exerciam funções públicas, como o ex-ministro Zé Dirceu,deveriam ser tipificados criminalmente nos crimes de improbidade administrativa regulada pela Lei Federal nº. 8.429/92, e não por corrupção ativa, pois este crime é praticado por PARTICULAR contra a administração pública (Art. 333 do Código Penal). E os ex-ministros do governo Lula, eram na época, Agentes Públicos e não particulares, pois se assim fossem não teriam foro previlegiado no STF.

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 18:45

Falar em ofensa à intimidade aqui é menos que opinião errada. É bizonhice.

Aluno de primeiro período sabe que sem expectativa de privacidade, não há privacidade.

Quem fala aos gritos em local público é porque não se importa que as pessoas o ouçam. Se não se importa, abdica de sua privacidade. Se quem ouviu foi um repórter, azar de quem fez esta besteira.

Ah, improbidade administrativa não é crime, dr. Macedo.

Justiça disse:
30 de agosto de 2007 às 18:51

Mauro Ferreira Fonseca
É lamentavel! O Ministro Lewandowski deve ter muito cuidado. Boca fechada não entra mosquito.
Quando acredito que o nosso Brasil vai seguir o rumo certo, vem esta bomba. Estou perplexo, e ao mesmo tempo triste.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 21:05

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

Eneas disse:
30 de agosto de 2007 às 21:05

JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI

Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56

Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.

Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.

O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.

"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.

Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.

Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.

O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.

E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.

E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.

E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.

LHS disse:
30 de agosto de 2007 às 21:21

Se ao invés do Lewandowski o flagrado fosse o Gilmar Mendes ou a Ellen Gracie, certamente muitos dos indignados estariam rindo à toa e aplaudindo a bisbilhotice.

Como flagraram um Ministro "governista" falando o que não devia, é mais fácil atacar quem escutou do que quem falou.

Zito disse:
30 de agosto de 2007 às 21:25

Virou moda.
Tudo é a imprensa que faz.
Mata. Rouba. Faz o pagamento de pensão alimentícia. Compra gado fantasma. Etc.
Bonito é nossos Representantes do Povo (alguns) ROUBAR O CONTRIBUINTE.
Parem de chorar pelo leite derramado.

Embira disse:
30 de agosto de 2007 às 22:04

Estou percebendo que em matéria de eletrônica nossa classe, em geral, só não aprova a videoconferência. A espionagem, a captação de mensagens dos “personal computers”, as gravações de conversas de telefones celulares, a filmagem realizada debaixo da janela do gabinete de Marco Aurélio Garcia, tudo isso é bem-vindo. Viva a eletrônica, desde que não seja a serviço de um Judiciário mais eficaz. Já temos aí uma nova “paparazza”, identificada pela Folha: Vera Magalhães, a moça que gravou a conversa no celular. Será que Eliane Cantanhêde e Bárbara Gancia não vão morrer de inveja?

Ramiro. disse:
30 de agosto de 2007 às 22:12

Há de se preocupar com a exceção da verdade. A Constituição garante a preservação das fontes para o jornalista, mas no caso a afirmação é feita em cima de suposta conversa gravada. Onde está a gravação? Resiste a uma análise pericial?

www.professormanuel.blogspot.com disse:
30 de agosto de 2007 às 23:45

Salvo engano, Ramiro, não há gravação.

A conversa foi ouvida por uma repórter que jantava na mesa ao lado do ministro e falava ao telefone em voz alta.

LHS disse:
31 de agosto de 2007 às 03:04

Embira, por acaso estás insinuando que a conversa do Ministro transcrita pela Folha foi, na verdade, grampeada por terceiros? Então a Folha teria mentido ao dizer que a conversa foi ouvida em ambiente público por membro de seu corpo de jornalistas?

São acusações muito graves, espero que tenha como prová-las perante o Judiciário caso seja necessário

Frederico Flósculo disse:
31 de agosto de 2007 às 09:16

O Ministro Lewandowski parece ser um tanto "levado"...
Fala demais para um ministro do Supremo, e fala mal. Não parece ter noção das conseqüências de suas palavras, na sua posição atual. Agora o Zé-Dirceu sobe na escada dessas palavras. Uma lástima.

futuka disse:
31 de agosto de 2007 às 09:49

Salvo engano o enganado fomos nós, pois,segundo o senhor-:"Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado."
EM BOM PORTUGUÊS, prefiro acreditar nesta teoria do senhor Dallari, vou mais além acho que de fato pode ter sido sim realizado uma interceptação através de outros meios escusos essa conversação do ministro. Não seria nenhum "bicho de sete cabeças", aliás, nos dias atuais é muito normal para quem é do ramo, basta pesquisar.

Bira disse:
31 de agosto de 2007 às 09:52

O sr. Dirceu poderia explicar de onde veio o dinheiro do caixa 2 do PT, ai sim poderiamos estudar o caso da vitima.

MAFFEI DARDIS disse:
31 de agosto de 2007 às 11:52

Ora, inconcebivel recriminar a Imprensa, eis que atraves desta é que o Povo brasileiro toma conhecimento de fatos, tramados a portas fechadas.
Portanto a imprensa livre e responsavel é fator primordial em nossa Nação.
Obviamente, os Réus, Dirceu e outros, clamarem por inocência, é fato natural, ninguem é Réu confesso
Quanto ao Sr. Dirceu bradar que o Supremo agiu sobre influência da mídia, esquece referido Cidadão e outros Réus do Clamor Público em decorrência do que ocorreu.
Falar em Clamor Público, muitos e muitos ficam em carcere por causa dessa questão.
A questão é: aonde há fumaça, tem fogo.
Alias, se crime não houve por que os indicios e provas nos Autos?
Na qualidade de Advogado Criminalista, no meu entender pessoal, caberia aos Srs. Doutos Defensores sequer manifestaren-se a respeito, não se deve usar, aproveitar da mídia pela descraça de seus Clientes.
Cabe sim representa-los em Juizo, acaso tenha que constestar a Denuncia que o façam atraves de Petições, esse é o seu labor.
Dirceu com o devido respeito deve calar-se e não fazer julgamento, erroneo, que o Supremo estaria sob a merce da mídia.
Ora. os Inclitos Ministros,os temos como pessoas probas, e como tal não poderão se deixar influenciar por pressões.
Malvadada a versão do Ministro "corda no pescoço" acaso assim se pronunciou cabe a Ele pedir sua demissão do nobre cargo é incomprensivel um Ministro sentir-se com a corda no pescoço.Qual seria essa sua razão? Eis a questão.
A Corte máxima agiu dentro do lidimo exercicio da Lei.
Agora, quem será o Chefe dos 40 réus? Eis a questão.
Ocorre que ainda, em nossa Pátria, uns e. outros senten-se imputáveis.
O Brasil, acredito que mudou, culpados para a cadeia, inocentes em liberdade.
FERNANDO MAFFEI DARDIS

acdinamarco disse:
31 de agosto de 2007 às 12:22

Ao réu criminal e a seu Advogado são admitidas todas as argumentações lógicas e ilógicas. É o que chamamos de "jus esperneandi".
acdinamarco@aasp.org.br

Richard Smith disse:
31 de agosto de 2007 às 14:47

Mas é calro e meridiano que o "revolucionário de boteco" iria querer faturar em cima dos episódios, não acham.

Mais ainda em cima das inconfidencias infantis do "leviandowski"!

Arre!

Eneas disse:
31 de agosto de 2007 às 20:35

NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!

José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.

Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...

Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?

A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!

Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.

A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!

Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).

Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.

***Que será que ela comeu ???? ***

drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.

José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.

Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique

eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.

Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).

Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".

Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.

Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????

Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo

Regis disse:
01 de setembro de 2007 às 21:15

outras novidades ainda surgirão.

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