O ministro Eros Grau, do Supremo Tribunal Federal, diz que vai processar o colega Ricardo Lewandowski por calúnia após a divulgação de correspondências eletrônicas durante o julgamento contra os 40 acusados de envolvimento no mensalão. Num dos e-mails, Lewandowski sugeriu que Eros faria “uma troca”, votando a favor dos mensaleiros para que o governo apoiasse a nomeação de um outro ministro do STF. Eros votou em sentido contrário.
A informação é da colunista Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo. Segundo ela, a tensão no Supremo por causa dos e-mails trocados entre os ministros ainda é grande.
A colunista informou, ainda, que o ministro Eros revelou a pessoas próximas que também está extremamente magoado com juristas de São Paulo que, em seu entendimento, defenderam os dois ministros e não o defenderam da acusação de “troca” de voto.
Um deles é Fábio Konder Comparato, que disse “não ver por que levar a sério aquilo [os e-mails] que foi obtido clandestinamente. Seria levar a sério um ato condenável, de jornalismo aviltante. Os e-mails se tornaram públicos porque foram fotografados por jornalistas”, afirmou.
Eros Grau tem seis meses para processar Lewandowski. Segundo a colunista, ele deve fazer isso depois de se recuperar de uma cirurgia que fará em São Paulo no próximo mês.
Mal-estar Supremo
No ano passado, durante o julgamento de uma reclamação da União no caso de uma indenização por desapropriação de terras no Paraná, de quase R$ 100 milhões, o clima também esquentou no Supremo Tribunal Federal. O ministro Joaquim Barbosa acusou o ex-ministro da Corte, Maurício Corrêa, de tráfico de influência.
No momento da sustentação oral, o ministro Joaquim Barbosa estranhou que quem se preparava para falar não era o ex-ministro e ex-presidente da casa, Maurício Corrêa. Segundo Barbosa, Corrêa tinha ligado várias vezes em sua casa pedindo celeridade na tramitação do processo. Se ele não era o advogado do caso, alguma coisa estaria errada.
“Se o ex-presidente desta Casa, ministro Maurício Corrêa, não é o advogado da causa então trata-se de um caso de tráfico de influência que precisa ser apurado”, disse Joaquim Barbosa, em tom exaltado.
Procurado, à época, pela revista Consultor Jurídico, Corrêa se defendeu. “Se o ministro Joaquim tivesse lido o processo direito, isso não teria acontecido”, disse. “Não vou guardar ressentimento, vou pensar depois com a cabeça fresca. Ele se desculpou e está tudo bem”, completou. O pedido de preferência em casos que se encontram há muito tempo no tribunal é corriqueiro. O processo em questão está no STF desde 2004.
Ao jornal O Estado de S.Paulo, contudo, Corrêa afirmou que considerou “uma descortesia, uma irresponsabilidade de um ministro que ficou com os autos por bastante tempo”. O advogado confirmou que ligou para Barbosa para saber se havia uma previsão para o julgamento da ação. “Sou um cidadão brasileiro, sou inscrito na OAB. Ninguém tem nada a ver com a minha vida. Muito menos o senhor Joaquim Barbosa”, reagiu, cogitando recorrer a alguma medida judicial contra o ministro.
“Estou pensando em tomar providências contra ele, sim”. O ex-presidente do STF ressaltou que não existe nenhum impedimento legal para que ele advogue na Corte. Informou que se aposentou há quase três anos e, na época, ainda não estava em vigor a emenda constitucional da reforma do Judiciário, que estabeleceu uma quarentena para os juízes.
Desfecho
Logo depois do atrito, Mauricio Corrêa entrou com pedido de interpelação contra o ministro Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Ao receber interpelação a um de seus membros, a Corte o tratou como trataria qualquer cidadão: interpelou-o para explicar-se. Mas lhe concedeu o privilégio de fazê-lo em segredo.
A interpelação foi distribuída ao ministro Ricardo Lewandowski, que declarou segredo de Justiça para o caso e notificou o colega para que se manifestasse a respeito. Barbosa explicou então que a suspeita levantada em plenário sobre o ex-presidente da Corte era conseqüência de um mal entendido e admitiu que errou. Mas induzido pelas circunstâncias.
Maurício Corrêa recebeu as escusas de Joaquim em maio do ano passado, aceitou-as, mas tratou de encaminhá-las à seção da Ordem dos Advogados do Brasil do Distrito Federal. O advogado relatou a resposta que recebeu, uma vez que a seccional entendeu “que a ofensa se dirigia à dignidade da advocacia e não somente à pessoa do advogado agravado”, explicou à presidente da OAB-DF, Estefânia Viveiros.
O ex-ministro informou também que “sem qualquer consideração sobre o mérito das justificações apresentadas por Sua Excelência, entendi de acatá-las, como se o episódio tivesse sido provocado por lamentável mal-entendido”. Com a aceitação das explicações pela parte ofendida, o caso foi encerrado.
O que mais me impressiona é que nenhuma providência foi tomada ( diga-se policial) quanto à invasão de privacidade de dados ( conforme norma Constitucional prevista)prática reprovável, ao meu ver. Intranet é sistema de comunicação via dados telemáticos dirigidos a pessoa certa, ortanto de cunho privativo a quem manda e a quem recebe. Interceptação de dados é crime. Isso Basta. Quiça a matéria ficará extremamente interessante quando tal ação penal refletir-se na mesma Corte constitucional do STF. É ver para crer se a prova clandestina será aceita pelos pares do mininstro atacado. E quanto ao reporter...bem, isso é outra estória...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo
Marco Aurélio disse ontem na CBN que, se a conversa influiu na decisão do STF, foi uma influência positiva.
De acordo, Dr. Rossi. Essa invasão de privacidade foi responsável, também, por um desgaste no relacionamento entre os Ministros.
Interessante. Os "e-mails" não se tratavam do tipo "corporativos públicos"? Qual é o limite? Quem são os democráticos e os democratizados? Quem é empregado ou sócio do Estado Brasileiro?
A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu o direito do empregador de obter provas para justa causa com o rastreamento do e-mail de trabalho do empregado.
Huuuum!
??????
Eros Grau está exagerando a questão: excesso de sensibilidade e, como dizer, chilique jurídico.
JURISTAS CRITICAM O ABUSO DA IMPRENSA
Para grupo houve 'abuso da liberdade de informação' na publicação de e-mails de ministros do STF
BRASÍLIA. Cinco juristas e professores de direito constitucional divulgaram ontem nota criticando a divulgação, pelo GLOBO, de mensagens trocadas entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia e Ricardo Lewandowski durante o julgamento da denúncia do mensalão, semana passada. Os advogados classificaram a publicação dos e-mails de “abuso da liberdade de informação”.
Na nota, Celso Antonio Bandeira de Mello, Dalmo de Abreu Dallari, Fábio Konder Comparato, José Afonso da Silva e Paulo Bonavides dizem que “a captação clandestina, por meio de (lente fotográfica) teleobjetiva, de mensagens particulares trocadas por ministros do Supremo Tribunal Federal, durante uma sessão de julgamento, constitui forma aviltante de jornalismo, que ofende os princípios éticos e jurídicos da comunicação social”.
Eles prosseguem: “Todos os agentes públicos, inclusive os magistrados, mesmo em meio ao exercício de suas funções, têm o direito fundamental de manter inviolada a sua esfera de intimidade e comunicação privada (...) A condescendência com tais atos condenáveis conduzirá em breve à generalização de escutas clandestinas e outros procedimentos de sistemática invasão da privacidade”.
“Os órgãos de imprensa, que não hesitam em tachar de censura toda tentativa de regulação de suas atividades, deveriam ser mais rigorosos no repúdio aos abusos da liberdade de informação”, diz outro trecho da nota dos advogados.
Realmente, parece-me excesso de sensibilidade do Min. Eros Grau. Mas, se ele resolvesse processar o Min. Lewandowski, seria até engraçado. Quase todos os ministros do Supremo, como seria mesmo de se esperar, já devem ter discutido o assunto, inclusive com os dois envolvidos. Todos seriam suspeitos para o julgamento da causa, pois. Teriam que convocar ministros do STJ ... A repercussão seria péssima! Cômico e trágico o caso.
Falar em ofensa à intimidade aqui é menos que opinião errada. É bizonhice.
Aluno de primeiro período sabe que sem expectativa de privacidade, não há privacidade.
Quem fala aos gritos em local público é porque não se importa que as pessoas o ouçam. Se não se importa, abdica de sua privacidade. Se quem ouviu foi um repórter, azar de quem fez esta besteira.
Acabei de comentar, que se faz preciso urgente, a elaboração de uma nova Ordem constitucional para o Brasil. É triste observar, o que estamos observando, em várias esferas de Governo, principalmente no Federal e Estadual, do Municipal, então, nem se fala, é coisa do outro mundo. Observemos, a celeuma levantada com os 40 do mensalão. Certeza temos, que ministros de sangue bom e bom mesmo, torcem igual a mim, pobre coitado, sem eira e beira, porem como todo cidadão de bem, deseja que sejamos de fato, uma Grande Nação, e não mais, uma nação grande, onde impera a picaretagem, e os flibusteiros da ordem em seus diversos seguimentos, usam e abusam, da falta de uma legislação constitucional séria, e auto aplicável . Uma nova ordem Contitucional, e um novo Congresso, se faz preciso urgente. Se faz preciso urgente, investir em Educação, para que nossa sociedade, saiba em quem votar, e cobrar dos eleitos, seriedade, e cadeia para bandidos do colarinho branco, não importando a origem e casta social, e tão pouco, o papel, que esses desempenham na sociedade Civil, ou Militar (esses coitados; tem o CPM - Código Penal Militar , O RDE, ou RD, e por cima, o CPP, ou CP, contra os mesmo, portanto, não como escapar, se erros cometerem).
José Brenand - 65 anos de idade josebrenand@terra.com.br
Bizonhice é opinar em lugar errado, prof. Manuel. Quem gritou o que aqui ?
Abraço-o , com as considerações de estilo, sem invasão de privacidade, é claro.
Otavio
JURISTA VÊ "COAÇÃO" AO STF E DEFENDE LEWANDOWSKI
Quinta, 30 de agosto de 2007, 14h56
Daniel Bramatti
Primeiro, uma troca de mensagens por computador com uma colega é fotografada e exposta pela imprensa a todo o país. Agora, uma conversa por celular é parcialmente ouvida por uma repórter e chega à manchete de um jornal. No centro dos dois episódios, o ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo a Folha de S.Paulo, o ministro disse a um interlocutor que seus colegas estavam "com a faca no pescoço" ao julgar a abertura de processo criminal contra os acusados de envolvimento com o esquema do mensalão. "A imprensa acuou o Supremo", afirmou Levandowski ao celular, ainda de acordo com o jornal, em um restaurante de Brasília, na noite de quarta-feira.
O jurista Dalmo de Abreu Dallari, que foi professor de Lewandowski, concorda com a tese de que houve pressão da imprensa -usa até o termo "coação"-, mas não acredita que ela possa ter sido formulada por seu ex-aluno.
"Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari. Ele afirma, porém, que a reportagem da Folha é uma "invencionice" e que seu ex-aluno teve agredido o direito à intimidade e à privacidade. Avisada das críticas, a Folha não se manifestou até este momento.
Leia a seguir a íntegra da entrevista concedida pelo jurista, por telefone, a Terra Magazine.
Terra Magazine - Eu gostaria de ouvi-lo sobre a reportagem da Folha na qual o ministro Lewandowski afirma que votou acuado pela imprensa. Como o senhor vê essa questão?
Dalmo de Abreu Dallari - Em primeiro lugar, acho absolutamente imoral e ilegal o que a Folha está fazendo. Na verdade, a repórter não ouviu isso do ministro. Ela, segundo consta, estava sentada numa mesa de restaurante e o ministro estava falando no celular caminhando, não estava parado. E ela reproduz todo o diálogo, ela dá os argumentos da outra pessoa com quem falava o ministro, tira conclusões. É espantoso, essa repórter tem poderes mediúnicos. Na verdade isto é uma invencionice. Acabo de ler isso, fiquei indignado.
O senhor vê esse episódio como uma violação de sigilo...
Não tenho dúvida. É mais uma agressão ao seu (de Lewandowski) direito à intimidade e à privacidade.
E o fato em si o sr. acha que não é verdadeiro? Os ministros não...
Não é verdadeiro, eu conheço muito o professor Lewandowski, ele foi meu aluno de pós-graduação aqui na Faculdade de Direito. É um homem impoluto, do mais alto nível ético, não acredito de maneira alguma nessas acusações. Mas a maneira como ela descreve deixa evidente que é imprensa marrom. Há muita invencionice, sem dúvida. Muitas vezes a gente está num lugar público e alguém está num celular, fala alto e a gente ouve, mesmo que não queira, mas não ouve o que a outra parte fala. E ela reproduz, diz que o outro dizia e ele respondia "sem dúvida". Aí ela concluiu o que o outro dizia...
Nessa conversa o ministro se declara independente, mas faz uma análise sobre o Supremo em geral, diz que o Supremo votou pressionado pela imprensa...
Isso é o que a jornalista diz. E eu não acredito que ele tenha dito isso.
E dessa análise o senhor discorda também?
Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação. Houve um prejulgamento, disso não tenho dúvida, estou lendo todos os dias vários jornais, estou acompanhando.
E essa eventual pressão não pode ter afetado o comportamento de alguns ministros?
Eventualmente pode. Mas não dá para dizer que eles concluíram por causa disso. Que isso pode ter afetado eu acho também, são fatores humanos. Em caso de dúvida, podem ter preferido não afrontar a coação da imprensa, isso pode acontecer. Mas que houve essa tentativa de coação, disso não há duvida.
PROFESSOR MANUEL, DEIXO UMA REPORTAGEM DO PROFESSOR DALMO DALLARE, ESTE SIM, PROFESSOR, NO MAIS PURO SENTIDO DA PALAVRA, PARA RESPONDER AOS SEUS ATAQUES GRATUITOS.
Apesar de Dallari dizer que o ministro jamais falaria aquilo, já há uma informação de que o ministro confirmou a conversa em uma entrevista que será publicada amanhã.
Lá, ele dá suas explicações.
Quando o juiz-presidente do tribunal eleitoral Francisco Resek foi guindado a ministro de relações exteriores de Collor, vi que a promiscuidade tomara conta dos meandros da justiça!
O que será que virá?
..""Que houve uma pressão da imprensa é mais do que óbvio. Grande parte da imprensa não queria um julgamento, queria uma condenação", disse Dallari."..
-:Concordo com o "ton" do eminente Dallari e o que virá depois através da mídia, imagino que será..pura cascata. Que seja feita a Justiça!
Aos que porventura acharem que isso vai dar em alguma coisa concreta , sugiro pegarem um vôo ate Helsinqui na Finlandia pois la existem vôos turisticos mais para o Norte do Pais onde os interessados podem conhecer a legitima casa do Papai Noel com direito inclusive a posar para fotos com o dito cujo , é uma atração turistica local. La chegando , poderão entregar as suas cartinhas em mãos para o bom velhinho.
Brincadeiras a parte , passada mais esta onda que tem a cobertura da maldita Imprensa ( segundo alguns saudosos da redentora), tudo vai continuar exatamente como dantes no quartel de Abrantes entre as "eminencias" togadas que fazem o verdadeiro "interface" entre DEUS e os demais mortais. Essa situação tragicomica protagonizada pelo Ministro Trapalhovsky vai apenas causar um administravel mau estar entre Eles , muito pior foi a situação vivida pela Dignissima Ministra Ellen Gracie que foi assaltada ano passado no Rio de Janeiro com direito a arma apontada para a cabeça e tudo o mais e o vetusto CONJUR apesar de publicar a noticia informou a reboque que "não deixaria espaço para comentarios naquele assunto especifico" , lembram disso????? Nem sei pra que tanto "meda" como diz o Trapalhão original que nem Ministro é , o nobre Renato Aragão. Esse tipo de puxa-saquismo rasteiro é plenamente evitavel pois "a maioria" dos Membros daquele Tribunal , são Servidores Publicos com alguns degraus acima e não essa imagem grosseira de semi-deuses que alguns babadores de ovo costumam estimular por aqui. Pobre Brasil.
Em uma conversa entre dois amigos é normal haver toca de impressões e algum humor. Quem nunca fez o mesmo que atire a primeira pedra.
Discordo do Ministro Eros Grau; no seu lugar poderia até ficar irritado, mas não se deve processar as pessoas só pq se está irritado.
POIS É EDUARDO! TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO DIVULGARAM... NÃO INTERESSAVA...
A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!
As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem fixados as sentenças coligidas, dadas pelo único Pastor.
Vaidade de vaidade, diz o Pregador, tudo é vaidade.
As frases acima foram escritas por Salomão, O MAIS SÁBIO QUE JÁ EXISTIU e estão no livro de Eclesiastes 12
Será que a nação merece ver o seu Tribunal Máximo envolto em fúteis vaidades, à guiza de seu objetivo maior que é promover o bem-comum fazendo prevalecer a justiça? Que os homens que lá estão diminuam-se para crescimento das suas missões, afinal, é para isso que lá estão, não para auto - melindrarem-se pois nada precisam provar já que lá chegaram e la é o topo!
São fogos de artifício ; uma onça não come a outra. NUNCA !!!
acdinamarco@aasp.org.br
Este comunistóide chamado Grau, que galgou o cargo de ministro do STJ graças as suas atuações esquerdistas, somente não votou a favor dos mensaleiros dada a divulgação pela imprensa do acerto existente. O nosso STF é isto que ai está. Salvo raras exceções, um bando de vaidosos que fazem suas negociatas, também. É a figura atual de nossa republiqueta. Quantos para lá foram graças a favores que fizeram ao Poder Executivo e a grandes multinacionais e empresas que prestam serviços públicos, cujos processos encontram-se engavetados. Hoje, o maior engavetador de processos que pisou o STF ganhou o Ministério da Defesa. Pretende ser presidente desta republiqueta. Depois de Lula, bem que o merecemos. E, vamos que vamos...
Depois das inúmeras idiotices e puerilidades ditas neste espaço, condenando a atitude da repórter de divulgar o que OUVIU, em lugar PÚBLICO, da boca de um dos 11 ministros da Corte Suprema sobre fato relevante recém-acontecido (e todos "esquecendo-se" de comentar a gravissima e chula frase: "a tendência era de AMACIAR para o DIrceu") posto abaixo a reprodução do comentário de hoje de REINALDO AZEVEDO, no seu "blog".
Leiam, os homens de bem, e meditem!
Levianos, arrivistas, vulgares.
O direito é um sacerdócio e conserva traços de uma pompa que nada tem de ridícula. Ela deveria ser a manifestação material da distância que tal conhecimento guarda do saber comum, vulgar, nem sempre íntimo do bem. O direito, enfim, não é achado na rua, ou o que se tem é só injustiça. Sacerdotes, na Roma antiga, costumavam iniciar assim as suas cerimônias: “Odi profunum vulgus et arceo/ Favete linguis”. Literalmente: “Odeio o vulgo profano e afasto-o. Silêncio”. Servia para distanciar os que não eram iniciados naqueles segredos.
O grande poeta latino Horácio (8 a.C-65 a.C) usou a fórmula em uma de suas odes, chamando a atenção, a um só tempo, para a importância da poesia, que deveria obedecer a certos rigores sem, no entanto, deixar de ser simples. Como o direito. Ele não deve se confundir com a obscuridade, mas há de conservar um rigor que o coloca acima do vulgo, do saber comum. De verdade, isso deveria valer para todas as esferas da vida pública. Ora, a própria democracia é assim, não é mesmo? Ela é exercida por todos, resulta da vontade da maioria, mas nem sempre acede ao que a grande massa acha conveniente. Por isso, a democracia, que é de todos, tem as chaves guardadas por um minoria diligente, que a preserva do assalto “das massas”.
A propósito do que isso tudo? Fomos assaltados pela vulgaridade. O sacerdócio está entregue ou à má-fé ou aos trapalhões. A patetada protagonizada pelo ministro do Supremo Ricardo Lewandowski, que sai comentando ao telefone, em lugar público, o resultado de um julgamento, dá conta de que os ritos estão sendo oficiados não por sacerdotes, mas por noviços deslumbrados, que ignoram o decoro e o princípio. Não conhecem os “mistérios”. Convenham: é o mesmo Supremo onde está Eros Grau, que faz digressões sobre “vaginas flatulentas”. Ou em que a ministra Cármen Lúcia comenta com um colega — o mesmo Lewandowski — que o único juiz negro da corte dará um “salto social” com o processo de que é relator. A iaiá assistia, compassiva, à ascensão da senzala.
Que dias detestáveis estes! Isso nada tem a ver com democracia. Isso é só vulgaridade, o deslumbramento, o arrivismo e a falta de decoro alçados à condição de categoria de pensamento. Alguma surpresa? Nenhuma, não é mesmo? Afinal, os súditos seguem os passos do soberano. A cada vez que o sistema político acolhe como coisa corriqueira as quinquilharias retóricas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o padrão da vida pública se degrada um tanto mais. Então não foi ele que, numa solenidade com o presidente Bush, comparou o entendimento entre dois países ao encontro do chamado “Ponto G”? Todos rimos. De nós mesmos. A cada discurso, diligentes, estamos à cata de uma batatada, fingindo que a transgressão calculada, metódica, degradante, é só uma variante de estilo, um jeito descontraído de conduzir a coisa pública.
Não é. O que de pior pode acontecer a um país — Horácio dizia isso sobre a poesia — é perder o senso de medida, confundindo o diluição da fronteira entre o decoroso e o indecoroso com uma revolução de costumes ou com o progresso social. A dimensão ritualística do exercício do poder é substituída pelo improviso, pela descontração ignorante, pela ignorância enfatuada, orgulhosa da própria estupidez, de sua parolice propositiva, sempre a simular cenários grandiosos e a cantar as próprias glórias vãs. Esse arremedo de poder popular nada mais é do que mediocridade defensiva.
Era com esta sem-cerimônia que um Silvio Pereira, então secretário-geral de um partido, despachava numa sala do Palácio do Planalto. Ou que Delúbio Soares, um tesoureiro, transitiva livremente pelos corredores do prédio-sede do Poder Executivo, como bárbaros que tivessem tomado o castelo, a executar, sem mesuras, triunfantes, a pilhagem de rigor. A pior delas, sem dúvida, a institucional: porque esta fica estampada em nossa memória e produz frutos degradantes.
É uma pena ter de escrever um texto como este depois de uma jornada tão digna vivida pelo Supremo Tribunal Federal, que devolveu um tanto de esperança a quantos apostam no casamento entre a democracia e o estado de direito, realidades conexas, mas que não se confundem. Aquela só aceita o poder que derive da vontade da maioria; este outro submete esta vontade ao império da lei. A democracia que não respeita o estado de direito degenera em anarquia; o estado de direito que não atenta para a vontade democrática acaba abrindo um fosso entre a legalidade e a sociedade. Por isso, o próprio regime democrático prevê instrumentos com que adequar a escrita à vontade manifesta do povo.
Falo dos Poderes da República, mormente o Legislativo, que deve estar sempre atento à voz rouca das ruas, representando-a em benefício do progresso, educando-a para o bem das instituições, limando seus excessos para que o país tenha estabilidade legal, distinguindo a necessidade do simples clamor da hora. Mas vejam lá. Quem é hoje o presidente do Congresso? A que métodos recorre o senhor Renan Calheiros (PMDB-AL) para tentar se preservar da própria biografia? Alguma vez, antes, assistiu-se, no Senado da República ou do Império, a coisa parecida? A prepotência foi, antes, tão mesquinha? A mesquinharia foi, antes, tão autoritária? O autoritarismo foi, antes, tão banal?
Não tenho, embora possa parecer, sobre o conjunto da obra acima relatada, uma visão apocalíptica. Até porque seria inútil. Não desafio o teclado para lhes dizer: “Estamos perdidos, condenados”. Por mais que a realidade insista em testar a sanidade da esperança. Mas estou certo de que os novos excluídos do Brasil — aqueles que “eles”, cheios de nojo, chamam “classe média” — precisam se levantar de seu silêncio.
Voltemos ao ministro Lewandowski. O que se depreende de sua imprudência loquaz é que a Corte máxima da Justiça estava contaminada por um espírito que lhe era estranho: a disposição, como ele disse, para “amaciar com José Dirceu”. Não, senhores! O “amaciamento” não vinha dos autos; antes, era manifestação do próprio caso brilhantemente relatado pelo ministro Joaquim Barbosa: ação de uma quadrilha. Ainda segundo sua loquacidade imprudente, a reportagem fotográfica que flagrou o seu papinho com uma colega pôs “uma faca no pescoç” dos ministros. Não se sabe se ele considera que, sob pressão, seus pares renunciaram à injustiça para decidir segundo os autos ou se, temendo o clamor público, ignoraram os autos para fazer não justiça, mas justiçamento. Qualquer que seja o caso, Lewandowski expõe a Corte ao ridículo e lança sobre ela a suspeita de se dedicar mais ao conluio e à conspiração do que às leis.
Vocês sabem muito bem que reservo a esta gente a avaliação de Polônio sobre Hamlet, da peça de Shakespeare, quando o príncipe começa a delirar: “É maluquice, mas tem método” — em versão livremente adaptada. No vídeo que preparou para seu 3º Congresso, que acontece neste fim de semana, o PT faz um relato muito detalhado de sua estratégia de poder. Procurem no YouTube. Publiquei o endereço no blog. Trata-se da história da conquista do estado. Bem entendido o que ali vai, resta evidente que a “revolução”, em sua versão contemporânea, consiste na contínua e pertinaz desmoralização das instituições em benefício de um projeto de poder. Literalmente, entre aspas mesmo, o partido anuncia a sua intenção: “Não há qualquer exemplo histórico de uma classe que tenha transformado a sociedade sem colocar o poder político de estado a seu serviço (...). Não basta chegar ao governo para mudar a sociedade. É preciso mudar a sociedade para chegar ao governo.”
Não duvidem. Parte do estado já está “a serviço” dessa causa. Até quando?
NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!
José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.
Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço
Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...
Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?
A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!
Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.
A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!
Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).
Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.
***Que será que ela comeu ???? ***
drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.
José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.
Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique
eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.
Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).
Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".
Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.
Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????
Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo
O Eneas PeTralha, pago com o NOSSO dinheiro e que fica teclando em horário de expediente, colando artigos de "luminares" como o Dr. Dallari - que disse que o "levianowski" não havia dito o que ele confirmou hoje ter dito - chega agora ao desplante de reproduzir comentários adrede feitos aqui no CONJUR (cuidadosamente selecionados, claro).
Encontre algo de útil para fazer e vá trabalhar, mané PeTralha!
Senão, olha que eu, como um de seus patrões, te dou aviso prévio, hein?!
NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!
José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.
Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço
Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...
Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?
A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!
Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.
A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!
Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).
Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.
***Que será que ela comeu ???? ***
drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.
José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.
Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique
eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.
Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).
Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".
Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.
Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????
Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo
NÃO ESQUEÇAM DE UMA COISA: LEWANDOWSKI ACATOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU!!!!
José Carlos Portella Jr (Criminal 31/08/2007 - 14:23
A imprensa no Brasil é uma piada! Quando se fala em "liberdade de imprensa" se fala, na verdade, na liberdade dos acionistas em aumentar os lucros às custas da tragédia alheia.
Ronaldo de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 14:13
Cara Dra. Leila, concordo em gênero, número e grau, só que ñ é uma imprensa marrom, e sim, uma imprensa capitalista selvagem, que visa lucro, visa $$$ de forma irresponsável!
Um forte abraço
Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 31/08/2007 - 13:58
Isso é Brasil! A imprensa não tem limites quando o assunto é destruir honras! A imprensa marrom é uma praga mesmo! Vamos atirem pedras...
Eneas (Advogado da União 31/08/2007 - 13:55
CONCORDO PLENAMENTE COM MOREIRA, PAULO HENRIQUE, JOSÉ E KATONI. TODOS SABEM DA BELA HISTÓRIA DE VIDA DO PROFESSOR LEWANDOWSKI. A PARTE PODRE DA IMPRENSA REALMENTE ULTRAPASSA TODOS OS LIMITES QUANDO O ASSUNTO É VENDER JORNAIS E DESTRUIR HONRAS. O MINISTRO ACEITOU 90% DA DENÚNCIA, INCLUSIVE A DE CORRUPÇÃO ATIVA CONTRA ZÉ DIRCEU! ISSO NÃO SE DIVULGA?
A IMPRENSA INVESTIGA > ACUSA > JULGA > CONDENA NUMA MESMA MATÉRIA! QUANTA RAPIDEZ! E A MASSA MANIPULADA COMEÇA A JOGAR PEDRAS! QUE TRISTEZA!
Embira (Civil 31/08/2007 - 12:27
Doutor Lewandowski, deve ser terrível passar pelo que o senhor passou, tendo duas vezes, em curto espaço de tempo, sua privacidade invadida: primeiro, com a captação de mensagens do seu notebook; em seguida, com a divulgação de sua conversa no celular. Pode haver algo mais pessoal que um “notebook” ou um celular? Muita gente por aí, entretanto, partidária de uma “new age” moral, tem opinião diversa. O caseiro Francenildo mereceu uma sessão de desagravo na OAB por ter tido seu sigilo bancário quebrado. Sei que o senhor não necessita dessa honra, nem a OAB emitirá, sequer, uma nota de solidariedade. O senhor lembrou-se, em razão desses episódios, do livro "O Processo", de Franz Kafka, e da obra "1984", de George Orwell. Eu fui além: lembrei-me, já que o assunto é privacidade, dos “Versos íntimos”, do poeta Augusto dos Anjos: “o homem que nesta terra miserável vive entre feras, sente inevitável necessidade de também ser fera”. Lembrei-me, ainda, da paranóia de Henry Miller, em Trópico de Capricórnio: “Todo homem, até meus amigos mais íntimos, é um assassino potencial. Muitas vezes, não é necessário tirar o revólver, o laço ou o ferro de marcar – eles encontram meios mais sutis e diabólicos de torturar e matar seus semelhantes”. Lamentável: melhor não lembrar nada. Melhor esquecer.
A.G. Moreira (Consultor 31/08/2007 - 11:06
Não sabia que a "FOLHA" remunerava, tão bem, os seus funcionários !!!
Jantar em lugar, cujos preços (enunciados pela jornalista, que enumerou, com preços, cada item do cardápio do Ministro),... é para quem "tem bala na agulha" !!!
Significa que ganha tanto quanto o Ministro, OU convenceu a FOLHA a fazer uma extravagância, para poder FLAGRAR, qualquer conversa do Ministro ( já escrachado, anteriormente, pela GLOBO).
Afinal, além do , acima, descrito, COINCIDENTEMENTE, ela usou uma mesa, imediatamente,atrás do Ministro.
***Que será que ela comeu ???? ***
drnakatani (Advogado Assalariado 31/08/2007 - 08:50
Concordo com o Paulo Henrique, porém acho que os meios de imprenssa que contrataram a "jornalista" também deveriam ser acionados judicialmente, em especial em razão do dano moral sofriso pelo eminente ministro.
Contudo também acho que a partir de eventual condenação em valores que deveriam ser pedagogocamente elevados, o STF poderia odificar seu posicionamento em relação a condenação por danos morais para toda a população, ou seja, elevar o valor de toda e qualquer indenização devida a título de dano moral.
José (Outro 31/08/2007 - 08:49
Concordo absolutamente com o Paulo Henrique. Foi repugnante a conduta dessa "jornalista", que muito mais se comportou como uma araponga promovendo escuta ilegal.
Paulo Henrique M. de Oliveira (Advogado Autônomo 31/08/2007 - 02:46
Jornalista Vera Magalhães: eis um nome para ser guardado como exemplo de falta de ética. Buscou o seu momento de glória e fama de maneira sórdida, cruel e infame, contra um honrado magistrado, em conversa íntima com o próprio irmão.
Isto não é liberdade de imprensa, é corvadia, é indiscrição indevida, é falta de caráter, é sensacionalismo.
O Ministro deveria processá-la.
É o que penso!
Paulo Henrique
eduardo (Outros 31/08/2007 - 10:24
Segundo ele esclareceu, ele se referia ao próprio pescoço em referência as fotos de sua conversa com a Ministra, quando trocavam impressões sobre o caso.
Isso é o que acontece quando se publica fofocas como notícias (conversas alheias no celular ouvindo apenas o que fala uma das partes).
Leila Alves (Procurador da República de 1ª. Instância 30/08/2007 - 15:09
Diz a matéria da jornalista Vera Magalhães: "Lewandowski sentou-se e fez os pedidos: uma garrafa de vinho argentino Santa Júlia, R$ 49 segundo o cardápio, uma porção mista de queijos e outra de presunto, cada uma ao preço de R$ 35. No telão localizado às costas do ministro, eram exibidos DVDs musicais -um show do grupo Simply Red e uma apresentação da cantora Ana Carolina".
Ora francamente! Essa é a parte podre da imprensa brasileira. Sensacionalista e sem limites! Invadem a privacidade alheia, fazem elucubrações, investigam, acusam, condenam numa mesma matéria! Ora francamente isto é um absurdo! O Ministro Lewandowsk tem toda razão mesmo. Quem tem sensibilidade pode entender que a mídia realmente faz terrorismo contra tudo e contra todos.
Bruno (Juiz Estadual de 1ª. Instância 30/08/2007 - 14:25
Respeitando posições em contrário, concordo com o Dr. Rossi Vieira em seu comentário. Há um completo desrespeito à intimidade do Magistrado, uma vez que sua intimidade está sendo claramente violada. Uma conversa particular, parcialmente ouvida pela jornalista, é publicada e serve para denegrir a imagem do Ministro. A matéria se revela, no mínimo, irresponsável, ao concluir qual era o assunto debatido pelo Ministro, sem, contudo, ter o completo conhecimento do diálogo. Violação à corresposndência eletrônica privada, à ligação telefônica particular, onde vamos parar????
Rossi Vieira (Criminal 30/08/2007 - 13:00
Onde estamos ? Falta pouco algum reporter vai invadir a cama e lençois dos ministros, políticos e advogados e descobrir qual o comportamento sexual de cada qual, se usam remédios, o tempo da satisfação sexual e eventuais elogios de suas parceiras ou parceiros. O que comem antes da cópula, após, se fumam, o que fumam e o quanto gastam nessa atividade... Intolerável, inaceitável e absurdamente inacreditável. Isso só pode ser pegadinha...
Otávio Augusto Rossi Vieira, 40
Advogado Criminal em São Paulo
Ai, ai, ai, ai!
Acho que vou ter que dar aviso prévio mesmo, não acham?!
Deram espaço para jornalistas ? Agora aguentem a chamada imprensa livre !!!
acdinamarco@aasp.org.br
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