O presidente da Caasp (Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo), Sidney Bortolato Alves, encaminhou carta ao Consultor Jurídico para contestar a reportagem Patrimônio da advocacia: Advogado contesta fechamento de escola infantil . Na reportagem, publicada no dia 23 último, o advogado Luiz Riccetto Neto protestava contra o fechamento da Cecei (Centro de Cultura e Educação Infantil). Outra carta foi endereçada aos pais dos alunos da escola.
Riccetto entrou com processo administrativo (medida cautelar) na seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil, falando em nome dos pais, que a escola — considerada referência para outras instituições, certificada pelo ISO 9001-2000, e patrimônio cultural dos advogados — não pode ser fechada por falha na administração.
Em resposta, o presidente da Caasp afirma que a escola será fechada por duas razões principais. A primeira foram cortes no orçamento da Caasp, a partir de 2003, com perda de receita das custas judiciais por parte da OAB e também a redução das verbas da entidade destinadas a assistência social. A outra razão é que a escola, mantida a um custo de R$ 100 mil por ano, não atendia mais do que 35 crianças.
“A partir daí, a entidade obrigou-se a uma profunda reestruturação administrativa, de forma a adequar-se à sua nova realidade econômica” diz a nota.
Leia integra as notas
O projeto que concebeu o Centro de Cultura e Educação Infantil (Cecei), da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (Caasp), previa a instalação de unidades de atendimento em bairros da capital e cidades do interior com grande número de residentes advogados, não se limitando ao espaço que lhe foi destinado na sede da entidade.
A condução do projeto Cecei caminhou satisfatoriamente até dezembro de 2003, quando a Caixa foi surpreendida pela nova Lei de Custas, a qual significou-lhe a perda de uma receita anual média de R$ 14 milhões. Além disso, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a pedido de algumas seccionais de pequeno porte, reduziu o percentual de repasse das anuidades da seccional à Caixa de Assistência de 27,5% para 20%, o que representou novas perdas à Caasp, dessa vez de mais de R$ 7 milhões por ano, totalizando uma diminuição anual de receita de mais de R$ 21 milhões.
A partir daí, a entidade obrigou-se a uma profunda reestruturação administrativa, de forma a adequar-se à sua nova realidade econômica. O quadro de funcionários foi enxugado, unidades de serviço pouco utilizadas foram fechadas. Em tal cenário, também o Cecei necessitou encerrar suas atividades, pois o pequeno número de famílias a que atendia – 35 – não justificaria o prejuízo anual de mais de R$ 100 mil que representava à Caixa, independentemente da mensalidade paga pelos pais dos alunos.
Importante salientar que a Caasp, visando a auxiliar as famílias nesta etapa de transição, procurou pactuar convênios com escolas de alto nível educacional, tais como o Colégio São Bento.
“O encerramento das atividades do Cecei configura uma difícil, porém necessária, decisão administrativa, que visa a preservar o real objetivo da Caasp: conceder auxílio pecuniário e prestar assistência aos advogados em comprovada situação de carência e impossibilitados de trabalhar em decorrência de problemas de saúde, sendo essa sua única obrigação estatutária”, explica o presidente da Caixa de Assistência, Sidney Uliris Bortolato Alves. Neste momento, mais de 300 advogados incapacitados para exercer a profissão recebem ajuda financeira temporária da Caixa.
“Outras ações desenvolvidas pela Caasp voltam-se ao grande contingente de advogados, que se distribui por todo o Estado de São Paulo, e não a pequenos grupos”, destaca Bortolato Alves. Para oferecer aos 260 mil advogados paulistas serviços verdadeiramente abrangentes e de qualidade, a Caixa de Assistência mantém 32 sedes regionais e 172 Espaços Caasp, por meio dos quais os advogados têm acesso a medicamentos e livros por preço de custo; atendimento odontológico em consultórios próprios ou credenciados, onde os custos são substancialmente subsidiados pela Caixa; médicos e laboratórios credenciados em diversas especialidades e, ainda, possibilidade de acesso a planos de saúde em condições diferenciadas.
Anualmente, sete grandes campanhas de saúde promovidas pela Caixa de Assistência atingem todas as subsecções da OAB-SP. São ações preventivas modernas e de eficácia comprovada, cujos custos, elevados, são quase que totalmente arcados pela Caasp: Campanha Pró-Vida, que avalia a ocorrência dos principais fatores de risco de doenças cardiovasculares em advogados e advogadas com mais de 40 anos; Campanha de Saúde da Advogada, que tem como principal objetivo a prevenção do câncer de mama, do câncer de colo uterino e da osteoporose; Campanha de Prevenção contra Hipertensão, Colesterol e Diabetes, por meio da qual são realizados exames para detecção dessas doenças; Campanha de Vacinação contra a Gripe, que promove a imunização dos advogados e seus familiares sempre durante o outono; Campanha de Saúde Bucal, que visa a orientar os advogados sobre os cuidados necessários com a higiene da boca e lhes prestar atendimento odontológico profilático; Campanha da Boa Visão, que tem como finalidade prevenir contra o glaucoma e a catarata; e a Campanha contra a Hepatite C, que efetua testes para detecção da presença do vírus HCV.
Carta aos pais
São Paulo, 25 de setembro de 2007
Of. 704/07
SUBA/vrso
Senhores pais,
O Centro de Cultura e Educação Infantil — Cecei foi criado em maio de 1999 e desde aquela data atende aos filhos de advogados em modalidade de Educação Infantil. Neste ano, portanto, o Cecei completou 8 anos de funcionamento.
O projeto do Cecei previa o crescimento das unidades de atendimento na Capital, nos bairros de maior densidade de residências de advogados, bem como nas principais cidades do Interior, onde os colegas também enfrentam os problemas sociais semelhantes aos nossos.
O projeto caminhava bem até que, em dezembro de 2003, a entidade foi surpreendida pela nova Lei de Custas que em seu bojo deixou de contemplar o repasse da parte que a Caasp recebia até então, o que lhe ceifou uma receita anual da ordem média de R$ 14 milhões.
Se não bastasse esse golpe, decidiu o Egrégio Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, a pedido de algumas Seccionais menores, reduzir o percentual de repasse das anuidades arrecadadas pela Seccional de 27,5% para 20%, o que representou mais perdas de grandeza média de R$ 7 milhões anuais.
Conclui-se, portanto, que a Caasp sofreu uma redução em suas receitas no montante de R$ 21 milhões anuais, o que a obrigou a fazer uma reengenharia da sua estrutura de modo a adequá-la à suas novas realidades financeiras.
Deste modo, não foi possível a continuidade do projeto estabelecido para o CECEI e a expansão com a qual sonhávamos teve que ser abortada, o que muito se lamenta, tendo em vista a renovação da proposta pedagógica estabelecida para o mesmo, quase que unanimemente aprovada pelos pais que tiveram seus filhos sob os cuidados dos nossos profissionais.
O Cecei é e sempre foi subsidiado pela Caasp e hoje conta com apenas 55 crianças inscritas porque não tivemos condições financeiras para executar o projeto conforme fora idealizado. Convenhamos, são poucas as famílias atendidas com um subsídio de toda a classe, o que inviabiliza a sua manutenção.
Assim, diante de todo o exposto, decidiu a diretoria da Caasp que o projeto atenderá até o dia 21 de dezembro deste ano e não mais terá continuidade a partir do próximo ano, razão pela qual, fica V.Sa. cientificada pela presente que, para o ano letivo de 2008, deverá matricular o(s) seu(s) filho(s) em outro estabelecimento de ensino.
Lamentando profundamente a decisão ora tomada, contamos com a compreensão dos senhores pais e colocamo-nos à disposição para os esclarecimentos que se fizerem necessários. Renovamos, no ensejo, protestos de elevada consideração.
Sidney Uliris Bortolato Alves
Presidente

Como se vê nas próprias palavras da diretoria da CAASP, dentro da sua limitação visionária de administração, foi uma suposta situação ocorrida em 2003 que ocasionou em 2007 o fechamento do CENTRO DE CULTURA E EDUCAÇÃO INFANTIL – CECEI. Essa solução dada por 4 dos 5 diretores da CAASP (exceção ao Dr. Kozo Denda), surpreendeu os pais-advogados no final deste ano letivo (outubro de 2007), comunicada pela grosseira carta do Presidente da Entidade, datada de 25/9/2007, sem sequer ter a consideração de chamar os pais para uma reunião. Segundo a malfadada correspondência, o serviço que atende crianças de 0 a 6 anos estaria dando prejuízo e precisando ser subsidiado pela CAASP, por falta de preenchimento das vagas existentes e que não foi possível expandir para todo o Estado. O que se depreende de tais justificativas é a confissão de uma profunda ausência de competência administrativa, que não foi capaz de divulgar, manter e ampliar um serviço de excelência, tido como referência nacional e internacional e único com o certificado ISO 9001-2000, mesmo com recursos de metade das anuidades recebidas pela OAB/SP (Lei Fed. nº 8.906/94, art. 62, § 5º) e das altas mensalidades pagas pelos pais-advogados (quase R$ 800,00 para o período integral), enquanto creches de “fundo de quintal”, sem certificado e sem uma renomada Entidade por trás, recebendo só as mensalidades dos pais, têm lucro e se estendem com filiais por outros bairros e até cidades. Qualquer um pode perceber que algo está errado nessa decisão tacanha e que a diretoria não teve capacidade e criatividade para buscar outras alternativas para fazer esse serviço dar lucro. Na cabeça dessa diretoria, deve se extinguir um patrimônio cultural da advocacia paulista para manter uma livraria e uma farmácia que, respectivamente, não têm todos os remédios e livros que um advogado necessita e que muitas vezes é mais caro que aqueles adquiridos fora, com desconto para aposentado ou cliente preferencial. O mais impressionante é a falta de transparência e estabilidade das decisões da diretoria da CAASP pois, em dezembro de 2006, no Jornal do Advogado, o Presidente da Entidade disse que sua prioridade seria manter os serviços e benefícios integrados ao chamado ‘pacote’ da CAASP, especificando como sendo: “... o CECEI (Centro de Cultura e Educação Infantil), serviços da livraria, da farmácia, de dentistas e de credenciamento médico em geral ...”. Não creio que essa decisão de 4 dos 5 diretores da CAASP tenha sido tomada com a concordância do honrado Presidente da OAB/SP, Dr. Luiz Flávio Borges D`Urso pois, quando ainda candidato foi indagado por uma mãe sobre os comentários de que fecharia o CECEI se eleito e respondeu: “... trata-se de mais uma mentira que dizem a meu respeito. Jamais fecharia ou diminuiria um serviço tão bom !!! Os fofoqueiros não merecem nossa atenção ou nosso voto ! Tem meu compromisso que tais serviços serão ampliados !!! Conto com seu apoio e ajuda para desmentir tamanha besteira. Grato.” O recurso interposto por pais-advogados contra a decisão de se extinguir o CECEI tem efeito suspensivo (Lei Fed. nº 8.906/94, art. 77) e serve de instrumento para que o egrégio Conselho Seccional Paulista e o seu honrado Presidente corrijam ou avalizem essa equivocada decisão da CAASP (Lei Fed. nº 8.906/94, arts. 58, inc. III), assumindo a co-responsabilidade por essa decisão, com as óbvias conseqüências presentes e futuras.
Não adianta tentar justificar com razões de dificuldades financeiras e nem dizer que a creche atende a poucas crianças.
Se a CAASP está realmente em dificuldades financeiras, pq será que não pediu socorro à OAB/SP, que acaba de reduzir o valor das anuidades para 2008?! Se o problema é falta de recursos, como é que a OAB/SP pode abrir mão de um reajuste das anuidades, reduzindo-as?!
Pelo visto, dinheiro tem de sobra...
Por outro lado, ao que me consta, as crianças atendidas são mais de 35, mas isto não importa, pq o atendimento dessa creche sempre foi calcado na QUALIDADE. Se há necessidade de atendimento a um maior número de crianças, para justificar a sua existência, então estamos diante de algo que merece ser EXPANDIDO, AMPLIADO e não simplesmente extinto.
Lamentável a atitude e lamentáveis os argumentos.
Venho de uma família de advogados e estes senhores, responsáveis pela vergonha que estamos assistindo, podem contar que nunca mais terão os votos de nenhum de nós e nem dos nossos amigos.
Infeliz a manifestação apresentada pelo dr. Ricetto, não condiz com a realidade, entendo mais como uma carta da oposição que necessita de criar fatos para contestar a atual administração. Respeito a opinião do colega, porém é preciso esclarecer alguns pontos. Participei como diretor da Caasp e conheço , um pouco, sua estrutura, bem como conheço e reconheço a seriedade da atual administração. Administração esta que leva a sério o dinheiro dos advogados. Se temos 250.000 advogados, sendo destes metade no interior, temos de procurar fazer o máximo para toda a classe, e não privilegiar apenas um número muito reduzido, mas muito reduzido de advogados ou melhor de seus filhos. Preferimos que mantenham-se as farmácias, as livrarias, os gabinetes odontológicos, os seguros que muito auxiliam na hora da dor, os convênios médicos que garantem segurança, os auxilios pecuniários para os necessitados e demais serviços que presta . Agora, querer fazer "uma tempestade em copo d´agua", não podemos deixar sem manifestação.
A intenção da criação foi excepcional, mas infelizmente pela mudança das condições não há como permanecer, a advocacia precisa de nossa instituição voltada para nós. Esclarecemos ainda que conforme informado, os pais já estavam sabendo das dificuldades. Só aqueles que não querem ver a verdade é que estão reclamando. Tanto que a própria CAASP encarregou-se de fazer convênios com ótimas instituições de ensino e próximas para contemplar e não largar os advogados e advogadas e seus filhos a "deus dará" . Portanto parabenizo a administração da caasp pela séria e corajosa atitude, dando meu total e irrestrito apoio. E acrescento quem tiver dúvida vá conhecer a administração da Caasp. No fim espero que nossa seccional compreenda e confirme a decisão
com relação ao comentário do dr. fcpcamargo, o que preferem os advogados que aumente a anuidade ? para manter um privilegio a poucos? ai está a seriedade e competência dessa gestão, tratando com responsabilidade o dinheiro de todos nós.
Impressionante a quantidade de "comentaristas" encomendada. Esse tal de Rodrigo não sabe o que diz. Ao que parece, sequer o Dr. Sidney Uliris Bortolato Alves sabe. Na prestação de contas fornecida por sua própria Diretoria, o CECEI acumulou despesas mensais de R$ 34.500,00, incluída aí despesa puramente contábil de depreciação do imóvel em que se situa. Enquanto isso, as mensalidades do CECEI arrecadam, sem qualquer divulgação da entidade, valores próximos a R$25 mil. Preenchidos os 84 períodos previstos para a escola (com um pouquinho de divulgação e muito mais boa-vontade da entidade), a escola pode dar lucro. Basta lembrar que as mensalidades não são tão subsidiadas assim, pois alcançam R$400 meio período e R$800 período integral. A resposta do Dr. Sidney confirma sua falta de informação ou de interesse sobre o assunto, tanto que não foi a nenhuma das reuniões para tratar do assunto. Esse é o espelho da presidência da CAASP, desinformada, desinteressada e sem coragem sequer para assumir suas próprias decisões. Aliás, ainda estamos aguardando a decisão dos embargos de declaração, sem o que a escola não pode ser fechada (art. 77 do EOAB). Lamentável!
Lamentável o comentário do Dr. Rodrigo (sem sobrenome visível). Inicialmente esclareço que, salvo em se tratando de algum SUPLENTE que se intitula diretor, desde a criação legal da CAASP nenhuma das gestões dessa Entidade teve um diretor eleito com o nome de Rodrigo. Ademais é visível que esse colega está desatualizado em relação a política do nosso Órgão de Classe, pois deveria saber que fui Presidente de Subsecção da OAB/SP na gestão de 1993/95 e que depois das eleições de 2000 não mais participei de qualquer grupo e, portanto, repudio qualquer vinculação política a essa legítima insatisfação contra equivocada decisão da CAASP. Ocorre que o suposto “diretor” da Entidade demonstra pouco conhecer a respeito do assunto, a começar pelo número de advogados inscritos na OAB/SP, que são 268.751 e não exatos 250.000, bem como, confunde seriedade com competência administrativa, que são distintas por natureza. A diretoria da CAASP não sabe exatamente o montante do valor das custas judiciais recolhidas ao ano pela Fazenda do Estado de São Paulo, não sabe se foi repassado à CAASP tudo que lhe seria devido e mesmo assim ainda não ingressou com ação de prestação de contas, deixando transcorrer “in albis” o prazo prescricional. Isso é competência administrativa ? Como podemos dizer que é competente a diretoria do maior Órgão Beneficente da OAB que permite que Seccionais menores de outros Estados façam gestões junto ao Conselho Federal para diminuir o percentual de repasse às Caixas de Assistência ? E conseguem !!! Onde estava e o que fez essa “competente” diretoria ? E o que fez para divulgar, manter e ampliar para todo o Estado a excelência do serviço CECEI ? Por que creches sem certificado, sem receber anuidades para subsídio, sem imunidade tributária e sem o renome de uma grande Órgão de Classe por trás, consegue o que a diretoria da CAASP confessou não ter tido competência para obter, ou seja, o lucro ? A questão básica é que administração competente não precisa de subsídio, patrimônio cultural (de referência nacional e internacional) não se extingue e promessa de campanha não se quebra !
O comentário da pessoa que se identifica como "Rodrigo" é, no mínimo, leviano. Se o CECEI é um "privilégio para poucos", então assim também o são a grande maioria dos benefícios oferecidos pela CAASP.
Quanto à arbitrária decisão de fechamento da creche, é preciso consignar o absoluto descaso da diretoria da CAASP para com os pais e; ainda, temos que lembrar a promessa de campanha do Dr. D´Urso, de que não fecharia a creche.
Caio Alexandre Bezarias
Sou professor e pai de uma das crianças que frequentam o CECEI ( verbo no presente, pois essa história tragicômica ainda está longe de terminar!).Creio que certas
informações e verdades devem ser aqui ditas, para que indivíduos como a " senhora do destino", que não tem a decência de se identificar e cita o mais que execrável olavo de carvalho como argumento no seu texto, sejam devidamente combatidos. Vamos lá:
Eu e mais três pais fizemos uma reunião com o vice-presidente e o secretário da CAASP. No desenrolar dela, estudando números que foram dados, sem o menor esclarecimento ou contextualização, pela própria entidade, percebemos que bastam mais 14 crianças em período integral ou 28 em meio período para o CECEI equilibrar-se financeiramente, não dar mais prejuízo. Impressionante, não?
Como não sou advogado, me permito transmitir outra informação muito importante, que recebi de meus colegas de luta: a OAB não faz os devidos repasses de verba à CAASP, discriminados em lei, HÁ ANOS. A atual diretoria sabe disso e se omite!
Por quê? Por questões políticas, as mesmas que determinaram a decisão de fechar o CECEI, uma vez que a creche dá pouco ibope político ao grupo que domina OAB e CAASP há tempos. Vão me chamar de leviano e exigir provas, mas todos os envolvidos sabem que essa é a verdade.
O CECEI é uma referência nacional em educação infantil. Muitos cursos de pedagogia Brasil afora utilizam seu projeto como modelo, como exemplo de escola. Aliás, criamos um manifesto eletrônico no qual angariamos apoio a nossa causa.Muitos educadores e acadêmicos de renome voltados à educação, que lutam por uma educação infantil digna para o Brasil já manifestaram apoio a nossa "egoísta" causa. Quem quiser rebater, estamos à disposição.
Esta questão do não repasse de recursos da OAB para a CAASP é grave e creio que o Ministério Público adoraria saber...
A resposta do Presidente Sidney demonstra bem a sua falta de estatura para ocupar o cargo, melhor seria que permanecesse como suplente.
Segue abaixo o comentário do Ademir.
O Sr. Rodrigo, o sem sobrenome, mente. Isso mesmo, MENTE.
Mente ao dizer que os pais sabiam das dificuldades.
NUNCA, fomos informados sobre dificuldades financeiras da instituição, não antes da fatídica carta. NUNCA fomos comunicados sobre isso, NUNCA nos procuraram para JUNTOS procurarmos uma saída só depois da carta e a nosso pedido.
Além disso, tratar o fechamento de uma instituição MODELO como 'tempestade em copo d´água' é, no mínimo, falta de discernimento, para não falar de limitações intelectuais ou falta de fé nos argumentos.
Quanto à 'boa gestão', essa que 'tem competência e seriedade', cito apenas um exemplo. Um bom exemplo de como TODA A CLASSE É ATENDIDA: O sensacional campeonato de SURF. Ah! Me esqueci do TORNEIO DE SINUCA, DO BAILE... DOS PREÇOS DA FARMÁCIA.
O Sr. Rodrigo, o diretor sem sobrenome, cumpre um dos papéis mais tristes em um debate: aquele de contradizer os argumentos com falácias, com sofismas, mais isso a história da filosofia nos ensina que é 'modus' há séculos.
Um fanfarrão esse Sr. Rodrigo!
Ademir Castellari
Pai de Aluna e de ex-aluna
PS. Publicado a pedido, pois estou sem condições técnicas de fazê-lo.
O Caio é professor e a Liliane é arquiteta. Mas colocam os filhos numa escola subsidiada pelos advogados...Porque não procuram o CREA ou o Centro do Professorado? Este, por sinal, tem verbas até prá fazer propaganda em radio...
Prefiro mil vezes ter abatimento de 27,5% na minha anuidade e não ter nem "direito" a assistência temporária de qualquer natureza... O que Caixa de Assistência tem que bancar escolinha ou livraria ou farmácia ou ótica??? Aliás, aqui no PR pagamos mais de 500 reais/ano numa anuidade que não é tributo, mas frequentemente é cobrada por executivo fiscal... E 27,5% da minha anuidade vai pra ótica, farmácia, livraria, sendo que há farmácias, livrarias, óticas, etc. com preços bem melhores que os que custeamos. Absurdo!
Ora Senhor Roberval Taylor,
Não lhe ocorreu que um professor ou uma arquiteta possam ser casados com profissionais da advocacia ?
Tenha paciência !
Caríssimo roberval taylor, por que o senhor não se identifica? Por que você e seus companheiros de sandice não dizem o verdadeiro nome?
A dra. Priscila Verduro é minha esposa e como ela disse muito bem, há algo de errado em advogado casar com não-advogado? Ou vocês, admiradores de olavo de carvalho (argh!),vão propor uma espécie de máfia barata em que advogados só se casam com advogados?
Quanto ao suposto subsídio, vou atacar mais uma vez essa ma-fé rastaquera:
sabe, caro "consultor", quantos advogados existem na cidade de São Paulo? Eu digo: 104.000. Sabe quanto pagamos de mensalidade do Cecei?
Crianças que ficam meio período, como minha filha, custam R$ 372,00 reais por mês, período integral, R$ 745,00. Pouco, não? Valores muito distantes de uma pré-escola conceituada nos arredores da CAASP, não é mesmo?
Realmente, nós exploramos os advogados em prol de nossos filhos, mesmo considerando que a OAB diminuiu a anuidade da secção de São Paulo em R$20,00? Cruze os números, pense um pouco e tenha a pachorra de responder. E vou repetir: bastam mais 14 crianças em período integral para o CECEI se pagar.
Saudações, meu caro sofista.
Basta um mínimo de conhecimento em administração de empresas, matéria que poucos advogados se preocupam em conhecer, para ter a certeza de que a CAASP tomou a decisão correta.
Os advogados que defendem a manutenção deste suposto benefício, sem dele se utilizar, o fazem porque não conhecem administração. Quem tem capacidade para criar, manter ou defender uma estrutura falida, não sabe administrar. Na direção da CAASP, certamente tomariam decisão similar, se não mais radicais...
Quanto àqueles poucos (0,012%) que desfrutam deste benefício, é claro que lutam para manter algo deficitário jogando os custos nos ombros de terceiros pois lutam em causa própria e tecnicamente, não convencem.
Atrelar o fechamento da CECEI à ideologia política, ou buscar formas de ofensa citando alguns autores, é tirar do foco a realidade.
A CAASP deve utilizar o meu dinheiro, e o dinheiro dos advogados do Estado de São Paulo, para incrementar ações em todo Estado, e não para pagar creche para meia dúzia de advogados.
Com todo o respeito àqueles que se beneficiam com a estrutura falida, mas EU NÃO CONCORDO COM A UTILIZAÇÃO DO MEU DINHEIRO PARA ISSO.
Em tempo:
A sra. Lidiane se aproveita da estrutura da CAASP, se beneficia de algo que eu e milhares de advogados para ela pagamos, e ainda ao final chama a administração de péssima... é mal agradecida.
A CAASP está certa. Demonstre que não é péssima encerre as atividades deficitárias.
Fico pensando: por que os pais das crianças que se beneficiam diretamente do CECEI não se dispuseram a bancar a diferença para o projeto não acabar? Na hora de meter a mão no bolso ninguém quer. Agora, fazer caridade com o dinheiro alheio, ah, isso todos querem. Essa atitude aproxima-se da máxima que ficou conhecida entre os brasileiros como Lei de Gerson, que gosta de levar vantagem em tudo. Se há um déficit e a classe não respondeu como se esperava ao projeto, tanto que somente uns poucos matricularam seus filhos, então, se estes não querem que o projeto acabe, deveriam dispor-se a pagar a diferença do próprio bolso. Isso significa que a mensalidade deixaria de ser os cerca de R$400 que pagam atualmente e passaria para algo em torno de R$1.000. Mas não, seu desejo é que a diferença seja custeada por todos os advogados, sob o pífio argumento de que bastariam R$20 por advogado, ou que deveríamos admitir filhos de juízes e promotores, justo os juízes e promotores que vivem nos humilhando, pisoteando... Ora, quem tem filho que o sustente, e não venha querer esmolar de seus pares. Bastam-me os esmoleres das ruas, a incomodar-nos a cada semáforo, agora esmoler advogado, isso não dá para digerir.
A má-fé e a desonestidade intelectual é algo muito triste. Os argumentos para manutenção do CECEI já foram colocados e foi demosntrado à Diretoria da CAASP que há alternativas viáveis para a continuidade da creche sem qualquer prejuízo à classe. O doutores claudio e senhora do destino se ainda não compreenderam isso é porque não querem entender ou não conseguem...
Primeiro, Sr. Claudio, se a Sra. Lidiane aproveita da estrutura da CAASP, é porque minhas mensalidades com a Ordem estão em dia. O Sr. não tem nada com isso. Segundo, brigamos para que os benefícios sejam ampliados e não o contrário. Talvez no dia que a Caasp resolver fechar a farmácia ou a livraria o sr. entenda. Os postos odontológicos já estão com dias contados, sabia? Enquanto isso, a OAB reduz a mensalidade por dizer que tem superavit de receitas. Obviamente não sou contra, mas vai entender! Quanto à Sra. do Destino, faço minhas as palavras do colega abaixo. E se aceita ser humilhada por juizes e promotores, deveria repensar a carreira, pois não agrega nada à classe com essa postura.
Mais uma coisinha. Não queremos o dinheiro de ninguem, muito menos de quem se diz humilhado por juizes e promotores para conseguir algo na carreira. O Cecei não precisa de dinheiro, precisa de divulgação. Ele mesmo pode se pagar com mais 14 crianças e ainda dará lucro para a Caasp, coisa que os outros serviços certamente não dão. Isso teria sido demonstrado pelos pais à diretoria da Caasp, se esta não tivesse trabalhado na surdina, sem o conhecimento dos pais, para fechar o Cecei. Novamente, destaco a posição do Dr. Kozo Denda, sr. vice-presidente, que não se filia à posição dos demais diretores.
Dudu administrativa?
Seja lá quem for, má-fé e desonestidade intelectual de fato SÃO condutas tristes.
quanto a mé-fé, seria interessante que se divulgasse quem são os beneficiários do CECEI... Talvez aqueles diretores que votaram por unanimidade pela criação de algo que apenas beneficiaria 26 advogados entre 250 mil. O doutor boa-fé consegue explicar?
Quanto a desonestidade intelectual, nunca ouvi falar dessa expressão, mas desonesto é querer impor aos 249.974 advogados que fiquem pagando escolinha para flhos de advogados que estão fora do perfil daqueles que deveriam ser atendidos pela CAASP.
O “expert” que certamente se dedicou intensamente ao estudo de administração, talvez tenha se esquecido de se dedicar ao estudo do Direito Constitucional, notadamente o ato administrativo, pois se assim o fizesse teria se lembrado que o poder discricionário pode ser revisto pelos órgãos administrativos superiores ou pelo Poder Judiciário, por provocação dos administrados-jurisdicionados, quando extrapola seus limites, desvia-se da finalidade ou afronta os princípios elencados pelo artigo 37 da Constituição Federal (legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência). Para o CECEI, houve investimentos (valores acrescidos) apenas da gestão 1998/2000 mas, depois, somente dos pais-advogados que tiveram a sorte de conhecer esse patrimônio cultural, e pagar mensalmente a quantia aproximada de R$ 800,00 por período integral. Será que a receita de R$ 336.000,00 (R$ 800,00 x 35 períodos x 12) não é suficiente para cobrir os custos com profissionais, estagiários e brinquedos ? Por que alguns conseguem gerar lucros enquanto outros só conseguem gerar prejuízos ? Se eram necessárias o preenchimento de mais vagas para equalizar despesas ou gerar lucros, por que não divulgaram a existência de tais vagas ? Excluindo a pessoa do seu ilustre Vice-Presidente, indago onde estará a propalada eficiência dessa diretoria da CAASP ? E para quem desconhece, esclareço que a CAASP possui benefícios e presta serviços. Os benefícios são destinados aos advogados carentes, suas viúvas e filhos. Os serviços são prestados indistintamente, não havendo o requisito de carência financeira, tais como o dentista, a livraria, a farmácia e o CECEI, sendo esse último serviço a ÚNICA criação do grupo político que dirige nossa Entidade desde 1998.
O “expert” que aconselhou o professor a não perder tempo comigo, deve ter perdido um precioso tempo estudando textos mal redigidos de internet e quem sabe alguns trabalhos escolares pífios de Direito Constitucional só para me atacar. Denunciou sua total falta de conhecimento sobre direito constitucional, deve desconhecer direito administrativo, administração pública e por consequência, tentou mudar o foco da discussão.
O CECEI beneficia menos de 26 advogados. É fato incontroverso.
E possíveis beneficiados são justamente aqueles que votaram a favor do CECEI.
Para quem desconhece, se o CECEI fosse transferido para Carapicuiba, Itapevi, Bady Bassit, Penápolis e outras cidades do interior, os "experts" organizariam passeata contra os diretores da CAASP por usarem o dinheiro deles em benefício de outros advogados.
Como justificar a "prestação de serviços subsidiados" para menos de 26 advogados num ambiente composto por 250 mil advogados.
É melhor estudar administração. Ah! e também, direito constitucional e administrativo.
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