Por que não facilitar a vida do leitor que não é advogado?

O amigo leitor imagine que vive no Amazonas, por um instante. Acorda pela manhã, serve uma bela xícara de café e abre o jornal A Crítica. Depara-se com este parágrafo de abertura numa notícia:

“O Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM) decidiu pelo improvimento dos embargos de declaração interpostos pela prefeita do município de Barcelos (a 396 quilômetros de Manaus), Alberta Maria Oliveira de Deus. O relator do processo, juiz federal Antônio Francisco do Nascimento, os considerou meramente protelatórios e por isso, além de aplicar multa de quatro salários mínimos a Alberta e à vice-prefeita, Rosely Fonseca Chaves, por litigância de má fé, em julgamento do Processo 15/2006, pediu que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fosse comunicado da decisão para tornar sem efeito uma Ação Cautelar que tramita naquela Corte em que foi concedida liminar mantendo as duas políticas nos cargos”.

Caso o amigo não devolva o café à xícara, que é coisa muito feia, pode ponderar a forma como a Madame Natasha do mestre Elio Gaspari traduziria a notícia: a prefeita tentou enrolar pra não ser cassada, perdeu e ainda por cima levou uma multa.

É tão difícil assim facilitar a vida do leitor que não é bacharel em Direito mas tem o direito de saber quando um político se ferra?

Por que esse tipo de aberração aparece impressa num jornal, num tempo em que até entidades de classe de juízes buscam combater os excessos do preciosismo jurídico?

Pela minha observação, isso acontece nestes casos:

1) Cópia do release na íntegra. Muitas vezes, e especialmente no interior do Brasil, as assessorias de imprensa do Judiciário são ocupadas por funcionários que conhecem a fundo o vocabulário jurídico, mas muitas vezes não lembram de traduzi-lo para o português antes de passar a notícia adiante. Às vezes na pressa, o repórter tasca na página do jeito que veio e pronto. Acho que não é release na íntegra, porque a notícia está assinada.

2) Disposição de esconder a notícia. É quando se enterra propositalmente a notícia embaixo de camadas de jargão ou de detalhes irrelevantes ao fato principal. Acontece com uma freqüência muito menor do que as teorias da conspiração supõem – mas acontece. Não me parece ser o caso, visto que o jornal é um dos principais do estado e a notícia se refere a uma cidade pequena. Mas vá saber.

3) Insegurança do repórter. Esse me parece o mais provável. Todo especialista em uma área — destaco aqui os do Direito, mas médicos, hackers, leitores de gibi, saudosistas de Jornada nas Estrelas e fãs de metal melódico também fazem isso — espera que uma notícia sobre sua área de especialidade seja escrita da maneira mais precisa possível. Isso é um objetivo imensamente louvável. Ocorre que há preciosistas que não consideram uma matéria precisa se ela não reproduzir letra por letra o jargão específico da área — que, por natureza, só é compreendido por quem é “do ramo”.

Existe um meio termo: o repórter fazer todas as perguntas necessárias para entender do que se trata e escrever a notícia em bom português, com precisão suficiente para explicar a situação da melhor maneira possível sem resvalar no jargão. Ocorre que na área jurídica há dois poréns:

(a) um conceito mal “traduzido” pode caracterizar uma situação como mais grave do que é, e

(b) os políticos adoram contratar advogados pra tirar uma lasquinha da imprensa. Na dúvida, e pra evitar tomar um processo, um repórter mais inseguro acaba optando por reproduzir letra por letra o jargão. Não desagrada os puristas, não distorce o conceito e passa batido pra maior parte dos leitores.

Há alguns remédios pra isso, na área jurídica:

O primeiro é não ter vergonha de perguntar o significado de conceitos que não se conhece. Afinal, ninguém nasceu sabendo, todo mundo um dia precisou perguntar ou consultar. Pior é escrever besteira ou não ser entendido.

O segundo é aproveitar os serviços das assessorias de imprensa dos tribunais não só como repassadores de novidades e marcadores de entrevistas, mas também como “tradutores” desse material. Muitas vezes, pode ser chato pedir a um juiz que esclareça um conceito numa entrevista, mas nunca é chato perguntar isso aos assessores desse juiz. Geralmente é produtivo: tudo o que eu sei sobre lei eleitoral me foi ensinado pacientemente pelas moças do TRE-SP, quando eu ligava pra lá todo dia em 2000 perguntando sobre novidades nos processos entre os candidatos.

O terceiro é procurar ter sempre à mão um guia como o Noções de Direito para Jornalistas — Guia Prático, editado há alguns anos pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Ele explica vários desses conceitos, mais os trâmites processuais e a estrutura da Justiça, de maneira razoavelmente compreensível.

Artigo publicado originalmente no blog: http://deunijornal.zip.net

Marcelo Soares

é Jornalista

Roberto Fernandes Rocha Barra Dias Moreira disse:
21 de fevereiro de 2007 às 17:56

Não é necessário invntar é sé escrever com o vernáculo jurídico correto sem rebusqueio. Vale para o médico, o engenheiro. O vocabulario é próprio não tem como mudar.É o mesmo que o médico receitar acido acetil salicilico, que quer dizer aspirina, porém ele (médico) escreve para o farmacêutico ler,assim como o advogado,o juiz, promotor escevem para ser lido por operadroes do direito,não tem como mudar.Não é necessário inventar.pode ser simles,porém em linguagem jurídica.

Wolf disse:
21 de fevereiro de 2007 às 17:56

Acho a idéia sensacional, não só para textos de jornais e revistas como também para TV.
É simplesmente ridiculo o "juridiques" de advogados que dão entrevistas assim como um delegado de policia ou policial militar com aquele jargão de "o meliante evadiu-se e houve perseguição, terminando em óbito".
E o advogado...bem, deixa prá lá. O negócio é mesmo simplificar a vida de quem não em nenhuma afinidade jurídica.

Armando do Prado disse:
21 de fevereiro de 2007 às 18:12

Concordo. Basta aplicar o que manda a lei: usar o vernáculo.

José Henrique disse:
21 de fevereiro de 2007 às 18:30

O roberto rocha está certo. Mas depende do público para o qual se escreve. Se é para pessoa fora do meio deve se usar vocábulo comum. No caso da receita médica o médico deveria colocar 'aspirina' entre parênteses, afinal o paciente tem o direito de saber o que vai ingerir.

Afinal que adianta a mensagem não surtir o efeito, intrínseco, que se deseja, a não ser que seja o de nada comunicar...

Eri Coelho - Jornalista disse:
21 de fevereiro de 2007 às 18:34

Ao invés de instruir o povo estão querendo nivelar por baixo as informações jurídicas.

Richard Smith disse:
21 de fevereiro de 2007 às 19:36

"Usar o vernáculo"?

Como assim, a noticia foi grafada em língua estrangeira?

É amigo E. Coelho, você tem razão, o professor não é muito chegado na valorização da cultura, da pessoa humana.

Quer nivelar por baixo. Como aqueles que acham que grande manifestação cultural popular é grafitar, jogar capoeira e bater bumbo.

Com "intelequituais" desse calibre, pobre desse nosso povo, assim como pobres dos alunos do "fessô".

Richard Smith disse:
21 de fevereiro de 2007 às 19:38

Ops, que injustiça!

Esqueci-me dos "malabares" com cabos de vassoura ou três bolinhas de tênis encardidas!

Michael Crichton disse:
21 de fevereiro de 2007 às 19:46

O autor do artigo matou o que acontece: os repórteres, inexperientes, mal pagos e preguiçosos copiam na íntegra o release.
O pior é que isso é para lá de comum. Estou cansado de ler notícias nas páginas de economia que mais parecem propaganda.

Manente disse:
21 de fevereiro de 2007 às 20:45

Prezados Senhores,
Marcelo Soares e Edson Lobo,

Vocês não imaginam o quanto eu sofro ao ler um jornal ou ao assistir um programa de televisão, onde deparo com um jornalista dizendo que houve ou esta havendo naquele momento, UM ENGARRAFAMENTO OU UM ENGAVETAMENTO em um determinado local.

Imediatamente, já começo a imaginar que houve um TOMBAMENTO de algum caminhão ou carreta carregado de "GARRAFAS OU ATÉ MESMO GAVETAS".

Que sofrimento, penso com os meus botões "qual foi a empresa que obteve este enorme prejuízo".

Ainda não posso deixar de mencionar, quando um jornalista diz: Houve uma batida na Avenida ou Rodovia tal.

Imagino também, que os alcoólatras (que me desculpem mencioná-los) e que residem próximo aquela região, devem ter se sentido como se estivem ganhado numa Mega-Sena acumulada.

Que tal em um curso de Jornaliasmo ou até mesmo por interesse do jornalista em nos trazer uma notícia mais rica em detalhes, utilizarmos alguns termos tais como: abalroamento, colisão, etc.

Manente disse:
21 de fevereiro de 2007 às 20:46

desculpem-me, o erro de grafia, mas já corrigindo: Curso de Jornalismo.

Armando do Prado disse:
21 de fevereiro de 2007 às 22:24

Para fundamentalista, como o "consultor" (do quê, hem?), não basta escrever, tem que "desenhar". Então lá vai: quando se fala "vernáculo", num "sítio" como este, seria pleonasmo redundante dizer "vernáculo português". Sabe-se que se trata do idioma de Pindorama. Vide o artigo 156 do CPC, por exemplo ( Em todos os atos e termos do processo é obrigatório o uso do VERNÁCULO). É isso. Para ser entendido, entre trabalhadores do direito, basta usar o vernáculo dos mortais; e ser entendido, não é rebaixar, ou nivelar por baixo, ou então, Graciliano, Machado, Silvio Rodrigues, Silvio Venosa, Orlando Gomes, Tourinho Filho, etc, (juristas ou não), ao serem claros e se fazerem entender, estão rebaixando o nível? Usar juridiquês ou português castiço, é brincar e não querer ser entendido, claramente como forma de domínio e reserva de mercado.

José Carlos Guimarães disse:
22 de fevereiro de 2007 às 00:55

É uma vaidade profissional onde jornalistas escrevem para jornalistas, médicos para médicos, juristas para juristas e assim por diante.
Esquecem que os melhores textos são os informativos, independente da área. E a informação deve ser clara, coloquial - sem perder a dignidade da lingua. Acredito que é importante melhorar o nível de leitura como forma de somar à cultura do leitor.
Em algumas áreas - notadamente na jurídica, pouco se pontua. Parece mais insegurança de quem redige, para não tornar claro o que é simples e valorizar sua própria figura.

Ivan Dario disse:
22 de fevereiro de 2007 às 08:19

Juridiquês? Pronto! Rui Barbosa sempre esteve errado!

Agora é ridículo utilizar corretamente o português, que alguns teimam em chamar de juridiquês. Todos reclamam que a educação, e nela se inclui a instrução escolar, está ridícula e, no entanto, tentam tolher quem busca distância desta situação.

Não deveria o português correto servir de exemplo? Ou o "internetês" é que deve ser proclamado como língua oficial?

É meu caro Richard, a inversão de valores torna inculta até a cultura.

Abraço.

Rui disse:
22 de fevereiro de 2007 às 08:30

Daqui a pouco teremos que ler como escrevem os teen internautas.
blz, c axa q ´tah certu ?
bjs a tds <;o)

tyba disse:
22 de fevereiro de 2007 às 09:12

Cumprimento o jornalista Marcelo Soares pela qualidade do artigo. Muito bom.

Entre as causas para a falta de clareza de textos jornalísticos, associo a pressa do repórter à insegurança. Ou, numa linguagem mais explícita, preguiça à ignorância. É óbvio que as outras possibilidades apontadas pelo jornalista acontecem. Mas, acredito, em quantidade menor de vezes.

O Judiciário também exagera no uso de jargões. Todos os grupos profissionais têm termos técnicos. Quem milita na profissão deve conhecê-los. Usá-los em excesso ou desnecessariamente, porém, denota pedantice, embuste ou tolice.

Há advogados recém-formados, em geral os pouco assíduos às aulas, que para impressionar clientes, juízes ou colegas copiam frases em latim dos dicionários jurídicos. Ou as capturam de trabalhos alheios, incluindo os dos tribunais, arquivando-as preservadas no contexto para emprego futuro.

Outros se servem de manuais contendo modelos envelhecidos, nos quais as formas lingüísticas há muito tempo caíram em desuso.

Pedidos feitos à Justiça devem ser claros, objetivos, sem filigranas. Só é preciso mostrar os fatos com nitidez. E as leis em que o pleito é fundamentado. Acresçam-se jurisprudências, analogias, pareceres.

Advogados experientes se valem da norma culta do idioma, a do cotidiano. É o que basta.

Os que podem, usam a norma-padrão, comum entre os modernos escritores.

Certas expressões latinas quando bem utilizadas iluminam o raciocínio e fortalecem o argumento. Outras, contudo, descontextualizadas, se mostram pueris. Ou salientam a pobreza do discurso.

Murassawa disse:
22 de fevereiro de 2007 às 10:10

É melhor estudar do que ficar palpitando de forma equivocada.

João Bosco Ferrara disse:
22 de fevereiro de 2007 às 10:21

Já que o articulista gosta de laconismos, a mensagem que pretende transmitir é a seguinte: já que a educação do brasileiro não presta mesmo e o governo contribui para afundá-la cada vez mais, já que todos são analfabetos (funcionais) e por isso têm dificuldades para entender o bom português, que tal "a gente nos tornarmos analfabetos também"? A comunicação com analfabetos talvez "seje" mais fácil. É coisa mesma de brasileiro, como aquele que, não sabendo inglês ou espanhol, acha que se imitar o sotaque com que os americanos, ingleses, argentinos, uruguaios, paraguaios falam o português se farão entender com maior facilidade. Quanta bobagem...

Milton Córdova disse:
22 de fevereiro de 2007 às 10:53

Totalmente procedente a reclamação do Marcelo Soares. Uma coisa é adotar a linguagem jurídica (o "juridiquês") nos autos de um processo. E mesmo assim há movimentos coordenados pelo próprio STF para que a linguagem jurídica - mesmo nos autos de um processo - seja simplificada ao máximo, de forma a possibilitar que qualquer pessoa de "conhecimento mediano" leia e compreenda o que ali (no processo)está escrito. Vale dizer que sou adepto desta corrente, pois entendo que o mundo jurídico não pode se consistir num mundo alienígena, inalcançavel, misterioso, para os "simples mortais" (para os que não são advogados), pois este é exatamente um dos pontos que mais mais contribui para o afastasmento da sociedade em relação ao Direito e à Justiça. Esse afastamento nefasto ocorre justamente por meio de uma linguagem ininteligivel, complexa, rebuscada, adotada pelos advogados, tal qual antigamente as missas eram rezadas em Latim, para causar medo e temor nos fiéis que, por sua vez, consideravam e tratavam os padres como deuses. Sempre defendi uma linguagem "escorreita" nos autos do processo, porém simples, clara, eficiente, absolutamente inteligivel inclusive para as pessoas mais humildes. A peça jurídica não pode ser à semelhança de uma fórmula de alquimia, mágica e misteriosa, provocando medo ou "temor reverencial" nos "simples mortais". O respeito da sociedade em relação ao Direito e a Justiça se dará no momento em que houver uma maior aproximação dela em relação a eles. E a linguagem mais compreensível é um dos meios para se obter essa aproximação.

tyba disse:
22 de fevereiro de 2007 às 12:39

Estou contente com as sábias explicações do brilhante advogado doutor Milton Córdova a respeito do movimento em curso no país para a simplificação da linguagem jurídica, incluindo a usada nos autos.

E, mais do que isso, feliz pelo testemunho do renomado jurista de que ele próprio defende o fim do tumultuado rebuscamento das peças processuais, medida recomendada pelo STF.

Os profissionais conservadores, resistentes à clareza e à concisão, vão ter de se ajustar à mudança. Já é visível no mercado o sucesso dos que se modernizam.

Chega de reproduzir modelos dos primeiros anos da República.

Anselmo Duarte disse:
22 de fevereiro de 2007 às 13:31

"Quetal a escrever: A Perfeita meteu a mão na grana, da galera, e se ferrou adespois tentou passá o juiz pra trais e o metrissimo lascou uma murta" Assim todos entenderiam o que acham, podemos também eliminar todos os cursos de lingua portuguesa, que por sinal já não são muito bons, em todos os níveis de graduação escolar, afinal "O carinha lá da periferia num tá no barato de istudá, né". Acredito que todos me entenderam melhor do que ao Sr. João Bosco. infelizmente...

Anselmo Duarte disse:
22 de fevereiro de 2007 às 13:45

Voltei para dizer, que as Leis de Mercado com certeza têm a receita para corrigiresse tipo de problema: Se o leitor não enetende ele passa a não comprar o jornal, se ele não comprar o jornal: a empresa vai à Falência, se a empresa for à falência: Recorre ao Fundo de Recuperação de Empresas (mau administradas)e dá calote nos fornecedores, nos empregados, nos bancos..., NÃO! eles têm brindagem Federal, e nós trabalhamos, quando empregados, e pagamos impostos para recuperar empresas para deleite de alguns, "mais" privilegiados.

Richard Smith disse:
22 de fevereiro de 2007 às 14:32

Meu caro professor PeTralha, fujão, borra-cuecas e anti-clerical (ah, e mentiroso também, posto que até agora não houve por bem explicar a sua contribuição "anti-ditadura" que inclusive o habilitaria ao recebimento de indenização, por parte do (des)governo "que aí está" tungando o erário público):

Não sou a favor do "juridiquês" nem do "mediquês" e nem de nenhuma outra empafiosa linguagem "hermética", usada pelos profissionais medíocres para "lustrar" o seu pouco conhecimento e impressionar incautos.

E isso é fruto do bacharelismo Iluminista. Na faculdade de medicina, por exemplo, nem bem entra o acadêmico e ainda sem ter dissecado um sapinho sequer, já veste o jaleco branco e saí por ai. Se num metrô, por exemplo, alguém passar mal, é a ele que todos recorrerão, impondo ao facultativo, certamente, um belo vexame!

Sou contra a "popularização" (vulgo, nivelamento por baixo) das artes, da técnica e dos costumes, como vem sendo praticado há anos, na esteria da inversão total de valores, bem lembrada pelo amigo Ivan Dario, logo abaixo.

E que os PeTralhas, maliciosos e mistificadores como o senhor e os PeTelhos incoentes úteis, apoiam firmemente.

Simples assim.

Richard Smith disse:
22 de fevereiro de 2007 às 14:33

Um outro grande abraço a você, amigo Ivan Dario.

Richard Smith disse:
22 de fevereiro de 2007 às 14:35

Ops, "esteira" e não "esteria". Queiram desculpar.

Richard Smith disse:
22 de fevereiro de 2007 às 14:53

Ah, caro "fessô", ao contrário do seu título de "professor" ao qual não nada sabemos, informo a minha modesta, mas considerada consultoria é dirigida aos escritórios de advocacia e empresas em geral, na área de cálculos, avaliações, perícias, etc.

Passar bem.

Richard Smith disse:
22 de fevereiro de 2007 às 14:54

Desculpem novamente. "Do qual" e não "ao qual".

Armando do Prado disse:
22 de fevereiro de 2007 às 15:01

Em resumo: o juridiquês, a sofisticação na escrita, o castiço, etc, escondem a vontade de não "entregar o ouro". É issso. Beccaria já dizia: no dia que se escrever as leis claramente, o povo a entenderá e, então, o papel dos rábulas e mistificadores será rebaixado.

Richard Smith disse:
22 de fevereiro de 2007 às 15:40

Ai, ai, ai.

O velho "eles"!

"ELES mataram o Dr. Getúlio!"

"ELES forçaram o Jânio a renunciar"

"ELES não querem que o povo aprenda e se emancipe!"

É a velha tática do PeTismo, vocês já repararam?

Quando pegos com a "boca na botija" se fazem de vítimas de perseguição ou batem no peito e bradam: "Mas todo o mundo faz isso!"

É a chamada moral "de ocasião", tantas vezes evidenciada nos episódios (ops, "erros"!) dos últimos anos: Celso Daniel, cucas dolarizadas, mensalão, dossiê fajuto, cartilhas de 5 milhões de ólares, etc., etc., etc.

O mais engraçado, é que "ELES" são eles agora! Os que dominam a imprensa sabuja e cabotina, os sindicatos, a Polícia Federal (que não acha os que puseram a "granolina" do dossiê fajuto - R$ 1.782.000,00 - na mão do Lacerda, nem "a pau"), o Banco do Brasil (episódio "do caseiro", lembram?), a Telemar (Lullinha, lembram?), etc., etc. etc. (e como tem etc., ufa!).

Não se pode confundir rigor na escrita, na aplicação do vernáculo, com "juridiquês", "engenheirês", "mediquês", ou que o valha.

É puro pretexto para a mesma e simples papagaiada ideológica de sempre, por parte do "fessô".

Rogério Brodbeck disse:
22 de fevereiro de 2007 às 16:33

Marcelo atingiu o plexo. Gerson Moreira Lima escreveu "Releasemania", um estudo destinado ao estudo do "press-release" no Brasil e que todos os assessores deveriam ler, evitando-se assim a mania do relise ou a preguiça dos editores em ver o que seus repórteres "escrevem" (ou copiam??).E os coleguinhas assessores bem que poderiam deixar de querer mostrar serviço aos ministros, juízes de tribunais e desembargadores e dedicarem-se a fazer o que deveriam: converter o "juridiquês" para o bom e velho português. Só assim os "incultos" leitores, mortais como todos, saberiam do que se trata ao lerem/ouvirem a notícia!

Barreto disse:
22 de fevereiro de 2007 às 17:05

os vocábulos técnicos são característicos de todos os ramos da ciência, a saber: medicina, filosofia, engenharia ( seja a civil, produção e etc. ) logo pretender uma modificação desta magnitude representa uma ingenuidade visto que os termos s~]ao essencias no estudo dos conceitos pois os compartimentalizam facilitando o estudo dos técnicos . O ideal seria melhorar o nível da populaçao para que venha a ter um nível de entendimento melhor, neste ritmo sempre que o povo for deixando de entender certos conceitos mavos empobrecer as teorias banalizando o uso da didática e empurrando mais ainda o povo num mar de ignorância e preguiça mental , as pessoas devem ter conhecimento para enterder e intelegir sobre conceitos e teorias inclusive os jornalistas, é muito fácil se especializem neste tipode jornalismo, " ninguém serve a dois senhores " .

Barreto disse:
22 de fevereiro de 2007 às 17:08

desculpem as falhar de digitação no comentário o teclado do meu PC apresenta problemas

Dr. Tarcisio disse:
22 de fevereiro de 2007 às 18:40

Creio eu, que uma notícia deve ter ser um "meio termo". Algo que, o mais "culto" e o mais "inculto" poderiam entender sem grandes dificuldades e neste ponto, entra o trabalho do profissional - jornalista.

Sydney disse:
01 de março de 2007 às 13:06

Como leigo acho mais fácil entender os trâmites processuais e a estrutura da Justiça, do que as informações dadas pela imprensa, que na maioria das vezes induzem o leitor a erro, e fazem grandes esforços para esconder a noticia ou um direito, temos que evitar que a imprensa manipule a opinião pública.
Se houver necessidade de facilitar a vida do leitor, esta deve iniciar pelos órgãos de imprensa, que na maioria das vezes forjam a noticia.

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