Juiz pede a prisão da ex-presidente Isabelita Perón

O juiz argentino Raúl Acosta expediu ordem de prisão contra a ex-presidente da Argentina, María Estela Martinez, viúva do general Juan Perón. Isabelita Perón, nome pelo qual é conhecida, reside atualmente em Madri. Ela é acusada de envolvimento com o desaparecimento de um militante de esquerda.

Raúl Acosta considera que o crime foi possível graças à assinatura de três decretos, em 1975, que permitia que as Forças Armadas aniquilassem “os elementos subversivos”, o que representa uma ação de terrorismo de estado. A informação é do Portal G1.

Agora, a Polícia espanhola está esperando que a Interpol envie o ofício para fazer a detenção da viúva. Depois, ela terá que comparecer na Audiência Nacional para tramitar sua extradição.

De acordo com a investigação, o jovem Héctor Aldo Fagetti Galego desapareceu em 25 de fevereiro de 1976, um mês antes do golpe militar que derrubou Isabelita. Ele foi visto pela última vez em 10 de março do mesmo ano.

Também são acusados pelo seqüestro e desaparecimento de Fagetti o ex-ministro do Trabalho Carlos Ruckauf; o ex-ministro da Economia Antonio Cafiero; o ex-chanceler Manuel Arauz Castex; o ex-ministro da Defesa Tomás Vottero; o ex-titular de Bem-estar Social Carlos Emery; e o ex-presidente do Senado Ítalo Luder.

Armando do Prado disse:
12 de janeiro de 2007 às 23:24

A Argentina sempre na frente. Pena que os fascistas que (des)governaram de 64 a 84 estejam todos no inferno. Mas, poderíamos começar a responsabilizar o 2º escalão: ministros, secretários, governadores, etc.

Luiz Augusto Mendes disse:
13 de janeiro de 2007 às 13:43

Que tal começarmos essas punições pelos bondosos terroristas que queriam nos impor a doce democracia comunista?

Rubão o semeador de Justiça disse:
13 de janeiro de 2007 às 14:44

"Terrorista" é expressão utilizada pela mídia venal (Estadão, Folha, o Globo e as emissoras da época), juntamente com os TFP da vida e a igreja e empresariado, que deram aval aos milicos que tomaram de assalto o Poder Constituído.Como é lamentável ver ainda hoje essa distorção acerca da legitimidade dos assaltantes do poder (as forças armadas)que trucidaram a liberdade de expressão e filhos e pais e filhas e mães que tinham alguma dignidade para combater a truculência da elite armada. Como dizia uma piada: me disseram que o comunismo é tudo mentira, e que o capitalismo é tudo verdade... Resultado, 2/3 da população (4,4 bi) sem o mínimo de condição e dignidade para viver. Certos os argentinos que nos orgulham a nós brasileiros e os chilenos violentados por um facínora assassino de Presidente socialista eleito o Salvador Alliende!

Luiz Augusto Mendes disse:
13 de janeiro de 2007 às 15:48

Caro Rubens, vê-se que é mais um alienado pela massiva e rasteira propaganda dos nossos ilusters "progressistas". Dizer que a contra-revolução de 1964 foi uma tomada de poder está certo, mas falar que ela foi sustentada pela mídia, pela Igreja e pelo empresariado é desconhecer o descontentamento da polpulação com o comunista Jango. Já ouviu algo sobre a "marcha com Deus pela família"? Foi uma das maiores manifestações promovidas no Brasil até hoje. Milhões de pessoas nas ruas pedindo alterações no rumos da condução política.

Quanto à expressão terrorista, ela não é de uso exclusivo da "mídia venal", nem se pode dizer que seja conceito por ela criado. Trata-se de um qualificativo objetivo, desprovido valoração subjetiva no que diz respeito a quem o interpreta, subsistindo elemento valorativo apenas quanto ao sujeito do próprio ato, que age com motivação de gerar instabilidade política e social.

Me responda: a despeito da existência de um governo totalitário, acha certo matar, furtar, roubar ou sequestrar para implantar um regime comprovadamente sanguinário (100 milhoes de mortos no seculo XX está bom para você?)?

Em relação à "realidade capitalista", te proponho uma ao visita aos paraísos comunistas, tão eficientes no aspecto social (todo mundo é igual, ou seja, 100% pobre; claro, a não ser a elite dirigente, como no caso da Cuba do bilhardário Fidel).

Armando do Prado disse:
13 de janeiro de 2007 às 15:52

Aliás, o governo Lula tem a obrigação moral de abrir os arquivos da ditadura, mostrando os canalhas que andam tranquilamente por aí. Conheço-os vários, uns protegidos pelo(des) governo de S. Paulo (choque de gestão,não? Como vão explicar a barbeiragem do metrô em Pinheiros?).

Armando do Prado disse:
13 de janeiro de 2007 às 15:58

Apenas um detalhe: história não se camufla. A Marcha das dondocas de S. Paulo (veja arquivos do insuspeito jornal Estadâo) foi "espuma", mas suficiente para esquentar a direita que conspirava há muito tempo. Gozado, que os dirigentes da igreja que conduziram a marcha, no ano seguinte já estavam na oposição aos fascistas de 64. E mais: o governador corrupto que apoiou e armou a Marcha, logo em seguida teve que ir para o exílio totalmente desiludido com a cria que parira. V. da direita troglodita nãos e emendam: pariram o monstro nazista de 64, e continuarm tentando fazê-lo reviver nas figuras do Collor e, mais recentemente, na figura anacrônica de Alckmim, figura ligada à Opus Dei. Ontem, v. se aninhavam à TFP, como bem lembrou o Rubens, hoje se escondem na Opus Dei, a organização franquista e fascista.

allmirante disse:
13 de janeiro de 2007 às 17:32

Mandar prender a notável Isabelita por um suposto desaparecimento tem apenas um motivo: Promoção pessoal desse cabotino jurídico.

allmirante disse:
13 de janeiro de 2007 às 17:35

S/Lulla:

Jamais mandará abrir os arquivos da ditadura. Tanto ele como FHC fizeram parte do esquema, o primeiro anulando a classe trabalhadora e o outro, a dos intelectuais. FHC ganhava muito da ditadura. E passeava pelo mundo, como Serra.

allmirante disse:
13 de janeiro de 2007 às 17:38

Luis Mendes,
O povo queria alguém que mandasse. Jango era um boca mole. A prova do apoio veio pelas urnas, com as maciças vitórias da Arena, durante o primeiro período.

Rubão o semeador de Justiça disse:
14 de janeiro de 2007 às 13:34

Quisera eu ser um alienado para poder acreditar nas palavras do colega... Antes da milicada ter assaltado o Poder Constituído, as manifestações do povo obedeciam a institucionalidade, povo nas ruas, sindicatos reivindicando, representantes do povo buscando aprofundar as reformas e etc. Aí, entrou a turminha que vem mamando desde a monarquia e mandou a elite,liga de senhoras acompanhadas do movimento ultra conservador um certo TFP, reacionário, ignaro com apoio de parte expressiva do igreja católica-católica para manter o status quo reinante desde Pedro Alvares Cabral e sua quadrilha naval, digo esquadra. Para colega causídico ter uma idéia, hoje num jornal de São Paulo mantido por essa elita que mama e chora, foi descoberta mais uma das porquices do embaixador americano no Brasil, de nome sugestivo, um certo Criminns, que sabia das torturas e assassinatos de brasileiros que tinham dignidade e encaravam a covardia da repressão militar (que vige até hoje), tudo isso para que fossemos mais alienados com as promessas e seduções do capitalismo de Washington (os mesmos caras que da noite para o dia - Nixon Gate- disseram que o dolar valia por si só - não precisava de lastro em ouro - em agosto de 1.971). Acho que o colega precisa ler mais a respeito de golpismo do capital (Chile, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Granada, Haiti, Argentina, Colômbia, Venezuela, Bolívia, México, Peru, etc - sem contar Vietnâ, Camboja, Iran, Iraque, Afeganistão,Indonésia, Filipinas, Zaire - Rodésia, Maputo, etc...) antes de maledizer regimes onde não há miséria e falta de educação como a que se verifica!

Rubão o semeador de Justiça disse:
14 de janeiro de 2007 às 14:03

Só no intuito de relembrar, o Massacre da Lapa em 1.976 (oportunidade em que bestas-feras fortemente armadas pelo sistema repressivo, sem qualquer esboço de defesa ou reação o que tornou impoossível a defesa das vítimas, trucidaram vários dirigentes do PC do B, numa autêntica chacina) fez trinta anos.

Rubão o semeador de Justiça disse:
14 de janeiro de 2007 às 14:07

A "costura"
Os telegramas demonstram que os americanos tinham fontes no aparelho da repressão que podiam até mesmo oferecer narrativas dramáticas sobre assassinatos a sangue-frio.
"Outra fonte, informante profissional e interrogador que trabalha para o centro de inteligência militar em Osasco (subúrbio industrial de São Paulo), nos contou em 24 de abril sobre suas atividades "contra-subversivas". (...) Ele também fez um relato em primeira mão sobre a morte de um suspeito de subversão, o que ele designou como "costurar" o suspeito, isto é, disparar uma arma automática contra ele formando uma trilha de balas da cabeça aos pés. (Maiores detalhes em memorando de 26 de abril sobre essa conversação.) Ao longo do ano passado, diversas autoridades de segurança confirmaram que suspeitos de terrorismo são mortos como procedimento padrão. Estimamos que até 12 tenham sido mortos na região de São Paulo, no último ano", diz o telegrama de maio de 73, um ano antes das recomendações do embaixador Crimmins.
O nome desse assassino, se em algum lugar foi anotado, não consta dos papéis liberados. O autor do telegrama foi o cônsul americano em São Paulo Frederic Chapin, morto por câncer aos 59 anos, em 1989.
Chapin também relatou uma onda de violência desencadeada pela ditadura contra integrantes do Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), fundado em 1969 por um grupo de professores, entre os quais o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
O relatório tem como foco a prisão do economista Paul Singer, pai do atual porta-voz da Presidência da República, André Singer.
"Outro membro do Cebrap (...), Vinícius Caldeira [Brant, sociólogo, morreu em 1999], foi detido em 19 de setembro, pouco depois de Singer, e severamente torturado por choques elétricos, naquela noite. Singer disse ter ouvido gritos, naquela noite, e que depois foi informado de que se tratava de Caldeira", escreveu Chapin.
O autor da maioria dos telegramas foi o então embaixador, Crimmins. Localizado por telefone pela Folha, disse que não gostaria de se manifestar sobre seu trabalho como embaixador no Brasil (1973-1978).
"Não li os documentos que acabaram de ser liberados. Então não posso comentá-los em detalhes, especificamente, depois de 30 anos", disse Crimmins. Indagado se gostaria de receber cópias, o embaixador disse que não, e que no momento estava muito ocupado e precisava desligar o telefone.
Procurada, a Embaixada norte-americana em Brasília não havia se manifestado até a noite da última sexta-feira.

Leia mais telegramas do período 1973-1974, traduzidos pela Folha, em http://www.folha.com.br/070122

Simão, Wilson disse:
14 de janeiro de 2007 às 14:16

Uma farsa para livrar a responsabilidade das Forças Armadas e nada mais.

Armando do Prado disse:
14 de janeiro de 2007 às 15:54

Caros, boa parte dos canalhas e covardes ainda estão por aí na Segurança de S. Paulo (sic), na inciciativa privada, também no ramo da segurança, ou como oficiais do Exército. Conheço alguns. Mas, o que importa é que esses covardes fogem da luz do dia, pois sabem que não têm chance de vida decente aqui à luz do dia. O movimento golpista de 64 urdido pelos EUA foram tramados de fora para dentro com a aquiescência de traidores como Adhemar, Lacerda, o dono do Nacional, a vaca fardada, e outros canalhas menores. Trairam, entregando Pindorama. O resultado é o que temos hoje.

Pena que a maioria dos canalhas morreram, em função, a maioria, de câncer. Estão no inferno. Nada que impeça que os quadros inferiores, como o covarde do coronel Brilhante, sejam julgados e condenados.

Rubão o semeador de Justiça disse:
17 de janeiro de 2007 às 13:52

O Professor tá falando de um certo Brilhante (...) Ustra? O senhor esqueceu de uma p... de delegado velho e respectiva oligarquia que se homizia, digo, se domicilia na Comarca de São Caetano do Sul... Eu não passei por qualquer constrangimento por parte dessa horda de malfeitores covardes (sou de 1963), mas eu endosso completamente essa ira e lamento por não sermos iguais aos argentinos que até generais como Jorge Rafael Videla, Leopoldo Galtieri estão no xilindró. Aqui uma p.. de meganha raso não passa nem sequer na frente do cárcere...

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