Aposentados da Caixa não têm direito à cesta básica

Os aposentados e pensionistas da Caixa Econômica Federal não têm direito de receber cesta básica. A decisão é da Seção de Dissídios Individuais 1, do Tribunal Superior do Trabalho, que negou Recurso de Revista ajuizado por cinco aposentados do banco.

Os aposentados ajuizaram reclamação trabalhista em 2004. Solicitaram o recebimento da parcela “auxílio cesta-alimentação” nas mesmas condições e valores do que estaria sendo pago ao pessoal da ativa, e a integração definitiva do auxílio aos proventos.

Para tanto, alegaram que o auxílio lhes foi concedido no curso de seus contratos de trabalho, incorporando-se definitivamente ao patrimônio jurídico. Para eles, é ilegal a supressão unilateral quando da aposentadoria por ferir o direito adquirido previsto no artigo 5°, XXXVI, da Constituição Federal.

A primeira instância reconheceu o direito dos autores da ação ao recebimento do auxílio solicitado. Entendeu que o “auxílio cesta-alimentação” era na verdade um plus do benefício “auxílio-alimentação”, que já vinha sendo pago e integrado ao salário. Considerou que a criação do segundo benefício se constituiu em “um ardil” preparado pela empresa para retirar dos inativos um direito líquido e certo.

A Caixa recorreu da decisão no Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), que reformou a sentença e acolheu o pedido. Os autores, por sua vez, recorreram ao TST, primeiramente com Recurso de Revista e logo após ajuizaram embargos à SDI-1.

A questão suscitou ampla discussão na SDI-1. O voto do relator, ministro Milton de Moura França, que deu razão para a empresa foi o vencedor. Segundo ele, a jurisprudência do TST tem prestigiado a autonomia das vontades na negociação coletiva que admite a validade de norma que, ao instituir a parcela, expressamente exclui os inativos.

Ele fundamentou sua decisão também no fato de que toda a negociação contou com a participação da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito, de forma que direitos e interesses da categoria foram livremente estabelecidos. Assim, segundo o ministro, não há motivo para negar eficácia ao instrumento coletivo, que se apresentava “livre de vício, formal ou material”.

E-RR-1.279/2004-013-03-00.0

A.G. Moreira disse:
18 de janeiro de 2007 às 12:22

É UM ROUBO, DESCARADO ! ! !

Que Instituições do Governo, que pagam salários e vantagens, acima de , qualquer, média da iniciativa privada , ( inclusive sem trabalhar ) , recebam , mensalmente, uma "CESTA BÁSICA" , que foi criada e é suportada pelo dinheiro público , para atender as famílias desempregadas e necessitadas ! ! !

MALDITOS LADRÕES ! ! !

Axel disse:
18 de janeiro de 2007 às 19:41

Quanta ignorância...
Em primeiro lugar a "cesta básica" mencionada no artigo anterior na verdade é um benefício recebido por meio de cartão magnético e assegurado por convenção coletiva, recebido inclusive pelos bancários da iniciativa privada. Não é nenhuma vantagem extraordinária.
Em segundo lugar, a Caixa fechou seu último balanço com lucro líquido próximo de 2 bilhões. Além de não receber "doações" do governo federal, ainda repassa 25% do seu lucro líquido à União. O dinheiro do contribuinte não sustenta a Caixa.
Ao invés de criticar os salários pagos por certos setores da economia, independentes do Governo inclusive, melhor seria lutar para melhorar a condição de outras categorias.

A.G. Moreira disse:
18 de janeiro de 2007 às 20:02

Alô , Luiz Paulo (Estudante de Direito) :

É lamentável que , alguém que diz "estudar direito", me acusa de "IGNORANTE" , afirmando que o "DINHEIRO DO CONTRIBUINTE NÃO SUSTENTA A CAIXA" .

Quando será que o "estudante de direito" abrirá o livro que diz que o patrimônio público pertence ao contribuinte ????

Assim , ele, aprenderia que , sendo, a Caixa do contribuinte, todos os que "mamam nas tetas" da Caixa, são sustentados pelo contribuinte !!!

Axel disse:
18 de janeiro de 2007 às 21:16

Talvez o comentarista pudesse ser mais claro.
Os que "mamam" nas tetas da Caixa seriam seus funcionários, que fazem dela uma empresa pública mais lucrativa que a imensa maioria das empresas privadas desse país?
Ou os milhões de brasileiros que financiam imóveis com as taxas de juros mais baixas do país, com risco assumido pelo banco?
Ou seria o Comitê Olímpico e Paraolímpico brasileiro, que recebem patrocìnio da Caixa?
Ou seriam as milhares de prefeituras que recebem financiamento também com risco assumido pelo banco?
Ou ainda os beneficiários dos diversos programas sociais que utilizam a estrutura da Caixa para receber seus pagamentos?
Talvez alguns consultores não saibam disso, assim como acreditem que um empregado da Caixa saísse da agência com um saco de mantimentos nos ombros, a título de cesta básica, desviado das famílias carentes.

A.G. Moreira disse:
18 de janeiro de 2007 às 22:42

Em 1º. lugar o estudante, esqueceu de agradecer pela aula, gratuita, sobre patrimônio público !

Em 2º. A Caixa, de tanto "MAMADOR" dependurado, sem produzir nada , teve uma mi´sria de lucro , comparado com os Bancos privados , QUE PAGAM IMPOSTOS , coisa que a Caixa NÃO PAGA (por ser do Estado)!!!

Em 3º. É a maior MENTIRA o estudante dizer que a Caixa empresta dinheiro, correndo, algum risco .
Coitado do cidadão que ficar a dever para a Caixa , perde até a mãe !!!

Cara : Não dar-te mais aulas de graça !

Esta Tribuna não é praia de quem , ainda, não sabe ( pois está estudando) .

Não adianta ter relógio, se você não sabe vêr que horas são !!!!

A.G. Moreira disse:
18 de janeiro de 2007 às 22:44

Em 1º. lugar o estudante, esqueceu de agradecer pela aula, gratuita, sobre patrimônio público !

Em 2º. A Caixa, de tanto "MAMADOR" dependurado, sem produzir nada , teve uma miséria de lucro , comparado com os Bancos privados , QUE PAGAM IMPOSTOS , coisa que a Caixa NÃO PAGA (por ser do Estado)!!!

Em 3º. É a maior MENTIRA o estudante dizer que a Caixa empresta dinheiro, correndo, algum, risco .
Coitado do cidadão que ficar a dever para a Caixa , perde até a mãe !!!

Cara : Não vou dar-te mais aulas de graça !

Esta Tribuna não é praia de quem , ainda, não sabe ( pois está estudando) .

Não adianta ter relógio, se você não sabe vêr que horas são !!!!

Axel disse:
18 de janeiro de 2007 às 23:08

O nível de conhecimento de alguns consultores sobre direito e economia deixa muito a desejar. Suas "aulas" apresentam erros que qualquer estudante de direito de 1º ano não cometeria facilmente. Senão, vejamos:
A Caixa é uma empresa pública de direito PRIVADO, e como tal, paga todos os impostos que qualquer outro banco privado paga. O comentarista está confundindo empresa pública com autarquias, fundações públicas ou outras organizações de direito PÚBLICO, que têm isenção tributária.
O lucro da Caixa, de quase 2 bilhôes não é uma "miséria" com diz o comentarista. Dos mais de cem bancos privados do país, só dois, Itaú e Bradesco, tiveram lucro superior. É questão matemática, nem precisa ser estudante de direito ou economia para saber disso.
Alguns consultores também precisam aperfeiçoar seus conhecimentos da Língua Portuguesa. A conjugação do verbo dar, acentuação do verbo ver ou a penúltima frase que não tem sentido algum, parecem coisa de estudante de português.
Talvez o consultor devesse se preocupar menos com relógios e mais com as normas que regem o direito brasileiro. Ou você confiaria um serviço de consultoria a quem não soubesse a diferença entre entes de direito público e de direito privado? Ou achasse que no Brasil algum banco não pagasse impostos?

Axel disse:
18 de janeiro de 2007 às 23:15

Ah, e quando for dar a próxima "aula" faça uma leitura rápida de algum livro de Hely Lopes Meirelles ou Celso Antônio Bandeira de Melo. Vai ajudá-lo a aprender alguma coisa sobre direito administrativo. Ou daqui a pouco vai dizer também que os Correios e a Petrobrás não pagam impostos...

Fábio disse:
19 de janeiro de 2007 às 20:45

Meu Caro A.G. Moreira,
Concordo com o estudante Luiz Paulo,

A CEF paga ou pelo menos deve pagar impostos, não sendo beneficiária de isenção ou imunidade tributária, até porque, apesar de ser uma empresa pública federal, exerce atividades típicas de direito privado.

Nesse ponto, o estudante tem razão e acho que não devemos tratar nossos estudantes com arrogância.

Quem dá aula, por vezes aprende muito com aqueles que buscam assistir suas aulas, até mesmo porque o ser humano não é uma tábua rasa, tem senso crítico e quase sempre vai se certificar se aquilo que estão lhe ensinando corresponde à verdade das coisas.

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