Dinheiro apreendido

Investigador é acusado de facilitar caça-níqueis

A Polícia Civil de São Paulo fez, nesta segunda-feira (2/7), busca e apreensão na casa de um investigador. Ele é acusado de receber propina de donos de máquinas caça-níqueis. A ação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público paulista. O pedido partiu da Corregedoria da Polícia Civil.

Segundo o Gaeco, ficou “evidenciado” que dois membros da Polícia Civil estão envolvidos na cobrança de propina. Na casa de um deles, foram apreendidas as quantias de R$ 168 mil e US$ 1,1 mil.

O esquema já era investigado há um ano. O assunto veio à tona depois que escutas da Polícia Federal confirmaram que o advogado Jamil Chokr levava dinheiro para pagar propina a policiais civis de São Paulo quando sofreu um acidente na Marginal do Tietê, no dia 25 de maio.

Entre os papéis havia uma lista de propina que parte da cúpula da Polícia Civil tentou desqualificar, levantando a suspeita de fraude contra os policiais militares que a apreenderam. Antes das escutas da PF, a apreensão de documentos no escritório e na casa do advogado já tinham reforçado os indícios de que a lista discriminava propinas.

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