Aeronáutica recomenda processo contra controladores

A Aeronáutica concluiu o Inquérito Policial-Militar (IPM) sobre o motim de controladores, que paralisou o tráfego aéreo no dia 30 de março deste ano. O IPM recomendou ao Superior Tribunal Militar a abertura de processo contra cinco controladores, acusados de comandar o ato, informa o jornal Correio Braziliense. No dia, quase 200 profissionais do Cindacta-1 suspenderam as operações. Em alguns centros, chegou a haver greve de fome e aquartelamento.

Os promotores terão um prazo de 15 dias para decidir se acusam os controladores perante a Justiça Militar do Distrito Federal. Caso decidam pelo arquivamento do inquérito, os controladores não serão processados. O prazo para análise do inquérito é prorrogável por mais 30 dias. Se o processo for aberto e os controladores condenados, eles podem ser expulsos da Aeronáutica e cumprir prisão de até oito anos.

No dia 5 de julho, a Aeronáutica determinou a transferência de seis controladores de vôo do centro de controle de tráfego aéreo de Manaus (AM), o Cindacta-4, apontados como “lideranças negativas”. Para os oficiais, a saída dos profissionais não vai sobrecarregar os demais.

Dr. Marcelo Galvão SJCampos/SP - www.marcelogalvao.com.br disse:
09 de julho de 2007 às 20:12

Um absurdo, se não fossem eles, não teriamos aberta a caixa preta...

Fernando Rizzolo disse:
09 de julho de 2007 às 22:17

Precisamos ser duros com esses controladores, são miltares, não sao ? Então respondam nos termos da Justiça Militar.

Chega de ouvir desculpas desses militares a serviço do golpe, se o controlador não está eficiente por falta de instrução, é crime do comandante; se o controlador não está eficiente por indisciplina, é crime do comandante; se é deficiência de material, é crime do comandante. Agora pode ser crime do subordinado também.

É o artigo 198: “deixar o comandante de manter a força sob seu comando em estado de eficiência”. É crime militar, então se o controle de espaço aéreo, o controle aéreo não está sendo exercido com eficiência, e dizem que isso é atividade militar, tanto é que os militares estão para serem processados por crime militar. Se a atividade fosse civil, você não teria nada… Então se a atividade militar não está sendo feita com eficiência, então é crime militar do comandante, por omissão.

O IPM, com o costumeior acerto, recomendou ao Superior Tribunal Militar a abertura de processo contra cinco controladores, acusados de comandar o ato, na realidade tudo isso é cenário para desestabilizar o governo Lula.

Blog do Rizzolo
http://rizzolot.wordpress.com

Ramiro. disse:
09 de julho de 2007 às 23:17

O que me causa curiosidade é saber como vão lidar com as articulações em curso para ação dos controladores perto do Pan Americano. O serviço de controlado é incompatível de ser exercido debaixo de porrada. A caixa de pandora foi aberta, agora não há como recolher de volta os demônios, só restou a esperança.

Augusto J. S. Feitoza disse:
10 de julho de 2007 às 01:57

Bode expiatório: no cenário político, o meio mais rápido para fugir das pressões.
Que lástima!
Façamos um breve exercício de memória.
1) A privatização da VASP (adquirida pelo frotista de ônibus brasiliense Vagner Canhedo durante o gov. Collor e sob as bênçãos do tucanato) tinha como objetivo a modernização e ampliação do setor aéreo, ameaçado, no entender dos céticos da época, pela incapacidade do Estado de gerir tal empreendimento. A VASP privatizada FALIU.
2) O desmembramento da VARIG (controlada eficazmente durante décadas por um grupo familiar) era, na opinião dos "especialistas" de plantão, a medida mais adequada em prol do crescimento da companhia e dos avanços na melhoria do setor aéreo. A VARIG desmembrada FALIU.
Não é preciso queimar neurônios para se chegar a uma conclusão óbvia: se as duas maiores empresas do setor FALIRAM (a refletir sobre as razões do fracasso de ambas) e nenhuma outra tinha estrutura e porte capaz de substituí-las ou absorver a demanda crescente de passageiros, o resultado esperado era o COLAPSO ou o CAOS, como queiram.
Então, que se apresentem os culpados e estes, sem sombra de dúvidas, não serão os Controledores de Vôo.

Jacir disse:
10 de julho de 2007 às 09:55

Vagabundo que não quer trabalhar, deve sair imediatamente, os palhaços estão se achando o "último biscoito do pacote".

lu disse:
10 de julho de 2007 às 11:40

Solução simplista: a culpa é só dos controladores de vôo?

futuka disse:
11 de julho de 2007 às 14:00

Não percam tempo, eliminem os maus,quem erra tem que pagar pelos seus atos.
UM MILITAR não pode nem deve por sua própria natureza desobedecer ordens ou macular os seus deveres de ofício(ser patriota não é opção para um soldado)sua farda é a sua honra. CADEIA é pouco ..em outros tempos e ainda em alguns países um fuzilamento seria o ideal.

Eri Coelho - Jornalista disse:
18 de julho de 2007 às 10:00

Vale colar o manifesto:

Tragédia do vôo 3054 da TAM: associações culpam governo pelo caos aéreo
18.07, 03h09
Loteamento de cargos faz mais vítimas inocentes

Não é possível continuar assistindo o massacre de inocentes. O caos aéreo e as tragédias começaram a ocorrer, exatamente, a partir do momento em que se retirou do Ministério da Aeronáutica a administração do Sistema de Aviação Civil. Isso não é coincidência. É o resultado da desprofissionalização do setor, da falta de subordinação entre órgãos e da quebra da hierarquia do sistema.

A Aeronáutica, organização altamente profissionalizada (e imune a loteamentos de cargos), administrou a aviação no Brasil de 1941 até março de 2006. Foram 65 (sessenta e cinco) anos de gestão. Sessenta e cinco anos, sem que nada sequer parecido com o que ocorreu nos últimos treze meses tivesse se verificado. Profissionais (militares) foram sendo substituídos por militantes políticos inexperientes. Órgãos que compõem o sistema de aviação civil foram inoculados com essa anomalia brasileira que a cada quatro anos distribui vinte e cinco mil cargos. Essa prática é inédita no mundo. Igualmente inédito é o caos aéreo brasileiro que não encontra precedente em toda a história do transporte aéreo mundial, desde Santos Dumont.

Pelo amor de Deus, devolvam o comando da aviação civil do País ao Ministério da Aeronáutica, única maneira de blindá-la a essa prática que está acabando com a administração pública brasileira. Acabem com o Ministério da Defesa e com a ANAC. Restabeleça-se o organograma que administrou a aviação no Brasil, de 1941 até a criação dessas duas peças inúteis.

O que mais precisa acontecer? Quantas vidas vale um cargo? A aviação simplesmente não funciona sem profissionalismo, disciplina e hierarquia. Isso não existe mais. Enquanto esses três requisitos estiverem ausentes, o caos aéreo, as tragédias e as mortes vão continuar.

A ANDEP e o FÓRUM, por suas diretorias, manifestam sua dor pela perda de vidas de inocentes, entre as quais identifica amigos e conterrâneos.

Porto Alegre, 17 de julho de 2007.

Cláudio Candiota Filho
pres. ANDEP - Associação Nacional em Defesa dos Direitos dos Passageiros do Transporte Aéreo

Alcebíades Adil Santini
pres. FÓRUM ESTADUAL DE DEFESA DO CONSUMIDOR

http://www.diegocasagrande.com.br/index.php

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