Dois dirigentes da OAB gaúcha estavam a bordo do vôo 3054 da TAM que explodiu ao tentar pousar, nesta terça-feira (17/8), no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Viajavam a serviço da entidade os presidentes da Comissão Especial de Precatórios, Paulo de Tarso Dresch da Silveira e o da Comissão de Direito Esportivo, Paulo Rogério Amoretty. Também estava no avião o filho do ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal, Néri da Silveira, Paulo Tarso.
Dresch iria participar nesta quarta-feira (18/7), às 11h30, do lançamento do Movimento Nacional contra o Calote Público, que seria realizado na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A Federação cancelou o evento.
O presidente nacional da OAB, Cezar Britto, lamentou a morte dos dois advogados e lembrou que ambos tinham uma extensa folha de serviços prestadas em prol da advocacia. “E lamentável a perda dos dois dirigentes da OAB gaúcha em um acidente que demonstra a total incapacidade profissional daqueles que são pagos com dinheiro público para dirigir o setor aéreo no país”, afirmou.
O presidente da OAB do Rio Grande do Sul, Cláudio Lamachia, também se mostrou solidário com a perda dos dirigentes da entidade. “É lamentável perder dois colegas em um acidente que já estava anunciado há muito tempo. A advocacia gaúcha esta de luto, assim como toda a cidadania brasileira”, disse.
A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT) também divulgou nota lamentando o acidente. A colisão vitimou o procurador Regional do Trabalho aposentado Paulo Rogério Amoretty de Souza.
Leia íntegra da nota
A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), entidade que congrega os Membros do Ministério Público do Trabalho de todo o país, vem a público manifestar solidariedade às famílias das vítimas do trágico acidente que envolveu o vôo JJ 3054 da TAM no Aeroporto de Congonhas-SP.
O fatídico acidente vitimou também o Procurador Regional do Trabalho aposentado Paulo Rogério Amoretty de Souza, consternando toda a família do Ministério Público do Trabalho.
A Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho (ANPT), ao tempo em que reitera solidariedade às famílias das vítimas, em especial à do nosso Associado, exige a rápida apuração das causas do acidente, com as reparações devidas, bem como a execução imediata de medidas pelas autoridades competentes para afastar o ambiente de insegurança e intranqüilidade que envolve o tráfego aéreo nacional.
Brasília, 18 de julho de 2007.
Sebastião Vieira Caixeta
Presidente
Sentimentos pelas perdas, mas precisamos de cuidado com as conclusões.
Nem abriram a caixa preta, e já a Globo inquiriu, julgou e deu o veridito: Lula é o culpado. Parece que os corvos de sempre estão apressados demais.
digo, veredicto.
Agora os "donos do mundo" (governantes) vão se reunir, a fim de decidir se os aeroportos e os aviões são seguros. Você, pretenso passageiro, vai ficar na expectativa sobre a decisão do seu destino, se você eventualmente vai morrer ou sobreviver. O mais terrível, nessa história, não é a ansiedade de saber o resultado dessa reunião, tampouco a desilusão de, porventura, saber que poderá ser vítima de um acidente fatal. O mais terrível, o mais tenebroso, meu amigo, é o seguinte: VOCÊ NÃO VAI PARTICIPAR DESSA REUNIÃO!!!
O problema não é atribuir a culpa ao presidente da República ou a seus subordinados diretos, responsáveis pela situação aérea no Brasil, porque realmente ainda é impossível afirmar o que ocasionou o acidente. Porém, as evidências apontam no sentido de que a liberação da pista sem as chamadas ranhuras, pode ter contribuído ou mesmo causado o acidente. Na verdade, tudo é fruto da incompetência, da negligência e da falta de investimento no setor aéreo. Temos um presidente da república que nunca sabe de nada, que nunca conseguer ver nada, um ministro da defesa que parece sempre estar dormindo, alheio ao mundo e ao que acontece a sua volta, um presidente da Infraero, que afirma em cadeia nacional que a situação aérea brasileira foi pro espaço, sem apresentar uma possível solução para o problema, uma ministra do turismo que manda os sofridos passageiros relaxarem e gozarem. Ora, lá se vão dez meses de uma crise sem solução, sequer nosso presidente foi capaz de demitir o ilustre ministro da defesa, para que alguém competente e que entenda do assunto pudesse ter assumido.Como puderam liberar a pista sem as ranhuras necessárias? Como puderam permitir que o aeroporto continuasse funcionando depois dos vários acidentes com a pista molhada, inclusive o de anteontem com o avião da Pantanal? O que dizer agora aos familiares das vítimas? A dor que estão sentindo, como aliviá-los? Não há como. Fica-se a esperança que nossas autoridades que dormem em berço esplêndido acordem, ou que nós acordemos e coloquemos um basta nessa situação, nem que seja pra expulsarmos a ponto pé esses incompetentes e corruptos que se instalaram na direção do nosso país! É preciso que acordemos rápido, ou amanhã nós ou nossos familiares poderemos ser as próximas vítimas.
Oito coisas que acho notáveis no Brasil
1) A capacidade que certos indivíduos tem de expressarem a sua necrofilia e morbidez
2) A capacidade que certa mídia corporativa tem de expressar a sua necrofilia e morbidez
3) O uso da necrofilia e da morbidez como armas políticas
4) O uso da necrofilia e da morbidez como armas eleitorais
5) A súbita socialização dos conhecimentos aeronáuticos em nosso meio
6) A súbita socialização dos conhecimentos aeroportuários em nosso meio
7) A súbita socialização dos conhecimentos aviônicos em nosso meio
8) A crescente horizontalização da canalhice em nosso meio
por Cristóvão Feil
No redemoinho da dor, com que o sortilégio do cotidiano nos surpreende, solidarizamo-nos, eu e minha família, aliados à Ordem dos Advogados do Brasil-OAB, com a família dos colegas Dr. Paulo de Tarso Dresch da Silveira e Dr. Paulo Rogério Amoretty.
Primeiro é momento de se solidarizar com a dor das famílias dos mortos.
Segundo momento, é inevitável a percepção de que anos de esforços, estudos, e mais que isto, talento, talentos quando prontos e formados, são ceifados.
Terceiro momento, chegerá mais uma vez de se perguntar por que acontece de maneira repetitiva.
Enquanto não houver a instauração do DANO MORAL PUNITIVO, muitas famílias irão ainda chorar, por que o "empreendorismo" contabiliza centavos economizados em mais horas de vôo e menos "gastos" com manutenção e treinamento.
Em aviação ninguém pode alegar ingenuidade ou imprevisibilidade de caso fortuito em sua defesa, pois quem está no ramo sabe que lida com vidas humanas, e estas vidas costumam ser uma elite intelectual e não apenas financeira.
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