EUA: juiz empresta roupa a réu durante audiência

O americano Vincent Basciano, acusado de assassinar seu rival em 2001, ficou incomodado porque não estava vestido apropriadamente durante sua audiência. Por isso, reclamou ao juiz. “Eu sei o que é apropriado vestir na corte”, disse Basciano.

Então, o juiz Nicholas Garaufis perguntou que tamanho Basciano vestia e retirou uma camisa azul e gravata amarela de uma gaveta. “Eu não sei se as cores combinam, senhor Basciano, mas hoje verde e azul combinam”, disse ele se referindo ao terno que Basciano vestia. “Tudo bem”, respondeu o réu e agradeceu. O advogado de defesa James Kousouros então ajudou Basciano a arrumar a gravata.

Na audiência, que ocorreu no Brooklin, o júri do caso não estava presente. Os promotores acusam Basciano de matar Frank Santoro em 2001 como vingança por acreditar que ele, sendo seu rival, havia seqüestrado um de seus filhos. A defesa alega que a Promotoria construiu o caso em cima de falsos testemunhos. A informação é do portal Terra.

disse:
22 de julho de 2007 às 19:41

Estou para ver isso acontecer no Brasil, face ao sapato alto calçado pelos juizes dessa nossa terra. São ressonâncias humanas de homens de valor o que fez o juiz americano.

Há bem pouco tempo um juiz, daqui, mandou um marceneiro se retirar da audiência porque não estava calçado com sapatos.

cristina - advogada disse:
23 de julho de 2007 às 09:24

o juiz do paraná, que entendeu que o uso de chinelos por um agriculor atentava contra a dignidade da justiça, deveria mirar-se no exemplo do juiz americano...

Ruberval, de Apiacás, MT disse:
23 de julho de 2007 às 10:25

O JUiz então ficou sem camisa???

Marcos Umberto Canuto disse:
23 de julho de 2007 às 11:08

Deveria ser seguido o exemplo para outros juizes, principalmente alguns do Brasil que até impedem cidadãos de participar de audiencias por usar chinelos.

Amigo da Justiça disse:
23 de julho de 2007 às 21:41

Para os críticos de plantão, o juiz levou um sapato semi-novo para o "pobre" trabalhador, que se recusou ainda a aceitar. Provavelmente, se tivesse um sapato no dia para o trabalhador usar teria pelo menos emprestado. Crítica é bom, melhor ainda quando ela é justa. Centenas de políticos que desviam o dinheiro público todos os dias, dinheiro esse que poderia está sendo utilizado para a melhoria, por exemplo, do transporte aéreo, tem gente que ainda acha justo criticar um juiz por ter adiado a audiência em razão do trabalhador está usando sandálias, quando isso é praxe em todos os Tribunais do País, e em outros órgãos públicos de outros Poderes. Culpa foi do advogado que não avisou o juiz da suposta extrema pobreza do trabalhador. Culpa, talvez, do trabalhador que não pediu o sapato emprestado antes da audiência. Provavelmente, o último culpado dessa história foi o juiz.

José Henrique disse:
24 de julho de 2007 às 16:57

O que é isso Jaques?
Pensei que a justiça tivesse sido criada para os homens e não o contrário. Aquele chinelo era o melhor calçado que o homem tinha. Como que se pede um sapato (ou roupa) emprestado para se receber um serviço público (ainda que de alta relevância como o julgamento de um juiz culto e imparcial [oxalá!])? Creio que seja razoável se cobrar de uma pessoa o comportamento médio, inclusive quanto à indumentária, da sociedade a sua volta. Será que todos os brasileiros têm sapatos?

José Henrique disse:
24 de julho de 2007 às 17:03

Ah! E quanto ao juiz ter levado um sapato 'semi-novo'... Não sem razão ficou com cara de tacho.

Helena Fausta disse:
24 de julho de 2007 às 19:21

Um bom Juiz, sensato e experiente, sabe que a sua volta estão aqueles que necessitam desta Justiça demorada e custosa para o cidadão, sabe também avaliar as condições das pessoas à sua frente, só de olhar. A audiência precisa das partes em 1º lugar, não do julgamento de suas indumentárias... falta muito sermos iguais perante a Lei...

futuka disse:
24 de julho de 2007 às 20:15

A caracterização do respeito a lei e a ordem fica assim estabelecida com a exigencia, será estabelecida assim uma melhor justiça!? De qualquer forma toda exigencia sela um marco. QUE VENÇA A JUSTIÇA!!!

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