TRT paulista suspende expediente para visita do papa

O Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo) não terá expediente depois das 15h da quinta-feira (10/5) e na sexta-feira (11/5), por causa das alterações no trânsito para a missa do para Bento XVI, no estádio do Pacaembu.

A ordem partiu de uma portaria editada pelo presidente do TRT paulista, juiz Antônio José Teixeira de Carvalho. Durante os dois dias, os prazos recursais ficarão automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil depois do evento.

Leia a íntegra da Portaria

Portaria GP N° 07/2007, de 07 de maio de 2007

O JUIZ PRESIDENTE DO TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 2ª REGIÃO, no uso de suas atribuições legais e regimentais,

CONSIDERANDO as alterações que ocorrerão no sistema viário desta Capital, por força da visita de Sua Santidade, o Papa Bento XVI, e o evento a ser realizado no Estádio do Pacaembu,

CONSIDERANDO os termos do Decreto Municipal 48.320, que decreta ponto facultativo as repartições públicas municipais no próximo dia 11 de maio,

FAZ SABER QUE:

1º) Ficam suspensos o expediente e o atendimento ao público nos órgãos deste Tribunal instalados na Cidade de São Paulo no dia 10 de maio, a partir das 15:00 horas, e no dia 11 de maio de 2007.

2º) Os prazos que vencerem nesses dias ficam automaticamente prorrogados para o primeiro dia útil subseqüente.

Registre-se, publique-se e afixe-se.

ANTÔNIO JOSÉ TEIXEIRA DE CARVALHO

Juiz Presidente do Tribunal

luis disse:
07 de maio de 2007 às 21:02

Bom, seguindo a linha do Artur, seria bom tirarmos os crucifixos existentes em todos os tribunais, a começar pelo STF.
Calamandrei diria que o Cristo crucificado deveria ser a lembrança do maior erro judiciário da História, fazendo com que o magistrados refletissem muito antes de prolatar qualquer sentença.

PAULO BRODER disse:
08 de maio de 2007 às 07:55

O "feriado" não foi decretado por convicções religiosas, mas, por causa da modificação do tráfego, que sem dúvida é medida adequada, para evitar prejuízos e nulidades.
Quanto aos crucifixos, confesso nunca ter pensado nisso, mas, vejo no dia-a-dia em gabinetes de juízes, simpatias e imagens de todo o gênero (santos, orixás, amuletos, figas, bíblias, incensos, etc.). O que me preocupa não são essas coisas, até pela tradição mística de nosso povo, aceitáveis. Digo mesmo que seria bom se esses julgadores fossem "convictos" e não negassem sua fé (qualquer delas, pois penso que toda orientação religiosa se baseia em preceitos morais válidos), por prevaricação, corrupção, etc.
O Estado é laico. Essas "liberalidades místicas" não afetam essa realidade. Acho que devemos nos preocupar é em cobrar um controle maior sobre o Judiciário, pois está provado que este, já de há muito, sucumbiu às "maracutaias" de todo gênero. Para não generalizar, digo que aqueles membros do Judiciário que são dignos, deveriam se esforçar mais e punir exemplarmente seus pares descaminhados, pois o corporativismo, como se vê por aí, tem como sinônimo uma palavra: CONIVÊNCIA.

Richard Smith disse:
08 de maio de 2007 às 10:18

Caro promotor Artur:

Desculpe-me dizer-lhe isso, mas pelo teor dos seus comentários, você pode ser tudo, mas não CATÓLICO!

Tenha a certeza que eu conheço as desditas dos jurisdicionados na sua busca por Justiça.

Ocorre que essa e outras "vias crucis" do dia-a-dia, somente tem valor expiatório, se oferecidas, consciente e voluntariamente, a Deus.

No mais, também sou inteiramente contra essa "cabulação" de meio dia de trabalho. Sendo que a visita do Santo Padre o Papa, é mero PRETEXTO, como o são as paralisações da quarta e quinta-feira Santas (parece que estou vendo, os srs. juízes e servidores do fórum saindo piedosamente do trabalho para as cerimônias e vigílias da Semana Santa!).

Ocorre, caro promotor, que malgrado a cada vez maior relativização campeante em nossa Sociedade, da intensa relativização de valores, e de um hedonismo materialista cada vez mais desenfreado, o povo brasileiro ainda mantém resquícios de religiosidade. E religiosidade CATÓLICA, que faz parte de nossa matriz, do nosso DNA brasileiro!

E, lembrando-o que uma das definições de Democracia é, justamente, "ditadura da maioria", não entendo como o governo, que é eleito por alguns brasileiros para representar TODOS os brasileiros, possa deixar os feriados religiosos e o suporte às mainfestações de religiosidade deste mesmo povo, de lado!

E isso, em favor de um pretenso Estado LAICO, figura fantasiosa e maliciosa que, como já mencionei várias vezes neste espaço, quer dizer, necessariamente, ESTADO ANTI-RELIGIOSO!!!

E de modelos e atitudes anti-religiosas já estamos cheios, caro Dr., até porquê foram elas que nos transportaram até esse verdadeiro mar de merda no qual estamos atolados até o pescoço (coitados dos anões e dos baixinhos!).

Lamentável.

Passar bem.

Richard Smith disse:
08 de maio de 2007 às 10:23

Ah, e antes que eu me esqueça:

Se grão-mestre, da maçonaria, aparece, neste espaço do Conjur, grafado com letras maiúsculas, o Santo Padre, o Papa, também o deveria ser, vocês não acham?

Ou reverência merecem (indevidamente, na minha opinião) apenas uns e não os outros?

Richard Smith disse:
08 de maio de 2007 às 10:35

Meu caro Paulo Broder:

O que você, fiel ao espírito cabotino de nossos dias, chama, desdenhosamente de "liberalidades místicas", nelas incluindo o Santo Crucifixo, eu o chamo de simbolo da Fé.

Fé no Cristo-Deus, morto por nós (nos dosi sentidos) e Ressussitado, a nos lembrar, no patíbulo da Cruz, o quanto custaram (e custam) os nossos pecados!

Pecados tão graves, posto que cometidos contra um Deus PESSOAL, Amoroso e Infinitamente Bom, que exigiram o pagamento, em sangue e morte, desse mesmo Deus.

Agora, se os nossos caros juízes, bem como os promotores, advogados e todos nós mesmos, nem sempre lembram disso...bem, não é culpa de Deus, certo?

Neste diapasão, se nos gabinetes de certas "esselentissimas" sumidades (do verbo sumir, claro) podem ser encontrados todo o tipo de amuletos e "otras cositas mas", isso se deve ao livre-arbítrio, prêmio maior que um Deus Amoroso nos concedeu, que leva a grandes responsabilidades e pelo qual todos nós haveremos de ser cobrados um dia! Todos.

Passar bem.

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