Suspeita de fraude faz CNJ anular concurso para juiz

Por suspeita de favorecimento, o Conselho Nacional de Justiça anulou o último concurso para juiz realizado em Rondônia. Os conselheiros entenderam que duas candidatas aprovadas, assessoras de desembargadores, podem ter sido beneficiadas. Kelma Vilela de Oliveira e Cláudia Mara da Silva Faleiros Fernandes trabalham no gabinete dos desembargadores Cássio Rodolfo Sbarzi e Paulo Kiyoshi Mori, membros da comissão organizadora do concurso.

Para o relator do processo, conselheiro Paulo Lobo, os desembargadores deveriam ter se declarado impedidos desde o início do processo seletivo. A parcialidade no concurso, segundo o relator, resiste ainda que os desembargadores não tenham participado da argüição e da avaliação oral de suas assessoras.

O conselheiro entendeu que o fato dos desembargadores terem argüido outros candidatos provocou, “no mínimo, constrangimento” para os demais examinadores. “A suspeição é inevitável. Houve possibilidade de favorecimento”, disse.

As provas do concurso foram aplicadas entre junho e julho de 2006. Ao todo, 20 candidatos de um total de 431 inscritos foram aprovados. O grupo nem chegou a ser nomeado.

Com a decisão, o Tribunal de Justiça de Rondônia deverá realizar um novo processo seletivo.

paecar disse:
10 de maio de 2007 às 00:30

Taí, e a pergunta é: Será que isso acontece só em Rondônia? Por que desembargadores ou juízes têm que participar do concurso? Por que isso não é feito por empresas especializadas em concursos? Fica esperto CNJ porque isso é mais comum do que se imagina. Tem familias inteiras constituídas de juízes. Seria genético!!!

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
10 de maio de 2007 às 07:57

Em Rondonia é Mole... Quero ver esse aqui ó...

DENUNCIA DA OAB-RJ DE FRAUDE NO CONCURSO PRA JUIZ.

Muito interessante à coincidência:
Há algum tempo fiz uma denuncia sobre o esquema do Pedágio Linha Amarela ao MPRJ, foi arquivada sorrateiramente, uma Promotora na época Dra. Dalva Pieri Nunes, confirma a legitimidade do arquivamento.
O nome dessa promotora parece tanto com o nome da moça, Denise Pieri Nunes, supostamente envolvida nas denuncias da OAB-RJ; - Que coisa!

Para que o comentário fique bem esclarecido, segue os dados:
Denuncia No. CAODCNo. 118/02
OFICIO GCGMP No. 47/03
Ref: Proc.225/03
Expediente interno No. 24 Proc. MP. 39624/02ª

http://conjur.estadao.com.br/static/comment/53696
http://odia.terra.com.br/rio/htm/geral_87563.asp
http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/03/15/294938734.asp

Armando do Prado disse:
10 de maio de 2007 às 11:13

Então, caro paecar, não sabes que a genética já demonstrou à exaustão, que certas famílias tendem a ser da mesma atividade? Coisas de Darwin...

Radar disse:
10 de maio de 2007 às 13:28

Que bom seria se os atos de coragem do CNJ se estendessem também aos estados mais poderosos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais!

Dijalma Lacerda disse:
10 de maio de 2007 às 15:10

Sinceramente eu não tenho críticas relativas ao assunto.
Afinal, criticar porque, se o CNJ está trabalhando ?
É isso aí, austeridade neles !!!

Dijalma Lacerda.

tyba disse:
10 de maio de 2007 às 17:24

Se o CNJ encontra obstáculos para intervir nos grandes estados, que atue pelo menos onde o cinturão corruptível ainda não se formou.

A coisa está tão tranqüila, que as vagas nem são mais trocadas entre os estados.

Ao que parece, põe-se dentro ali mesmo com as próprias mãos.

MMello disse:
10 de maio de 2007 às 19:33

E O CONCURSO DE JUIZ DE DIREITO DO PARANÁ, QUE O GENRO DO MEDINA ENTROU E PELAS GRAVAÇÕES JÁ ESTAVA TUDO ACERTADO PARA A SUA APROVAÇÃO.
O CNJ, NÃO VAI FAZER NADA?
E OS COITADOS DOS CANDIDATOS QUE ESTUDARAM, GASTARAM DINHEIRO COM HOSPEDAGEM, VIAGENS, TUDO PARA PARTICIPAREM DE UM JOGO DE CARTAS MARCADAS!!
COMO FICA A SITUAÇÃO DESSES CANDIDATOS A JUIZ DE DIREITO NO PARANÁ?

Fabricio M Souza disse:
10 de maio de 2007 às 20:44

O judiciário é um dos últimos paquidermes que começou a grunir! Esse expediente de Rondonia, é a coisa mais comun em todos os tribunais do pais! Meu Deus do céu! Aqui em Minas, se for passar um pente, não sobra nem o entrevistador!

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