Caos aéreo: país tem 101 vôos atrasados e 82 cancelados

Dos 553 vôos agendados para este sábado (31/3) pelo menos 101 tiveram atrasos superiores a uma hora e 82 foram cancelados, segundo balanço da Infraero divulgado no início da tarde. No Aeroporto de Congonhas, o mais movimentado do país, os passageiros enfrentaram filas desde a madrugada. No guichê da Gol, a fila nesta manhã chegou a medir 200 metros.

O caos nos maiores terminais brasileiros foi provocado por uma paralisação de controladores de tráfego aéreo. O protesto começou na sexta-feira, 30, por volta das 19 horas, e se estendeu até o início da madrugada de sábado, quando foi fechado um acordo entre os militares e o governo, que prevê a desmilitarização da carreira de controlador. A reportagem é de O Estado de S. Paulo. Confira as últimas informações sobre a situação nos principais aeroportos do Brasil:

São Paulo – Congonhas

Segundo a Infraero, todos os vôos com aterrissagem prevista até as 11h50 no aeroporto de maior movimento no País atrasaram. Dos 50 vôos previstos para decolarem até as 14 horas, apenas nove foram confirmados e 29 constavam como “a confirmar”. Dos 50 previstos para aterrissarem, havia dez em atraso e 24 a confirmar.

Por volta das 12h20 havia vôos com atraso superior a quatro horas. Longas filas de espera, de até 200 metros, lotavam o saguão do aeroporto pela manhã.

São Paulo – Cumbica

No Aaeroporto de Cumbica, em Guarulhos, a situação também era difícil. Por volta das 12 horas, a prioridade eram os vôos internacionais. Foram registrados 44 atrasos nos vôos nacionais e internacionais, desde a meia-noite de sexta-feira até as 9 horas deste sábado.

Campinas

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, teve dois vôos cancelados na manhã deste sábado. Um dos aviões deveria estar no aeroporto às 8h40, saindo de Curitiba e com destino ao Galeão, no Rio. O segundo avião deveria estar em Viracopos às 10h35, saído de Belo Horizonte, com destino a Brasília.

Outros seis vôos tiveram atrasos na manhã de sexta (30/3), cinco deles da Gol e um da TAM. Na noite de sexta, dois vôos foram cancelados. Os passageiros procuravam informações, mas a maioria estava preparada para enfrentar, no mínimo, atraso no embarque. As condições para pouso e decolagem em Viracopos estavam boas, segundo a Infraero.

Rio de Janeiro

No Rio, o Aeroporto Internacional Tom Jobim registrou oito vôos cancelados e 30 atrasos entre as 18 horas e às 9 horas deste sábado (31/3). No Rio, muitos passageiros passaram a noite no aeroporto. Os atrasos causaram revolta entre os passageiros, que se queixaram das companhias aéreas e da Infraero, por não pagarem alimentação ou hospedagem para eles.

Brasília

No aeroporto Juscelino Kubitschek, em Brasília, longas filas nos guichês de todas as companhias marcaram a manhã deste sábado. A assessoria da Infraero na capital informou que no início da manhã, estavam decolando apenas vôos com destino à Região Norte, a cada 30 minutos. Por volta das 10 horas, no entanto, as companhias começaram a chamar para embarque alguns vôos destinados a outras regiões.

O aeroporto de Brasília foi aberto às 5h49. A maioria dos vôos para a Região Norte tem como destino Belém e Manaus. Vários vôos previstos para decolar durante a manhã foram cancelados. Os maiores problemas, segundo informações extra-oficiais, estão localizados na Gol, que cancelou 11 vôos. O problema é que, pelas normas, os pilotos têm que cumprir ao menos 12 horas de descanso, mas ficaram de plantão no aeroporto na expectativa de que algum vôo saísse. Por isso, dormiram tarde. No caso das outras companhias, os problemas, embora existam, parecem ser menores.

O aeroporto foi palco de um protesto. Passageiros da TAM, que deveriam voar para Belo Horizonte, invadiram o avião em protesto quando souberam que a aeronave tinha sido remanejada para outro vôo. Depois de uma negociação com três agentes federais, os passageiros deixaram o avião.

Belo Horizonte

O Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, Região Metropolitana de Belo Horizonte, teve neste sábado uma manhã de filas e atrasos. O maior deles foi em um vôo da TAM que deveria ter chegado de Brasília às 7h, mas às 12h ainda não havia pousado no aeroporto. Ele estava previsto para chegar apenas às 14h35. As partidas começavam a se normalizar no fim da manhã, mas ainda havia duas decolagens atrasadas. No total, até as 12h, 18 vôos tiveram atrasos superiores a uma hora, em Confins.

Na sexta-feira, o aeroporto era um dos menos afetados pela crise, com seis atrasos até o fim da tarde. Às 19h, no entanto, com o início da greve dos controladores, Confins também parou e teve 41 vôos cancelados. Os aviões só voltaram a decolar na manhã deste sábado.

Porto Alegre


Os passageiros sofreram com atrasos, mas não provocaram tumultos no Aeroporto Salgado Filho, na manhã deste sábado. Os momentos mais tensos ocorreram ao amanhecer, quando centenas de pessoas que haviam passado a noite no saguão ou que haviam chegado cedo para suas viagens enfrentaram filas para conseguir lugar nos quatro vôos que saíram entre às 7h e às 8h, com aeronaves que já estavam no pátio. Logo depois, as companhias começaram a informar que o cancelamento de seis chegadas provocaria também o cancelamento de seis saídas. Houve nova corrida aos balcões, para remarcação de bilhetes ou pedidos de reembolso. No final da manhã as filas eram pequenas, de menos de dez pessoas, nos balcões das companhias, e semelhantes às de dias normais no check-in.

Curitiba

Os passageiros dos vôos que tinham como destino o Aeroporto Internacional Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, na manhã deste sábado, não enfrentaram apenas os reflexos da greve dos controladores de vôo, do dia anterior. O aeroporto ficou fechado para pousos por 10 horas e 55 minutos, em razão do nevoeiro, um fenômeno climático comum no terminal paranaense, sobretudo no outono e inverno.

De acordo com a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto precisou ser fechado às 21h40 de sexta-feira e somente foi liberado às 8h35 da manhã de ontem. Desse horário até as 8h45, a operação somente foi possível com o uso do sistema ILS categoria 2. Depois passou para instrumentos menores e somente às 8h55 começou a operar no visual. Até as 9 horas da manhã, das 26 operações previstas, quatro pousos estavam com atraso médio de uma hora e 47 minutos. Oito vôos foram cancelados.

São Luís

O movimento do aeroporto Huo da Cunha Machado é considerado normal. Desde o início da operação padrão dos controladores de vôo, na sexta-feira, 30, apenas dois vôos atrasaram e um deles chegou fora do horário por conta de chuvas sobre a capital maranhense. Porém, os vôos procedentes de Brasília começam a chegar por volta do meio-dia, horário em que se começará a sentir o efeitos do novo apagão aéreo. É neste horário que cerca de um terço dos vôos que chegam à São Luís costumam pousar na capital maranhense.

Campo Grande (MS)

O saguão do Aeroporto Internacional de campo Grande, no Mato Grosso do sul, amanheceu vazio neste sábado. Os passageiros de outras cidades, que deveriam embarcar nos sete vôos cancelados entre as 17h de sexta e este sábado, permaneceram em hotéis ou casas de parentes, aguardando a normalização do tráfego aéreo. Dezenas deles aguardam embarque desde as 12h30 de sexta. Até o final desta manhã, não havia previsão de pouso e decolagem. Durante o período de paralisação, apenas dois aviões da Trip decolaram, porque não foram afetados pela greve dos controladores. Um deles saiu às 00h10 com destino a Cuiabá (MT), com escala em Rondonópolis (MT), e outro às 6h30 deste sábado para Campinas (SP), com escalas em Maringá (PR) e Londrina (PR).

Cuiabá

O Aeroporto Marechal Rondon, em Cuiabá, voltou a operar normalmente na manhã deste sábado. Nenhum vôo foi suspenso ou cancelado. Não houve tumulto porque os cerca de 300 passageiros das companhias aéreas Gol e TAM que não embarcaram na sexta-feira à noite, seguiram viagem após autorização dos controladores do Cindacta-1 em Brasília, que é responsável por controlar os pousos e decolagens em Mato Grosso. A Infraero informou que não haverá atrasos nos vôos que partem de Mato Grosso com destino os aeroportos de Brasília, Campo Grande (MS), e Congonhas (SP) neste fim semana.

Recife

Recife tem 57 vôos previstos para chegar e 51 para sair neste sábado. Ontem foram realizadas apenas a metade das 63 partidas e 61 chegadas previstas. Os demais vôos foram cancelados. Na manhã deste sábado, somente 4 vôos saíram do aeroporto, com média de atraso de 3 a 6 horas.

Até agora não houve aterrissagens. A previsão é de que a situação piore a partir das 14 horas, pois a maioria dos pousos e decolagens que deveriam acontecer hoje estão marcados para o período da tarde. No momento, o aeroporto está cheio mas não há confusão. Como no resto do país, há passageiros que passaram a madrugada no saguão em busca de informações e tentando embarcar.

Fortaleza

No Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Fortaleza, após uma noite e madrugada de caos aéreo, que afetou o movimento das 20 horas da sexta até as 6 horas deste sábado, 17 vôos entre pousos e decolagens foram cancelados, sendo 8 da TAM, 6 da Gol, 1 da TAF, 1 da OceanAir e 1 da Varig. Pela manhã, saíram apenas quatro vôos, sendo dois internacionais TAM indo para Miami e Aerolyon indo para Roma e dois domésticos: TAF-4952 para Belém e o Gol-1643 para Manaus. Chegaram somente o TAF 4952 vindo de Salvador e o TAP-4165 procedente de Lisboa. Na noite de sexta-feira, 30, a TAM alojou 140 passageiros em leitos de hotéis, motéis e flats.


Salvador

No Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, as filas no início da manhã chegaram a alcançar 300 metros, mas foram diminuindo pouco a pouco. A grande dificuldade era remarcar os vôos cancelados e conseguir um assento em outras aeronaves. Até 10h30, apenas um avião da Gol partiu de Salvador, o 1607 com destino a Guarulhos(SP).

Os passageiros que não conseguiram embarcar em aviões da companhia ontem e hoje serão recolocados em outros quatro vôos: um para Recife, outro para o Rio de Janeiro e mais dois, para São Paulo. Porém, é incerta a disponibilidade desses aviões e não se sabe se eles vão sair mesmo nos horários previstos. Na TAM, a previsão é de que os passageiros possam viajar apenas a partir da segunda-feira(02/4). Os passageiros reclamam constantemente da falta de informação sobre os fatos por parte da companhia.

Aracaju

Sete vôos foram cancelados durante a madrugada de sexta-feira para sábado, no Aeroporto de Aracaju, em conseqüência da greve dos controladores. As companhias aéreas que operam no aeroporto – OceanAir, Gol, TAM e BRA — ofereceram hospedagem e alimentação aos passageiros, remarcando as passagens. A Infraero em Sergipe não soube informar quantas pessoas foram prejudicadas, porque o controle no número de passageiros é feito pelas companhias aéreas.

Na madrugada foram cancelados os vôos da Gol — 1716 (Brasília, Aracaju, Salvador, Brasília), o 1964 (Rio, Aracaju, Maceió, São Paulo), 1965 (São Paulo, Maceió, Aracaju, Rio). Da OceanAir, vôos 6382 (Salvador, Aracaju, Maceió, Recife, São Paulo), 6393 (Fortaleza, Recife, Aracaju, Maceió, Aracaju, Salvador, São Paulo e Porto Alegre), 6383 (São Paulo, Salvador, Aracaju, Salvador, Brasília). Das 14 até às 22h da sexta-feira, dois vôos tiveram atrasos por mais de uma hora.

O encarregado de Comunicação da Infraero em Sergipe, Keldo Guilherme Campos, disse que 22 vôos partem diariamente de Aeroporto de Aracaju, sendo que sete deles decolam durante a madrugada. Em Aracaju, os controladores de vôo não fizeram greve.

Vítima da espera

Um dos passageiros impedidos de viajar na noite de sexta (30/3) de Curitiba para Porto Alegre, onde mora, acabou morrendo de enfarte, na manhã deste sábado (31/3) quando já estava internado em um hospital de Curitiba.De acordo com informações da Infraero, Luiz Fernando Moska, de 54 anos, tinha passado a noite em uma das salas de espera do aeroporto, em razão dos cancelamentos de vôos.

Moska aguardava com a família a disponibilidade em um dos aviões que sairiam na manhã deste sábado. A assessoria não soube informar no avião de que empresa ele embarcaria. Segundo a Infraero, Moska começou a passar mal às 5h30 da manhã e foi imediatamente atendido pelo serviço médico do aeroporto. Além de ser diabético, tinha sintomas de uma crise de asma. Ele acabou morrendo ao dar entrada no Hospital Santa Cruz, de ataque cardíaco.

JCláudio disse:
31 de março de 2007 às 15:07

O problema está aí. Como acontecem todas vezes, no primeiro momento o governo sinaliza com uma solução e faz um acordo. Depois, com a maior cara de pau, descumpre o acordo ou deixa o acordo lá no fundo da gaveta. Você procura dialogar para ver se o acordo pode ser cumprido e quando. A resposta é uma incógnita, que ninguém consegue decifrar. Mas nos bastidores o governo apresenta uma sugestão mirabolante que será a solução para todos os males. Façam uma grave para podermos justificar a sociedade o aumento salarial e outras coisas mais. Qual é a solução para está proposta? Então vamos à greve. Independente de quaisquer situações que isto possa gerar. Não temos outra opção, se não deflagrar a greve. E a sociedade como é que fica nesta hora? Ela que vá reclamar ao Papa ou então ao capeta. Pouco tempo depois o aumento sai, já que o coitado do governo não tinha outra opção senão ceder. Portanto, é assim que sempre vai funcionar as coisas dentro do poder público. E ainda tem mais. Sem falar nas reuniões que são marcas para tratarem da pauta de reivindicações.É uma atrás da outra. É conversa daqui, são ligações pra lá e pra cá. São reuniões desmarcas e reuniões remarcas. Enquanto isto, estamos em greve e a sociedade, só deus sabe. E haja paciência. Depois de uns 45 dias ou mais, sai o resultado, depois dos Ministros falarem as suas mentiras e outras besteiras, já que a sociedade acredita em tudo que se fala. Enquanto isto os BANQUEIROS (agiotas) estão enchedo as burras de dinheiro e ninguém fala nada. Por fim, depois de um longo tempo, são atendidas as reivindicações. E todo mundo fica feliz. Pode até parecer brincadeira, mas a verdade é esta, juro que é verdadeira esta situação. E não adianta ficar dando uma de demagogo, defendendo outras situações, mas que na verdade as consequência de qualque ato, sempre cairão no colo da sociedade. E é assim desde que o mundo é mundo. A sociedade terá que pagar por alguma coisa, não importar de que forma for. Se não houver luta a coisa não sai. Não sai mesmo. Pode ter filas nos aeroportos, pode estar as rodovias cheias de buracos, pode uma professora ganhar um salário de fome, pode estar o salário mínimo, tão mínimo, pode ser o que for, se não for a luta, não sai nada. Mais ainda, que o Sr. Lula (o apedeuta) é um sindicalista experinte e sabe muito bem como funciona estas coisas.

Band disse:
31 de março de 2007 às 15:47

Quando “civilizarem” os controladores de vôo será como as greves no INPS, duas vezes por ano para a espiral de aumentos sem fim! A luta tendo atrás a estabilidade, aposentadoria integral, sem cobrança de produção, sem obrigação em devolver para a sociedade parte do que recebem!

A resposta é claríssima. Procurem uma colocação no meio civil que pague mais! Ninguém pode ser obrigado a trabalhar remunerado abaixo da sua capacidade. Para isto que serve a liberdade. Para trabalhar nos locais que pagam muito mais e não se deixem explora pelo patrão! Não pela garantia de receber em dia!

Veja só que maravilha: O estado do Rio Grande do Sul está desobrigado de fazer obras de recuperação da RST 101. A decisão é do ministro Gilmar Mendes, presidente em exercício do Supremo Tribunal Federal. O ministro acolheu o pedido de Suspensão de Tutela Antecipada solicitada pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) do Rio Grande do Sul.

Ao contribuinte, só a obrigação de pagar todos os impostos! Serviços, sem data para receberem, ou nunca receberem mesmo!

veritas disse:
31 de março de 2007 às 17:40

claudio, claudio, isso não ´w novidade visite o seguinte link, eles tabem acreditaram nas promessas de governo...
E todos morreram perseguidos e humilhgados até hoje não tiveram o nome limpo.

http://www.camara.gov.br/sileg/integras/141698.pdf

Richard Smith disse:
31 de março de 2007 às 20:22

E então quer dizer que o "grande negociador" amarela e abre as pernas depois de apenas cinco horinhas de greve?

Podem anotar, acabou de entrar a "sindicalização" PeTralha nas Forças Armadas.

Zito disse:
31 de março de 2007 às 23:06

O culpado somos nós que viajamos para enriquecer a Cia.
E o irresponsável do governo que jogar a culpa no governo anterior, que foi o Lula.
Ministro da defesa só sabe falar tenham paciência.
Ela tem limite.
Mais não podemos nem exigir que a turma de choque já chega para bater no passageiro.
Sr. Presidente arrume a casa que está um palhaçada.

Band disse:
01 de abril de 2007 às 18:14

Não conheço ninguém que viaja para enriquecer as companhias aéreas, além de você! Todos que eu conheço viajam pelas inúmeras vantagens para o passageiro que outro meio de transporte não fornece!

Eu queria descobrir um negócio destes que os consumidores só usassem para enriquecer a companhia, para entrar neste ramo!

Justiça disse:
01 de abril de 2007 às 19:34

Mauro Fonseca
A pouco caso do Governo Federal, já passou dos limites.
LULA, pelo menos uma vez na sua vida, de importância a este caso.

Richard Smith disse:
02 de abril de 2007 às 17:59

Boa essa, hein Band? Dessa empresa eu quero ser sócio, viu?

Armando do Prado disse:
02 de abril de 2007 às 22:29

Privataria nos aeroportos brasileiros

Diário Gauche

A crise da aviação civil brasileira tem várias camadas de leitura. Um pouco eu já comentei no artigo postado abaixo (A desmilitarização do Estado brasileiro). Mas é preciso ressaltar um fato singular no imbróglio que está sendo propositalmente ocultado pela mídia (blergh! chama o Gastão!).

Refiro-me à pretensão de investidores de abocanharem a exploração comercial dos aeroportos brasileiros, em resumo, a velha cantilena de privatização, uma vez que o Estado está sendo incapaz de controlar um serviço essencial, caos, quebra da hierarquia, motim, revolta dos sargentos (parece 64!), blá-blá-blá-blá...

Tem gente graúda nessa ciranda, especialmente algumas companhias aéreas. Querem pegar o governo no contrapé desse rolo todo.

Meses atrás eu já comentei esse assunto aqui.

O aeroporto de Ezeiza, que atende Buenos Aires, foi privatizado no governo entreguista de Carlos Ménen. Hoje, Ezeiza é o paraíso dos lúmpens do colarinho branco, tem contrabando de drogas, armas, dólares e até tráfego normal de passageiros. Está como o diabo gosta e aconselha. Não satisfeitos, o lumpesinato do alto coturno aéreo privado agora quer "administrar" outros aeroportos gordos da Argentina. O assunto está em pauta no Congresso de lá.

Aqui no Brasil, enquanto isso, alguns pequenos vermes valentes estão espancando humildes moças atendentes dos balcões das companhias aéreas. Como diria um ilustre causídico, amigo meu, "tudo adredemente preparado, data maxima venia!"

Band disse:
04 de abril de 2007 às 09:02

Ora professor

Ele já foi privatizado pelo nosso presidente para os controladores de vôo explorarem livremente o negócio!

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