A Polícia Federal realiza, nesta terça-feira (6/11), operação para desmontar um esquema de envio ilegal de dinheiro para a Suíça. Policiais cumprem 22 mandados de prisão e 44 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Bahia e Amazonas.
Segundo a Polícia Federal, a investigação, que durou um ano e meio, apurou que bancos suíços abriam contas numeradas e codificadas para onde os brasileiros enviavam dinheiro não declarado. Estas contas codificadas dificultavam a identificação dos titulares.
Ainda, de acordo com a Polícia, parte dos recursos enviados para a Suíça era usada para o pagamento de fornecedores, no exterior, que subfaturavam as importações. Alguns clientes brasileiros usavam doleiros para o esquema.
As ordens de prisão temporária (por cinco dias) e de busca e apreensão foram expedidas pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Os investigados responderão por seis crimes: gestão fraudulenta, evasão de divisas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, formação de quadrilha e funcionamento de instituição financeira sem autorização do Banco Central. As penas máximas somadas atingem 40 anos de prisão.
Kaspar I
A primeira Operação Kaspar aconteceu em abril deste ano, quando a Polícia Federal prendeu 19 pessoas em São Paulo. As investigações, que tiveram início em setembro de 2006, têm como objetivo identificar líderes e integrantes de cinco grupos de doleiros (pessoas que atuam no mercado de moedas estrangeiras sem possuir autorização do Banco Central) que agiriam no mercado negro de câmbio para promover a evasão de divisas do país.
Entre os presos na ocasião estava o advogado José Eduardo Savóia, acusado de participar de uma quadrilha de doleiros. Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça indicariam que a quadrilha recebia informações sobre as operações desencadeadas pela Polícia, permitindo a destruição de possíveis provas das atividades ilícitas. Em junho, o STF negou o pedido de Habeas Corpus ao advogado.
Kaspar é o nome do primeiro capitão da guarda suíça responsável pela segurança do Vaticano. Assim, o nome da operação faz referência ao início da investigação que foi o envolvimento de um banco suíço na guarda de valores de origem ilícita de seus clientes no Brasil.
Enquanto não houver sanção pesada eles vão continuar remetendo recursos para fora ilegalmente.
Será que é difícil de ver isso??? Por quê não prender e sequestrar os bens dessas pessoas???
Passar a mão sobre suas cabeças em forma de carinho é o mesmo que mandar que continuem a dilapidar a economia do país.
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