O jornal Folha de S.Paulo informa neste domingo que o ex-ministro Walfrido dos Mares Guia e Duda Mendonça acertaram que o publicitário receberia do caixa dois a maior parte do pagamento pelos serviços prestados à campanha de 1998 de Eduardo Azeredo (PSDB), derrotado na tentativa de reeleição ao governo de Minas Gerais. Em 15 de setembro passado, reportagem da revista Consultor Jurídico revelou o relatório da Polícia Federal que aponta Mares Guia como o negociador do contrato da campanha publicitária de Azeredo feita por Duda Mendonça. De acordo com o relatório, os serviços da empresa de Duda custaram R$ 4,5 milhões: “R$ 700 mil entregue em espécie e o restante pago por fora, conforme acordo estabelecido com Walfrido dos Mares Guia”.
A informação consta da denúncia oferecida pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, ao Supremo Tribunal Federal. A Folha informa que Walfrido nega ter negociado o pagamento a Duda. O publicitário afirma que não cometeu nenhuma irregularidade. Segundo a denúncia, pelo menos R$ 3,5 milhões de recursos desviados de estatais mineiras alimentaram o caixa dois da campanha de Azeredo.
Balanço policial
A Polícia Federal aumentou em 18,5% o número de operações em relação ao ano passado, de acordo com levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo. Só em 2007 foram 166 grandes operações, que levaram à prisão 2.126 pessoas, entre empresários, doleiros, contrabandistas, servidores. Os principais alvos são sonegadores de impostos, envolvidos em esquemas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Em 60% das ações realizadas neste ano os policiais prenderam pessoas envolvidas nesse tipo de fraude.
Celas femininas
O governo do estado do Pará publicou nota nos maiores jornais do país para dizer que está indignado com os abusos cometidos contra a menina de 15 anos que ficou presa em uma cela com trinta homens, por acusação de ter roubado um celular. E também para informar que determinou o afastamento dos servidores envolvidos no caso, rigor na apuração dos fatos e punição aos culpados, “para que ações dessa natureza jamais voltem a se repetir”.
Além disso, a nota traz promessas. De 2008 a 2011, o governo diz que construirá e reformará 36 delegacias, todas com celas femininas. A área de segurança pública receberá um aumento de R$ 30 milhões no orçamento. A governadora Ana Júlia Carepa já determinou que até o final de seu mandato todas as delegacias tenham celas para mulheres adultas e adolescentes.
Caso Banco Santos
O juiz federal Fausto Martins de Sanctis enviou ao governo dos Estados Unidos um pedido de repatriação do quadro “Hannibal”, de Jean Michel Basquiat, o juiz diz pertencer à coleção pessoal do ex-banqueiro Edemar Cid Ferreira. Edemar nega. A tela foi comprada por US$ 825 mil e apreendida pela FBI neste mês em Connecticut, onde estava à venda. A informação é da Folha.
Esse é mais um capítulo da disputa entre a Justiça Federal e a massa falida do Banco Santos, que quer o dinheiro da obra para pagar os credores do banco. Há mais de um ano corre um pedido no Superior Tribunal de Justiça, apresentado pela massa falida, suscitando se a competência para definir o destino dos bens de Edemar é da justiça criminal ou da vara de falências.
Divórcio instantâneo
Em editorial, a Folha de S. Paulo elogia a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que facilita o divórcio, eliminando os prazos legais de prévia separação exigidos pela Constituição Federal. O projeto foi aprovado por uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Se aprovado, vai permitir o divórcio imediato.
Entre as vantagens apontadas pelo jornal está o fato de as pessoas não precisarem esperar dois anos para acabar com a relação, além de ganhos financeiros, porque hoje a separação judicial precisa de dois procedimentos distintos e dois gastos com advogados e cartórios. A carga de trabalho da Justiça também pode melhorar. Por ano, são 271 mil ações de separação e divórcio.
Advogado dos senadores
A coluna Radar, da revista Veja, conta que o advogado brasiliense Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, tem doze senadores como cliente. “É uma bancada semelhante à dos grandes partidos. Só perde para as do PMDB e do DEM”, compara.
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