PF deflagra ação contra supostas fraudes do BB

A Polícia Federal deflagrou, nesta sexta-feira (19/1), a Operação Alquimista, contra auditores da Receita Federal e gerentes do Banco do Brasil acusados tentativa de saques de contas inativas do banco, que chegariam a R$ 1 bilhão. Pelo menos 20 pessoas já foram presas em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Distrito Federal.

Além de funcionários da instituição e auditores da Receita, a PF afirma que o grupo contava com o apoio de consultores financeiros, um delegado da PF aposentado, um oficial de alta patente da reserva do Corpo de Bombeiros do Rio, um ex-deputado estadual também do Rio de Janeiro e um ex-investigado na CPI dos Combustíveis da Assembléia Legislativa de São Paulo.

De acordo com as investigações, a organização tentou efetuar o saque de aproximadamente R$ 1 bilhão junto ao Banco do Brasil, valores que estariam depositados na conta de um laranja residente no interior de São Paulo. Depois de identificar essa tentativa de golpe, a PF localizou outro grupo responsável pela distribuição dos valores obtidos ilicitamente em paraísos fiscais. Segundo a PF, o grupo realizava transferências de altas quantias entre contas bancárias no exterior, para beneficiários brasileiros.

As supostas fraudes estariam relacionadas às tentativas de saques em contas inativas do BB ou contas que apareceram com saldos astronômicos, sem que seus correntistas justificassem tais valores. Como exemplo, um correntista desempregado teve seu saldo no banco ampliado para R$ 2,3 milhões. Outros exemplos também apurados foram o de um correntista de Santa Catarina, que tinha um saldo de R$ 214 milhões; e de outro, com um saldo de R$ 250 milhões.

Ao todo, serão cumpridos 24 mandados de prisão temporária e 26 ordens de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Distrito Federal com a mobilização de mais de 150 policiais federais. Segundo a PF, também foram bloqueadas contas bancárias no Brasil e no exterior (Uruguai, EUA e Suíça), supostamente utilizadas pelos doleiros para lavagem do dinheiro.

com Agência Estado

Hwidger Lourenço disse:
19 de outubro de 2007 às 13:56

Como é que um negócio desses poderia dar certo? Quem é que saca R$ 1bi em cash?

A.G. Moreira disse:
19 de outubro de 2007 às 15:19

Quando "todo mundo" leva o seu , desde membros do Banco Central, até diretores do Banco do Brasil, a coisa é possível, assim como foi possível sacar "milhões", no caso do "MENSALÃO" !!!

Os diretores são os mesmos ( antes e agora ) e o governo, também !!!

Luiz P. Carlos (((ô''ô))) disse:
19 de outubro de 2007 às 22:08

DOS FATOS

O ato de concessão é inconstitucional (Contrato de Concessão - Proc. No. 06/500.055/94 – Contrato No. 513/1994 - Data 10.01.94), o que torna a licitação fraudulenta nos termos em que se realizou (Pedágio em lugar de Contribuição de Melhoria CTN art. 81) e o ato é de Improbidade. O pedágio da Linha Amarela na Avenida Carlos Lacerda é crime de apropriação indébita, com agravante de enriquecimento ilícito de terceiros.

Quem venceu a licitação, por 10 anos, foi a OAS Construções Ltda. Que percebendo as responsabilidades e o risco criou e transferiu seu direito adquirido na licitação a empresa LAM/SA – Linha Amarela Sociedade Anônima, que adquiriu o direito por mais 25 anos, e que contratou a CONTROLBANC. Supostamente a Lamsa foi criada para pulverizar responsabilidades pessoais dos envolvidos, nasceu com um nome que não lhes pertence, Linha Amarela é o nome de um projeto Municipal o que vale dizer que este nome pertence ao povo Carioca. Mas eles ainda precisariam ficar mais anônimos e então criaram a INVEPAR/SA – Investimentos e Parceria Sociedade Anônima, que cuidaria da movimentação e administração financeira do esquema. Mesmo assim, os riscos ainda eram enormes. A concessão a qualquer momento poderia ser cassada e requisitada aos cofres públicos e a população toda arrecadação Inconstitucional, era preciso articular. A solução foi tornar o BANCO DO BRASIL (órgão federal) através do Fundo de Previdência – PREVI, o maior acionista do esquema, e é hoje o futuro boi de piranha.

O fato chegou ao conhecimento das autoridades Federais que logo vieram pra se aliar ao esquema, afinal são +/- R$ 12,0 (doze milhões de reais) por mês para administrar 12.OOO Mt, de Avenida. Encontraram ferrenha oposição do dono do esquema, que até bem pouco tempo alardeava aos quatro ventos que o Município ofereceu empréstimos ao Estado, havia um superávit que lhes garantia a qualidade de melhor administrador publico do País, mesmo se a verba do PAN (Olimpíadas) não chegasse a tempo o Município teria condições de bancar as obras. Já se desenrolava também uma bilionária campanha objetivando levar o Executivo Municipal a Presidência da Republica, a DNA (de Marcos Valério) já havia colocado vários outdoors na Linha Amarela. Do dia pra noite tudo parou repentinamente em função da disputa Pedágio X Saúde, o Município num ato de retaliação devolve ao governo federal os hospitais e ai se desenrola um mortal combate com o povo morrendo nas filas dos hospitais, as forças armadas num esforço sobrenatural com hospitais de campanha tenta socorrer a população, também sem conhecer da verdade. O governo federal insiste na sua parte do pedágio e não arreda. Afinal pedágios são de atribuições Constitucionais de ordem Federal, enquanto isso o povo assiste atônito sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo, e até hoje poucos sabem o que de fato aconteceu. O Crime foi hediondo.

Logo o governo Federal na direção do Fundo PREVI, precisaria agora de uma nova empresa para gerir adequadamente e a nível Federal e Internacional esse movimento de recursos, que teriam que ter obrigatoriamente o envolvimento do Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários, BMF, etc. A empresa que poderia fazer esse tipo de serviço teria que atuar no mercado de Montagem de Negócios, Estratégia e Planejamento, Controladora de Finanças a nível nacional e internacional. Por exemplo, nos moldes da CONTROLBANC.

Um dos fatos gerador destes delitos é a inexistência de obediência à regulamentação para alocação destas receitas (+/- R$ 12,0 doze milhões por mês) até mesmo junto ao fisco e ao erário, mediante conflito Territorial, provendo ai extensa manipulação de caixa a descoberto sobre o arrecadado sem a devida destinação regulamentada, vez que estão sendo exercidos em esfera Territorial não competente, portanto impunes por indefinição no Código Tributário Nacional, distante do alcance regulador do sistema tributário, causando enormes prejuízos à sociedade. Arrecadando recursos como se Estaduais e Federais em áreas Municipais (?), sem a devida autorização Constitucional e Legal. Podendo inclusive ser caracterizado como furto ou apropriação indevida aos cofres Federais.

“O relatório do Deputado Gustavo Fruet mostra as 12 principais fontes de recursos nas contas de Marcos Valério no Banco do Brasil. No período referente à quebra do sigilo bancário, o Banco do Brasil, com R$ 322,5 milhões, foi o principal depositante, sendo que R$ 21,03 milhões são provenientes de empréstimos.”

NEGOCIAÇÕES COM SÓCIOS GARANTEM ACORDOS MELHORES
Foi necessário que a Diretoria da PREVI promovesse entendimento com sócios para que fossem realizadas importantes mudanças na gestão de algumas empresas, como Guaraniana (holding do setor elétrico) cujo conselheiro é Henrique Pizzolato (PT), e Invepar (Av. Rio Branco, 181/3º. Centro - holding que controla as empresas Linha Amarelo-RJ e a Concessionária do Litoral Norte - BA). Por meio de novos acordos de acionistas, foram pactuadas novas regras, que priorizam a profissionalização total da gestão e a governança corporativa, fatores que contribuem decisivamente para o sucesso e valorização das empresas.

O Globo 24.07.2005 – On Line.
A Linha Amarela pertence a PREVI, fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil, com ativos que superam R$ 70 bilhões, o presidente do conselho deliberativo, que decide os investimentos, era Henrique Pizzolato (PT), petista que era também diretor de marketing do BB. Ele recebeu R$ 326 mil da DNA em janeiro de 2004. A DNA tinha contas de publicidade do BB.

PS: Noticias são informações de domínio público veiculadas na imprensa, na mídia e na Internet.
_______________________________________________________________

A.G. Moreira disse:
19 de outubro de 2007 às 22:28

Mais uma vez, o "para-quedista" caiu no "quintal" errado !!!

Ramiro. disse:
19 de outubro de 2007 às 23:05

O que me faz rir é o súbito e absoluto silêncio sobre o andamento do caso da Cisco Computers, da CISCO Norte Americana.

Nem mais uma linha a respeito, nem uma notícia de HCs negados, nenhuma foto, todo mundo quieto...

Espero que meu ceticismo seja tolo no que faz prever a possibilidade de ser o som do longo porrete do Tio Sam que vá quebrar esse silêncio.

Armando do Prado disse:
19 de outubro de 2007 às 23:32

Avante PF!

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também