Beduíno é condenado a pagar 46 camelos por paquera

Um beduíno da península do Sinai — que fica entre Egito e Israel — foi condenado a pagar 40 camelos por ter paquerado uma mulher pertencente a outra tribo. Os juízes locais haviam ordenado que o homem tivesse a língua cortada, mas a punição foi trocada pelo pagamento de mais seis camelos depois de uma negociação de três horas. A informação é do jornal Akbar al-Yom na edição de sábado (27/7) e repercutida pelas agências de notícias.

Ele vive no sul da península, onde vigoram leis especiais impostas pelos próprios beduínos. Como a cantada foi dada no momento em que ele dirigia o seu carro, o homem também terá que se desfazer do veículo. A moça trabalhava em uma fazenda quando o homem, ao vê-la, lançou uma série de elogios aos seus atributos físicos.

O beduíno terá que pagar os 46 camelos ou o equivalente a seu valor, calculado em 80 mil libras egípcias (mais de R$ 25 mil). Um dos animais terá de ser “original”, denominação dada a uma raça de camelo veloz. Os advogados da ofendida alegaram que a pena deveria ser contada pelas horas de trabalho perdidas. Durante o tempo que levou para apresentar queixa, o gado pelo qual é responsável ficou abandonado.

Já a defesa argumentou que o homem nunca manifestou qualquer interesse genuíno pela mulher. Se realmente quisesse, teria pedido a moça em namoro antes de fazer qualquer comentário indecoroso. O pedido de namoro não é um processo fácil. Segundo as leis beduínas, o pretendente tem de comunicar as suas intenções a um intermediário, que as passa à mulher. Somente aí ela que decide se aceita o homem em namoro.

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