Beduíno é condenado a pagar 46 camelos por paquera

Um beduíno da península do Sinai — que fica entre Egito e Israel — foi condenado a pagar 40 camelos por ter paquerado uma mulher pertencente a outra tribo. Os juízes locais haviam ordenado que o homem tivesse a língua cortada, mas a punição foi trocada pelo pagamento de mais seis camelos depois de uma negociação de três horas. A informação é do jornal Akbar al-Yom na edição de sábado (27/7) e repercutida pelas agências de notícias.

Ele vive no sul da península, onde vigoram leis especiais impostas pelos próprios beduínos. Como a cantada foi dada no momento em que ele dirigia o seu carro, o homem também terá que se desfazer do veículo. A moça trabalhava em uma fazenda quando o homem, ao vê-la, lançou uma série de elogios aos seus atributos físicos.

O beduíno terá que pagar os 46 camelos ou o equivalente a seu valor, calculado em 80 mil libras egípcias (mais de R$ 25 mil). Um dos animais terá de ser “original”, denominação dada a uma raça de camelo veloz. Os advogados da ofendida alegaram que a pena deveria ser contada pelas horas de trabalho perdidas. Durante o tempo que levou para apresentar queixa, o gado pelo qual é responsável ficou abandonado.

Já a defesa argumentou que o homem nunca manifestou qualquer interesse genuíno pela mulher. Se realmente quisesse, teria pedido a moça em namoro antes de fazer qualquer comentário indecoroso. O pedido de namoro não é um processo fácil. Segundo as leis beduínas, o pretendente tem de comunicar as suas intenções a um intermediário, que as passa à mulher. Somente aí ela que decide se aceita o homem em namoro.

Dijalma Lacerda disse:
30 de outubro de 2007 às 11:21

Fosse aqui no Brasil e já teria muita gente falida !!!

futuka disse:
30 de outubro de 2007 às 11:29

..aí sim dona JUSTIÇA assim fica bem entendido, eu diria não da mesma forma como estão nossos juízes a interpretar "PEDAGÓGICAMENTE",,e o seu beduíno não sairá por aí difamando mais ninguém. Deveria ser assim no Brasil para que houvesse mais RESPEITO ao antes ser-humano cidadão brasileiro.

Vitor M. disse:
30 de outubro de 2007 às 11:38

Isso futuka, ótimo exemplo! Tomemos como modelo as leis dos beduínos, povo nômade, que vive no deserto, de religião muçulmana, enfim, um povo que guarda total semelhança cultural com o povo brasileiro.
Aliás, acho que devíamos tomar a solução como exemplo: Deu em cima de alguém, cortemos a língua dele!
Realmente, um exemplo de prestação jurisdicional proporcional.
Quem sabe, depois dessa não exumamos a Lei de Talião? Ótima idéia, não?

diegodlsantos disse:
30 de outubro de 2007 às 11:40

"Os juízes locais haviam ordenado que o homem tivesse a língua cortada, mas a punição foi trocada pelo pagamento de mais seis camelos depois de uma negociação de três horas."

Esse fez bom uso da língua...heheheheh

sergio disse:
30 de outubro de 2007 às 11:53

Que tal se a mulher do Senador Renan fizesse o mesmo com ele.
Seria um bom exemplo!!!

Vitor M. disse:
30 de outubro de 2007 às 11:58

Fizesse o mesmo, o que??? Cortar a língua ou exigir camelos????

A.G. Moreira disse:
30 de outubro de 2007 às 21:39

Com certeza, o marido da "cantada" , deve ser muito importante !!!

De qualquer modo, se a moda pega, aqui, no Brasil,

por , absoluta, falta de camelos,

a maioria dos brasileiros, estaria AFÔNICA !!!

Freire disse:
31 de outubro de 2007 às 00:11

Fazia tempo que não lia os comentários dos usuários desse espaço CONJUR, e, me perdoem, falta seriedade.
O CONJUR já fez um jornalismo mais interessante. Esse espaço virou espaço de anedotário barato. Há um tempo os comentários eram mais inteligentes e se discutia matéria com seriedade. Me perdoem, está virando Pasquim.

A.G. Moreira disse:
31 de outubro de 2007 às 00:26

Não gostou ???

Vire os "pés para trás" e feche a porta !!!

Vitor M. disse:
31 de outubro de 2007 às 12:14

Dr. Freire, o Senhor se engana. Os comentários, normalmente, acompanham a seriedade da notícia. vejo, diariamente, uma série de comentários sérios e relevantes. Talvez, se o Sr. pesquisar um pouco mais pelo site também os verá, sem falar que, ironia nem semrpe é sinônimo de falta de seriedade.

Agora, cá entre nós, há necessidade de se comentar uma notícia dessas com seriedade?

Freire disse:
31 de outubro de 2007 às 12:52

Caro Dr. Vitor. Foi com satisfação que fiz a leitura de seu comentário. Confesso que apartes como o seu nos anima, quer pela seriedade, quer pela elegância das suas palavras. Tenho que reconhecer que as notícias são, na sua grande maioria, sérias e procedentes. O que me deixa perplexo às vezes, é a forma dos comentários, a linguagem usada etc. Agradeço a manifestação do ilustre colega, pela lhaneza e altura do debate. De resto, como bem colocado " cá entre nós, há necessidade de se comentar uma notícia dessas com seriedade?

Celso Pereira da Silva disse:
01 de novembro de 2007 às 05:48

Terá que desfazer do carro e pagar o equivalente a 40 camelos. É parece que - lá - a pena desproporcional facilita indenização.

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