Um beduíno da península do Sinai — que fica entre Egito e Israel — foi condenado a pagar 40 camelos por ter paquerado uma mulher pertencente a outra tribo. Os juízes locais haviam ordenado que o homem tivesse a língua cortada, mas a punição foi trocada pelo pagamento de mais seis camelos depois de uma negociação de três horas. A informação é do jornal Akbar al-Yom na edição de sábado (27/7) e repercutida pelas agências de notícias.
Ele vive no sul da península, onde vigoram leis especiais impostas pelos próprios beduínos. Como a cantada foi dada no momento em que ele dirigia o seu carro, o homem também terá que se desfazer do veículo. A moça trabalhava em uma fazenda quando o homem, ao vê-la, lançou uma série de elogios aos seus atributos físicos.
O beduíno terá que pagar os 46 camelos ou o equivalente a seu valor, calculado em 80 mil libras egípcias (mais de R$ 25 mil). Um dos animais terá de ser “original”, denominação dada a uma raça de camelo veloz. Os advogados da ofendida alegaram que a pena deveria ser contada pelas horas de trabalho perdidas. Durante o tempo que levou para apresentar queixa, o gado pelo qual é responsável ficou abandonado.
Já a defesa argumentou que o homem nunca manifestou qualquer interesse genuíno pela mulher. Se realmente quisesse, teria pedido a moça em namoro antes de fazer qualquer comentário indecoroso. O pedido de namoro não é um processo fácil. Segundo as leis beduínas, o pretendente tem de comunicar as suas intenções a um intermediário, que as passa à mulher. Somente aí ela que decide se aceita o homem em namoro.
Fosse aqui no Brasil e já teria muita gente falida !!!
..aí sim dona JUSTIÇA assim fica bem entendido, eu diria não da mesma forma como estão nossos juízes a interpretar "PEDAGÓGICAMENTE",,e o seu beduíno não sairá por aí difamando mais ninguém. Deveria ser assim no Brasil para que houvesse mais RESPEITO ao antes ser-humano cidadão brasileiro.
Isso futuka, ótimo exemplo! Tomemos como modelo as leis dos beduínos, povo nômade, que vive no deserto, de religião muçulmana, enfim, um povo que guarda total semelhança cultural com o povo brasileiro.
Aliás, acho que devíamos tomar a solução como exemplo: Deu em cima de alguém, cortemos a língua dele!
Realmente, um exemplo de prestação jurisdicional proporcional.
Quem sabe, depois dessa não exumamos a Lei de Talião? Ótima idéia, não?
"Os juízes locais haviam ordenado que o homem tivesse a língua cortada, mas a punição foi trocada pelo pagamento de mais seis camelos depois de uma negociação de três horas."
Esse fez bom uso da língua...heheheheh
Que tal se a mulher do Senador Renan fizesse o mesmo com ele.
Seria um bom exemplo!!!
Fizesse o mesmo, o que??? Cortar a língua ou exigir camelos????
Com certeza, o marido da "cantada" , deve ser muito importante !!!
De qualquer modo, se a moda pega, aqui, no Brasil,
por , absoluta, falta de camelos,
a maioria dos brasileiros, estaria AFÔNICA !!!
Fazia tempo que não lia os comentários dos usuários desse espaço CONJUR, e, me perdoem, falta seriedade.
O CONJUR já fez um jornalismo mais interessante. Esse espaço virou espaço de anedotário barato. Há um tempo os comentários eram mais inteligentes e se discutia matéria com seriedade. Me perdoem, está virando Pasquim.
Não gostou ???
Vire os "pés para trás" e feche a porta !!!
Dr. Freire, o Senhor se engana. Os comentários, normalmente, acompanham a seriedade da notícia. vejo, diariamente, uma série de comentários sérios e relevantes. Talvez, se o Sr. pesquisar um pouco mais pelo site também os verá, sem falar que, ironia nem semrpe é sinônimo de falta de seriedade.
Agora, cá entre nós, há necessidade de se comentar uma notícia dessas com seriedade?
Caro Dr. Vitor. Foi com satisfação que fiz a leitura de seu comentário. Confesso que apartes como o seu nos anima, quer pela seriedade, quer pela elegância das suas palavras. Tenho que reconhecer que as notícias são, na sua grande maioria, sérias e procedentes. O que me deixa perplexo às vezes, é a forma dos comentários, a linguagem usada etc. Agradeço a manifestação do ilustre colega, pela lhaneza e altura do debate. De resto, como bem colocado " cá entre nós, há necessidade de se comentar uma notícia dessas com seriedade?
Terá que desfazer do carro e pagar o equivalente a 40 camelos. É parece que - lá - a pena desproporcional facilita indenização.
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