Paulo Lacerda pede lei que permite a Abin fazer escutas

O ex-diretor da Polícia Federal Paulo Lacerda, indicado para dirigir a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), afirmou que vai pedir ao Congresso Nacional a aprovação de uma lei que autorize o órgão a fazer escutas telefônicas em casos excepcionais, como suspeitas de terrorismo e sabotagem. Pela legislação atual, a agência não figura entre os órgãos de Estado autorizados a usar o grampo telefônico. As informações são da Agência Estado.

Lacerda deixou nesta segunda-feira (3/9) o comando da Polícia Federal para assumir a Abin, com a recomendação do presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, de transformar radicalmente o órgão, da sua estrutura ao seu método de trabalho, considerado desastroso pelo governo.

“O presidente quer dar uma nova cara para a Abin e me encarregou de fazer uma ampla reestruturação no órgão”, disse Lacerda, explicando que o seu objetivo é dar um perfil mais dinâmico às atuações da agência.

Ele teve uma primeira conversa com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Jorge Félix, ao qual será subordinado. Lacerda terá de passar por uma sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Depois, sua indicação será submetida ao Plenário da casa.

Quando assumiu a PF, em janeiro de 2003, Lacerda recebeu do então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, a missão de transformar o órgão num FBI (a polícia federal americana), em matéria de eficiência. O delegado dobrou o efetivo policial, aparelhou a máquina, aperfeiçoou a área de inteligência e deu um salto nas investigações. Agora, o desafio é aproximar a eficiência da Abin do departamento de inteligência norte-americano, a CIA.

O delegado levará para a Abin alguns dos principais auxiliares que não forem aproveitados pelo novo diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa.

A.G. Moreira disse:
04 de setembro de 2007 às 08:20

Espero que o Congresso Nacional não vá contra o cidadão a quem representa !!!

Se, ilegalmente, esses "senhores" , já, invadem a privacidade do cidadão e a usam para fins espúrios, imaginem legalmente !!!

Luismar disse:
04 de setembro de 2007 às 09:56

Ora, se houver suspeitas de terrorismo e sabotagem, quem deve agir é a Polícia Federal.

Francisco Lobo da Costa Ruiz - advocacia criminal disse:
04 de setembro de 2007 às 12:10

De acordo com o "sistema", não precisa de lei nenhuma, é só juntar com a venezuela.

Ramiro. disse:
04 de setembro de 2007 às 15:41

Que eu saiba nos EUA a CIA não tem jurisdição interna, cabendo ao FBI qualquer investigação no território dos EUA.

Estão querendo por a ABIN acima da Constituição Federal?

Quanto à nova constituição, o PT já segue o exemplo de Hugo Chavez, já está alinhavando proposta de uma "Constituinte Exclusiva".

allmirante disse:
04 de setembro de 2007 às 23:14

Ou seja: lei em causa própria, desde 1988. Viva as diretas jaz!

Diaz disse:
05 de setembro de 2007 às 10:55

Parabens pela iniciativa. O crime se sofistíca e o Estado precisa proteger seus cidadãos. Quem tem medo de grampo? Eu não tenho. Agora, quem vive de golpes, de sacanagens, de roubalheira, de ilícito, precisa se preocupar. Ex: O cidadão é um policial, que ganha aproximadamente R$ 3.000,00 tem carro do ano, mora numa mansão na Barra da Tijuca-RJ, tem amante (este é o item mais caro), não ganhou na loteria, nem tem mulher rica, como o sujeito consegue bancar este padrão. Escuta nele.

futuka disse:
05 de setembro de 2007 às 17:27

Não devemos pactuar com tudo que se diz tecnológico e imprecindivel para estruturar essa ou aquela diretriz para se gerir a boa perseguição de informações no setor da inteligencia, é preciso sim de treinamento contínuo e pagar muito bem aos bons agentes profissionais desse setor. A "ociosidade" advinda do grampo pode levar a outros extremos e criar uma "nova categoria de espiões", tá na hora do regime crescer, afinal a interceptação telefônica estará sempre inserida no contexto da investigação que deverá ser realizada por agente(s) policial(ais) especializado(s),, essa é a minha humilde opinião.

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