Juíza de Sergipe agride e prende professora em protesto

Um protesto de professores sergipanos pelo pagamento de salários atrasados acabou em pancadaria nesta terça-feira. Segundo informações do site do Conselho Federal da OAB, a juíza Soraia Gonçalves de Melo, da cidade de Divina Pastora, em Sergipe, mandou prender e agrediu a professora Maria Givanilde dos Santos.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial de Sergipe (Sintese), durante o protesto, os manifestantes cobraram do prefeito o pagamento de dois meses de salários atrasados. Também pediram um posicionamento do Ministério Público e Poder Judiciário.

De acordo com o relato do sindicato, a professora foi ao fórum para se reunir com a juíza. A audiência já estava previamente marcada. Durante o encontro, Soraia teria se mostrado indignada com o ato dos professores e determinado a prisão de Givanilde. Testemunhas relataram que, depois de algemada, a professora foi agredida com dois tapas no rosto pela juíza.

O fato foi motivo de pronunciamento na Câmara dos Deputados. O deputado Iran Barbosa (PT-SE) anunciou que vai entrar com representação no Conselho Nacional de Justiça e Corregedoria do Tribunal de Justiça de Sergipe.

Procurada às 19 horas desta terça-feira, Soraia não se encontrava no fórum em que é titular. Na Associação dos Magistrados de Sergipe, ninguém foi localizado.

Carlos disse:
25 de setembro de 2007 às 22:30

Se os fatos foram estes colocados aqui no Conjur, caberá sem dúvida uma punição à juíza.

Já sabemos que a corregedoria provavelmente não fará nada, mas o Conselho Nacional da Magistratura tem o dever de atuar neste caso e punir a magistrada, caso este fato seja verídico.

Vamos aguardar breves notícias aqui no Conjur.

Carlos Rodrigues

Dijalma Lacerda disse:
26 de setembro de 2007 às 09:21

Tantas pessoas abdicam de tudo, passam boa parte da vida se dedicando a estafantes estudos, noites a fio, madrugadas adentro, não raro sacrificando a própria família, abandonando totalmente os prazeres, para prestar concurso na magistratura.
É sim, prova de muita abnegação, de muito esforço, demonstrativa de vocação antes de tudo.
A aprovação no concurso traz orgulho não só ao aprovado como também a toda sua família e amigos. Quem é que não se orgulharia de ter um filho ou uma filha aprovados em concurso de magistratura?
Além do mais, os salários e a posição social, o status, não são de se jogar fora.
Com tudo isto, só a uma pergunta nos remetemos: Que titica de galinha que deu na cabeça dessa Juíza para cometer uma burrice dessas?
Será que essa tal de "juizite" é masi forte do que a própria razão?
Será que depois de transformados em Deus, os até há pouco candidatos se esquecem de que, embora Divinos estão no cargo para julgar mortais comuns, e que comem arroz e feijão como qualquer um de nós, que seus filhos estudam nas mesmas escolas com os nossos, que os seu lixo é recolhido e visto como o nosso, que quando adoecem precisam de cuidados médicos como qualquer um de nós, etc. etc. ?
Não seria bem mais fácil, assim, levar a vida numa boa (até porque não têm motivo algum para ser infelizes) respeitando as pessoas que os respeitam, e cumprindo com humanismo seu real papel, que é a nobreza da ministração da Justiça?
É, mas de vez em quando um escorrega, mata um infeliz em supermercado, mata a mulher em estacionamento de prédio, corta os dedos para esconcer impressões digitais, saca arma em pizzaria, etc. etc.
Ué, mas não são Deus?
Ora, eu aprendi no catecismo que Deus jamais erra !!!!!

Armando do Prado disse:
26 de setembro de 2007 às 11:18

Por essas e outras, é que é preciso o exame mental de dois em dois anos, no minímo.

Como alguém já disse, corre-se o risco, se é que vai acontecer algo, que ela seja "condenada" a se aposentar com vencimentos integrais.

disse:
26 de setembro de 2007 às 13:28

Era só o que faltava, Deus nos acuda!!! Mas, não esses deuses, daqui, da terra! O do céu!

Murassawa disse:
27 de setembro de 2007 às 11:15

Já falei anteriormente que essa Juíza não esta no seu juízo perfeito, pois, acredito que ele recebe seus vencimentos que não deve ser pouco em dia, portanto, não tem problema com pagamento de aluguel, mensalidade escolar de seus filhos, alimentação, bons restaurantes, etc., enquanto que a professora que estava fazendo protesto não recebe vencimentos a dois meses, vencimentos estes que deve ser miserável como em todo o País, portanto, agiu sem pensar e com excesso.

junior_oliveira disse:
01 de outubro de 2007 às 10:44

Isso é uma vergonha!
Representantes do Poder judiciário, que tem a competência para atribuir e estabelecer a justiça, na verdade acabam por agredir pessoas idôneas que exigem o que é de direito.
Como se não bastasse o atraso do salário e poucas condições oferecidas, a "pobre professora pobre" acaba por ser agredida apenas por reivindicar o seu direito de trabalhadora para que possa continuar a propagar a educação no país.
Deixo uma ressalva as condições precárias que tem os professores, pois estes contam com um salário nada digno, desta forma sou a favor do direito de reivindicação, mas veja bem >>>> de uma forma digna, sem pancadarias ou agreções por parte das pessoas com uma maior hierarquia principalmente.

Neli disse:
21 de dezembro de 2007 às 23:54

Viva o Brasil!

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também