A Associação dos Magistrados de Sergipe divulgou nota para criticar a professora Maria Givanilde dos Santos. A entidade negou que a professora tenha sido agredida fisicamente, na terça-feira (25/9), pela juíza Soraia Gonçalves de Melo, da cidade de Divina Pastora, em Sergipe.
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial de Sergipe, a agressão teria acontecido quando um grupo de professores cobrou do prefeito o pagamento de dois meses de salários atrasados. Também pediram um posicionamento do Ministério Público e do Poder Judiciário.
A professora foi ao Fórum para se reunir com a juíza. A audiência já estava previamente marcada. Durante o encontro, Soraia teria se mostrado indignada com o ato dos professores e determinado a prisão de Givanilde. Testemunhas relataram que, depois de algemada, a professora foi agredida com dois tapas no rosto pela juíza.
“Numa sociedade democrática, uma de suas mais evidentes expressões é a liberdade de manifestação, porém não há direito quando quem, a pretexto de exercê-la, falta com a verdade e parte para o achincalhe à dignidade profissional alheia, como no caso da Professora Maria Givanilde dos Santos, ao relatar a ocorrência de agressão física que não existiu”, afirma a entidade em nota assinada pelo seu presidente Marcelo Augusto Costa.
A associação também criticou a imprensa que divulgou o ocorrido. “A Amase lamenta profundamente que não tenham demonstrado o mínimo zelo e cuidado de checá-la antes da publicação, pois negaram à magistrada atingida, o que qualquer julgamento do Poder Judiciário preserva, o direito de defesa”. A revista Consultor Jurídico procurou a associação, por telefone, na noite de terça, mas ninguém foi encontrado.
O fato foi motivo de pronunciamento na Câmara dos Deputados. O deputado Iran Barbosa (PT-SE) anunciou que entrará com representação no Conselho Nacional de Justiça e na Corregedoria do Tribunal de Justiça de Sergipe.
Segundo a entidade, “o respeito aos Poderes Constituídos e às autoridades que os representam, por sua vez, também constitui uma dos pilares da democracia, não sendo condizente com a trajetória do movimento sindical tamanha manifestação de desapreço a tais valores por parte de quem se qualifica como uma líder sindical e, mais grave ainda, em se tratando de uma professora, incumbida da formação de nossos jovens”.
Colocando-se a disposição de Soraia para lhe prestar assessoria jurídica, a associação dos magistrados não se furtou em elogiar a juíza. “A digna Juíza de Direito da Comarca de Riachuelo, Dra. Soraia Gonçalves de Melo, integra a Magistratura de Sergipe há quase dez anos, sendo pessoa estimada pela classe e que desfruta de respeito no meio forense pela competente profissional que é”, afirma a nota.
Sinceramente, NÃO vejo qualquer "falta" de zelo e cuidado do CONJUR quando da notícia apresentada.
Relata apenas que segundo testemunhas a magistrada teria agredido a professora sindicalista.
Se não fosse verdade ou ao menos parte do episódio verdadeiro, a nobre juíza e sua associação teria prontamente atendido o contato do CONJUR, ao contrário de criticar a reportagem.
É o velho ditado popular: "Onde há fumaça, há fogo"
Parece que a arbitrariedade e o seu excesso através de alguns nobres julgadores, que deveriam servir de exemplo de conduta, está virando rotina nos meios de comunicações.
Drº Mário
Não se pode dar crédito ao ditado popular de que "onde há fumação, há fogo", pois, do contrário, teríamos que reconhecer que há fundo de verdade, por exemplo, na crença popular de que "todos os advogados são ladrões e sanguessugas", quando sabemos que tal assertiva é absolutamente falsa.
Bem, seria o cúmulo se a Associação da magistrada confirmasse a agressão !!! Ora ....
Não dá para saber quem fala a verdade, nem com reputadas testemunhas. Em Sergipe, ouvi de seu próprio povo que lá existe muita mesquinharia e muita picuinha.
Uma revista local contava uma anedota que havia um vendedor sergipano com dois baldes de mesmo tamanho e com a mesma quantidade de caranguejos. Um tampado e outro sem tampa. Dizia ele que o tampado continha caranguejos de fora e todos tentavam subir para fugirem juntos e o destampado continha caranguejos sergipanos que nem sequer tentavam subir, pois era só um deles tentar que os outros o agarravam para que logo caísse.
Alguns dizem que há dois tipos de pobres (e em Sergipe há muita gente rica) no sertão faminto. Um que, embora tendo pouco para matar sua própria fome, ainda procura dividir com os vizinhos e, outro, que se revolta por se acreditar superior aos outros que partilham de sua situação.
Vi em Sergipe muitos que ficaram traumatizados com a fome do passado e que tinham a mania de oferecer comida, como se quisessem provar para todos que nunca foram tão pobres.
Vou me reservar no direito de continuar tendo vergonha de ser brasileiro...
Só isso!
Sindicalistas x coorporativistas.
Briga boa...
Profissionalmente já atuei em recursos humanos, função que tinha como uma das atividade, administrar conflitos entre empregados e patrão, onde conheci de perto comportamento humano descontrolado e mentirosos as vezes , assim como, atuei e atuo como advogado e conheço de perto comportamento de Magistrados que em sua maioria são pessoas controladas e educadas, porém, há magistrados que não respeitam o semelhante, inclusive profissional advogado, portanto, penso que neste conflito ambos os lados estão errados, primeiro a Professora que acredito tenha agido de forma destemperada para ter sido algemada e a Juíza que determinou a prisão da professora, ou seja, devolveu a suposta agressão verbal e ou insulto c/ a prisão que era desnecessário.
Qualquer aluno de primeiro ano do curso de Filosofia conhece o conceito do princípio de causalidade: "todo efeito supõe uma causa". Onde há fumaça... .
A algema deve é meio excepcional de contenção;um acinte uma profissional ser algemada como se fosse um meliante.
À professora minha solidariedade,afinal,o futuro do País está em suas mãos.
não conheço os fatos amiúde, mas, pelo que sei da personalidade da magistrada envolvida, posso garantir que ela seria incapaz de praticar o gesto narrado na reportagem.
o caso parece reportar uma tentativa de uma ilustre desconhecida de aparecer às custas de uma juíza que dignifica a magistratura sergipana.
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