A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (26/9), a Operação Minotauro, com a prisão de seis pessoas e o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão. Foram presos na operação um fiscal da Receita, sua ex-mulher e um diretor e três funcionários de um free shop do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
Os mandados foram concedidos pela 2ª Vara Federal de Guarulhos e cumpridos nas cidades de Guarulhos, São Paulo, Bebedouro (381 km a noroeste de São Paulo), Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
De acordo com a PF, a investigação que está em andamento há mais de três meses comprovou que um fiscal da Receita — cujo nome não foi informado — recebia do free shop mercadorias importadas sem impostos para serem comercializadas por ele e pela ex-mulher. Suspeita-se que, em troca destas mercadorias, o fiscal dava facilidades à empresa no momento da fiscalização.
As prisões temporárias valem por um período de cinco dias. Ao final deste período será avaliada a necessidade de convertê-las em preventiva ou não. Os presos responderão por crimes de facilitação de contrabando ou descaminho, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha, além de outros que forem comprovados até o final das investigações.
A operação continuará durante todo o dia. A PF ainda não divulgou detalhes das ações.
Deveriam haver operações contínuas e acertadas entre os coordenadores no comando que só sairia a determinação para a operação no último minuto e com equipes variadas para o serviço. Daí sim o elemento surpresa iria se impor e criaria um hábito saudável aos "usuários" que insistem em fraudar o fisco, essa ação aumentaria a arrecadação e seria favorável a diminuição de um dos fatores de criminalidade localizada. Essa é a minha opinião.
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