Pais de Madeleine não podem falar sobre investigações

Os médicos britânicos Kate e Gerry McCann, pais de Madeleine — a menina britânica desaparecida desde o último dia 3 de maio no sul de Portugal — podem ser presos, segundo as leis portuguesas, se voltarem a comentar as investigações sobre o caso.

O casal deu declarações à imprensa para se defender após ter sido declarado suspeito do desaparecimento da filha. De acordo com informações do jornal inglês Daily Telegraph, os McCann correm o risco de irem para a prisão se falarem em público sobre o caso.

O jornal informa também que, ainda que os McCann neguem categoricamente as acusações contra eles, os suspeitos formais do caso não podem falar sobre os aspectos da investigação em curso. Uma fonte próxima ao casal contou ao Daily Telegraph que os McCann analisam formas de burlar a estrita lei de silêncio sobre a investigação.

O casal tem sido alvo de teorias conspiratórias e de assassinato por parte da imprensa portuguesa, que os acusa pelo desaparecimento da menina. O porta-voz oficial dos McCann, o ex-funcionário do governo britânico, Clarence Mitchell, declarou que cada uma das acusações, causa dor e machuca ambos, Gerry e Kate.

Segundo o jornal português Diário de Notícias, a Madeleine morreu antes de seus pais saírem para comer em um restaurante próximo com alguns amigos.

O jornal também disse que a polícia acredita que o corpo passou por vários locais, inclusive no porta-malas do carro que o casal alugou cinco semanas após o desaparecimento da filha. Fontes próximas aos McCann, no entanto, classificam a teoria como “puro lixo”.

Neste domingo (30/9), o desaparecimento de Madeleine completa 150 dias e a família realiza uma missa na cidade de Rothley, região central da Inglaterra.

Ramiro. disse:
30 de setembro de 2007 às 17:16

Quem herda aos seus não degenera. Assim como em Portugal, isso explica muito do que é em Pindorama. Só que Portugal está submetido tanto a Corte Européia, quanto à Corte Europeia de Direitos Humanos, visto que os acusados são cidadãos britânicos.

Band disse:
30 de setembro de 2007 às 19:52

Enquanto os pais não podem se defenderem, a polícia e o MP enxovalham os pais na mídia com tudo que é especulação sem sentido e sem nexo!

Comentarista disse:
01 de outubro de 2007 às 01:34

A polícia e o MP "enxovalham os pais na mídia"?!?

Segundo a legislação portuguesa, os policiais e os membros do MP são terminantemente proibidos de comentarem publicamente detalhes de qualquer caso sob investigação (e lá, ao que parece, a lei é cumprida, pois tudo o que se sabe do caso em tela foi conseguido por "furos" de reportagens e não por entrevistas com policiais ou membros do MP).

E ainda segundo reportagens independentes sobre o caso, especula-se que a polícia e o MP português erraram, sim!, nos rumos da investigação, pois acreditaram na história de sequestro contada pelos pais e deixaram de seguir a linha de investigação natural (segundo conduta de praticamente todas as polícias do mundo), ou seja, de considerar os pais - desde o início (e não somente agora) - como os principais suspeitos pelo desaparecimento da criança, até que outras evidências pudessem sugerir o contrário.

No mais, resta-nos "torcer" para que a menina ainda esteja viva e não se confirme o que várias evidências infelizmente sugerem, ou seja, que ela foi morta acidentalmente pelos pais e seu cadáver foi oculto para se esquivarem das consequências legais por tal ato...

Dijalma Lacerda disse:
01 de outubro de 2007 às 09:53

Êta democraciazinha de m...... !!!
Pelo amor de Deus, pelo menos por aqui ainda podemos criticar, espernear, estribuchar, enfim ...
Não sei, todavia, de linha étnica advém essa nossa maior tolerância com a prática democrática.
Parece, com a notícia acima, que dos lusos não seria !

Dijalma Lacerda disse:
01 de outubro de 2007 às 09:54

Corrigindo:

.....de que linha étnica ....

Daniel disse:
01 de outubro de 2007 às 10:23

Do meu ponto de vista, acho absurdas as colocações lusitanas.

1º - Proibir aos pais comentar o caso sob pena de prisão;

2º - Ficar forçando acusação contra os pais sem qualquer aparente indício.

Filosoficamente será que isso é correto? Que lei é essa? Se houve morte, cadê o corpo?

E pensar que o fomos colonizados por eles (Portugueses); se a moda pega no Brasil, onde o funcionamento da lei é exatamente ao contrário (presunção de inocência), já pensou?

Também torço para que encontrem a menina, queira Deus, com plena saúde e integridade física preservada.

E penso mais, que se as autoridades portuguesas estiverem erradas sobre a suspeita sobre os pais, que deverão pagar pelo constrangimento, ilações equivocadas e danos morais aos pais da menor.

Dijalma Lacerda disse:
01 de outubro de 2007 às 10:39

Falando nisso, como está o caso do banqueiro Cacciola?
Parece que esfriou !!!
Alguém me diga, por favor !

José Henrique disse:
03 de outubro de 2007 às 23:13

Daniel,
Que diferença meritória você vê no nosso sistema penal em relação ao português? Aqui, bons macacos de imitação que somos dos americanos, tentamos simular alguns 'princípios básicos' mas não conseguimos negar a origem.

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