PF investiga tráfico de mulheres e fraude no BNDES

A Polícia Federal de São Paulo prendeu na manhã desta quinta-feira (24/4) nove pessoas acusadas de praticar crimes de tráfico local e internacional de mulheres, de explorar prostituição e de participar de fraudes na ocncessão de empréstimos do BNDES. Foram emitidos 11 mandados de prisão e 18 ordens de busca e apreensão na chamada Operação Santa Tereza.

Segundo a PF, as investigações começaram em dezembro de 2007 para apurar denúncias sobre uma suposta quadrilha que explorava o tráfico de mulheres e a prostituição em São Paulo. A polícia diz que investigados mantêm uma casa de prostituição de alto luxo em São Paulo e que a mantinham em funcionamento à custa de suborno pago aos fiscais da administração pública.

No decorrer da apuração, descobriu-se o suposto esquema de desvio de verbas de financiamentos do BNDES. De acordo com a PF, dois financiamentos do BNDES neste ano foram fraudados. Em um deles foi emprestado R$ 130 milhões a uma prefeitura paulista. No outro, uma grande empresa do ramo varejista recebeu R$ 220 milhões. Cerca de 4% dos valores foram desviados dos empréstimos, diz a polícia.

Os empréstimos são pagos de forma parcelada. O desfalque de dinheiro é justificado ao BNDES com a apresentação de notas fiscais falsas de serviços de consultoria empresarial, segundo a PF. Pelo menos, outras duas prefeituras de São Paulo estão envolvidas no esquema, diz a polícia. O grupo de pessoas envolvidas no esquema de fraudes no banco estatal de investimentos, segundo a PF, seria composto por empresários, advogados e servidores públicos.

Ana d´Angelo disse:
24 de abril de 2008 às 13:38

desculpem, mas não resisti... cuidado com a Cuca, que a Cuca te pega, te pega daqui, te pega dali...

Elton Aliotto disse:
24 de abril de 2008 às 14:36

Não passa de pirotecnia dos estrelas vermelhas. Quero ver os eleitos lá de cima serem acusados e presos por alguma coisa. Pago para ver. Enquanto isso... o último que sair apague a luz.

Elton Aliotto disse:
24 de abril de 2008 às 15:01

Outro dia lí a noticia de um tal de Zé preso pela PF, Achei que era um mas era outro, vi também um tal de Berzô, ,Waldomiro, Genoino, uns desse que acabam com ino, nenhum deles era quem eu pensava, tive até insonia. Acho que vou trabalhar com bolsas e auxilios, vou é viver dos trocados que me dão dos grandes rombos.

Renério disse:
24 de abril de 2008 às 15:22

Teve advogado preso e invasão de escritório de Advocacia nessa operação. Por que a PF não soltou a nota completa?
Tomara que a PF esteja bem amparada nesse mandado de busca, senão mexeu no maior vespeiro da história de invasão de escritório de Advogado.

Espero também, que minhas ambições profissionais não se frustrem se descobrir como alguns chegaram ao sucesso financeiro que não pelo método "tradicional".
Saudações.

Abs.

Embira disse:
24 de abril de 2008 às 16:30

O Consultor não deu a notícia completa. A Folha Online já informou: A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira um dos advogados mais famosos de São Paulo, Ricardo Tosto. Ele é acusado de participar de um esquema de desvio de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)" e exploração de prostíbulo. A Folha Online informa ainda: A PF fazia busca e apreensão em 18 locais, entre os quais o escritório de Tosto, numa área refinada do Itaim Bibi, na zona oeste de São Paulo. Tosto chegou algemado à PF. Aparentava tranqüilidade e cobria as algemas com uma camiseta azul piscina.

Pugli. disse:
24 de abril de 2008 às 16:50

Será que é por estas e outras que estes são os grandes da Adv. no Brasil????

Pugli. disse:
24 de abril de 2008 às 16:51

P A R A B É N S P O L I C I A F E D E R A L .

AHA disse:
24 de abril de 2008 às 17:13

É muita pirotecnia da parte da PF, o que logo de cara causa estranheza. Por que esse desejo tão grande de querer "mostrar serviço"?

AHA disse:
24 de abril de 2008 às 17:16

Tráfico de mulheres? Fraudes em empréstimos do BNDES? É um caso "ligeiramente" estranho. Talvez a pressa na divulgação das operações da PF tenham levado a essa mistura de alhos e bugalhos.

João disse:
24 de abril de 2008 às 18:10

Prezado (a) senhor (a) AHA,

Leia a matéria em questão no sítio wwww.ultimainstancia.com.br e o (a) senhor (a) entenderá o vínculo do tráfico com os empréstimos. Atente, outrossim, para o singelo termo 'pirotecnia'. Quando a Polícia Federal prende advogados como Ricardo Tosto, a atuação do órgão se resume a ato pirotécnico. Quando prende os 'di menor' que a (o) incomodam, é atuação brilhante.
Saudações de um simples mas perspicaz leitor desse sítio.

João disse:
24 de abril de 2008 às 18:19

Pq ingressar em escritório de advocacia se traduz em 'mexer em vespeiro'? Existindo mandado de busca e apreensão, não há mal algum. Em caso de flagrante delito, também. Eu sou bacharel em direito e prezo muito a classe, mas não entendo porque alguns advogados teimam em gozar de regalias que a população, em geral, não goza. Afora uns picaretas privilegiados, não há porque criar privilégios como a OAB tenciona por meio de projetos de lei que tramitam no Congresso. Isso representa regalia que só se vê nesse país de bacharéis. Advogado honesto não aceita, não liga, é contra essas baboseiras. A maioria preza o nome e a profissão que tanto ama. Uns poucos, que vivem entre as capitais, às custas do órgão de classe, a OAB, é que se interessam por essas filigranas e picaretagens, até porque almejam, via quinto, gozar dessas regalias. Logo, ingresso em escritório de advogado, juiz, promotor, deputado, senador nada significa, acaso seja necessário.

Renério disse:
24 de abril de 2008 às 19:32

Prerrogativa não é regalia. A proteção não é do Advogado, e sim dos documentos e processos que lhe é confiado sob a proteção da lei. Não gosta da Lei, vá ao Congresso.
Mandado Genérico não autoriza invadir escritório de Advogacia.

Silvio Curitiba disse:
25 de abril de 2008 às 16:44

Obrigo-me a plagiar: "Avante PF".
Sem implicar em juízo de valor, pré-juízo, prejulgamento: É bom ver caindo na rede peixes graúdos, não só bagrinhos.

Você precisa estar logado para enviar um comentário.

Leia também