A Fenaj — Federação Nacional dos Jornalistas, atirou na mosca: nada é mais importante para nossa categoria profissional, neste momento, do que saber quem são os jornalistas que, conforme palavras do delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal, “abastecem Daniel Dantas ou faziam manifestação de mídia a favor dele”. A denúncia, da maneira como foi formulada na entrevista do delegado, coloca todos sob suspeita — amigos de Dantas, inimigos de Dantas, jornalistas que jamais lidaram com esse tema. A Fenaj pediu esclarecimentos à Polícia Federal e ao ministro a que a PF está subordinada, Tarso Genro, da Justiça.
O repórter Daniel Roncaglia, do Consultor Jurídico, procurou o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha e considera Daniel Dantas um bandido. Queiroz se recusou a falar; de acordo com o ConJur, disse que o repórter que o procurou “é um idiota” e bateu o telefone.
Resta, portanto, o caminho procurado pela Fenaj para saber quais são os acusados (e ouvir sua defesa). Dizem os ofícios da Fenaj:
“(…) a não divulgação dos nomes de eventuais culpados, se existirem de fato, coloca sob suspeição toda a categoria (…). Esta federação tem o dever de se opor a qualquer tentativa, por mais dissimulada que seja, de enlamear a imagem dos jornalistas brasileiros, fazendo supor que todos fossem corrompíveis, razão porque vem a V. Excia. pleitear a divulgação urgente da referida lista de nomes, se existir, com as devidas provas do suposto envolvimento, sob pena de todos pagarem por alguns”.
A lista de jornalistas que o delegado considera envolvidos no “esquema Dantas” seria o melhor presente de Natal para a profissão. Primeiro, por tirar as acusações do lamacento terreno da fofoca e do diz-que-diz-que e levá-las à luz do Sol, onde o mau procedimento profissional pode ser julgado pelos colegas jornalistas e pela Justiça; segundo, por expor os acusadores à defesa de quem foi acusado. É fácil dizer que há muita gente ligada ao crime — fácil e óbvio. Difícil é dizer quem são e provar seu envolvimento. Os jornalistas podem contribuir para esclarecer essa história — e melhor o farão se puderem trabalhar livres de suspeitas e de suspeitos.
[Artigo originalmente publicado no site Observatório da Imprensa]
E o MP nada vai fazer contra o delegado? Jornalistas, abram o olho. Ora, o totular da ação penal é o Mp e se este nada fizer, fica a impunidade. Por isto que a titularidade da ação penal deve ser urgentemente revista para permitir à Defensoria, à OAB, também ingressarem com ações penais, pois, "a lei não excluirá da apreciação do Judiciário lesão ou ameaça a direito", conforme inciso XXXV, do artigo 5º, da CF.
E o MP nada vai fazer contra o delegado? Jornalistas, abram o olho. Ora, o titular da ação penal é o MP e se este nada fizer, fica a impunidade. Por isto que a titularidade da ação penal deve ser urgentemente revista para permitir à Defensoria, à OAB, também ingressarem com ações penais, pois, "a lei não excluirá da apreciação do Judiciário lesão ou ameaça a direito", conforme inciso XXXV, do artigo 5º, da CF. Agora, setores da imprensa também acusam sem sequer ouvir os acusados, bastando a entrevista do promotor, não é mesmo?
Será que estou enganado??? Será que falam pelos cotovelos assim sem pensar??? Alguém conhece sigilo??? Sabe o que isso significa??? Segredo de Justiça, alguém conhece??? Ação penal pra quê??? Qual o crime??? É muitas asneira, pelo amor de Deus!!!
Jornalistas precisam entender que ninguém está acima do bem e do mal, portanto, o fato de a Fenaj afirmar que "a denúncia, da maneira como foi formulada na entrevista do delegado, coloca todos sob suspeita" não significa nada, além de não ter o menor direito de pedir explicações para PF, para o ministro da justiça ou para quem quer que seja.
- transcrição de grampo entre Daniel Dantas e assessor em 17.março.08:
[assessor] “...André [sic] Michael, da Folha, tá fazendo por encomenda uma matéria contra você, tá certo? [ou seja, a reportagem é CONTRA Daniel Dantas]
- descrição do mesmo grampo no inquérito: “Em 17/03/08, às 14:50:52, GUILHERME [o assessor] fala com DANIEL V. DANTAS que ANDREA MICAEL, da FOLHA DE SÃO PAULO está atrás dele para fazer uma matéria por encomenda. A folha está querendo saber da desenvoltura de DANIEL e quem o está ajudando”.
[note o internauta que sumiu a palavra “CONTRA”. Sumiu. A reportagem, que saiu de fato em 26.abr.2008, passa então a ser “por encomenda”]
Blog Fernando Rodrigues
Até parece que a grande mídia não sabe quem são os jornalistas envolvidos.
Chega a ser doloroso ver uma jogada teatral dessas sabendo todos o demértio que cobre o jornalismo brasileiro, com as poucas exceções de sempre.
Sempre escrevendo o que seus patrões mandam no melhor estilo dos jornalistas da antiga União Soviética, aqui no Brasil, no caso do jornalismo, o finado "Partido Comunista" aqui atende pelo nome de "verbas publicitárias".
A verdade no meio jornalístico brasileiro tornou-se uma espécie de acessório que acompanha o bem que é comprado, no caso as consciências.
Os jornalistas que sempre gostam de se elogiarem no falso papel de "heróis da resistência democrática" lembrando a época do regime militar, hoje deixam claro que não se entendiam com ele porque a censura simplesmente não lhes pagava nada. Censurava e pronto.
E hoje vemos esse triste espetáculo, dos "heróis da resistência" vendendo suas consciências para políticos corruptos, donos de jornais, revistas, rádios e emissoras de tv.
Comparado com o papel desempenhado e escrito pelo jornalismo brasileiro, o papel higiênico ao menos não precisa de assinatura e é bem mais barato para o fim a que se destina.
Giorgio
giorgioarmanni@bol.com.br
Brickman, melhor seria v. explicar seu passado de serviçal da ditadura. Talvez fique mais claro o porquê certos jornalistas negociam a alma por trocados.
E tem inquisidores que querem ver sangue: "e o MP não vai fazer nada contra o delegado"? O MP tem função constitucional que não é a da santa inquisição. No Inquérito Policial levanta-se os fatos e as provas. O MP denuncia ou não. Até agora tem sido denunciado. Uma delas, virou condenação do patrocinador-geral da república e, parece, de boa parte da mídia.
Primeiro, jornalista honesto não se sentiu nem um pouco afetado pelas falas de Protógenes. Sobre a posição da Fenaj, só compartilho da curiosidade sobre outros nomes que eu desconheça. De mais a mais, a PF e MP estão apurando a tal lista e pelo que eu já soube já estão chegando a nomes e sobrenomes por conta de depósitos. A questão é: vão divulgar??? teve inquérito da PF que flagrou ministro famoso do STJ que foi mandado correndo para casa por conselho de seus pares, mas foi abafadinho após o acerto de mandá-lo pra casa.
Já foi proferida até uma sentença indenizatória a favor de uma juíza por assédio de Dantas, tendo como principal instrumento a tentativa de destruição da reputação da mesma através de órgãos da imprensa. Assim, como decisões judiciais são a verdade no mundo jurídico, está provado que a utilização dos profissionais realmente existiu, até prova em contrário. Mas a Fenaj deve também pedir a Dantas a relação completa dos jornalistas que estão a soldo de seus inimigos para " desmoralizá-lo" ( como se precisasse deles para isso). E provar, evidentemente, já que afirmar é fácil, como a reportagem mesma disse. E, até agora, só tenho visto Mino Carta e Paulo Henrique Amorim vencerem ações contra jornalistas obscuras da Folha e comediantes como Mainardi. O que me leva a concluir, com o auxílio das inúmeras condenações de Dantas já proferidas aqui e no exterior, que a Fenaj está tentando se proteger da serpente amordaçando a cauda.
Coloca todos sob suspeita? Então a carapuça serviu p/ todos os jornalistas? Acho que os realmente honetos não devem estar nada preocupados com essa tal lista...
A Andrea Michael deve estar no topo da lista
E a lista daqueles que receberam, e recebem, do esquema Telecom-Itália e seus comparsas? Pelo jeito a lista é infinitamente maior, pois nessa guerra comercial eles é que conseguiram transformar Dantas em capeta. Enfim, eles venceram com certa facilidade, e formaram a opinião de uma manada enorme de torcedores otários, alheios aos bilhões de dólares envolvidos.
Gostaria de ler aqui os posicionamentos dos leitores sobre Daniel Dantas? Consideram-no honesto? O fato de seus concorrentes estrangeiros ( antes aliados escolhidos por ele) não o serem, ainda que se considere verdade, não é suficiente para se estabelecer juízo sobre ele. Há vários processos em que o mesmo já foi julgado e condenado. Só no Brasil, nos últimos meses, dois. A pergunta é sobre Dantas, não sobre espetacularizações da Polícia Federal, que em nada alteram a essência do processo, como afirmaram vários Ministros do STF e outros juristas. Quando é conveniente, leitores afirmam que os " leigos" não tiveram acesso aos autos e por isso não podem falar. Mas os mesmos leitores opinam o tempo todo sobre os mais diversos processos. E, estranhamente, inúmeros deles afirmam que tiveram acesso aos autos. Algum tempo depois, afirmam que o juiz impede os advogados de terem o mesmo acesso. As opções são ideológicas? Se o acusado é aliado de uma certa corrente partidária, deve-se torcer por ele, se não, deve-se fazer justiça. É isso? Porque não vejo ninguém pedir uma investigação séria sobre o assunto, sem dúvida o mais grave da história da corrupção no Brasil, que, afirma-se, pode levar à descoberta do desvio de mais de uma centena de bilhões de reais. O patrimônio público não interessa a esses leitores? Porque o direito de defesa de outras pessoas_ sem condições financeiras_ não é defendido com a mesma veemência? A presunção de inocência é seletiva?
Tem muita gente aqui inscrita na "Ordem do Sapato" pela indisfarçada defesa do Gilmar Dantas, como quer o Noblat. A lista é longa e aos poucos todos ficaremos sabendo. Por enquanto, apareceram os nomes dos que mais se bateram pelo bandido banqueiro.
É preciso, também, sabermos os nomes dos operadores do direito (sic) que estão "servindo" o patrocinador-geral da república.
Outra coisa: essssperto são os que defendem o DVD, sem dúvida nenhuma. Quanto a isso não há o que discutir.
Um delegado de polícia deve ser um servidor isento é um pouco mais sério no cumprimento de seus deveres e em suas alegações que estejam comprovadas ou quando em público afirma algo factível que seja ou esteja indo contra o interesse público,, o resto é 'conversinha de botequim, sabe aquela prá boi dormir'?!
Oops ..vamos aguardar o nosso maior aliado se pronunciar 'Sr Tempo'.
Na minha singela opinião DENUNCIAR é dar 'nome aos bois', não deu, sifu, não valeu. rs
- 'PAPO POR PAPO EU SOU MAIS O MEU'!
A lista dos jornalistas vendidos, pelo menos em parte, está nos artigos que Luiz Nassif publicou em seu blog sobre a Veja.
Eis alguns dos jornalistas comprovadamente comprados pelo DVD: Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Andrea Mechael e outros (cjos nomes me fogem da memória) da Veja, Esto É, época, Globo, FSP....
Eis a lista dos fortemente suspeitos: Noblat, Márcio Chaer, Fernando Rodrigues...
Caro "Dr." Gilson:
O senhor tem certeza de que é advogado, mesmo?
Isso porque a sua afoiteza em dizer "[os] jornalistas COMPROVADAMENTE comprados pelo DVD [são]: Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Andrea Mechael e outros".
Ainda que o senhor não seja advogado, deve talvez conhecer os crimes de difamação e de calúnia, imagino.
O senhor não teme um ou dois ou mais processinhos, nos quais o senhor teria de provar o "comprovado"? Ou, vergonhosamente, se retratar, o que certamente não o livraria de uma(s) eventual(is) ação de reparação por danos morais.
Veja então, caro sr., que andar em más companhias, como a de "jornalistas de serviços" (que pelo menos recebem para difamar uns e outros) e de "fessores" que abundam neste espaço, pode ser uma roubada, hein?
Passar bem.
Protógenes,
dê logo essa lista e deixa a corja de honestos jornalistas se defender.
Depois da CF de 88 a regra é a seguinte: sou corrupto, sou safado, não valho nada, MAS SE VOCÊ DISSER ALGO PARECIDO COM ISSO, SOBRE MIM, SEM PROVAS MATERIAIS, MOVO A MÁQUINA JUDICIAL CONTRA VOCÊ, POIS TEREI UM BABACÃO DENOMINADO "JUIZ" QUE VAI DEFENDER O MEU DIREITO DE SER "SAFADO SEM PROVAS" CUSTE O QUE CUSTAR.
E VIVA A LIBERDADE, COM DEMOCRACIA SEM OPORTUNIDADE!rs (vixi, até rimou!)
Pois é, amigão Protógenes, o sistema é esse, e como bom policial você não pode falar de listinhas e não dar nomes.
Dê nomes, por favor!
O delegado Protógenes, na entrevista, afirmou que no "meio policial" seria usual a designação do termo "bandido" a quem simplesmente responde inquérito, ainda que não haja julgamento pelo Judiciário. Aliás, ele sempre se referiu a DD - mesmo antes da sentença de primeiro grau quanto à corrupção - por esse termo: "banqueiro bandido". Bom, se é assim, pelos seus critérios, ele mesmo, Protógenos, poderia receber a mesma alcunha, porquanto se encontra investigado no âmbito de outro inquérito, sob a suspeita de vazamento de dados e otras cositas más. Tal incoerência, entre tantas outras, apenas revela que o seu compromisso maior parece ser com sua própria ideologia política (e partidária, percebe-se agora), o que lhe confere uma particular noção do que seja "justiça".
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