Genro diz que críticas ajudam aperfeiçoamento do Estado

O ministro da Justiça, Tarso Genro, diz que são positivas as críticas do ministro Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, sobre o vazamento de informações de inquéritos policiais. Para Genro, elas ajudam o Estado a se aperfeiçoar. A afirmação foi feita depois de reunião entre os dois ministros, nesta quinta-feira (3/7).

Na terça-feira (1/7), Gilmar Mendes falou em entrevista coletiva que o país não pode viver num modelo de Estado Policial por conta dos abusos cometidos pela Polícia. Genro reconheceu que é preciso reduzir as tensões e minimizar erros. “Tanto de eventuais erros de magistrados que determinam uma prisão que não deveriam ter determinado, como de uma eventual ação policial que possa sair das margens da legalidade. E esse é um dever do Executivo, do Legislativo e do Judiciário”, afirmou o ministro da Justiça.

Tarso Genro lembrou, no entanto, que os mandados de busca e apreensão cumpridos pela PF são expedidos pela Justiça. Segundo ele, é urgente a atualizar a legislação de escutas telefônicas. O assunto foi debatido com Gilmar Mendes. “Acredito que boa parte de alguns problemas que podem ter ocorrido num certo período não ocorreriam se essa legislação estivesse votada”, disse.

O ministro da Justiça reconheceu que há uma forte capacidade investigativa ainda não bem regulada no Brasil. “É preciso que se discutam marcos normativos e legais para que se aproveite toda a tecnologia existente preservando os direitos individuais e a intimidade das pessoas, e que não se antecipem as penas”, declarou.

olhovivo disse:
03 de julho de 2008 às 22:57

Seria interessante o min. Tarso divulgar os casos em que subordinados seus foram punidos por vazamentos. O que veio a público foram apenas três: daquele que teria vazado fotos da bufunfa do dossiê dos aloprados; do caso dos dólares sujos achados na cueca do petista; e daquele que flagrou o ex-aliado marqueteiro Duda, no caso da rinha. Fora esses, quais são os demais supostamente punidos ou, ao menos, investigados?

Luiz Carlos de Oliveira Cesar Zubcov disse:
04 de julho de 2008 às 00:29

Muito bem olhovivo!
O Hans Donner sempre vai defender a PTbeleza Valéria Valenssa , ou seja, a PF ou polícia palaciana.

Armando do Prado disse:
04 de julho de 2008 às 09:44

"Estado Policial" é o que certos promotores do MP de bombacha quer implantar, tentando liquidar movimentos sociais. Isso é que deveria ser criticado pelo ex-auxiliar do FHC, pois empregados do povo, como o MP guasca, não podem praticar o fascismo a luz do dia, com atitudes dignas de um Torquemada.

Por outro lado, o senhor Tarso tem que ser mais enfático, não tolerando esse tipo de crítica a uma instituição (PF) que está cumprindo sua missão republicana, o que tranqüiliza os honestos.

SANTA INQUISIÇÃO disse:
04 de julho de 2008 às 10:27

Concordo com o prof. Armando do Prado. A PF está realizando trabalho inestimável, que o povo aprova. É necessário, sim, prender e exibir o suspeito para o povo.

olhovivo disse:
04 de julho de 2008 às 10:30

Armando, professor, o correto é "certos promotores... querem", e não "quer". O verbo concorda com o sujeito.

Maurício Vasques disse:
04 de julho de 2008 às 10:34

O trabalho da PF é louvável, o que é criticável são os eventuais excessos, a pirotecnia em algumas operações e a restrição ao trabalho dos defensores.

Uma coisa: tempos atrás, neste “site”, fui duramente criticado e esculachado pelo ilustre prof. Armando do Prado que não concordando com um comentário que fiz (o que é legítimo, democrático e saudável) satirizou um erro meu ao grafar uma palavra erroneamente, atacando meu comentário de maneira covarde, tal e qual um Torquemada.

Não farei o mesmo, mas “certoS promotoreS quer implantar”, sinceramente, é dureza, muito ruim.

Errar a concordância do plural é bem pior que grafar uma palavra errada.

Fica o registro

Armando do Prado disse:
04 de julho de 2008 às 12:32

Sem querer justificar, mas como escrevi "MP", fiz a concordância com "MP".

Mas, esse equívoco não desqualifica a idéia, e aí faltam argumentos ao olhovivo e ao Maurício (criminal), pois a PF tem que continuar o seu trabalho, agrade ou não ao Gilmar Mendes e seus "mendetes".

Aliás, Gilmar Mendes tem se notabilizado por ser o arauto da direita, espelhando seu aprendizado na Alemanha das idéias do proto-nazista Carl Shimidt que ensinava que tudo se resume a "amigos e inimigos" e, assim, faz o pupilo de FHC: a PF é inimiga. Por quê? Porque não poupa nem seus amigos.

Armando do Prado disse:
04 de julho de 2008 às 12:39

Outra coisa, agora ao Maurício: quer dizer que, tal como um policial(seria o convívio na profissão?), v. ficou rastreando meus comentários para se vingar? Que medíocre e infantil seu comportamento, hem?

Ray Oten disse:
04 de julho de 2008 às 12:55

É isso aí, Maurício.
Essa o sr. Armando do Prado teve que engolir seco!!!

Maurício Vasques disse:
08 de julho de 2008 às 11:29

Caro Prof. Armando,

Sou leitor deste site. Infelizmente não precisei vasculhar seus comentários (não tenho perfil investigativo e não perderia meu tempo com isso), acontece que o seu erro grosseiro de concordância saltou aos olhos de todos, o que posso fazer?

Acredito, sinceramente, que tenha sido um mero engano seu ao escrever, natural, acontece com todos. Comigo aconteceu e você foi o primeiro a apontar, com retumbante escárnio.

É o risco de quem escreve. Certamente nós cometeremos outros erros, não por ignorância, mas por descuido.

Agora, infantil e medíocre foi o seu comportamento que precedeu ao meu que você agora repudia com veemência.

Não quero briga, respeito suas posições (com algumas, inclusive, eu concordo totalmente, com outras não) e sua indignação com a corrupção que grassa no país, é louvável, mas, reconheça, você agiu mal e agora está experimentando do próprio veneno.

Fica o ensinamento, pedagógico, aliás: Você não deve fazer com os outros o que não quer que façam consigo.

Atenciosamente,

Maurício

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