União recorre para manter Exército em morro do Rio

O Exército não quer sair do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. A Procuradoria Regional da União da 2ª Região recorreu ao Tribunal Regional Federal para tentar suspender a decisão da 18ª Vara Federal do Rio, que determinou a imediata retirada do Exército do morro. A PRU é uma unidade da Procuradoria-Geral da União, que integra a Advocacia-Geral da União. O morro está ocupado desde dezembro do ano passado por militares. As informações são da Agência Brasil.

A decisão foi tomada depois da morte de três jovens do morro. No sábado (14/6), os três chegavam à comunidade de táxi quando foram abordados por homens do Exército. Depois de revistá-los, alegando desacato, os militares levaram David Wilson Florêncio da Silva, 24, Wellington Gonzaga da Costa Ferreira, 19, e Marcos Paulo Rodrigues Campos, 17, para um quartel.

Liberados pelo capitão de plantão, os jovens acabaram sendo levados ao Morro da Mineira, controlado por uma facção rival, e entregue a traficantes. Foram assassinados. Os corpos foram encontrados dois dias depois em um lixão em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.

Para o procurador regional da União Daniel Levy, a decisão da juíza Regina Coeli de Carvalho, que determinou a retirada das tropas, “configura grave lesão à ordem e à segurança pública, já que não se trata de questão envolvendo segurança pública, mas sim de apoio fundamentado a um projeto social”.

O procurador afirma que o apoio militar ao projeto Cimento Social se limita à construção e fiscalização técnica das obras de engenharia sob a responsabilidade da Comissão Regional de Obras da 1ª Região Militar, além da segurança dos canteiros de obras e dos trabalhadores envolvidos no projeto. Para Levy, trata-se de atividade subsidiária para a qual não é necessária a autorização do presidente da República ou do Congresso Nacional.

A juíza Regina Coeli, no entanto, entende que mesmo a atuação subsidiária exigiria uma determinação do presidente da República, além da comprovação de que os demais recursos de segurança pública tinham acabado ou eram insuficientes. Ou seja, o governador do Rio de Janeiro teria que reconhecer não ter como garantir a preservação da lei e da ordem com sua própria Polícia.

Daniel Levy também argumenta que, caso a decisão não seja revogada, seu cumprimento exigiria um prazo razoável para a desmobilização do efetivo do Exército, “o que demonstra a total inadequação” da determinação da juíza.

hammer eduardo disse:
20 de junho de 2008 às 17:30

No minimo curiosa esta linha de preocedimento por parte do poder publico depois deste insuportavel absurdo praticado por um BANDO DE VAGABUNDOS que desonraram a farda de nosso Exercito Brasileiro. Realmente mostra-se inesgotavel a capacidade do atual des-governo em se meter em trapalhadas e depois tentar arranjar soluções meia boca como neste caso escabroso. Desde o malfadado caso RIOCENTRO em 1981 que o Exercito não se mete num embrulho deste tamanho.O melhor seria , para evitar mais desgaste , sair de fininho na calada da noite e deixar a segurança por parte desta força nacional de segurança que indiscutivelmente é "mais do ramo" que o outrora glorioso Exercito.
Dificil tambem de engolir que o estopim desta escabrosa trapalhada tem a "mão santa" daquele PICARETA religioso do crivella tentando faturar politicamente numa area carente SIM mas não prioritaria em relação a outros pontos da Cidade outrora maravilhosa que hoje se encontram em patamares sociais de tornar a Africa uma boa opção.
O bonus ( se é que podemos usar este termo em vista do ocorrido) é que muito provavelmente a campanha deste PICARETA eleito por ignorantes em geral , vai pela escada abaixo pelo bem da Cidade do Rio de Janeiro que precisa respirar depois de seguidos "DES"-governos do nosso Napoleão Tropical ( cesar maia). Os sofridos e cada vez mais acuados Cariocas precisam depois de um longo jejum , de pessoas com um MINIMO de seriedade e credibilidade na Prefeitura. Nesta altura do campeonato, so falta colocar la um trambiqueiro de Biblia na mão para des-governar a Cidade por 4 anos. Vou me mudar para Tora Bora se esta pustula ganhar! Vade retro picareta!

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