ONG Artigo 19 critica multa à imprensa por entrevistas

A ONG inglesa Artigo 19 pediu aos juízes brasileiros que deixem de impor multas à imprensa por publicar entrevistas e reportagens relacionadas às eleições municipais deste ano. Alguns juízes impuseram multas à jornais e revistas por estamparem entrevistas de pré-candidatos. Os casos mais famosos são da entrevista concedida pela candidata à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT), à Folha de S.Paulo e Veja São Paulo.

Para a entidade, as decisões violam claramente o direito à liberdade de expressão, garantido pela Constituição e pela legislação internacional. “A imprensa exerce um papel muito importante ao informar o público sobre as eleições, garantindo que os cidadãos compreendam a posição dos candidatos e partidos. Proibir a publicação de entrevistas com candidatos prejudica a habilidade do público de fazer escolhas eleitorais bem informadas”, afirmou Agnès Callamard, diretora executiva da Artigo 19.

A própria ONG sentiu na pele essa situação. O jornal Agosto, publicação quinzenal da ONG Amigos Associados de Ribeirão Bonito (Amarribo), teve uma edição apreendida por determinação da Justiça Eleitoral. A ONG é parceria da Artigo 19.

Para a Justiça Eleitoral, o jornal fez propaganda eleitoral antecipada ao publicar um perfil resumido de todos os candidatos à prefeitura da cidade. Na edição também havia a entrevista de um dos candidatos. Esta seria a primeira da série. A ONG teve que tirar a edição da internet. A Amarribo e os candidatos foram multados em R$ 21.282 cada.

A Artigo 19 considera que entrevistas com políticos, que tenham o objetivo de informar o público, não podem ser consideradas propaganda eleitoral, principalmente se são apresentadas de forma balanceada e informativa, auxiliando os cidadãos a fazerem escolhas eleitorais.

“Esse tipo de cobertura jornalística é central para a condução de eleições livres e justas. A noção de propaganda eleitoral deve estar restrita a materiais que tenham o objetivo específico de convencer o público a votar em um determinado candidato ou candidata”, afirma a entidade.

A ONG, que defende a liberdade de expressão e o direito à informação, pede aos tribunais regionais eleitorais que revejam imediatamente as decisões. Ela também quer a revogação de resoluções que possam resultar em restrições aos direitos fundamentais.

Comentarista disse:
21 de junho de 2008 às 14:25

E eu queria saber por onde andava o tal do MPE durante os 20 longos, aquerosos e desastrosos anos da ditadura militar tupiniquim, com a nomeação de governadores e prefeitos biônicos e presidentes "indicados" pelos golpistas de farda.

João Tavares disse:
22 de junho de 2008 às 19:27

ONG inglesa Artigo 19:
1- Ingerência em assuntos internos do Brasil;
2- Ela se manifestou no caso Jean Charles?
3- Ela também esta na Amazônia? Por quê será que no Nordeste não existe nenhuma ONG e na Amazônia, tem 350 ONGs a maioria estrangeiras!?
4- Direito de informar por "QI"
"Toda manchete escândalosa tem interesses muito escândalosos, fatura para cobrar depois"

João Tavares disse:
22 de junho de 2008 às 19:30

ONG inglesa Artigo 19:
1- Ingerência em assuntos internos do Brasil;
2- Ela se manifestou no caso Jean Charles?
3- Ela também esta na Amazônia? Por quê será que no Nordeste não existe nenhuma ONG e na Amazônia, tem 350 ONGs a maioria estrangeiras!?
4- Direito de informar por "QI"
"Toda manchete escândalosa tem interesses muito escândalosos, fatura para cobrar depois"

Comentarista disse:
22 de junho de 2008 às 20:06

Sinceramente, gostaria de saber quem foram os "papais" dos bebês que outrora "engatinhavam"...hehehe.

Comentarista disse:
22 de junho de 2008 às 20:11

Além de informar sobre o caso Jean Charles, a ONG bem que poderia informar aos brasileiros e ao resto do mundo quantos turistas estrangeiros - a passeio de férias no Brasil - foram assassinados só este ano. Com certeza, algumas dezenas...

E aí, sim, o resto do planeta pensaria duas vezes antes de embarcar num avião (ou "barca furada") para vir conhecer ou "passear" em nossa republiqueta das bananas, dominada pela violência do crime organizado e pelo medo de suas próprias instituições (lembram-se do oficial que serviu de empregadozinho do Comando Vermelho, entregando três jovens para serem torturados e assassinados?!?).

Pensem nisso, por favor.

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