Judiciário brasileiro comemora 200 anos neste sábado

Neste sábado (10/5), o Judiciário brasileiro comemora 200 anos de independência. A data foi marcada a partir da elevação da Relação do Rio de Janeiro (antigo órgão judiciário que funcionou entre 1751 e 1808) à condição de Casa da Suplicação do Brasil, no dia 10 de maio de 1808. Desde então, os processos passaram a tramitar exclusivamente no país, sem precisar passar pela suprema corte em Portugal.

Para celebrar a data, o Supremo Tribunal Federal promoveu, ao longo de um ano, o projeto Bicentenário do Judiciário Independente no Brasil. Desde maio de 2007, foram feitas diversas atividades com o objetivo de fazer um resgate histórico e cultural da Justiça do país, permitindo a aproximação e o conhecimento da sociedade em relação à memória do Poder Judiciário. Entre as ações desenvolvidas está o Ciclo de Palestras, em que representantes da suprema corte de diversos países apresentaram-se no STF, permitindo a troca de experiências.

Foram feitos concursos de monografias e fotografias sobre o Bicentenário do Judiciário, bem como exposição com todas as sete constituições que regeram o Brasil. A mostra foi visitada, ao todo, por mais de 17 mil pessoas, segundo a organização. Gravuras do artista plástico Rugendas e fotos de Gervásio Baptista fizeram parte das exposições abertas ao público no STF.

Congressos e encontros também marcaram as comemorações aos 200 anos, como o Colóquio Internacional de Direito e Economia. Foi uma oportunidade de diálogo entre juristas e economistas sobre a análise econômica do Direito.

A biblioteca do STF lançou a Coleção Memória Jurisprudencial com livros que fazem uma análise das decisões mais relevantes de ministros da corte. Foram lançados cinco volumes dedicados aos ministros Castro Nunes, Pedro Lessa, Victor Nunes, Aliomar Baleeiro e Orozimbo Nonato.

Documentos históricos dos tempos da Casa da Suplicação foram recuperados a partir de uma parceria do STF com o arquivo nacional. Foi iniciada a organização de milhares de documentos do período imperial a fim de permitir pesquisas dos casos mais importantes. O trabalho ainda está em andamento e conta com uma equipe de dez profissionais das áreas de história, arquivologia e ciências sociais.

A programação teve ainda diálogos entre brasileiros e portugueses com o Encontro Luso-Brasileiro, que promoveu diversas palestras com renomados juristas dos dois países. Também vieram ao Brasil representantes de tribunais do Mercosul que participaram do 5º Encontro de Cortes Supremas do Mercosul.

Ação social

No dia da Justiça (8 de dezembro) comemorado no ano passado, o Supremo organizou o evento Ação Justiça, que ofereceu diversas atividades voltadas à população de Brasília, especialmente orientação jurídica gratuita. Foi um dia inteiro de brincadeiras para crianças, atendimento médico e atrações culturais. Entidades parceiras ligadas ao Judiciário ajudaram na organização da festa.

Amir Fares disse:
10 de maio de 2008 às 00:58

200 anos, talvez este seja um bom momento para promovermos uma reciclagem no Poder Judiciário.

disse:
10 de maio de 2008 às 10:47

Bem, então é hora de começarmos a distribuir justiça para todos, sendo ela rápida e menos custosa, hoje ela é caríssima, atenderá a todos e não só aos mais bem nascidos.

Não poderá ser chamada de justiça que prende apenas pobre, preto e p..., dos três pês.

Renato Adv. disse:
10 de maio de 2008 às 13:02

Parabenizo o Judiciário pelos 200 anos.

Porém é necessário uma mudança radical em todo o sistema, desde o mais simples funcionário até os senhores juizes em todos os níveis.

A primeira coisa creio ser necessária, é a informatização total do sistema.

A segunda coisa, é quanto a agilidade, é lamentável o rito e o ritmo das decisões, quanta injustiça dentro da justiça, outra coisa, é os governos e as questões judiciais, o judiciário trata o poder público com muito cuidado e carinho, não é possível os governos continuarem a ser o maior cliente do judiciário em prejuízo do cidadão, essa situação que beira um estado de vergonha nacional deve ser abordada e resolvida com coragem por parte de nossos juizes.

Porém, mesmo com os apontamentos críticos, registro meus parabéns ao judiciário, pois, ainda continua a ser mesmo precariamente a última esperança do sofrido brasileiro.

Cordiais Saudações.
Renato Carlos Pavanelli
Advogado - Limeira - SP.

veritas disse:
10 de maio de 2008 às 20:00

Com todo o respeito comemorar ?

08/05/2008 - 09h38
DECISÃO
STJ suspende execução de dívidas trabalhistas da Varig movida contra a sucessora Gol

01/11/2006 - 19h40
DECISÃO / Caso Varig
19h40 - 01/11/2006
Liminar suspende decisão que obrigava Varig a pagar trabalhadores estáveis

07/11/2006 - 20h34
DECISÃO
20h34 - 07/11/2006
Ações trabalhistas contra a Varig estão suspensas
O ministro Ari Pargendler, da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu quatro ações trabalhistas contra a VRG Linhas Aéreas, nova razão social da companhia aérea Varig. A suspensão se dá em conseqüência de uma liminar concedida pelo ministro ainda há pouco em um conflito de competência.

veritas disse:
10 de maio de 2008 às 20:03

29/11/2007 - 16h24
DECISÃO
STJ suspende ação trabalhista contra Vasp
A Justiça trabalhista está impedida de tomar qualquer decisão que atinja o patrimônio da Vasp, companhia aérea em processo de recuperação judicial. Esse é o efeito da decisão da Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, ao julgar um conflito de competência ajuizado pela Vasp.

24/09/2007 - 18h12
DECISÃO
Suspensas ações trabalhistas de ex-funcionários das falidas Manchete e Bloch Editores
Por decisão liminar do ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram suspensas as ações trabalhistas que envolvem as massas falidas da TV Manchete e da Bloch Editores. Julgadas em diversas varas trabalhistas de todo o país, as ações vinham responsabilizando a sucessora, TV Ômega, pelos débitos trabalhistas. De acordo com a defesa da empresa, as ações trabalhistas chegam ao valor aproximado de R$ 150 milhões.

veritas disse:
10 de maio de 2008 às 20:09

24/10/2007 - 12h13
DECISÃO
STJ define: cobrança da assinatura básica mensal em telefonia fixa é legal
É legal a cobrança da assinatura básica mensal em serviço de telefonia fixa. O entendimento é da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O julgamento foi concluído nesta quarta-feira (24).Os integrantes da Seção acompanharam o voto do relator, ministro José Delgado. Ele acolheu o recurso da empresa Brasil Telecom pela cobrança da assinatura. A decisão foi por maioria de votos. O ministro Herman Benjamin divergiu do voto do relator entendendo ser ilegal a cobrança.

25/05/2006 - 19h31
Cassada liminar que determinava mudanças no sistema de telefonia pré-paga
Em decisão unânime, a Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) derrubou a liminar do Tribunal Regional Federal da 5ª Região que determinava que as empresas de telefonia celular Claro, Tim e Oi cessassem de impor prazo de validade para utilização dos créditos do sistema de telefonia pré-pago aos usuários desse sistema.

veritas disse:
10 de maio de 2008 às 20:23

24/02/2006 - 19h57
Afastada abusividade de taxa acima de 12%
A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) afasta limitação de 12% ao ano da taxa de juros remuneratórios em contratos bancários

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