Como os governos municipal, estadual e federal não assumem suas responsabilidades e competências, surto de dengue se alastra e prejudica a população no Rio de Janeiro. A crítica é do presidente da seccional fluminense da OAB, Wadih Damous. Para ele, a culpa é da “omissão, incompetência e negligência” das três esferas.
“Mais uma vez assistimos ao jogo de empurra entre todas as esferas de governo e quem paga a conta, inclusive com risco de morte, é a população”, afirmou. Para o presidente da seccional, ninguém cumpriu com as obrigações que lhe cabe.
O número de casos de morte em decorrência da doença no estado já é quase a metade dos registrados em 2002, quando o Rio enfrentou uma das maiores epidemias de dengue dos últimos anos. Na época, foram 91 mortes, sendo 64 na capital. Segundo a Federação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro, a doença aumentou em cerca de 50% o movimento de hospitais particulares, segundo pesquisa feita com unidades de saúde conveniadas.
Via judicial
Em decorrência da morte de uma menina por dengue hemorrágica em 2002, o estado e o município do Rio foram condenados a pagar indenização de R$ 30 mil ao pai dela. A decisão foi da 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na quinta-feira (20/3).
De acordo com o relator, desembargador Raul Celso Lins e Silva, o estado e o município não fizeram a prevenção no combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da doença. Lins e Silva disse que o laudo da Coordenadoria de Controle de Vetores, dias após a morte da menina, constatou que não havia foco de procriação do mosquito na casa da família. No entanto, foram encontrados focos no quarteirão, inclusive em uma igreja.
“Incontroversa, portanto, a omissão dos entes públicos na tomada de providências que seriam exigíveis, de forma razoável, para evitar a fatalidade. Ficou caracterizada, assim, a ausência do poder público”, afirmou Lins e Silva. O município alegou ter feito um programa eficiente de combate à dengue.
É necessária a responsabilização do Estado pelo descaso no combate a dengue. Responsabilidade pela má politica publica. Está na hora do MP e OAB promver medida judicial neste sentido.
Não esquecendo do alarmismo praticado pelo PIG (Partido da Imprensa Golpista) que fala em epidemia, fato apontado pelo próprio Ombudsman da Folha. Esse alarmismo, já provocou a morte de pelo menos duas pessoas, que se vacinaram, sem necessidade, e morreram em decorrência da vacina. Já existe uma Ação Civil Pública no RJ para investigar esse alarmismo proposital.
Depois de uma ação judicial que demorou 6 anos, a 17ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, condena o Estado e o Município a pagarem a RIDÍCULA E ABSURDA quantia de 30 mil reais??? Preparem-se pois vem muito mais mortes por aí.
A vida do filho destes Desembargadores vale 30 mil reais? Hein Desembargadores, vale?
Que bom seria que os filhos destes Magistrados soubessem que seus pais entendem que a vida deles vale 30 mil reais.
Na verdade, como ainda cabe recurso e o pagamento será feito em precatórios. Os netos destes pais que tiveram a perda de sua filha, receberão a indenização.
Carlos Rodrigues
Não é epidemia ?????
20/03/2008 - 12h35 - Atualizado em 20/03/2008 - 13h04
Secretário de Saúde admite epidemia de dengue e pede desculpas
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL357993-5606,00.html
Acho que cada cidadão prejudicado deve procurar o seu direito na justiça é necessário dar um basta neste desrespeito a vida !!!
Desculpa !!!!???? Sinceramente...
Veritas, mais uma vez a mídia da unanimidade está brincando com a saúde de alguns cidadãos. Não existe epidemia. No governo de FHC, morreram o dobro, e nem por isso a mídia safada falou em epidemia. É como falar em epidemia por morte de doenças do coração, de obesidade, de colesterol alto, de cirrose, etc.
digo, morreu o dobro...
Na verdade, estamos mesmo diante de uma epidemia, embora menor que a de 2002, quando foram registrados 138.027 casos de dengue no Rio. O site Agência Carta Maior informa que, “de acordo com os parâmetros de cálculo estabelecidos pela OMS, o máximo de casos esperados para janeiro no Rio seria de 23,3 por cada cem mil habitantes quando, na realidade, foi de 144,5 por cem mil”. Muitas doenças como a leptospirose, a cólera, a dengue e outras, são o reflexo das más condições de saneamento do país. A superpopulação e a ignorância agravam o problema. Cuba ostenta bons índices nas áreas de saúde e educação, enquanto o Brasil, cuja situação econômica é sensivelmente melhor, tem péssimos indicadores nessas áreas. A profilaxia nas áreas de maior risco deve ser constante, não restrita aos períodos críticos. O Exército pode ser chamado a colaborar, mas, antes da desgraça estar instalada, dando proteção aos agentes públicos que devem proceder a desinfecção dos morros. A burocracia acarreta a demora na prevenção e, quase sempre, é fatal. Precisamos de uma política séria de planejamento familiar, saneamento e, no momento, de uma política emergencial para eliminação dos focos de dengue.
Superpopulação !? no Brasil , só se for de mosquito !!! O que falta é investimento na saúde , saneamento básico ou seja investir no ser humano , mas a preferência parece ser investir no pagamento de dividas ,o resultado esta ai, doentes e mais doentes que Deus nos proteja para que não apareça febre amarela urbana.
http://www.estado.com.br/editorias/2008/03/21/ger-1.93.7.20080321.4.1.xml
Caro Veritas, eu me referi à superpopulação no Rio de Janeiro, não no Brasil. O Rio é o segundo estado brasileiro em termos de densidade demográfica: só perde para o minúsculo Distrito Federal. Nas áreas de favela, como é óbvio, a densidade populacional é muito maior que em outras áreas. Foi isso o que eu quis dizer.
Ao meu ver, não desmerecendo o ALERTA pautado,, existe um porém quanto a educação da população local,, eu acredito no bom combate e que deveria haver uma maior participação de todos os envolvidos.
Nesse País só se utiliza da desgraça da população para fins políticos e ninguém assume responsabilidade, pois, vai continuar morrendo gente com dengue e outras doenças sem nada fazer, veja o caso da frebre amarela que ninguém assumiu a responsabilidade.
Como diz o popular, Deus foi para a Bahia e danou-se.
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