Para conseguir a identidade de dois funcionários que fizeram críticas à gestão do diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, a Polícia Federal, sem autorização judicial, pediu ao portal CorreioWeb, mantido pela S.A. Correio Braziliense, dados que revelassem a identidade dos comentaristas. A reportagem dos jornalistas Hudson Corrêa e Alan Gripp, da Folha de S. Paulo, revelam que, de posse das informações, a Abin abriu processo disciplinar contra os dois.
A PF reconheceu “não ter visto qualquer indício de crime” nas mensagens, mas enviou as informações à Abin, que abriu processo disciplinar interno contra dois agentes, ameaçados de demissão.
Em documento confidencial, obtido pelo jornal, a Abin revela que procurou a PF, pois sabia que o cadastro de usuários no site era sigiloso, e só poderia ser obtido por autoridade policial. A PF e a Abin negam a quebra ilegal do sigilo dos servidores no caso.
Os servidores fizeram críticas à gestão da Abin no portal, utilizando apelidos. As mensagens podiam ser vistas por qualquer pessoa, mas preservava os nomes e dados dos comentaristas.
A Abin desconfiou que os comentários poderiam partir dos próprios funcionários e acionou a Polícia Federal. Em maio de 2007, a S.A. Correio Braziliense forneceu ao delegado Disney Rosseti uma lista de 11 participantes, com nome completo, CPF e e-mails declarados por eles em um cadastro prévio.
A empresa também informou o endereço IP (protocolo de internet) dos internautas, o que permite identificar o computador usado para acessar o site.
O diretor-geral afastado da Abin, Paulo Lacerda, com base nos dados repassados à agência em novembro, abriu processo administrativo disciplinar contra os servidores Weber Ferreira Junqueira de Barros Junior e Iracema da Rocha Costa e Silva.
Lacerda afirma, no documento, que, se valendo de “pseudônimos”, “registros falsos” e CPFs “de terceiros”, eles emitiram “opiniões desrespeitosas, agressivas e de desapreço à hierarquia funcional e à imagem da Abin” durante dois meses.
Weber Ferreira entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal para tentar interromper o processo disciplinar. Ele alega que os dados foram obtidos de forma ilegal.
Na última terça-feira, a juíza Maria Cecília de Marco Rocha decidiu que “não há como, por ora, dizer que as provas colhidas na sindicância são oriundas de ‘devassa ilegal’”. Segundo ela, os dados podem ser obtidos pela polícia se usuários “se tornarem alvos de investigação”.
A denúncia chegou à CPI dos Grampos. “Esse episódio é a síntese do Estado policial. Usa-se o aparato policial para apurar que crime? Uma infração administrativa, uma crítica ao chefe? Isso não é crime”, afirmou o presidente da CPI, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ).
Para o presidente da OAB, Cezar Britto, o caso revela traços de autoritarismo. “Esse meio de comunicação tem um papel importante na democratização das informações. Censurá-lo é um precedente perigoso”, afirmou.
A empresa Correio Braziliense S.A. também nega qualquer ilegalidade ou violação de sigilo. O superintendente jurídico do Correio Braziliense, Vitório Augusto de Fernandes Melo, disse que não houve quebra de sigilo, pois as informações poderiam ser fornecidas a autoridades policiais sem ordem judicial.
“A Abin chegou a pedir os dados informalmente, mas eu neguei”, afirmou o diretor, argumentando que só entregaria as informações à PF. Já na avaliação da Abin, o processo foi apenas mais um trabalho de cooperação de rotina entre a PF e a agência.

"A PF reconheceu não ter visto qualquer indício de crime nas mensagens, mas enviou as informações à Abin." Em documento confidencial, obtido pelo jornal, a Abin revela que procurou a PF, pois sabia que o cadastro de usuários no site era sigiloso, e só poderia ser obtido por autoridade policial."
QUE PAÍS é esse onde não se pode nem usar mais a liberdade de expressão e pensamento consagrada na Constituição Federal .
Que país é esse que uma agência é proibida de invadir um site e pede para aquela que tem autoridade, para fazer por ela, burlando a lei que proibiu a primeira ?
A PF não viu crime , mas mandou para a ABIN que era proibida de fazê-lo ?
Tenho vontade de vomitar quando lei em que se transformou a jovem democracia brasileira.
DEVERIAM ESTAR NA CADEIA O DELEGADO QUE PEDIU INDEVIDAMENTE PARA OUTRO ÓRGÃO E AQUELES QUE FIZERAM O USO SEM TER AUTORIDADE PARA ISSO.
Quer dizer que se eu for proibido de fazer alguma coisa peço para quem pode fazê-lo em virtude de lei?
KGB-GESTAPO-ABIN e PF qual a diferença?
NOJO - INDIGNAÇÃO -DESALENTO - Vou me mudar para Passargada.
Quer dizer que amanhã posso estar preso por achar e expressar aqui que está tudo errado na PF,ABIN,STF, ALVORADA,PLANALTO, CÂMARA DOS DEPUTADOS,SENADO,INSS e etc....
O CONJUR vai dar a minha cabeça para o HITLER de plantão ?
SOCORROOOOOOOOOOOOOO-HELPPPPPPPPPPPPPP
Está aí o que eu escrevi há pouco no site em outro artigo, com titulo tendencioso. Esse é o papel que a imprensa desempenha melhor: quando serve aos interesses do poder econômico e político. Não é quando faz as denúncias contra graúdos da República. É quando abafa, afaga, negocia e, agora, auxiliando a pegar servidor só porque fez críticas, embora eu não goste de anonimato (no anonimato, se fala qualquer coisa, até ofender os outros). Mas absurdo imaginar que os sites/blogs patrulhem e "entreguem" seus leitores, sem autorização judicial.
Eh, mundo está perdido. Dá para contar nos dedos os honestos, íntegros e éticos, que agem pensando no interesse público.
Para poupar tempo de quem me caçar, boto nome, sobrenome e profissão.
Antes que gente da OAB venha gritar, aconselho a dar satisfação sobre o apoio à uma operação de uma delegada que permitiu o grampo e o vazamento de conversas de advogados no DF no início deste ano.
Vou dizer uma coisa: COMO TEM BANDIDO NESTA NAÇÃO, TRAVESTIDO DE ESPECIALISTA DE QUALQUER COISA.
Por isso, minha imensa tolerância e pena dos ladrões pobres de toca=fitas.
E O CONJUR? SERÁ QUE FORNECE IDENTIDADES DE QUEM CRITICA AUTORIDADES????
SEI NÃO...
Se o ConJur passa as informações, eu não sei. Por vias das dúvidas, eu não me escondo em pseudônimos...
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