Revisão de Lei de Anistia é movida por vingança

Os doutrinadores especializados em Direito Penal já identificaram vários movimentos de política criminal, como a “lei e ordem”, miscelânea de doutrinas que defendem maior rigor na aplicação da lei penal; o “abolicionismo”, que, no extremo oposto, defende a extinção de todo o sistema penal; e o famosíssimo “garantismo”, que pretende reduzir o Direito Penal e o Direito Processual Penal ao mínimo necessário para a proteção dos direitos individuais.

Identificamos, porém, no Brasil, um quarto movimento, tão ou mais poderoso que os anteriores: o movimento da “esquerda punitiva”. De forma bem resumida, podemos dizer que a ideologia esquerdista vê o mundo como um grande palco de luta de classes: Marx referia-se a burgueses contra proletários, com a vitória inevitável dos últimos. Porém, o marxismo moderno, cuja conseqüência cultural foi a ideologia do “politicamente correto”, ampliou essa luta para outras “classes”: homens contra mulheres, brancos contra negros, heterossexuais contra homossexuais, adultos contra idosos e crianças, “ricos” (conceito que, no Brasil, acaba por incluir a classe média) e pobres, etc. De acordo com essa ideologia, todas as medidas favoráveis às “classes dominadas” e contrárias às “classes dominantes” são justificadas em nome de um futuro “melhor e mais igualitário”.

Esse movimento tem diversas conseqüências, como a utilização cada vez mais arbitrária da polícia contra os “ricos e poderosos” (o fundamento dessas ações é o “igualitarismo na ilegalidade” — se os pobres não têm seus direitos garantidos, os “ricos” também não devem tê-los) e a incriminação da divergência, com leis e decisões judiciais que, a pretexto de preservar a imagem e a honra de pessoas e de grupos, contribuem para a restrição gradativa da liberdade de expressão (é significativo que o Brasil seja apenas o 84° país em liberdade de imprensa).

A mais nova manifestação desse movimento é a pretendida revisão da Lei de Anistia. A Lei 6.683/79 extinguiu a punibilidade de todos os crimes políticos e dos conexos a eles, desde que cometidos entre 1961 e 1979. Não foram anistiados aqueles já condenados por crimes de terrorismo, de assalto, de seqüestro e de atentado pessoal.

A idéia é possibilitar a condenação daqueles que realizaram torturas nos integrantes dos movimentos de esquerda. O fundamento da idéia é até bastante simpático: a tortura é um crime contra a humanidade e, por isso, imprescritível. O caráter absolutamente hediondo do crime e sua conseqüente imprescritibilidade seriam razões mais do que suficientes para retirá-lo do rol de crimes políticos e, portanto, da Lei de Anistia. Porém, abaixo dos belos ideais, esconde-se a idéia de desprezo ao Estado de Direito.

O argumento utilizado a favor dessa tese pode ser facilmente desmascarado por um estudante de Direito. Primeiramente, de fato, a tortura é um crime contra a humanidade, tal como definido no Estatuto do Tribunal Penal Internacional (TPI). Porém, vários outros crimes receberam também essa qualificação. Vejamos: “homicídio; extermínio; escravidão; deportação; aprisionamento com violação das normas do direito internacional; estupro, escravidão sexual, prostituição forçada, violência sexual; perseguição de grupos ou comunidades por motivos políticos, raciais, culturais, religiosos; desaparecimento forçado de uma ou mais pessoas; apartheid; atos inumanos que provocam graves sofrimentos”. De fato, os crimes da competência do TPI não prescrevem, ou seja, o processo nessa corte internacional é sempre possível. Interessante que, no Brasil, seja defendida a imprescritibilidade apenas do crime de tortura.

Até esse ponto, a argumentação é sustentável. O problema começa ao verificarmos que a Constituição Federal, norma fundamental que está acima de qualquer tratado internacional, considera imprescritíveis apenas os crimes de racismo e de ação de grupos armados contra o Estado. Tais exceções ao princípio da prescritibilidade estão previstas no artigo 5° da Constituição Federal, cláusula pétrea que, como amplamente sabido, não pode ser modificada.

Apenas para argumentar, vamos supor que a tortura seja mesmo um crime imprescritível. Mesmo assim, não seria possível sua punição atualmente. O motivo chega a ser banal: a prescrição é apenas uma das causas de extinção da punibilidade. Mesmo que um crime seja imprescritível, ainda é possível que sua punição seja impossibilitada por outras causas, como a abolitio criminis (revogação do crime, ou seja, aquele tipo de crime deixa de ser previsto em lei), a graça, o indulto e a anistia, espécie de perdão concedido pelo Congresso Nacional. Assim, um crime imprescritível não será, necessariamente, sempre punível, pois é sempre possível que a extinção da punibilidade ocorra por outros meios.

Outro argumento corrente é o de que a tortura não é enquadrável nas hipóteses da Lei de Anistia, por não ser crime político ou crime conexo a político. Ora, tratando-se de uma norma penal benéfica, seus dispositivos devem ser interpretados extensivamente. Assim, crime político é aquele que tem por objetivo alterar o regime dominante no país (ditadura para democracia, capitalismo para socialismo, etc.) e, por simetria, aquele cometido para evitar que essa modificação ocorra, que é o caso da tortura.

Chama a atenção, também, uma ausência. Querem a punição dos militares que torturaram guerrilheiros, optantes da luta armada. Nada dizem a respeito desses mesmos guerrilheiros, que praticaram atos de terrorismo (explicitamente excluídos da Lei de Anistia), mataram e, inclusive, torturaram. Ora, a mais banal aplicação do princípio da igualdade requeriria que a Lei de Anistia fosse revista para todos e não apenas a favor daqueles que “venceram a guerra” e hoje estão no poder. Essa interpretação parcial dos fatos não é novidade: há tempos, os perseguidos pelo regime militar recebem vultosas indenizações. Aqueles que sofreram algum dano causado por esses “perseguidos” foram simplesmente ignorados.

Finalmente, mesmo se desconsiderarmos todas as ponderações anteriores, existe um “detalhe esquecido” pelos que querem a punição daqueles que praticaram torturas durante o regime militar. Tortura somente tornou-se crime no Brasil em 7 de abril de 1997, com a publicação da Lei 9.455/97. Assim, pleiteia-se que uma norma incriminadora tenha eficácia retroativa, atingindo fatos que ocorreram antes de sua entrada em vigor. Mais uma vez, quer-se desobedecer a uma cláusula pétrea, pois a CF apenas permite a retroatividade da lei penal mais benéfica ao réu ou ao condenado. Não há dúvida de que ninguém pode ser punido por fato que não era considerado crime à época em que foi cometido.

Portanto, é visível que a reivindicação de nova interpretação da Lei de Anistia, com o objetivo de excluir de seu campo a tortura, é simplesmente uma aberração do ponto de vista jurídico. Isso, porém, não importa para o movimento da esquerda punitiva, para o qual a ideologia é mais importante e mais defensável que o próprio Estado de Direito. Em decorrência, as pessoas que a defendem têm imunidade penal e podem, sem maiores problemas éticos, considerar legítima a vingança contra seus algozes de tempos passados. Porque, de fato, é disso que se trata: pura e simples vingança, envernizada por uma finíssima e falsa camada de elevados ideais humanitários.

Alexandre Magno Fernandes Moreira

é procurador do Banco Central em Brasília.

Armando do Prado disse:
01 de dezembro de 2008 às 01:31

E nós não precisamos criar nova categoria sociológica, pois a que o senhor Alexandre Magno pertence é conhecida e praticada desde a Revolução Francesa, respondendo às vezes como direita, como direita liberal, direita civilizada, integralista nos anos 30 no Brasil, fascista e, mais recentemente, neoliberal, mas sempre contra a história e carregada da ideologia de que as elites (aqui são os oligarquias) é que têm o motor do desenvolvimento nas mãos. Manjadíssimo, senhor Alexandre.

Terrorismo quem praticou foram os covardes que tinham presos políticos sob a sua guarda. Da Argentina, passando pelo Chile, até a Espanha, todos acertaram contas com seus covardes. Nós nos escondemos em sofismas como os do senhor. Simples assim.

jose brasileiro disse:
01 de dezembro de 2008 às 09:12

Armando:

E o modelo de sociedade perfeita era a União Sovietica.
Ate hoje cuba e um exemplo de democracia.
Este pessoal queria transformar o brasil e uma cuba de dimensões maiores.

Lucas Janusckiewicz Coletta disse:
01 de dezembro de 2008 às 10:38

Já que a esquerda quer punir os torturadores, então que se cumpra a Constituição que diz que são imprescritiveis os crimes de tortura, punindo os torturadores, mas que também, punam os terroristas cuja a maioria esta hoje no alto escalão do pais, os esquerdistas que queriam implantar um estado socialista no Brasil pela Revolução violenta, como queria Lenin. Felizmente estes esquerdistas "nhonhosaram" devido as altas indenizações, mas chamo a atenção para uma revolução socislista silenciosa, que é a da cultura como queria o italiano Gramsci. Felizmente, os esquerdistas estão com uma dificuldade enorme por mais que tenham dominado as catedras das universidades. Mas quando Lula e seus companheiros terroristas querem implantar reserva indigena para todo lado, desapropriação de terras para MST, agora criaram quilombolas, implantar a pena de morte para crianças com o aborto e a união homossexual, é tudo para implantar o socialismo por uma revolução cultural que começou em 1968 na sorborne, mudando a mentalidade catolica dos brasileiros para uma mentalidade pre socialista, quando então, quando a opiniao publica brasileira aceitar, implantar nem que seja pela violencia, o comunismo no Brasil. Quem viver, verá.

Luismar disse:
01 de dezembro de 2008 às 11:12

Um crime que não está sequer descrito, previamente, em lei (5º, XXXIX, CF) nem tem como prescrever. Sequer existe.

Gilberto Aparecido Americo disse:
01 de dezembro de 2008 às 11:23

O subtítulo está equivocado. A revisão da Lei da Anistia é movida por lucro.

Robespierre disse:
01 de dezembro de 2008 às 11:36

...o articulista movido por profundo reacionarismo e ao arrepio das leis internacionais, das quais somos compromissados, tenta, como tantos já fizeram, reescrever a história.

...existiam torturadores a serviço de um Estado Torturador, portanto, crime contra a humanidade e imprescritível. Tanto assim que, na Argentina onde também houve anistia, o Estado Democrático reviu esse "perdão" e colocou na cadeia quase todos os seus canalhas. O mesmo está fazendo a Espanha. Só aqui se insiste em perdoar banddidos (ontem torturadore, hoje banqueiro).

...finalmente, quem luta contra um Estado torturador, apenas resiste. Foi o que aconteceu. Já a tortura foi praticada contra presos políticos. Pessoas que estavam sob guarda desse Estado criminoso. Só não entende quem se habituou a decorar códigos, sem entendê-los.

Robespierre disse:
01 de dezembro de 2008 às 11:38

digo, bandidos e torturadores

Armando do Prado disse:
01 de dezembro de 2008 às 12:38

E o perdão aos bandidos do Estado terrorista de 64 é movimento da direita oligarquica e predadora.

Axel Figueiredo disse:
01 de dezembro de 2008 às 12:42

Os comentários-lixo de sempre dos mesmos esquerdalhas de sempre.
Ah, essa maldita democracia...
Se estivessemos na ditadura do proletariado pretendida pelas "vítimas" do "Estado Torturador", não leríamos nada contra isso, não é?
Aliás, o serviço desse "Estado" foi de péssima qualidade, não foi?
A prova é que estamos pagando polpudas "indenizações", a torto e a direito, para qualquer um que se habilite.
Vergonhoso.

Alexandre Magno disse:
01 de dezembro de 2008 às 13:34

Prezado Armando,
É impressionante que seus comentários não contenham um só argumento jurídico. Pelo contrário. Parece que desistiu da racionalidade e apela para "rótulos odiosos". Isso não é comentário, é xingação. Sugiro também que estude mais História, pois chamar nazistas e facistas de "direita" é, na melhor das hipóteses, profunda ignorância.
Atenciosamente,
Alexandre Magno

Pe. ALBERTO disse:
01 de dezembro de 2008 às 14:22

MOVIMENTOS DE ESQUERDA TÊM SUA ORIGEM , SEMPRE, EM MOVIMENTOS POPULARES. >>

É O CLAMOR DA MASSA OPRIMIDA QUE VAI ALIMENTANDO A CORAGEM DA "VIRADA", DA REVOLTA, DA REAÇÃO. >>

PARA A REVOLUÇÃO, O POVO, A MASSA NÃO TEM APARATO BÉLICO, NÃO TEM ARMAS, SÓ TEM A IDEOLOGIA, O ENTUSIASMO, A ESPERANÇA. >>

PORÉM, QUANDO A DIREITA, A CLASSE DOMINANTE, OS OPRESSORES PERCEBEM QUE CORREM O RISCO DE SEREM SUPLANTADOS, DE PERDEREM A "MAMATA" DAS TETAS DA VIÚVA - o poder - ; E LL ES SIM, OS DOMINANTES COMEÇAM A UTILIZAR OS APARATOS - armados - DO ESTADO - exército, forças armadas, polícias, etc. -. >>

COMO, SENHORES DEFENSORES DO "KAPITALISM", VOCÊS QUEREM QUE OS DA ESQUERDA, O POVO, A MASSA REAJA ??? >>

COM BOTÕES DE ROSAS E CRAVOS, COM JASMINS E PERFUMES ??? >>

DEPOIS DE FEITO O "IMBROGLIO" - ter utilizado a repressão com armas de fogo, ter matado, ter invadido residências, feito prisões injustas porque os opositores querem outro tipo de regime econômico, assassinatos, desaparecimento de pessoas, torturas dos opositores só porque pensam diferente, etc. - , VEM A MESMA CLASSE DOMINANTE - através dos Tribunais Judiciários - DIZER QUE OS REVOLUCIONÁRIOS SÃO TERRORISTAS E QUE COMETERAM CRIMES . >>

AH !!! FAÇAM-ME UM FAVOR ! >>

VÃO SER CRETINOS, FALSOS E DESLEVADOS, ASSIM, LÁ NA ... CASA DE VOCÊS . >>

olhovivo disse:
01 de dezembro de 2008 às 14:28

Fessô Armando, vá viver em Cuba. Lá vc conseguirá um emprego de cortador de cana ou enrolador de charutos e será feliz para sempre. Mas não esqueça de mandar, com frequência, uns charutos para seus companheiros da "esquerda" daqui. Eles ultimamente têm apreciado charutos cubanos, vinhos franceses, uísques escoceses, ternos Armani, cartões corporativos, indenizações milionárias. Afinal, ninguém é de ferro.

Alexandre Magno disse:
01 de dezembro de 2008 às 15:36

Pe. Alberto,
Também recomendo ao senhor o estudo da História. Dizer que "movimentos de esquerda têm origem, smepre, em movimentos populares" ou é ignorância total ou é mentira deslavada. Os movimentos de esquerda têm origem em intelectuais de classe média, pessoas que nunca foram proletárias. Se tiver curiosidade, pesquise as origens dos guerrilheiros comunistas durante a ditadua militar. Não achará um só do "povão". "Para a revolução, não tem (sic) armas?" Os guerrilheiros matavam como, mesmo? Com rosas?
Atenciosamente.
Alexandre Magno

Ramiro. disse:
01 de dezembro de 2008 às 16:29

Discursos festivos e Direito não combinan. O que foi feito da lógica formal? Procurei o Estatuto do Tribunal Penal Internacional e encontrei na adesão de Portugal ao TIP.

Vamos aos fatos, art. 6º do Estatuto do TIP, nesta figura abstrata pode o Brasil administrado pelo PT ser condenado pelo massacre, pelo genocídio dos Guaranis e dos Ianomanis. Em relação aos Guaranis não faltam provas concretas de suicídios por degradação da vida que levam. Brasil condenado. "Ah, a Constituição não permite a deportação de cidadãos nacionais para serem julgados no exterior!". Falácia ou mau caráter diante da retórica demolida.

Art. 7, inciso 1, alíneas e, f e k. Caso Presídio Urso Branco em Roraima, e além do mais alguém já se inteirou do que o CNJ está descobrindo no sistema prisional no Maranhão? "Ah, são autoridades nacionais, não podem ser extraditadas".

Artigo 10, o Estado Brasileiro teria de tremer.

E vamos deixar de ser falaciosos, e fazer da retórica no direito um instrumento cujo resultado seja equivalente ao de uma defecação.

Leiam o art. 11 do Estatuto do Tribunal Penal Internacional.

Na conclusão dos fatos, há mais elementos para condenar o atual governo do que para ir em cima dos militares dos anos de chumbo.

E eu fui aluno de torturados, conheci outros torturados, e nem narro aqui o que os que estiveram nos porões relatam, que é de fazer Freddy Krueger e Jason Voorhees parecerem doces e verdadeiramente vocacionadas freiras fransciscanas ou clarissas.

Ramiro. disse:
01 de dezembro de 2008 às 16:34

Estatuto do Tribunal Penal Internacional

Artigo 11.º
Competência ratione temporis

1 - O Tribunal só terá competência relativamente aos crimes cometidos após a entrada em vigor do presente Estatuto.

2 - Se um Estado se tornar Parte no presente Estatuto depois da sua entrada em vigor, o Tribunal só poderá exercer a sua competência em relação a crimes cometidos depois da entrada em vigor do presente Estatuto relativamente a esse Estado, a menos que este tenha feito uma declaração nos termos do n.º 3 do artigo 12.º

Artigo 7.º
Crimes contra a Humanidade

1 - Para os efeitos do presente Estatuto, entende-se por «crime contra a Humanidade» qualquer um dos actos seguintes, quando cometido no quadro de um ataque, generalizado ou sistemático, contra qualquer população civil, havendo conhecimento desse ataque:

d) Deportação ou transferência à força de uma população; (índios que podem ser removidos para outros lugares)

k) Outros actos desumanos de carácter semelhante que causem intencionalmente grande sofrimento, ferimentos graves ou afectem a saúde mental ou física.
(Os índios Guarani, http://www.adital.org.br/site/noticia2.asp?lang=PT&cod=2576)

Como pode ser visto a chapa está mais quente para o atual Governo, incluindo na fritura o Ministro da Justiça, que para os torturadores do governo militar. Sem ideologia na colocação.

Ramiro. disse:
01 de dezembro de 2008 às 16:38

falha minha, o estatuto do TIP está no lnk http://www.fd.uc.pt/CI/CEE/OI/TPI/Estatuto_Tribunal_Penal_Internacional.htm

Armando do Prado disse:
01 de dezembro de 2008 às 16:50

Caro advogado Alexandre Magno, desculpe-me mas quem precisa estudar História com H maíuscula é o senhor, pois para ficarmos apenas num detalhe, o nazismo que o senhor cita combateu a República de Weimar (de esquerda) e se preparou e se armou contra o Partido Social Democrata (para sua informação era assim que se chamava o Partido Comunista Alemão). Aliás, foi a divisão e erro estratégico de se dividir praticado pelo PSD alemão que facilitou a vitória dos nazistas, históricamente de ...direita. Outra coisa: o correto é fascista.

No mais, sugiro-lhe que leia a maior autoridade em Revolução Francesa - Alberto Souboul - que entenderá melhor os conceitos históricos de direita e esquerda.

Quanto ao direitoso "olhomorto", suas palavras denotam o intolerante que v. é, assim como expressa o defensor que deve ter sido dos fascistas de 64. Hoje viúva dos que açulam o golpe contra a democracia. Sem falar no outro fascistóide que amaldiçoa a democracia (sem mais comentários).

Alexandre Magno disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:10

Prezado Prof. Armando,
Então, o senhor deve saber que o partido nacional-SOCIALISTA foi uma dissidência do movimento comunista internacional, pois além de seu caráter nacionalista e xenofóbico, trocou uma abstração por outra ("proletariado" por "raça ariana"). O restante era igual: o massacre de populações inocentes, o ódio à civilização ocidental, a personificação do poder (utilização de líderes carismáticos), o projeto de fazer um "mundo novo" (a custa de milhões de homicídios) e uma intervenção brutal na economia. É bom lembrar também que Hitler e Stálin formaram parcerias, que somente cairam com a segunda guerra mundial. Mais ainda: o movimento comunista estava mais próximo dos nazistas que dos social-democratas.
Por fim: o nome é Albert Soboul. Mais que um intelectual, um militante do aprtido comunista. Fonte, no mínimo, discutível.

Mauro disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:12

Concordo que a revisão hoje da lei da anistia é um despropósito e que beira até a um anacronismo.
No entanto, a análise deste Alexandre Magno não é nada magna, aliás bastante simplista sobre a tal "esquerda punitiva". Não sou de esquerda, por isso, não vejo porque defendê-la, mas o desprezo pelo oponente apenas revela a intolerancia e a indisposição para o debate. O que ele quer é enfiar suas idéias goela à baixo nos outros e ponto. Nada há de proveitoso nisso.

Alexandre Magno disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:16

Aliás, Prof. Armando,
Aproveito para mandar uma "coletânea" de frases de nazi-fascistas:
“O movimento nacional-socialista [nazista] tem um só mestre: o marxismo” (Goebbels, “Kampf um Berlin”, p. 19)
“Nós somos socialistas, e inimigos mortais do atual sistema econômico capitalista”.
(Der Nationalsocialismus, die Weltanschauung des 20 Jahrhunderts)
“Tudo no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”
(Mussolini, Discurso à Câmara dos Dep. 9/12/28)
Isso é "direita"? Aliás, qual é o seu conceito de "direita"? Por favor, explicite seus pressupostos.

Alexandre Magno disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:18

Mauro,
Do quê, exatamente, vc está falando? Não entendi sua crítica.
Att,
Alexandre
P.S.: Vc tem razão. Nutro um profundo desprezo pela esquerda. Porém, ao contrário do que vc dá a entender, esse desprezo é simplesmente baseado na realidade dos fatos históricos.

Armando do Prado disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:20

Caro Alexandre, "assim é, se lhe parece".

Armando do Prado disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:22

Outra coisa, sem menosprezo, mas não discuto estória pesquisada no "google".

Robespierre disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:26

...ei o consultor fundamentalista e fascistóide mudou de nome? esse alexandre magno consegue superar o fundamentalista seguidor do ex-nazista ratzinger.

...quer dizer que o nazismo é dissidência do movimento comunista internacional? De que manicômio você é egresso?

...pelo visto certos fascistóides adEvogados enlouqueceram.

jose brasileiro disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:31

Estes tratados internacionais, muitos lindos, feito por intelectuais, se aplica a africa, no oriente medio, a maioria dos hospitais brasileiros ou se aplica quando interessa.
Muda a pagina que este negocio de mexer na anistia, não vai mudar em nada.

Robespierre disse:
01 de dezembro de 2008 às 17:38

...ao a. magno: "sie wissen das nicht, aber sie tunes". Cabe-lhe como uma luva. Sabe quem é o autor? Benza-se. Ele mesmo.

olhovivo disse:
01 de dezembro de 2008 às 18:14

Fessô Armando, se vc for pra cuba enrolar charutos, mande alguns pra mim de vez em quando. Embora eu não me defina "de esquerda", dessa esquerda que atualmente mama do estado, também aprecio charutos cubanos. Pagarei com recursos próprios e não com cartão corporativo ou dólares das cuecas.

Robespierre disse:
01 de dezembro de 2008 às 23:48

...esse olhovivo tem fixação no professor, e fala de charutos, símbolo fálico. Será que Freud explicaria tamanho desvio dessa direita que curte Gilmar e adora tortura?

Robespierre disse:
01 de dezembro de 2008 às 23:50

...outra coisa olhovivo: não tenho procuração, mas antes de falar de Cuba seria bom v. lavar a boca, seu pulha abobalhado. Cuba não serve para tipo como v. e muito menos pode ser medida pela régua de canalha como v.

Richard Smith disse:
02 de dezembro de 2008 às 00:22

Não vai, compadre Olhovivo:

É bem como disse a "tia" Rita Lee: "afasta de mim este cálice e me traz Möet Chandon"

Essa raça pusilânime só sabe viver de prebendas, imposto sindical, extorsões, falcatruas, boquinhas federais, leis de "incentivo", cátedras em escolas públicas, etc.

Largar a boquinha para viver com US$ 100,00/120,00 ao mês, como os pobres engenheiros, médicos e professores universitários de lá?!

"Quequéisso" cumpanheiro? Arreda!

Richard Smith disse:
02 de dezembro de 2008 às 00:27

PeTralha caloteiro, boquirroto e escrôto, heterônimo do "fessô" PeTralha, mistificador, fujão, borra-cuecas, anticlerical, mentiroso, abortista, infantil, escroto e revanchista (queira me perdoar se omiti algum epíteto do seu vasto, merecido e árduamente conquistado galardão, "fessô"):

Tanto você como o seu heterônimo "fessô" não quiseram (ou não souberam) opor-se à qualquer ARGUMENTO brilhantemente elencado e alinhavado pelo amigo Alexandre Magno. E sabem o por quê? Simplesmente porque vocês, meninas, não o podem. Então as senhoritas apelam para os velhos rótulos e jargões "anti-burgueses" que aos fracos, aos tíbios e aos sem cerviz podem até impressionar e amedrontar. Mas, par os que conhecem a facinorosa esquerda e o seu profundo ódio liberticida à "democracia burguesa" você não impressionam mais do que um flato (um pum, sabe?) E isso me parece que tem saído cada vez mais de suas bocas à cada tornada deste assunto patético.

Querem saber? Cadeia e punição para todos os criminosos, mas TODOS mesmo, a começar dos provocadores. Vocês tem coragem para sustentar tal afirmação?

Não, é claro que não. Então por que não vão fazer algo útil à sociedade e ir catar esterco? Sugiro que começem pelos inúmeros documento, teses, pronunciamentos e manifestos evacuados por toda esta cambada que "ai esteve" e que conseguiu chegar ao poder neste nosso tão lindo, quanto triste, País.

Passar bem.

p.s. A sua irreverência escrôta ao falar do Santo Padre, o Papa, bem demonstra a natureza do seu caráter, medíocre atoleimado.

Agora, pela sua reação ao Olhovivo, se falarmos no nome do "Coma Andante" fidel, você deve ficar imediatamente de pé, não é? Para em seguida se postar de joelhos, de boca bem aberta!

Medíocre e escrôto, a não mais poder!

Richard Smith disse:
02 de dezembro de 2008 às 00:31

Não "fessô" você não discute estória (sic) porque simplesmente não ao conhece.

Simples assim, com "Google" ou sem "Google".

Passar bem.

p.s. o PeTralha Caloteiro e escrôto que se algunha patulléia, digita sentado no seu colo ou é vice-versa?

Richard Smith disse:
02 de dezembro de 2008 às 00:36

"não 'a' conhece", claro.

Depois ilustrado "fessô" não existe o vocábulo "estória" a diferenciar-se de história. Isso é uma pobre e colonizada macaqueação do inglês, mais propriamente dos americanos, essa "raça" tão culta. Foi criada para diferenciar "Story" ou "stories" de "History". No Brasil não existe isso. Existe apenas história e História.

Agora, eu muito "se" admiro, quase saio de "sí" (como diria o seu amado líder) ao ver o caro "fessô" utilizando-se de uma genuína macaqueação americana!

Ora, pois, pois.

Mauro disse:
02 de dezembro de 2008 às 09:01

Dogmático gringo Richard. Você de volta!! Quando estás saltitando pelo mundo a fora sinto falta de divertir-me com seus comentários. Você de fato está ficando maluco!! E agora deu pra ficar puxando saco dos articulistas do Conjur.

Alexandre Magno, como disse anteriormente, não sou de esquerda, entretanto, a sua definição de que a esquerda "vê o mundo como um grande palco de luta de classes" é deveras simplista. A produção teórica de Marx, Engels e cia. vai muito além disso. Discordar é uma coisa, mas por conta disso, menosprezar é outra bem diferente e você em seu texto não faz essa abstração.
Daí o simplismo de todos os argumentos que dela decorrem. Você incorre nos mesmos erros que critica, pois também coloca nas entrelinhas a ideologia acima do Estado de Direito, apesar de declarar o contrário.

Ademais, Dr. Alexandre, a subjetividade é um pressuposto universal e necessário para o conhecimento, portanto, nem eu nem o senhor nem ninguém se baseia na verdade dos fatos para formular suas opiniões, senão nos conteúdos que estão dentro de nós, quais sejam, nossa visão de mundo, nossa formação acadêmica, experiências pessoais, contexto socio-econômico-familiar etc. É essa ingenuidade que gera a sua intolerância. A verdade dos fatos está diante de nós, mas somos nós que damos sentido a ela. Talvez, considerando a possibilidade de estar errado e de haver contradições e inconsistências em nossas opiniões, poderemos ser mais abertos ao diálogo por mais estranhas que possam parecer as teses do oponente. E como já dizia Einstein "a diferença entre o homem e a ameba é que o homem é capaz de rever seus conceitos". No entanto, o gringo Richard não é capaz de rever os conceitos dele, portanto,...

Mauro disse:
02 de dezembro de 2008 às 10:44

Aliás, o Michaellis dá uma boa definição sobre a inteligência do dogmático gringo Richard:

A.me.ba
sf Zool (gr amoibé) 1 Gênero (Amoeba) de protozoários unicelulares rizópodes e glabros, com vacúolo contrátil e pseudópodes lobosos, largamente distribuídos em água doce e salgada e em meios terrestres. Existem espécies de vida livre e espécies parasitas de vertebrados. No intestino humano encontram-se a A. ou Endamoeba coli, inofensiva, e a A. ou Endamoeba histolitica, patogênica. 2 Protozoário desse gênero. Var: amiba. A. disentérica (Amoeba dysenteriae): o mesmo que endameba histolítica. A. histolítica (Amoeba histolytica): o mesmo que endameba histolítica.

Richard Smith disse:
02 de dezembro de 2008 às 11:50

Mauro:

Geralmente não me daria ao trabalho de responder aos seus insultos, mas vamos lá, porque você, por baixo do seu robe e cachimbo e o seu ar blasé que poucas vezes se trai é mais perigoso do que os outros PeTralhas mais, digamos, panfletários e desabridos.

Você que se diz não-PeTralha, não-leitor de revista nenhuma e contra "tudo isto que aí está" realmente passa uma idéia de neutralidade e de apartidarismo quase olímpica, mas par observadores mais atentos, isso é pura balela. E pior, balela travestida de coisa séria e pensada.

No fim, você, gemendo baixinho, reclama que eu não mudo. Ora, ora, isso é um elogio para mim. Sim, tenho um lado e uma opinião e não mudo ao sabor das aparências e das conveniências e, se uma coisa ou uma pessao estão erradas, não se tornarão certas com o passar do tempo.

E se uma besta quadrada, medíocre e anti-clerical como o saramago diz que é um "comunista hormonal", ou seja que possui fluídos interiores que determinam a sua opção política, por que eu deveria mudar?

Coerência, só para os outros, chapa?

Você é patético.

p.s. Como os demais PeTralhas, entrar no mérito lógico e jurídico do conteúdo do artigo do Alexandre, nem pensar, né? Você deve estar muito preocupado com protozoários e buscas a dicionários, do alto da sua sabedoria.

Richard Smith disse:
02 de dezembro de 2008 às 11:52

Ops, "flúidos" é claro e não "fuídos".

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