Advogado pede para ficar preso em Sala de Estado Maior

Um advogado que atua em Bauru, interior de São Paulo, recorreu ao Supremo Tribunal Federal para ser transferido para uma Sala de Estado Maior ou em prisão domiciliar, na falta da primeira opção. O advogado está preso preventivamente na cadeia Pública de Promissão, interior do estado. O relator é o ministro Eros Grau.

O advogado alega que sua prisão na cadeia pública afronta decisão do STF que considerou constitucional o inciso V do artigo 7º do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O dispositivo prevê o recolhimento de advogados que tenham recebido ordem de prisão em sala de Estado Maior ou em prisão domiciliar, na falta da primeira.

Pelo Estatuto, o advogado tem direito a prisão especial até que o processo chegue a uma conclusão final, sem possibilidade de recurso.

De acordo com o advogado, como não há sala de Estado Maior, “outra saída não resta a não ser a prisão domiciliar a fim de esperar o desate processual”. Alternativamente, ele pede a suspensão liminar do inquérito a que responde perante a Vara Única da Comarca de Quatá, em São Paulo, até o julgamento final da questão pelo STF.

Segundo notícia divulgada no site da Secretaria de Segurança Pública do estado de São Paulo, o advogado e outras oito pessoas foram presos no início do mês, todos acusados de integrar uma quadrilha que patrocinava ações judiciais para forçar o estado a comprar medicamentos de alto custo, fora da lista de distribuição gratuita.

O esquema foi descoberto na Operação Garra Rufa, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e pela Secretaria de Saúde do estado. A quadrilha é acusada de participar de um desvio de cerca de R$ 60 milhões em compra de remédios fora do protocolo do Ministério da Saúde, especialmente remédios para psoríase (doença de pele).

Armando do Prado disse:
09 de setembro de 2008 às 12:48

Advogado? Melhor seria dizer, canalha.

Pedro Pinto disse:
09 de setembro de 2008 às 14:23

Que mané...em vez de pedir pra ser solto...

Mário de Oliveira Filho disse:
09 de setembro de 2008 às 17:38

Alguns comentários insistem em condenar antecipadamente os acusados de crimes.
A realidade está ai escancarada demonstrando o quanto é perigoso e revoltante essa postura (vide o último caso de injustiça de Guarulhos).
Por outro lado não se pode simplesmente desrespeitar a lei em nome da lei.
E mais, o advogado vai responder ao Tribunal de Ética da OAB.
Portanto, aos justiceiros de plantão,no mínimo, cuidado, porque não se sabe o dia de amanhã.............

Lobato disse:
09 de setembro de 2008 às 19:16

Concordo Mário, contudo o brasileiro em muitos casos gosta de "aprender na dor".

acdinamarco disse:
10 de setembro de 2008 às 11:21

Só tem uma saída : fazer com que o processo caminhe célere e isento. E que se introduza a pena de morte.
acdinamarco@aasp.org.br

Marcos Andre Oliveira Conceicao disse:
10 de setembro de 2008 às 13:41

Concordo plenamente com o colega acima.
No Brasil a policia prende para depois investigar , centenas de erros sao descobertos em processos todos os dias . Agora querer colocar todos os acusados na fogueira sem uma seria investigacao beira ao cumulo da injustica.

Júnior Brasil disse:
17 de setembro de 2008 às 11:44

o dia de amanhã, é o dia de amanhã. O hoje, é que o advogado deveria ter pedido para ser solto e não buscar benesses da lei.

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