Collor quer aumentar indenização em ação contra Veja

Chegou ao Superior Tribunal de Justiça o pedido do ex-presidente Fernando Collor para aumentar o valor da indenização em ação movida contra a Editora Abril. Ela foi condenada por causa da publicação, na revista Veja, de que Collor era um “corrupto desvairado”. O Recurso Especial será julgado pela 3ª Turma do STJ.

Fernando Collor entrou com ação de indenização por danos morais contra a Editora Abril, o presidente da empresa e o jornalista André Petry por causa da reportagem publicada em março de 2006. Isso porque a coluna de André Petry ao se referir a Collor fez uma comparação com os escândalos que estavam a acontecer no governo Lula. O paralelo entre os governos estava no fato de, no caso Collor ter sido o motorista Eriberto França quem confirmou as traficâncias do governo e, no caso Lula, ter sido o caseiro (Francenildo) a desmascarar um escândalo que envolvia o governo Lula e o ministro Pallocci.

A primeira instância acolheu o pedido e fixou a reparação em R$ 13 mil. A defesa de Fernando Collor recorreu para aumentar o valor da indenização. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro acolheu o pedido e fixou a indenização por danos morais em R$ 60 mil. Considerou que a Veja usou termos pejorativos para ofender a honra e a imagem de Collor. Ainda afirmou que houve extrapolação da liberdade de imprensa, que se consubstancia na função de informar fatos verdadeiros e fazer comentários de forma objetiva, função à qual a Editora não se limitou. O TJ fluminense negou o pedido para que fosse publicada a íntegra da sentença.

O relator do processo, ministro Sidnei Beneti, entendeu ser cabível o pedido de exame do caso. O assunto será julgado pela 3ª Turma do STJ. O advogado da Editora Abril, Alexandre Fidalgo, do escritório Lourival J. Santos Advogados, acredita que o STJ julgará o recurso improcedente.

“Não há que se apagar da história política do país fatos e circunstâncias acontecidas, sobretudo as que envolveram um ex-Presidente da República. Ele sempre será lembrado como sendo o que sofreu impeachement, como sendo o exemplo de governo envolvido em corrupção, foi exatamente por isso que renunciou. O argumento de que não foi condenado, não vence, visto que teve seus direitos políticos suspensos, se tornando ineligível. Torcemos para que o STJ restabeleça a sentença”, diz Fidalgo.

REsp 1.068.824 e Ag 1.052.111

Armando do Prado disse:
29 de setembro de 2008 às 12:28

Fez bem o Collor. Veja é lixo. E quem vive de lixo é porco.

ERocha disse:
29 de setembro de 2008 às 13:56

Armando, seu comentário é digno de sua classificação para a revista... Um LIXO.

Não que eu defenda a revista. Mas você não fez absolutamente nada a não ser dizer o que pensa sem SEQUER justificar o seu pensamento. E vindo de um professor, torna o seu comentário pior ainda.

O engraçado é que a Veja é uma das maiores revista do país.

A.G. Moreira disse:
29 de setembro de 2008 às 14:17

Pela 1ª. vez o "professor" apoia o Collor ! ! ! -
O que, neste caso, está corretissimo ! ! !

Quanto à "qualidade" da revista, se os tribunais fossem justos e severos com ela como são com o cidadão, ela não existiria mais, há muito tempo, acompanhada pela "caterva mediática" , favorecida pela IMPUNIDADE ! ! !

Wagner Salsa disse:
29 de setembro de 2008 às 14:45

Essa revistinha começou chamando-o de "Caçador de Marajás", agora chamam de "corrupto desvairado", pelo visto a amizade não é mais a mesma. No fundo se merecem, são farinha do mesmo saco. Em todas as edições desta revistinha deveria ter uma matéria sobre o Collor, afinal combinam tanto, que não consigo separar um do outro.

Silvio Curitiba disse:
29 de setembro de 2008 às 21:39

Ô Wagner, me explica aí esse negócio de farinha.

Paulo Jorge Andrade Trinchão disse:
30 de setembro de 2008 às 11:37

O colega da Abril, peca exatamente por não considerar que uma decisão que inocenta alguém, por si só, já sopesa qualquer argumentação supostamente factível. É bom lembrar, que o colega se vê às duras penas, com tantas ações indenizatórias contra o Grupo Abril. E não é por menos, àquela para encarnar a verdade absoluta, acredita que pode acusar a tudo e a todos, por essas e outras é que deixei de assinar várias revistas de sua grade de publicação.

futuka disse:
01 de outubro de 2008 às 15:33

Só gostaria de saber as quantas andam o faturamento de tais revistas.

Seria bom que certos funcionários da receita ficassem de 'olhos abertos'; não vivemos mais num regime militar nem totalitarista portanto não dá para acreditar mais em revistinhas de ações ou certas 'ações quixotescas', nem tenho idade para crer nos 'presentes do papai-noel'!

-Fiquem atentos, passar bem!

tyba disse:
01 de outubro de 2008 às 21:59

Não sei qual é o problema que leva pessoas supostamente bem informadas a esbravejar contra Veja. A importância dessa publicação para o Brasil pode ser avaliada por meio de um único exercício: imaginar o país sem ela.

Veja é, de longe, a melhor revista do gênero da América Latina. Surpreende-me saber que há professores e advogados que lhe rejeitam a leitura.

Quanto a Collor... A ex-mulher Rosane, o falecido irmão Pedro e Lula que o enfrentou na campanha presidencial sobre elle já disseram “alguma coisa”.

No caso de ter que escolher entre Veja e Collor, ficaria com a revista ainda que não a apreciasse. Ensina Samuel Daniel, em The History of the Civil War, que "quando não se pode escolher o melhor, deve escolher-se o menos mau".

C.B.Morais disse:
02 de outubro de 2008 às 19:51

As indenizações são de baixo valor considerando o que as empresas arrecadam. A Revista Veja, apesar de sofrer derrotas nos tribunais continua na mesma linha. Hoje, é uma revista sem confiabilidade.

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