Sargento gay é preso de novo por falta disciplinar

O sargento do Exército Laci de Araújo foi detido nesta terça-feira (30/9) em Brasília, acusado de transgressão disciplinar. Segundo o Exército, ele está preso por deserção, por ter deixado o quartel onde servia em Brasília e viajado a Natal, em 2007, sem autorização do comandante.

O ex-sargento do Exército Fernando Alcântara, companheiro de Araújo, tem uma outra versão para a punição: a prisão foi motivada por uma outra viagem também não autorizada, em junho desse ano, para São Paulo, quando os dois deram uma entrevista à revista Época assumindo que mantinham um relacionamento gay.

Segundo Alcântara, Araújo foi preso por volta das 13h30 após ser informado da sentença que o condenou a seis meses de prisão por deserção. A decisão foi tomada pela Justiça Militar no dia 23 de setembro. Ele recorreria em liberdade. Araújo foi levado ao Batalhão da Guarda Presidencial (BGP), onde ficará detido.

Segundo o Comando Militar do Planalto, Araújo ficará preso por quatro dias por ter viajado para Natal. O Exército diz também que ele ainda deverá cumprir mais três dias de prisão, relativos à condenação por deserção. A pena é de seis meses: 60 dias em regime fechado (dos quais ele já cumpriu 57) e 120 dias em regime aberto.

O Comando Militar afirma que Araújo ainda tem outras “pendências disciplinares”, que “serão aplicadas a juízo de seu comandante.”

Caso

Laci de Araújo disse para a revista Época, em maio, que mantém um relacionamento de mais de 10 anos com o então colega de Exército Fernando Alcântara. Logo após a entrevista, ambos foram presos. Alcântara respondeu processo administrativo por aparecer na TV com o uniforme alterado. Em seguida, ele pediu baixa do Exército, livrando-se de outras punições disciplinares.

Já o sargento Laci Araújo ficou preso durante 57 dias em um quartel de Brasília, sendo libertado por força de um Habeas Corpus do Supremo Tribunal Federal. Ele nega que seja desertor. Laci alegou que não voltou ao trabalho porque estava com problemas de saúde.

Radar disse:
30 de setembro de 2008 às 22:23

Por mais justas que possam ser as postulações dos cidadãos que se dizem discriminados, é preciso ter o máximo cuidado para não desmoralizar essa instituição que, queiram ou não, será a que nos defenderá em caso de agressão externa, e que deve, sim, ter uma postura conservadora em relação à disciplina.

De qualquer forma, seria de todo lamentável que, no âmbito do exército, alguém utilizasse acriteriosamente sua condição sexual para obter situações jurídicas não extensíveis aos demais membros, adeptos de outras opções pessoais.

CURIOSO DO DIREITO disse:
01 de outubro de 2008 às 00:01

Radar, vc nao sabe o que fala, eu convivo aqui dentro a anos e isso que estao pregando nao eh disciplina isso eh abuso, se um dia voce vir a servir, vera que tudo que estao falando a respeito desse militar eh uma inverdade infundada, pode ate ser que alguma transgressao ele cometeu, mas nao eh motivo para prisao, aqui dentro acontecem coisas piores que nao geram nem advertencia, ou seja o sgt esta sendo perseguido pelo maior escalao da forca militar....essa desculpa de agressao externa nao funciona nao...para de ser populista!!!

Antônio dos Anjos disse:
01 de outubro de 2008 às 09:46

Não sei se é caso de perseguição política, racial ou por motivo de opção sexual. Todavia, existe a máxima: "PARA OS AMIGOS TUDO, PARA OS INIMIGOS OS RIGORES DA LEI".

Lima disse:
01 de outubro de 2008 às 11:21

O que ocorre é o seguinte: o sujeito é viado, se infiltrou no exército podemos imaginar o motivo.. logo.. nada mais correto do que nossas Forças Armadas darem um basta na situação indesejada. Quem procurou o problema foi o cidadão homem que pensa ser mulher. Agora aguente as consequências como homem que Deus o fez. E tem mais.. Quem mandou dar entrevista com farda do exército se dizendo bixa? Bem feito! O Exército tinha era que dar um sumisso nesse desavergonhado e no seu comparsa.

Vinícius Campos Prado disse:
01 de outubro de 2008 às 12:48

Ué, prender banqueiro corrupto é quebrar o princípio da presunção de inocência ( que vale para civis e militares)e prender sargento gay não é? Onde está o STF? Quando se trata de militares, ficam quietinhos, não?

Alex Wolf disse:
01 de outubro de 2008 às 13:32

Concordo com o Lima: As FFAA não são lugar para efeminados e que tenham atração por pessoas do mesmo sexo. É um lugar para homens ou mulheres, não se admitindo um "3º" sexo. Se o gay do citado artigo não estiver satisfeito com a situação, que peça a baixa. O Exército não é lugar para "namoricos" entre pessoas do mesmo sexo.

Themis Aninha disse:
01 de outubro de 2008 às 14:36

O que estou vendo aqui é um debate jurídico ou uma alusão à homofobia???

Lima disse:
01 de outubro de 2008 às 22:17

Nem debate jurídico nem homofobia e explico: Não se trata de debate jurídico porque não estamos discutindo a lei em si, mas a moral, a tradição e os bons costumes; Não se trata de homofobia porque isto não existe. O que tu define como homofobia defino como direito de luta pela família, pelo bem do Estado e da sociedade. Homossexualismo é doença e falta de vergonha na cara. Quer ser homossexual, que seja, mas dentro de quatro paredes porque ninguém é obrigado a assistir situação tão degradante. Homossexualismo faz tão mal para a sociedade como as drogas. E isto é uma opinião e deve ser respeitada.

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