Na CPI, Protógenes divaga e não aponta nomes, nem condutas

José Cruz/ABr

Luciana Genro e Protógenes - José Cruz/ABr

Os bois do delegado federal Protógenes Queiroz são inomináveis. O servidor que prometeu “dar nome aos bois e apontar condutas”, em depoimento à CPI das Escutas Telefônicas Clandestinas nesta quarta-feira (8/4), não fez muita coisa além de divagar sobre planos de empresas multinacionais para explorar recursos brasileiros, em um acordo “nocivo aos interesses nacionais”. Tudo isso com plateia muito bem disposta a aplaudi-lo (na foto, a deputada Luciana Genro cumprimenta Protógenes na chegada à CPI). 

O conteúdo do depoimento, que durou mais de seis horas, não trouxe nada que já não tenha sido publicado pela imprensa ou dito pelo delegado. Protógenes aproveitou o palco para reforçar todas as acusações que já fez contra Daniel Dantas — ou o “banqueiro condenado”, como insistentemente se referiu a ele. Em pelo menos uma ocasião, o chamou de “banqueiro bandido”, a quem acusou também de espioná-lo.

Protógenes usou de seu direito de não responder às perguntas em todas as vezes que foi questionado sobre a participação de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na Operação Satiagraha ou sobre procedimentos das investigações contra Daniel Dantas.

O delegado afirmou que as perguntas haviam perdido o objeto por conta de decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região e que as investigações ainda estavam sob sigilo, inclusive “com ação de busca e apreensão deflagrada hoje”. Em recente decisão, o TRF-3 não considerou ilegal o compartilhamento de informações entre a Polícia Federal e a Abin.

O deputado federal Gustavo Fruet (PSDB-PR) perguntou sobre a lista feita por Protógenes dos jornalistas que estariam a serviço de Dantas, divulgada pela revista Consultor Jurídico (clique aqui para ler). Mais uma vez, o delegado se valeu do direito de permanecer calado. Protógenes se limitou a acusar vagamente, como fez, de resto, em todo o depoimento: “Li isso ontem em um site chamado ConJur, mas a notícia não merece a menor credibilidade”. A notícia reproduz relatório feito pelo próprio delegado.

Clima de espetáculo

O que faltou de conteúdo para o depoimento sobrou em espetáculo. A começar pela escolha do lugar onde foi feita a sessão: a Sala 2 da Ala das Comissões da Câmara dos Deputados, a maior dentre as salas da Ala. O único depoimento tomado no espaço durante os 14 meses de trabalho da CPI foi o do banqueiro Daniel Dantas. A sala costuma ser reservada para os casos nos quais os deputados esperam fazer barulho.

O clima era esse. Esperava-se barulho. Uma hora antes da sessão, marcada para começar às 14h, os lugares já estavam praticamente tomados. Havia inclusive torcida organizada. Uma só torcida, a favor de Protógenes, como em jogo de time grande contra time pequeno. Sem rival.

O depoimento despertou o interesse de diversos deputados que nunca tinham dado as caras nas sessões da CPI das Escutas: Chico Alencar (PSOL-RJ), Ivan Valente (PSOL-SP), Paulinho da Força (PDT-SP), ACM Neto (DEM-BA), Mendonça Prado (DEM-SE) e Paulo Lima (PMDB-SP). Senadores como Eduardo Suplicy (PT-SP), Pedro Simon (PMDB-RS) e José Nery (PSOL-PA) também deram as caras, mostrando interesse repentino pelos trabalhos da comissão.

Protógenes entrou na sala às 14h35. Foi ovacionado por um grupo de pessoas vestidas com camisetas amarelas, nas quais se lia, em verde: “Protógenes contra a corrupção”. Engrossava a torcida pelo delegado um grupo com camisetas vermelhas do Movimento Terra, Trabalho e Liberdade, o MLT. Movimento que “luta pela reforma agrária”, segundo um de seus membros.

Não faltaram demonstrações de carinho ao delegado. A deputada Luciana Genro (PSOL-RS), depois de aplaudir a entrada de Protógenes, saiu do meio da torcida organizada do MLT e foi até a bancada cumprimentar o ídolo, que recebeu um beijo e um abraço da parlamentar.


O delegado entrou acompanhado de dois advogados, que nada disseram durante a oitiva. Até porque os deputados federais Chico Alencar e Luciana Genro se encarregaram de sua defesa. Alencar, que se declarou “neófito” em CPI das Escutas, insistiu que seja tomado novamente o depoimento de Dantas e disse que, na Semana Santa, aquela CPI não poderia marcar “a crucificação de alguns e a ressurreição de outros”. Aplausos.

Enquanto os deputados discutiam a reconvocação de Dantas, Protógenes acenava discretamente para a plateia, respondendo a cumprimentos. Balançava a cabeça, como que agradecendo o apoio.

Às 15h07, o delegado passou a falar “ao povo brasileiro que compareceu e que porventura que vão nos assistir em seus lares com suas famílias”. Aplausos. Comemorou a operação de busca e apreensão no banco Opportunity, feita pela Polícia Federal nesta quarta. “Tive a notícia por telefone há pouco na sala aqui da Casa, com meu dileto amigo… é, aquele deputado de São Paulo… Desculpe, esqueci… Arnaldo Faria de Sá”, finalmente disse, quando a memória lhe socorreu.

Protógenes aproveitou a busca e apreensão no Opportunity para justificar, mais uma vez, o silêncio em relação às perguntas sobre procedimentos usados na Operação Satiagraha. “O inquérito tramita sob sigilo.” O delegado apoiado pelo PSOL também não perdeu a oportunidade de elogiar os parlamentares. "Trabalha-se muito aqui. Já saí desta casa em uma sexta-feira às nove horas da noite. São injustas as críticas de que deputados não trabalham", disse. Faltou só completar: "Quando eu for eleito pelo PSOL…".

Deputado rubro

No começo da oitiva, o delegado quase tirou do sério o presidente da CPI das Escutas, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ). A cada pergunta feita pelo deputado, Protógenes iniciava a resposta com a frase: “Excelentíssimo senhor deputado federal Marcelo Itagiba, presidente desta comissão parlamentar de inquérito, cujo objeto jurídico é investigar interceptações telefônicas clandestinas, me abstenho de responder”.

O preâmbulo foi usado por Protógenes em todas as respostas para Itagiba. O deputado foi ficando vermelho, nitidamente incomodado. Foram 16 perguntas feitas por Itagiba e 16 respostas começando com “Excelentíssimo…”. Não faltaram novos aplausos.

Marcelo Itagiba tentou usar imagens em Power Point, refletidas na parede na sala, com trechos de declarações dadas pelo delegado Protógenes em seu primeiro depoimento à CPI. Na prática, faria uma acareação do delegado com ele mesmo. A reação de Chico Alencar foi feroz. “Quero saber se quando o senhor Daniel Dantas voltar a essa comissão, será usado o mesmo recurso? Onde já se viu? Há trechos de frases do depoente, seguidas da pergunta: ‘Onde está a verdade?’ Isso é coerção. Trabalho de marketing”, disse Chico Alencar.

Itagiba, reagiu: “Quem é bom de marketing aqui é o senhor”. Alencar retrucou: “Marketing do bem. Eu não fui financiado por gente que foi sócia do Daniel Dantas”. Aplausos e gritos eufóricos. Itagiba: “E eu não destinei dinheiro de verba de gabinete para pessoas de outros estados”. A turma do deixa disso, então, entrou para esfriar os ânimos e o depoimento seguiu. Sem Power Point.

Quando respondeu sobre as investigações, Protógenes foi lacônico. Disse apenas que os advogados de Dantas é que devem se preocupar em apontar irregularidades na Satiagraha se elas existem e mudou de versão quando questionado sobre se a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, tinha sido investigada.

O deputado Marcelo Itagiba, primeiro, perguntou: “O filho do presidente Lula foi investigado?”. “Não", respondeu Protógenes. Em seguida, o deputado perguntou: “A ministra Dilma Roussef foi investigada?”. Depois do preâmbulo, o delegado respondeu: “Me abstenho”.


Mais tarde, quando o deputado Nelson Pelegrino (PT-BA) questionou o fato de ele responder não à primeira pergunta e se abster de responder à segunda, Protógenes afirmou que não tinha entendido a pergunta de Itagiba e, então, afirmou: “Não, não foi investigada”. O delegado, aliás, negou tudo, inclusive que tenha monitorado o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes.

O deputado Raul Jungmann (PPS-PE) questionou a acusação que Protógenes Queiroz fez ao presidente Lula em carta endereçada a Barack Obama (clique aqui para ler a carta). O delegado sugere a Obama que o presidente da República estaria na folha de pagamentos de Daniel Dantas.

Novamente depois do preâmbulo “Excelentíssimo…”, que já estava irritando até sua própria torcida, o delegado preferiu não responder. Disse, apenas: “existem diversos administradores (do site) e confesso que não tenho muito tempo para acompanhar o blog”. O que deu a entender que não cuida do que escreve. Jungmann disse esperar que Protógenes nomeasse "bois, bezerros e bodes". E reclamou que havia listado uma boiada, sem que ele os batizasse.

Depois de Jungmann, falaram diversos deputados, sem grandes revelações ou perguntas. De concreto, o depoimento serviu para apenas uma coisa. O delegado falou um pouco mais sobre a suposta espionagem feita pela Kroll, a mando de Dantas, em empresas no Brasil. Segundo o relator da CPI, Nelson Pelegrino, a informação pode servir para o possível indiciamento de Dantas. “Vai servir de roteiro para o relatório. Vamos pedir para a Justiça essas informações”, disse.

A Kroll, em nota, negou mais uma vez que tenha feito qualquer escuta ilegal: "Mais uma vez, a Kroll reafirma que nunca utilizou nenhum método indevido, inclusive escutas telefônicas ou acesso a escutas telefônicas ilegais, na condução de seus projetos no Brasil e nos mais de 25 países em que está estabelecida".

O palco da CPI das Escutas ainda seguirá armado até maio. Os deputados querem ouvir pelo menos mais três estrelas: Daniel Dantas, o juiz Fausto Martin De Sanctis e o delegado Paulo Lacerda, chefe da Abin durante a Satiagraha. O presidente da Comissão, Marcelo Itagiba, ainda sonha com uma nova prorrogação dos trabalhos da CPI. O depoimento de Lacerda está marcado para o dia 15 de abril. O de Dantas para o dia 16.

No fim do depoimento, às 20h50, depois de seis horas se esquivando das reduzidas perguntas incômodas de parlamentares, o delegado Protógenes Queiroz literalmente driblou os jornalistas ao fazer menção de sair por um lugar, mas deixar a sala por outro.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Rodrigo Haidar

é jornalista.

Filipe Coutinho

é repórter da Consultor Jurídico em Brasília.

Armando do Prado disse:
08 de abril de 2009 às 21:53

E quando o ex-secretário de Rosinha (o que por si equivale a uma folha corrida) vai ser representado por mentir e falta de decoro parlamentar? Hoje, o Brasil viu como deve se comportar um servidor público e do outro lado os defensores de Dantas apelando até para power pointer. São caras de pau ao infinito!

Armando do Prado disse:
08 de abril de 2009 às 21:55

O senhor Itagiba, se não fosse o mandato, deveria sair indiciado ou até algemado, por excesso de mentiras e práticas de decoro parlamentar.

Armando do Prado disse:
08 de abril de 2009 às 21:57

Claro, falta de decoro parlamentar. O Itagiba e o Jungman. E por que ninguém pergunta sobre financiamentos do sr. Tasso Jeirissati?

Victor disse:
08 de abril de 2009 às 22:19

Mais uma reportagem isenta, séria e, principalmente, senão essencialmente, imparcial do conjur.
De fato, o direito de ficar calado e de não produzir provas contra si mesmo não poderia ter sido conferido ao delegado, que deveria, obrigatoriamente, sob pena de prisão em flagrante, fazer comentários acerca de todas as questões levantadas pelos parlamentares, desde informações protegidas pelo sigilo judicial até dados que não se relacionam ao objeto da CPI, como quem vai morrer na novela das oito. Até porque é bastante raro, nos depoimentos prestados às CPI no Congresso, a invocação, pelos depoentes, do direito de não responder às perguntas que lhes são feitas. O único que não precisa de salvo-conduto, pois é gente fina e rico, branco e de olhos azuis (o que lhe proporciona presunção absoluta de legitimidade), é o senhor Daniel Valente Dantas, esse sim compromissado com o combate à corrupção. O resto é milícia com literatura poética, diria o grande jurista Gilmar Mendes.

Lima disse:
08 de abril de 2009 às 22:20

Como escreve asneira o tal professor armandinho.. e pior que ele escreve com tanta convicção que até chego a pensar que ele realmente acredita nas bobagens que diz.. um dia defende o lula-lá, noutro o delegado dos bois ou ainda o juiz das suposições.. tenho certeza que o armandinho é da turminha do zé.. abana o rabo pra quem paga mais.. tem todo o jeito.. aposto inclusive que dança balé e usa calcinha rosa.. Por fim... se o armandinho for realmente professor.. pobre dos alunos.. talvez ele seja daí professor de alguma escola itinerante do MST... aquelas que ensinam pobres, ingênuas e indefesas crianças a serem guerrilheiros..

Ramiro. disse:
08 de abril de 2009 às 23:30

Quando vejo a foto de quem, Luciana Genro, lembro de um jornal eletrônico do Paraná que conheceu o que é o MPF...
Os dados eram públicos, depois que andaram enviando para o tal do MPF os valores das verbas indenizatórias, inclusive as que a excelentíssima deputada na foto da reportagem andou descontando, a transparência deixou de ser tão transparente assim, espero que o portal esteja temporariamente fora do ar, e que não seja uma retirada definitiva de demonstração de dados de como se gasta o dinheiro público.
De fato faz bem o Delegado Protógenes em se tornar política, além do salário poderá descontar verbas, sem maiores problemas, de até mais de trinta mil por vez a título de verbas indenizatórias.

hammer eduardo disse:
08 de abril de 2009 às 23:32

Palavra que essas noticias envolvendo o Delegado Protogenes ja estão começando a dar um sono profundo.zzzzzzzzzzzzzz.
Na moita o nobre Delegado ja esta sabendo a um bom tempo que sua carreira na "puiça" fuderal ACABOU , so esta faltando agora programar o dia e o local do desembarque desta canoa furadissima em que se meteu. Com certeza a Heloisa Helena ou outros partidos de oposiçaõ da oposição ja devem estar cortejando o nosso Don Quixote Tupiniquim , quem sabe ate vai dar certo? Uma coisa é garantida , na Federal , ja era! Hoje para juntar o "inutil com o desagradavel" , o Delegado teve que comparecer naquele "circo" travestido de seriedade e ouvir trocentas abobrinhas daquele bando de PILANTRAS , LADRAVAZES e ATRAVESSADORES do INTERESSE PUBLICO que se "fazem" de grandes patriotas, na realidade tinham é que ser encanados todos juntos. Obvio que as verdadeiras coisas que o citado Delegado realmente "sabe" , ficarão em sua manga do colete para um momento mais apropriado , afinal bater palma pra maluco dançar a troco de nada , so aqui mesmo.
O grande erro dele foi se meter com um TUBARÃO peso pesado que "surfa" a vontade no des-governo petralha e onde certamente deve molhar a mão de forma pesada de muita ratazana metida a serio na frente das cameras de TV.
No Brasil infelizmente é sempre assim , um monte de espuma no horario nobre para pouca praia depois, logo esta onda "moralizadora" vai passar e voltaremos ao de sempre que é a bandalheira impune , malas de dolar aqui , depositos nas Cayman ali e la nave va.........
Quem vai se fartar com este vasto material é a competente Turma do CQC , afinal o Brasil ja virou programa de auditorio a um bom tempo , uma pena.

Ramiro. disse:
08 de abril de 2009 às 23:37

Que coincidência, o Senado também está "fora do ar" o site da transparência onde eram expostas, enquanto ninguém lia, os valores das verbas indenizatórias...
Será que a dupla dinâmica PF e MPF tem força na peruca para entrarem nessa briga sem saírem descabelados, fazendo uma investigação em coisas básicas, como comparar as notas fiscais que justificam gastos mensais de mais de trinta mil como algo nada incomum? Com um processo contra o Procurador-Geral parado no Senado, estourados todos os prazos da Lei 1.079/50, o MPF vai vendo essas na Internet...
www.editorialnews.com.br
"O QUE TEME O MINISTÉRIO PÚBLICO? O QUE LEVA O MINISTÉRIO PÚBLICO A TEMER OS QUE INTEGRAM A BANDA PODRE DO PODER LEGISLATIVO, OS “SACANAS”, OS “ALOPRADOS” E OS “VELHACOS”? DEPUTADO FEZ UM JANTAR EM SUA CASA PARA FALAR CONTRA A ROUBALHEIRA DO DINHEIRO DO POVO E VEJAM O QUE ACONTECEU: DESCOBRIRAM QUE ELE EMPREGAVA UMA TRABALHADORA DOMÉSTICA QUE RECEBIA O SALÁRIO DA CÂMARA DOS DEPUTADOS! "
Cadê o grito de avante?????????

olhovivo disse:
09 de abril de 2009 às 08:40

O PSOL descobriu que esse (Protógenes) é o cara. É o cara que, candidato a deputado, irá puxar e eleger vários deputados para o partidinho, dada a manada de eleitores ignorantes crédulos em neo-messias. Assim, o partidinho que pulou do barco do PT (só após tornar-se público o grande lamaçal) poderá tentar deixar de ser nanico e sonhar com o pudê. Aí começa tudo de novo: "contribuições não-contabilizadas", mensalão, dossiês e muito vinho francês, caviar, Land Rover... Até lá, estarei em Passárgada.

Último Papa disse:
09 de abril de 2009 às 10:13

Chega de Protó!!!
Protó é a triste e lamentável figura do absurdo real.
Prestem atenção no olhar de Protó. Um incidente de sanidade mental pode vir a calhar.
Chega de Protó, de De Santis, e outros que tais.
Aliás, Protó tem um amigo "dileto",conforme falou ontem na CPI, nada menos do que o deputado Arnaldo Faria de Sá!!! Que triste e lamentável piada,mais uma da carreira rocambolesca do Protó, ou melhor, conforme ele mesmo diz: "Protó, a lenda".
Como diz o macaco Simão, é mole, mas sobe....

Luiz disse:
09 de abril de 2009 às 10:46

É surpreendente que toda a imprensa nacional ao analisar o depoimento do delegado Protógenes â CPI da Câmara Federal tenha ignorado a denúncia mais grave feita pelo delegado e que está contida na carta aberta que enviou ao presidente Obama, cuja autenticidade foi confirmada pelo depoente. Afinal, uma denúncia direta feita ao presidente que estaria no "payroll" do banqueiro bandido e teria nomeado seis amigos de reputação duvidosa para a cupula do SISBIN com o objetivo de obstruir processos relativos a soberania nacional, passou desapercebida da grande imprensa. Aliás, em outro trecho do depoimento o delegado afirmou com convicção que o banqueiro Daniel Dantas era possuidor de concessão de exploração do subsolo brasileiro, e deu até o número, mais de mil, inclusive detalhando que eram em áreas onde estariam minérios estratégicos. É muito estranho esse fato que pode levar a conclusão de realmente haver algo de muito podre na sociedade brasileira, como um todo.

AndreP disse:
09 de abril de 2009 às 11:13

Nem precisa dizer mais nada...

Ramiro. disse:
09 de abril de 2009 às 11:47

E continua fora do ar
http://www2.camara.gov.br/internet/transparencia/verbainden.html
Se eventualmente recolocarem os dados à disposição, vale uma leitura e perguntar onde está o MPF...

Spartacus disse:
09 de abril de 2009 às 12:17

Entre vaqueiros e boiadeiros sempre existiram os fanfarrões que comem como pintos e defecam como cavalos, arrotam grandeza e grandiosidade de propósitos, mas quando são chamados a efetivamente glorificar suas palavras, recuam utilizando os mesmos expedientes que antes recriminavam e repudiavam. Numa palavra, o DPF cuspiu para o alto e caiu-lhe na cara. Seu silêncio deve, sim, antes de tudo, ser respeitado. Afinal, o Estado Democrático de Direito serve-lhe também, como serviu a todos que por ele foram investigados. A diferença é que ele sempre disse que seu trabalho era obstruído e prejudicado por esse Estado Democrático de Direito de que ora se socorre para evitar comprometer-se com a prática de desvio e abuso das funções que exerceu. Se tivesse um pingo de hombridade, renunciaria estoicamente a esse Estado Democrático de Direito a que tanto se opôs e enfrentaria de peito aberto as acusações que se lhe pesam sobre os ombros, mantendo, com essa atitude, maior coerência com suas próprias palavras. Essa decisão, contudo, incumbe exclusivamente a ele, e serei o primeiro a defendê-la, pois consinto que as pessoas possam mudar de opinião conforme lhes convenha, porque costumo ser mais indulgente do que muitos, virtude que cultivo e me faz bem ao espírito. Porém, o DPF deve saber que seu silêncio o descredencia para continuar agindo como porta-voz e porta-estandarte do bem contra o mal, como vinha fazendo. Seria aconselhável um retiro para ficar fora dos tablóides por algum tempo, depois dessa desmoralização total que revela sua fanfarronice.
.
(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Bonasser disse:
09 de abril de 2009 às 13:22

O delegado foi até esperto em declarar que nesse dia daria nomes aos tais BOIS, na verdde o que ele fez foi aguçar os que tem rabo preso, de palha, não sei se perceberam que havia na sala uma porção de elementos nervosos e segurando a face com uma das maos se torcendo pela poltrona na expectativa de seu name ser lancçado ao ar.
Fez muito bem assim o Delegado, pois, era só o que aquele GAROTINHO maquiavelico do Itagiba queria, que ele denunciasse alguem e com isso o implicar mais ainda. Ficou visivelmente claro a intenção do Itagiba, ele não queria depoimento algum, esperava ver o Delegado se enrolar em alguma resposta sem-vegonha do Jugmam e dele proprio, (Itagiba). É até bom continuar essa expectativa só assim muitos ficam de vara curta e diminue esse lenga-lenga. O fato mais engraçado é dos mmbros da CPI estarem de posse e acreditarem nas "verdadeiras" informacoes sigilosas editadas pelas revistas ISPIA e ISTO É. São uns aloprados, eles não querem descobrir grampos o que eles querem e otimizar a blindagem do Daneil Dantas e de varios personagens do Governo, isso sim.
No mais esses trabalhos geram é o desserviços à Nação e prejuizos aos cofres.
Deixem a policia trabalhar e se tiver algo acerca de irregularidades, a corregedoria está aí para isso.

JCláudio disse:
09 de abril de 2009 às 21:52

Então, o valentão enfiou a viola dentro do saco. Estava escrito que este tipo de pessoa não tem caráter, são uns covardes. Enfiou os pés pelas mãos. A certeza dele é que nada vai acontecer, pois as pessoas que ali estavam para interrogá-lo não tem moral para questioná-lo. Foi um verdadeiro picadeiro de circo, não faltou nada. Tinha até uma hiena, fazendo o que mais gosta. Comedo as próprias matérias fecais.

Senhora disse:
13 de abril de 2009 às 20:37

Tem muita gente por aqui que fica tão bitolado em ler "reportagens" de Conjur, Veja e cia, que não procura nem mesmo assistir à sessão da CPI...
Conjur e congeneres só relatam o que lhes foi conveniente. Pelo amor de Deus, haja ingenuidade desse povo! Dai-me forças para aturar esta falta de vergonha na cara da "grande" mídia brasileira. Honestidade e compromisso com a verdade deveriam ser os preceitos éticos seguidos por todos os jornalistas brasileiros, mas a considerar os últimos acontecimentos ou melhor as últimas reportagens sobre e desde a operação Satiagraha parece que tais preceitos, se algum dia foram seguidos, foram para o espaço, definitivamente...

Senhora disse:
13 de abril de 2009 às 20:42

"Soube disso por um site chamado Conjur. Mas tal notícia não merece a menor credibilidade".
Tenho que concordar com esta frase do delegado Protógenes.

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