Cade vai analisar compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar

O presidente do Cade (Conselho de Administração de Defesa Econômica), Arthur Badin, disse nesta sexta-feira (4/12) que a compra das Casas Bahia pelo Grupo Pão de Açúcar ainda não foi avaliada pelo órgão. De acordo com o Último Segundo, as duas empresas terão 15 dias úteis para notificar o Cade da operação. O órgão fará a análise de concentração de mercado.

"Intuitivamente, como consumidor, nós tendemos a pensar que haverá sobreposição de negócios, mas tudo isso será avaliado." Segundo o presidente do Cade, não se trata apenas de uma questão de participação de mercado, uma vez que a avaliação também passa pela presença regional e o segmento de negócio, entre outras questões.

"Possibilidade de concentração do mercado sempre existe", afirmou. "Mas isso varia bastante de mercado para mercado." Badin participa da Conferência do Mercado de Cartões, promovida pela CSU CardSystem, em São Paulo.

Pão de Açúcar
O presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar, Abílio Diniz, disse nesta sexta-feira estar "muito tranquilo" em relação à aprovação do negócio por parte do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). "Temos menos de 20% do mercado, contamos com pouco mais de mil lojas, das 20 mil existentes no país", justificou.

Segundo ele, as empresas já estarão trabalhando "alinhadas" desde a assinatura do contrato. A expectativa é de que em 120 dias ocorra o fechamento da operação.

Carlos disse:
04 de dezembro de 2009 às 22:48

Lembram da compra da chocolates Garoto pela Nestlé?
Pois então, o caso do Pão de Açucar com as Casas Bahia terminará do mesmo jeito, ou seja, querendo o Cade ou não a compra será realizada...
Gostaria de saber QUANDO O CADE CONSEGUIU EFETIVAMENETE IMPEDIR A COMPRA DE UMA EMPRESA POR OUTRA OU A FUSÃO DE EMPRESAS.
Alguém tem notícia a respeito?

Paul Rod disse:
05 de dezembro de 2009 às 10:51

Concordo com as palavras do Dr.Carlos, lembrando também da fusão que criou a AMBEV... é triste observar que não apenas CADE como também ANATEL e outros órgãos criados teoricamente para estabelecer algum controle e impedir o poder econômico de pisotear o interesse da coletividade acabem tornando-se apenas mais uma forma de arrumar empregos políticos.
Realmente, não seria o caso do MP questionar a utilidade desses órgãos ? Pois se não justificassem suas funções, para que continuar existindo ? Se o governo criasse a "Delegacia Especializada em Furtos de Jaguatiricas Pardas Caolhas e Mancas" ou o "Depto. Nacional de Ufologia" pelo menos seria mais honesto, não ?

Funabashi disse:
07 de dezembro de 2009 às 21:00

A formação de cartéis é perigosa para uma economia de mercado, como ocorreu não muito tempo atrás com o ramo de cimento. Se o CADE controla ou não é outra história. O fato é que trazendo isto ao conhecimento público, nós "em tese" passamos a ser os fiscais dos preços. O exemplo que me recordo foi o caso da compra da Kolynos pela Colgate, mas o tempo que a marca ficou fora do mercado acabou sendo substituída até melhor pela Sorriso. Acredito que o grupo Pão de Açúcar vem reforçar uma parte do segmento onde não estava presente no mercado com as suas redes Extra, Bom preço e Pão de açúcar, ou seja na fatia de mercado de menor poder aquisitivo.

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