O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, em liminar concedida na sexta-feira (4/12), bloqueou uma transação imobiliária suspeita que favorecia o auditor fiscal Vanildo Pereira da Silva e a analista tributária Mirian Afonso Martins, servidores da Receita Federal investigados por lavagem de dinheiro. De acordo comO Globo, o casal queria registrar um terreno de 377 mil metros quadrados na Barra da Tijuca comprado por R$ 10 milhões — dinheiro de origem duvidosa, segundo investigadores.
COLUNISTAS
Ancelmo Gois, de O Globo, informa que é claro que o maior dos problemas de José Arruda não é a Maçonaria. Mas o governador causa desconforto na Maçonaria. Ele é mestre maçon. Há um movimento entre os integrantes da associação para acionar o Tribunal Maçonico com intenção expulsá-lo da Sublime Ordem.
OPINIÃO
► Lavagem de dinheiro
Editorial publicado neste domingo (6/12) no jornal O Estado de S. Paulo diz que “dependendo da decisão que der a um pedido de Habeas Corpus impetrado pelos advogados dos fundadores da igreja Renascer em Cristo, os "bispos" Estevam Hernandes Filho e Sônia Haddad Hernandes, acusados de lavar dinheiro, por meio de empresas vinculadas à entidade, e desviar doações para proveito próprio, a 1ª Turma do STF poderá abrir um precedente que reduzirá drasticamente o alcance da Lei de Lavagem (Lei 9.613/98). Advertência nesse sentido vem sendo feita pelos promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, desde que os ministros Dias Toffoli e Marco Aurélio Mello apresentaram seus votos manifestando-se a favor do trancamento da ação penal movida contra o casal Hernandes. O Gaeco é uma força-tarefa especializada na investigação de crimes contra a administração pública e contra o sistema financeiro e outros delitos de natureza econômica.”
► Mal-estar no Supremo
Em artigo publicado, neste domingo (6/12), no jornal Folha de S. Paulo, Joaquim Falcão, professor de Direito Constitucional e diretor da Escola de Direito da FGV-RJ, diz que “há visível mal-estar no ar, público desconforto entre ministros [do Supremo]. Serenidade e colegialidade parecem diminuir. O Supremo hesita, se autoproblematiza, é controvertido, mas goza do respeito de todos. Tem o do Legislativo, Executivo, sociedade, mídia, profissionais jurídicos e cidadãos. Porém se revela insatisfeito consigo mesmo. Poderoso como nunca. Índices de confiabilidade nos políticos e no Congresso são insuficientes. A confiança na pessoa do presidente se sobrepõe à confiança na instituição Poder Executivo. Mais do que nunca, o país precisa do Supremo. O princípio do artigo 35 da Lei Orgânica da Magistratura se faz mais necessário: o magistrado tem que ser independente e sereno.”
► Lulismo chavista
O jornalista Elio Gaspari, em artigo publicado neste domingo (6/12), no jornalFolha de S. Paulo, diz que “quando Lula disse em Kiev que "os partidos políticos deveriam estar defendendo, neste momento, para depois das eleições de 2010, uma Constituinte específica para fazer uma legislação eleitoral para o Brasil", ele informou que no seu baralho há a carta do chavismo plebiscitário. Melhor dizendo, do chaveco. Lula atribui as malfeitorias do PT e do DEM a imperfeições das leis eleitorais. A solução estaria numa reforma política e acrescenta que já mandou dois projetos ao Congresso, mas eles não andaram. Há aí uma mistura de bobagens com fantasias. Bobagem é dizer que o governo mandou projetos de reforma política ao Congresso. É fantasia que se tenha empenhado no assunto. O que o PT quer é o financiamento público de campanha e o voto de lista para a escolha dos deputados.”
Elio Gaspari informa ainda que “os ministros do Supremo Tribunal Federal mandaram ao Congresso um pedido de reajuste de até 56,5% para os servidores do Poder Judiciário. Entre outros motivos o aumento seria necessário para conter a migração de servidores da Justiça para outras carreiras. A fuga de mão de obra estaria entre 20% e 23%. Esse número não quer dizer nada. Nos últimos 23 anos a taxa de evasão do Supremo ficou na mesma faixa, entre 20% e 25%. Os ministros não deixaram a corte porque o dinheiro era pouco, pois se esse fosse o caso teriam abandonado o serviço público há décadas. Desde 1986 foram nomeados 20 ministros. Quatro foram-se embora antes da aposentadoria compulsória dos 70 anos: Célio Borja, Francisco Rezek (evadiu-se duas vezes), Nelson Jobim e Sepúlveda Pertence, que deixou o tribunal poucos meses antes de completar 70 anos. Pode-se somar a essa lista a ministra Ellen Gracie, que tentou migrar para a Corte de Haia e para a Organização Mundial do Comércio, sem sucesso.”
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