A nomeação do delegado aposentado Paulo Lacerda para adido policial em Portugal, cargo com vencimentos pagos em dólar, que podem chegar a R$ 40 mil, criado especialmente para acomodá-lo, como prêmio de consolação pelo afastamento definitivo da direção-geral da Abin, soa como um escárnio aos princípios da hierarquia e disciplina, constantemente pregados pelos dirigentes da Polícia Federal.
Os motivos da saída do delegado Lacerda, que antes de assumir a Abin dirigiu a PF no primeiro mandato do presidente Lula, de 2003 a 2006, há semanas pautam o noticiário nacional. Até o momento, as investigações não confirmaram a existência de grampos telefônicos clandestinos ou a participação de agentes da Abin na sua execução, durante a “Operação Satiagraha”.
Independente da comprovação de supostos grampos ilegais, sabe-se que mais de 80 agentes da Abin participaram da já famosa operação policial, inclusive para analisar escutas telefônicas, sem o conhecimento do atual diretor-geral da PF, o delegado Luiz Fernando Corrêa. Nem do juiz federal e do procurador da República que atuam no caso.
O coordenador (ou estrela) da Operação Satiagraha, delegado Protógenes Queiroz, seduzido pelos holofotes da mídia, acabou sendo afastado da investigação depois de reveladas as irregularidades cometidas durante a Satiagraha. Algumas se tornaram um prato cheio para os defensores dos investigados, cuja estratégia é tentar anular na Justiça as provas obtidas contra seus clientes.
A mais recente notícia sobre as trapalhadas da Operação Satiagraha foi revelada pelo jornalista Jânio de Freitas, colunista da Folha de S. Paulo (30/12/08). Ele informa que a gravação do vídeo, juntada ao inquérito como prova da tentativa de suborno dos delegados da Operação Satiagraha, divulgada como sendo de autoria da própria PF e repetida exaustivamente pelos noticiários de TV, teria sido gravada por um cinegrafista da equipe da TV Globo ou prestador de serviço contratado pela emissora
Coincidência ou não, também foi a TV Globo que teve acesso, com exclusividade, às imagens da prisão do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, ainda de pijama. A filmagem da cena constrangedora, procedimento que contraria as instruções normativas sobre a divulgação de ações policiais, certamente, vai ser lembrada por muito tempo como um dos maiores micos da Operação Satiagraha.
Comunicar ao diretor-geral da PF, seu colega e sucessor no comando da instituição, a participação de dezenas de servidores lotados no órgão que dirigia, mais que uma questão de cortesia e lealdade, era uma obrigação funcional. O delegado Lacerda foi além: omitiu até para seus superiores a real dimensão da ajuda da Abin à PF, no relato inicial feito ao ministro da Justiça e ao presidente da República. A versão de que a Abin tinha colaborado de “forma lateral” foi confirmada por Lacerda à CPI dos Grampos e acabou sendo desmentida posteriormente por servidores da própria Abin.
Na sua posse como diretor-geral da PF, em 2003, o delegado Lacerda, fez questão de alertar aos dirigentes para que não se descuidassem do “dever de zelar pela valorização dos preceitos éticos da Polícia Federal” e “exigir dos subordinados a postura moral a que todos juramos ao ingressar neste órgão”.
Por ironia do destino e razões que só podem ser compreendidas na lógica das conveniências políticas, o delegado Paulo Lacerda, no novo cargo de adido policial em Portugal, vai ficar subordinado ao mesmo diretor-geral da PF, do qual há poucos meses sonegou informações sobre a participação da Abin na Operação Satiagraha. Se é que o atual diretor está disposto a engolir este sapo, prática comum também no universo da política.
Enquanto isso, os boletins de serviço da PF, com freqüência, publicam a instauração de procedimentos disciplinares para apurar supostas transgressões disciplinares, por exemplo, de um policial subalterno que pegou uma viatura ou fez uma diligência sem o conhecimento de seu chefe. Tudo em nome da hierarquia e disciplina. Para inglês — ou português — ver.
Josias Fernandes Alves é Agente de Polícia Federal, formado em Jornalismo e Direito, e Diretor de Comunicação da Fenapef.
[Artigo publicado originalmente pela Agência Fenapef, no dia 31 de dezembro.]
Quando se quer calar alguém, o correto é nomeá-lo para representar o Brasil no exterior. Sempre foi assim.
Não! Escárnio é ver Al Capone solto enquanto Ness é exilado.
Muito mais do que isso !
É uma falta de respeito para com os milhões de brasileiros que passam dificuldades, sem emprego, sem rendimento ou sem salário digno ! ! !
"BRASIL, UM PAÍS DE TODOS"
( os "cumpanheiro" )
Escárnio? Esse sentimento penetrou o núcleo anímico da sociedade brasileira durante o processo de enriquecimento de determinados economistas e filhos, em posição privilegiada no governo anterior, benesse que nos custou, segundo o imortal Aloísio Biondi, mais de cem bilhões de dólares de prejuízos. No entanto, a imprensa tropical silenciou covardemente no período, ou ofuscava a pirataria reinante com deturpações da realidade nacional, que só agora, com comparações sociais e econômicas e a percepção da sociedade e do destaque do Brasil no mundo, pode ser corretamente enfocada. Hierarquia? O chefe da Polícia Federal é o Ministro da Justiça e o chefe deste é o Presidente da República. E a ele devem obediência todos os agentes, delegados e diretores da Polícia Federal. Como foi o próprio quem nomeou o brilhante Paulo Lacerda_ cuja competência e honestidade não são questionadas nem pela oposição séria no Brasil_ a decisão deve ser prontamente obedecida pelos subordinados. De resto, como pode um agente que se refere a dois superiores nos termos em que o fez, vir falar em hierarquia? Avilta-se duplamente aquele que busca atribuir mácula a alguém, enquanto cultiva em si o próprio vício.
Quanto aos " milhões de brasileiros que passam dificuldades, sem emprego, sem rendimento ou sem salário digno" são muito menos milhões do que na referida época em que os dilapidadores do patrimônio público não pareciam se preocupar com isso. E 80% deles consideram a atual Administração " ótima ou boa", e apenas 7% consideram-na ruim. Logo, reveste-se a mesma de legitimidade ampliada, de início pela vontade das urnas e, posteriormente, pelo reconhecimento do acerto da decisão popular.
Funcionários subalternos são severamente punidos por irregularidades que ferem a lealdade e hierarquia, entretanto, altos funcionários são premiados quando cometem essas mesmas irregularidades. Será que o alto funcionário detém informações na manga da camisa?
Escarnio é um agente de policia federal não respeitar o trabalho sério da Satiagraha como o autor desse texto.
Alguma desavença com o inclito delegado Protógenes? Tudo isso é para se ter uma carreira unificada? Nunca consiguirão, nunca... Tem que estudar mesmo e passar no concurso.
Parece que depois das "bifas" que a Luana Piovani andou tomando daquele desequilibrado mental no ano de 2008 , no momento a "estrela" é mesmo o delegado paulo lacerda , fiel servidor da petralhada que agora vai para um "poleiro de luxo" em sua "nova" e curiosissima função. Se bobear o CONJUR vai ter que criar um "puxadinho" eletronico para a cachoeira de materias envolvendo o mais novo escandalo com a assinatura petralha.
Meus caros , não se iludam , quem ajuda a quadrilha do apedeuta 9 dedos JAMAIS vai ficar na mão , no maximo saem brevemente de circulação por um periodo determinado para mais a frente ressurgirem em outra "boquinha". O problema é quando resolvem "não colaborar" ou pior ainda , sair fazendo denuncias inconvenientes, ai sim pode pintar uma "solução" modelo Prefeito Celso Daniel que foi devidamente "morrido" em condições pra la de suspeitissimas. Dizem os entendidos do meio policial que se trata de um verdadeiro mastodonte apodrecido dentro da geladeira do PT , "eles" apenas rezam para que ninguem nunca abra a porta da tal geladeira , mas um dia o vai e vem das formigas na soleira da porta vai terminar chamando a atenção de quem não convem.
Pobre Brasil entregue a quadrilhagem politica e ao aparelhamento da maquina publica. Certamente se vivo fosse , ofereceriam ao Al Capone algum ministerio ou cargo em embaixada , desde que é claro , prestasse algum serviço ao "sistema" que ai esta. Pobre Brasil , ate quando??????
É insuportável aguentar os "professores do petismo" que utilizam esta "tribuna", apenas, para fazer política partidária, em vez de comentar os assuntos que o Conjur expõe, com seriedade e imparcialidade ! ! !
Tudo que é safadeza, corrupção, ladroeira, bandidagem, etc., cometidas por este governo, estão devidamente, justificadas e legalizadas, porque, segundo os "professores do petismo" , os governos anteriores, também, têm culpas semelhantes ! ! !
Novamente volto a enfatizar. Desde quando há obrigação de algum leitor ser imparcial aqui? O próprio Conjur não é imparcial, adotando as posições que entende corretas_ e desde que deixe seu público saber disso não há problema algum. E eu discordo ou concordo com o pensamento exposto conforme os ditames de minha consciência. Assim como ninguém é obrigado a concordar comigo ou mesmo ler o que escrevo. Mas curioso é alguém que chama governos de " corruptos, safados, ladrões" falar de imparcialidade e querer impingí-la aos outros, enquanto ele mesmo se isenta de tal necessidade.
Sem entrar no mérito do ato do Presidente da República, a CONJUR publica o artigo por interesse próprio, pois não tratou nada do aspecto jurídico. Por que não estabelece um critério melhor para divulgar a informação? Ou é por interesse em martelar no Governo. Basta o articulista analisar os aspectos constitucionais do Presidente criar um cargo assim.
Então, quer dizer que basta o articulista analisar os aspectos constitucionais do Presidente em criar um cargo assim. Ora, isto é pura balela e bandalheira. Neste país foi instituído o critério de criar cargos públicos para nomear cretinos, corruptos e delinqüentes para cargos públicos. Não existe qualquer tipo de ética ou mesmo moralidade pública nestas nomeações. É o país da impunidade. Lá na Policia Federal, todos sabem disto, existem facções que tomam partido de A, B, C e outros, é um deus nos acuda, é um território de ninguém. É de fazer inveja a qualquer facção do Fernandinho Beira Mar.
lula eos seus j.edgard hoover.
Quando o pres. Johnson assumiu a pres. dos eua,foi aconselhadoa afastar o chefedofbi que se eternisara no cargo emaintiha uma gama enorm deinfos que se revelada mudaria os rumos da naçao o pres. foi curtoe grosso"prefiro hooverdentro datendafazendo xixiparafora, doquede fora da tenda fazendo xixi para dentro.Eisso que o lula esta fazendo com lacerda eluis fernando correa, nao da pra entender mais nada ,so uma coisa tem muita gente devendo a pra tomar uma atitude dessaspf inclusive o lula
So para completar meu comentario tem muita gente devendo a polcia federal e esses dois sabem de muita coisa sobre esse governo e por isso que sao premiados enquanto muitos delegados honrados e comimensa folha de bons serviços prestados estaosendoinjustiçados por processos que nunca terminam vide operaçao cerol, com varios reus que outra foram idolos da dpf
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