COLUNA DO HAIDAR: JB desabafa em plenário: “No fucking way!”

"ColunaSpacca” data-guid=”coluna-haidar-teste1.png” />O ministro Joaquim Barbosa deu uma mostra de seu inglês fluente na última sessão do semestre no plenário do Supremo Tribunal Federal. Eram 10 da manhã de quarta-feira. Em plenário, apenas seis dos 11 ministros. Por conta do baixo quorum, o presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, escolhia quais processos poderiam ser julgados e quais deveriam aguardar quorum qualificado.

Inconformado com a falta dos colegas, o ministro Joaquim Barbosa se afasta do microfone, mas o aparelho ainda capta seu desabafo: “No way! No fucking way”! Barbosa é poliglota e poderia ter desabafado em pelo menos outras três línguas. Alemão: “Nein, verdammt”! Ou francês: “Sans chiquer”! O ministro também fala italiano.


Guerra de advogados
A advocacia pública está em pé de guerra com os ministérios e autarquias que contratam serviços jurídicos de escritórios privados. Já há nove processos em andamento na Justiça nos quais a Unafe (União dos Advogados Públicos Federais do Brasil) sustenta que a prerrogativa de defender a União e seus órgãos é exclusiva dos advogados públicos de carreira. E já conseguiu algumas vitórias. O Ministério da Justiça, por exemplo, já se comprometeu a não mais contratar advogados que não sejam vinculados à AGU.


Defesa unida
O advogado-geral da União, José Antônio Dias Toffoli, se irritou com recentes notícias de que a AGU tenta interferir no poder das agências reguladoras a mando do governo Lula. O motivo das notícias foi a portaria que define a competência da Procuradoria-Geral Federal, órgão subordinado à AGU, para defender as agências federais e órgãos como o Cade e o INSS nos tribunais superiores e no Supremo. Segundo Toffoli, a portaria nada faz além de concluir o processo de fortalecimento e organização da advocacia pública iniciado no governo de Fernando Henrique Cardoso.


Medo da gripe
A respeitada Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires suspendeu suas aulas no mês de julho, por causa da proliferação do vírus da gripe A (H1N1) – conhecida como gripe suína. Os alunos brasileiros de doutorado da instituição receberam e-mail na semana passada com o comunicado da decisão da instituição. O tom da mensagem revela o estado de espírito dos argentinos com relação ao vírus: “Vivemos circunstâncias complexas, de força maior, diante de uma doença estranha sobre a qual pouco se sabe, que apresenta desafios cada dia renovados, assombrosos, com toda probabilidade de estender-se logo pelo mundo todo”, escreveu um professor.


A crise farroupilha
“Como? Ele disse isso mesmo? Ah… Não quero comentar, não. Não tenho ideia porque ele disse isso. Vai que citou em tom de brincadeira”. Frase de um ministro gaúcho do Superior Tribunal de Justiça sobre a proposta do presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região, desembargador Baptista Pereira, de separar o Rio Grande do Sul do Brasil.


Agência CNJ

João Oreste Dalazen - Agência CNJSer e estar
A saída do ministro João Oreste Dalazen do CNJ para assumir a vice-presidência do TST acaba com, pelo menos, um dos problemas que o atormentavam: o de não ser chamado de ministro. Dalazen se irritava por ser tratado como conselheiro. A ponto de mandar um e-mail advertindo alguns servidores: “Eu sou ministro. Apenas estou conselheiro”.


Reflexos da crise
A crise do Senado já provoca estragos na vida do Judiciário. O atraso em votar os nomes dos 11 indicados para o CNJ fez o Conselho cancelar três sessões e deixar de julgar em torno de 300 processos. No estoque, são 3,6 mil processos parados.


Falta de diploma
Chamem o professor Pasquale! Uma simples pesquisa de decisões nos sites de tribunais estaduais revela que a palavra embriaguez é grafada embriagues – assim mesmo, com S – em dezenas de acórdãos. Mas não para por aí! Recentemente, o presidente de um tribunal escreveu Mandato de Segurança, no lugar de Mandado, mais de três vezes em um espaço de menos de duas páginas.


Justiça no Twitter
A comunidade jurídica no Twitter aumenta a cada dia. O Ministério Público Federal em São Paulo e a Fundação Getúlio Vargas – que tem uma das melhores escolas de Direito do país – anunciaram recentemente a adesão à mais recente novidade interativa da rede. É questão de tempo para que os tribunais também sejam cooptados pela nova ferramenta.


FALOU E DISSE
A fonte legitimadora da lei é a população, mas a fonte legitimadora do direito é a Constituição. O direito deve ser achado na lei, não nas ruas. A tirania exercida em nome do povo não é menos detestável do que a exercida por medo do povo.
Reinaldo Azevedo, articulista da revista Veja, em texto sobre a obra do professor Goffredo da Silva Telles.


FORA DOS AUTOS
Vida de aposentado
Durante o lançamento do livro Transação e Arbitragem no Direito Tributário — Estudos em homenagem ao ministro Carlos Velloso, o ministro Ricardo Lewandowski saúda o sempre espirituoso ministro aposentado Sepúlveda Pertence, conhecido por apreciar bons whiskys e charutos.

Lewandowski — Pertence,trouxe um presente para você. Tenho certeza que vai gostar!
Pertence — O que é?
Lewandowski — Um Cohiba. Seu predileto, não é?
Pertence — Um charuto? Veja só. Aposentado só leva fumo mesmo!

Rodrigo Haidar

é jornalista.

Armando do Prado disse:
07 de julho de 2009 às 16:01

O que o senhor Dalazen sofre é de arrogância em seu estágio final. Haja!

Armando do Prado disse:
07 de julho de 2009 às 16:03

Mais uma vez resta razão ao ministro JB.

Ronaldo dos Santos Costa disse:
07 de julho de 2009 às 16:27

Ora, ora, quando o Exmo Min JB foi beber choppinho, em plena sexta-feira (não era feriado), em um boteco do Rio de Janeiro, onde posou de paladino da Justiça aos incautos de plantão, não demonstrou sua irresignação diante do quórum incompleto do plenário (onde deveria estar). Apesar que, verdade seja dita, estava mais preocupado em ouvir "a voz das ruas". Hehe.

olhovivo disse:
07 de julho de 2009 às 16:38

O min. JB é o campeão de processos em atraso, enforca umas sextas para tomar chopinho, mas sente-se em condições de falar em "no fucking way". Pode?

A.G. Moreira disse:
07 de julho de 2009 às 17:02

Como é que tem gente que se expõe, "descaradamente", para DEFENDER o JB, cujo nível não é compatível nem para um "meganha" da mais baixa categoria ? ? ?

Paulo Fonseca disse:
07 de julho de 2009 às 17:11

I beg your pardon?
How distasteful and rude you are, sir.

Robespierre disse:
07 de julho de 2009 às 17:59

Citar esse filme mostra o nível de indigência mental dos que atacam o ministro JB.

A.G. Moreira disse:
07 de julho de 2009 às 18:13

Nada mais que JB ! ! !
.
Mais uma vez JB ! ! !
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Que nunca deveria estar no lugar em que está ! ! !
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E "indigente mental" é a "maldita caterva" que o defende e a todas as suas manifestações de "deselegância", falta de postura e de educação ! ! !

Gabriel disse:
07 de julho de 2009 às 18:26

Tem muita gente com inveja do Ministro porque não sabem sequer falar inglês. Boa Joaquim, Vossa Excelência sim tem condições.

A.G. Moreira disse:
07 de julho de 2009 às 18:35

Como ter inveja de alguém que estuda, mas não se forma ? ? ?
.
Tem gente que estuda outros idiomas, APENAS, para ser "grosso" em diversas línguas ! ! !
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Tem gente que estuda a vida inteira, NÃO para aprender e SABER , mas, APENAS, para chegar a um determinado lugar, que foi o caso do JB ! ! !

analucia disse:
07 de julho de 2009 às 18:48

Estamos privatizando o Estado para os servidores públicos. Cada setor quer ter o seu monopólio como se fossem feudos mandados por supostos intelectuais, como no caso do monopólio de pobre pela defensoria, monopólio de defesa pela AGU e daí para a frente.

Eri Coelho - Jornalista disse:
07 de julho de 2009 às 18:50

Com essa e mais aquelas é indiscutível que ele é o cara errado no lugar errado.
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Que baixaria!
.
O pior é que ele se acha...

Wilson P. M disse:
07 de julho de 2009 às 19:47

Uma provocação (EM PORTUGUÊS, MESSIEUR JOAQUIM)!
Você por acaso se lembra de quando o senhor estava no buteco no expediente de trabalho? mais uma vez querendo dar lição de moral sem ter moral.
Saia daí e dê a chance de ser ministro alguém que tem alma de brasileiro! pois é, infelizmente nós o merecemos... O pior de tudo é isso!

Roland Freisler disse:
07 de julho de 2009 às 20:24

Pelo amor de Deus, Joaquim, vamos deixar de farolagem e trate logo de julgar o agravo abaixo, que dia 27 completará três (3) anos paradinho em sua mesa....
AI/613985 - AGRAVO DE INSTRUMENTO
Origem: SC - SANTA CATARINA
Relator: MIN. JOAQUIM BARBOSA
AGTE.(S) ...
ADV.(A/S) ...
AGDO.(A/S) ...
ADV.(A/S) ...
INTDO.(A/S) ...
28/07/2006 CONCLUSOS AO RELATOR
27/07/2006 DISTRIBUIDO MIN. JOAQUIM BARBOSA
É uma vergonha. Onde está o respeito pelo contribuinte que paga o seu gordo salário??????

Radar disse:
07 de julho de 2009 às 20:51

Exageros à parte, o ministro JB colabora ao mostrar a humanidade que todos temos. Erramos, acertamos, e às vezes ficamos PLUTOS da vida, sim, quando as coisas não correm como esperamos. Nos demais poderes da república tais exageros são muito mais visíveis e os vícios são bem mais graves. É bom lembrar que já houve até homicídio no Congresso Nacional. Assim, não atribuo ao fato a dramaticidade de alguns comentores deste espaço. Definitivamente, no fucking way!

Ley disse:
07 de julho de 2009 às 21:52

Esse "MINISTRO" é pior do que um colega juiz com que tive o desprazer de trabalhar. Mandou prender um Advogado só porque não o chamou de DR. Isso pra mim não passa de petulância, gente que quando alcançou poder, gostar de mostrar esse poder, ou seja fraqueza. Dalazen não te chamo de Ministro, me processa...

Spartacus disse:
07 de julho de 2009 às 21:54

Servidor: Sr. Ministro, estão aqui os processos. Há uma pequena pilha atrasada. Vossa Excelência precisa julgá-los para não acumular ainda mais, em vez de ficar tomando chope no Rio de Janeiro.
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Ministro: No way. No fucking way.
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Um colega de Tribunal: Ministro, Vossa Excelência não deve dizer certas coisas em plenário. Não fica bem para a imagem da corte nem para compostura de Vossa Excelência.
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Ministro: No way. No fucking way.
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Um amigo do ministro: Ministro, Vossa Excelência não deve sair para tomar um chopinho com os amigos num bar na exuberante orla marítima do Rio de Janeiro em plena sexta-feira, dia útil, ainda mais tendo tantos processos para julgar.
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Ministro: No way. No fucking way.
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Um conselheiro: Ministro, não pega bem falar palavras de baixo calão, mesmo em outra língua, durante uma sessão do plenário.
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Ministro: No way. No fucking way.
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Só faltou dizer: “kiss my ass, you goddam sun of bitch.”
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Spartacus disse:
07 de julho de 2009 às 22:13

"Pride, the easiest way to err!"
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Pegando uma carona daquele que gosta de se exprimir em inglês: what a vanity! Essa do ex-Conselheiro que é ministro do TST, João Oreste Dalazen. Será que alguém poderia informá-lo que ele tampouco é, mas, sim, está ministro, pois esse cargo é transitório, e na melhor das hipóteses expira quando ele completar 70 anos.
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A lógica é a seguinte: só se pode ser aquilo que não é transitório e que uma vez em nós, só desaparece quando desaparecemos também. Apenas nessas hipóteses é que o predicado adere ao ser para dele fazer parte. Os atributos efêmeros, assim entendidos aqueles que podem expirar antes de nós e que só acidentalmente fica e está em nós quando morrermos, porque morremos antes dele expirar, não admitem que se diga ser, mas apenas, estar. De outro giro, a essência de alguém, que é a única coisa que reúne condições para que se diga que é, pois traduz a ontologia da pessoa, não se compõe da profissão, qualquer que seja.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Spartacus disse:
07 de julho de 2009 às 23:04

Depois que o prof. Pasquale, orientou os âncoras da TV Globo a dizerem “risco de morte”, como se a morte pudesse correr algum risco que a prejudicasse (eu adoraria se isso fosse possível), rasguei os livros de sua autoria. Mas poderiam chamar o Prof. Domingos Paschoal Cegalla.
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Agora, tenho visto coisas piores, do tipo: “intime-se-o”, “intimem-se-o”. Se alguém puder, que explique essa construção que chega a doer os olhos de quem a lê e o ouvido de quem as ouve.
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Também já vi, e isso é corriqueiro, está até me leis, usarem a expressão “uma vez” como se fosse locução conjuntiva CONDICIONAL! Só quem nunca estudou a gramática da língua portuguesa para falar tamanha asneira.
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Ou assassinaram o português, ou estão tentando fazê-lo e no mínimo ele está agonizando na UTI.
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E não me venham com a falácia de que a língua evolui, porque uma tal evolução é degenerativa, como câncer.
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(a) Sérgio Niemeyer
Advogado – Mestre em Direito e doutorando pela USP – Professor de Direito – Palestrante – Parecerista – sergioniemeyer@adv.oabsp.org.br

Ramiro. disse:
07 de julho de 2009 às 23:16

Se fosse nos EUA ou Europa, impeachment... Se isso não é falta de decoro, inciso 5 do art. 39 da Lei 1.079/50.
Está corretíssimo os que dizem que é melhor o Ministro JB pedir para sair, antes que seja enxotado do STF, não adiantando se fazer de vítima. Com esse temperamento, num próximo embate intelectual vai acabar rompendo alguns limites onde não há retorno em bases de retratação.

A.G. Moreira disse:
07 de julho de 2009 às 23:27

Sem pretensão de ensinar a ninguém, permitam-me que opine :
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Nem a morte nem a vida correm risco, porque uma nunca foi nem será a outra !
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O único que corre risco é aquele que tem vida !

Ramiro. disse:
07 de julho de 2009 às 23:27

errata, estão corretíssimos os que dizem que é hora do Ministro JB pedir para sair.
tirando o erro de concordância verbo nominal cometido abaixo, o Ministro JB está avançando para além de limites muito perigosos.

aprendiz disse:
09 de julho de 2009 às 09:23

A indignação em qualquer língua é expressa expontaneamente com palavras de baixo calão.
Haverá outra forma para se expressar como a ausência daqueles que deveriam servir de exemplo?
Quem comete baixaria, aquele que se indigna ou aqueles que não respeitam seus deveres?

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