O secretário adjunto da Receita Federal, Otacílio Dantas Cartaxo, assume interinamente o comando do órgão no lugar de Lina Vieira, que deixou o cargo nesta quarta-feira (15/7), 11 meses depois de assumí-lo.
Em nota, o Ministério da Fazenda informa que a a secretária da Receita Federal do Brasil “cumpriu com êxito uma importante etapa na reestruturação do órgão”. Segundo a nota, “todas as diretrizes adotadas durante sua gestão, tomadas em consonância com as orientações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, continuarão a ser seguidas”.
“O programa de modernização da Receita continua em curso, destacando-se a renovação dos quadros, o acesso aos cargos por concurso interno, o fortalecimento da fiscalização e a melhoria no atendimento ao público", diz a nota.
A cúpula da Receita Federal foi criticada nos últimos meses pela queda na arrecadação de impostos. A ex-secretária da Rceita, a primeira mulher a ocupar o cargo, criou atritos também com a Petrobras, por causa de divergência de critérios na cobrança de tributos da maior estatal do governo. Senadores de oposição disseram que a empresa estaria fazendo uma manobra contábil, para pagar menos impostos, e abriram uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a estatal.
Segundo a assessoria da Receita, o secretário interino tem experiência de mais de 30 anos em administração pública. Foi delegado da Receita Federal de Natal (RN), secretário de Indústria e Comércio da Paraíba, inspetor do Porto do Recife, superintendente Regional da Receita Federal na 4ª. Região Fiscal e coordenador-Geral do Sistema Aduaneiro da Secretaria da Receita Federal.
Pergunte ao Guido
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira (15/7) que a demissão da secretária da Receita Federal, Lina Vieira, é de responsabilidade do Ministério da Fazenda. Lula disse ainda que não sabe o motivo da saída dela. “Não sei porque ela foi demitida e porque foi admitida, porque é da responsabilidade do Ministério da Fazenda”, disse o presidente. As informações são da Agência Brasil.
Lula disse que escolher o secretário da Receita Federal não é uma preocupação dele. “Se eu for ficar preocupado com as pessoas que os ministros forem indicar, cada um tem responsabilidade, cada um indica as pessoas que ele acha que é melhor para cumprir aquela função e, da mesma forma que ele indica, ele pode tirar. Isso é coisa normal na República”.
Questionado se a exoneração de Lina Vieira foi motivada pela multa que a Receita Federal aplicou à Petrobras, o presidente apenas respondeu: “Em absoluto”. Perguntado então se a ex-secretária da Receita Federal fez bem em multar a estatal, Lula disse que o papel da Receita é fiscalizar e que, se a Petrobras ou o presidente da República cometerem um erro, devem pagar.
Lula, no entanto, destacou que a estatal diz ter agido de acordo com a lei.
“A Petrobras, na hora que é multada, ela recorre da multa e vai brigar nas instâncias normais como qualquer outra empresa briga”, concluiu Lula. As declarações do presidente foram feitas após a posse do presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Pedro Arraes.

A Secretária caiu por agir dentro da legalidade: ou seja, por interferir em lamacentos interesses políticos. A queda na arrecadação nem de longe lhe pode ser creditada.
Se ela tivesse agido como o Lula (não sabia), Sarney (não tenho nada com isso), Renan (isso não tem nenhuma importância – esse é fogo: mistura de rato/crocodilo/hiena) ou o deputado do castelo (olhar ameaçador aos seus pares que se borraram de medo na Comissão de Ética) ela não teria sido “suicidada”.
Triste essa nossa sina.
Você precisa estar logado para enviar um comentário.
Fazer login