Nomear parente para cargo político não é nepotismo, reafirma Supremo

Ivo Ferreira Gomes, irmão do governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), poderá continuar exercendo o cargo de chefe de Gabinete do Executivo do estado. A decisão foi tomada pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, que indeferiu pedido de liminar formulado pelo Ministério Público do estado na Reclamação 7.834. O MP sustenta que a nomeação de Ivo descumpre o enunciado da Súmula Vinculante 13, que veda a prática de nepotismo em todos os escalões do serviço público.

Em sua decisão, o ministro baseou-se em jurisprudência do próprio STF no sentido de que a nomeação de parente para o exercício de cargo eminentemente político não contraria a Súmula Vinculante 13. Ele comparou a decisão com outras semelhantes, como a do ministro Menezes Direito, que indeferiu liminar na RCL 6.650, e da ministra Ellen Gracie, que indeferiu recurso de agravo na RCL 66.750.

Na RCL 7.834, que ainda terá o mérito julgado pelo STF, o MP do Ceará se insurge contra decisão do Tribunal de Justiça do Ceará de manter o irmão do governador cearense no cargo. O processo foi iniciado com uma Ação Civil Pública intentada pelo MP, visando à anulação da nomeação de Ivo Gomes para o mencionado cargo.

O desembargador do TJ-CE indeferiu o pedido de concessão de efeito suspensivo a Agravo de Instrumento lá interposto, por entender que o STF, ao aprovar o enunciado da Súmula Vinculante 13, “excluiu, em princípio, os exercentes de cargos de natureza eminentemente política, como secretários municipais e estaduais e ministros de Estado, conforme o caso”. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.

dinarte bonetti disse:
09 de maio de 2009 às 00:42

ou seja, é farra mesmo. O Supremo tem seus compromissos e parente afinal de contas, é parente.
Cargo politico é cargo politico. Portanto, cargo para ser leiloado aos apaniguados do poderoso.
O duro é saber que quem paga a conta é o coitado, massacrado, vilipendiado, maltratado, contribuinte. Esse coitado não tem vez mesmo. Afinal, Casa grande é casa grande e senzala é senzala.

Zerlottini disse:
09 de maio de 2009 às 17:06

Não demora muito e o "Lulinha" vai ser ministro de qualquer coisa, aí... Srs. "sinistros" do supremo: definam então, de uma vez por todas, o que é esse raio de nepotismo. Porque, segundo o "Orélio",
nepotismo
[De nepote + -ismo.]
Substantivo masculino.
1.Autoridade que os sobrinhos e outros parentes do Papa exerciam na administração eclesiástica.
2.Favoritismo, patronato:
Então, acho que os srs. deveriam colocar uma outra definição nos dicionários. Como os srs. são os "donos da lei" nesta republiqueta de bananas (nós, o povo), seria interessante que fizessem isso o mais rápido possível, antes que vire mais uma farra!!! Às custas do $$$ do povo.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.

flavio disse:
09 de maio de 2009 às 17:23

As vezes nem para parentes entregamos a administração dum negócio sabidamente arriscado, nos rendemos a competencia e dinamismo de um exímio ,um expert dos assuntos administrativos;são e conhecem o devido lugar dos negocios e o pôem a salvo nossa fábrica, nossa indústria,etc...Porém na política a coisa deveria ser bem diferente, não só por questão ètica e pela transparência, mas sobretudo pelo dever de respeitar as massas, uma nação que deseja elevar-se...Vir um Ministro a contrapor esse raciocínio lógico foge ao nosso entendimento e aceitação,ofende-nos profundamente o saber que não se importa com a opinião pública!

acdinamarco disse:
09 de maio de 2009 às 22:44

O que é, então ?? Panelinha ??? Que vergonha !!!
acdinamarco@aasp.org.br

Marcilon disse:
11 de maio de 2009 às 14:28

Depois criticam o Lula e a Dilma de fazerem campanha 2010 antecipada.
Ora, se os ditos cargos são eminentemente politicos como quer dizer o min. Celso de Melo, e, já que nos governos municipais e estaduais ainda não eixste o cargo de deputado, de vereador e nem de senador, muito menos de ministro (embora não concorde que esse cargo seja politico, pelo, por enquanto) os cargos politicos a que se refere o ministro, deve ser de cabo eleitoral. Tai porque o Supremo é conivente com a propoagnda eleitoral antecipada, entendeu?. Nem eu.

Olympio B. dos S. Neto disse:
11 de maio de 2009 às 16:56

Concordo com o primeiro comentário se não é nepotismo então é Farra, festa, como se não bastassem os Cabos eleitorais e outras pessoas que ganham Cargos públicos por favores, ainda há aqueles que não conseguem preencher com este pessoal e são preenchidos com parentes dos políticos, e ainda são favorecidos por decisões como essa em uma Corte de tão grande notoriedade, faz vergonha ter uma decisão de um Ministro do Supremo Patrimonialista como esta.

Barbara disse:
12 de maio de 2009 às 22:37

Os ditos cargos são eminentemente politicos como quer dizer o min. Celso de Melo.Pagamos impostos, e não são poucos, temos uma Justiça nada celere, e ainda temos que nos deparar com o tão famoso "nepotismo".
Esta decisão é patrimonialista, e infelizmente o retrato do nosso Brasil.
Joelma Sanches
salvador-Ba

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