A investigação da Polícia Federal sobre as atividades paralelas do delegado Protógenes Queiroz revela que, no comando da Operação Satiagraha, ele montou uma poderosa rede clandestina de espionagem. De acordo com reportagem da revista Veja, publicada neste sábado (7/3), o conteúdo do inquérito é estarrecedor.
“O delegado centralizava o trabalho de uma imensa rede de espionagem que bisbilhotou secretamente desde a vida amorosa da ministra Dilma Rousseff até a antessala do presidente Lula, no Palácio do Planalto – passando pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador José Serra, além de senadores e advogados”, publica a semanal.
A partir do computador do delegado e de documentos apreendidos em sua casa, a Polícia Federal encontrou relatórios que levantam suspeitas graves sobre as atividades de ministros do governo, fotos comprometedoras usadas para intimidar autoridades e gravações ilegais de conversas de jornalistas. A reportagem de Veja lembra que tudo foi produzido e guardado à margem da lei.
O inquérito que apura os desvios de Protógenes revela também que os agentes da Agência Brasileira de Inteligência participaram ativamente da Satiagraha e que monitoraram a vida de senadores, deputados, ex-ministros como José Dirceu, jornalistas e até do filho do presidente Lula, Fábio Luís. Mostram também que o delegado mentiu quando disse que assessores do presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, jantaram com o advogado de Daniel Dantas, Nélio Machado. Na foto do jantar, apreendida junto com o material clandestino, não há assessores do STF.
Leia a reportagem de Veja
Sem limites
Documentos provam que o delegado Protógenes Queiroz
bisbilhotou ilegalmente a vida de autoridades. Pior, ele
dizia agir em nome do presidente Lula, cujo filho Fábio Luís
teria sido, nas palavras do policial, "cooptado" pelo
ex-banqueiro Daniel Dantas
A Operação Satiagraha, da Polícia Federal, conduzida pelo delegado Protógenes Queiroz, será lembrada como um sucesso por ter conseguido o feito inédito na história do combate à corrupção no Brasil de levar à condenação na Justiça Criminal um ex-banqueiro — no caso, Daniel Dantas, dono do grupo Opportunity. Mas a operação também ficará marcada para sempre por ter servido de fachada para o funcionamento de uma máquina ilegal de espionagem que, em ousadia e abrangência, também não tem paralelo na história brasileira. Protógenes, que durante um ano e meio comandou a Operação Satiagraha, está sendo investigado por tais abusos pela própria Polícia Federal. O inquérito em andamento tem como uma de suas principais fontes de evidências o conteúdo do computador apreendido por policiais na casa de Protógenes. Na semana passada, VEJA teve acesso à integra desse material. O conteúdo é estarrecedor e prova que o delegado centralizava o trabalho de uma imensa rede de espionagem que bisbilhotou secretamente desde a vida amorosa da ministra Dilma Rousseff até a antessala do presidente Lula, no Palácio do Planalto — passando pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e pelo governador José Serra, além de senadores e advogados.
Nos documentos encontrados na residência do delegado há relatórios que levantam suspeitas graves sobre as atividades de ministros do governo, fotos comprometedoras que foram usadas para intimidar autoridades e gravações ilegais de conversas de jornalistas — tudo produzido e guardado à margem da lei. O material clandestino — 63 fotografias, 932 arquivos de áudio, 26 arquivos de vídeo e 439 documentos em texto — foi apreendido em novembro do ano passado pela Polícia Federal e estava armazenado em um computador portátil e em um pen drive guardado no apartamento do delegado no Rio de Janeiro. Os policiais buscavam provas de ações ilegais da equipe de Protógenes, entre as quais o áudio da interceptação clandestina de uma conversa entre o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres. A existência do grampo foi revelada a VEJA em agosto do ano passado por um agente da Abin que participou da Operação Satiagraha como encarregado da transcrição de centenas de outras conversas captadas ilegalmente. O resultado final da investigação deve ser anunciado até maio, mas, pelo que já se encontrou nos arquivos pessoais de Protógenes, não resta mais sombra de dúvida sobre a extensão de suas ações ilícitas, cuja ousadia sem limite chegou à antessala do presidente Lula e a seu filho Fábio Luís.
A investigação da corregedoria da Polícia Federal reconstituiu parte dos bastidores da Satiagraha. O delegado Protógenes Queiroz foi encarregado pelo ex-diretor da arapongagem federal, a Abin, delegado Paulo Lacerda, de montar uma equipe para se dedicar exclusivamente às investigações sobre o banqueiro Daniel Dantas. Em maio de 2006, VEJA publicou uma reportagem revelando que o banqueiro havia montado, com a ajuda de espiões internacionais, um dossiê para constranger autoridades do governo, entre elas o presidente Lula e o próprio Lacerda — que cedeu "informalmente" espiões da agência para ajudar o delegado. Protógenes recrutava os espiões com o argumento patriótico de que eles estavam sendo convocados para uma "missão presidencial". A suposta ordem do presidente e o nome de Fábio Luís da Silva surgiram nos depoimentos dos arapongas. Um deles, Lúcio Fábio Godoy, contou aos policiais que ouvira de Protógenes que Lula tinha interesse na investigação porque "seu próprio filho teria sido cooptado por essa organização criminosa". Não se sabe com que autoridade o delegado Protógenes usou o nome do presidente Lula. A suposta "cooptação" do filho do presidente pela organização criminosa se deve a um fato bastante conhecido. Em 2004, a Brasil Telecom, empresa de telefonia então controlada por Dantas, contratou a Gamecorp, produtora de games do filho do presidente. Pelo contrato, Dantas dava 100.000 reais por mês a Fábio Luís.
Os depoimentos contidos nos nove volumes do inquérito comprovam de modo irretorquível que os arapongas da Abin participaram massivamente da Satiagraha e, pior, manusearam as conversas telefônicas interceptadas pela PF — o que é expressamente ilegal. O espião Jerônimo Jorge da Silva Araújo, por exemplo, contou ao delegado Amaro Vieira, responsável pelo inquérito que apura o vazamento da Satiagraha, que sua função na equipe consistia em degravar áudios da investigação. Ele trabalhava clandestinamente no quarto de um hotel de São Paulo e tinha acesso ilegal ao sistema Guardião, que organiza as gravações feitas pela PF e registra todos os usuários. Há um detalhe especialmente perturbador no depoimento do araponga. Diz Jerônimo: "Na base do hotel, eu acessava outro tipo de sistema, do qual não me recordo o nome, mas posso afirmar que era um sistema diferente do Guardião e que os áudios que eram acessados pareciam estar gravados no próprio computador que era utilizado para degravação". A afirmação do espião é grave: o único sistema utilizado oficialmente pela PF para acessar grampos é o Guardião. Por que recorrer a "outro sistema"? E por que recorrer a alguém da Abin para fazer isso? São perguntas que esperam respostas claras e inequívocas das autoridades.
Os arquivos de Protógenes mostram um especial interesse pelas atividades do ex-ministro José Dirceu. O delegado e seus arapongas apelidaram o petista de "Zeca Diabo" — nome de um matador de aluguel da primeira novela em cores do Brasil, O Bem Amado. Um dos documentos, arquivado sob o nome "Informações Zeca", relata que o ex-ministro-chefe da Casa Civil "embarcou ontem, 17/04, para o Panamá. De lá, segue um roteiro internacional de negócios até 10 de maio". Em outros trechos, os espiões escrevem sobre possíveis negócios do ex-ministro e supostos encontros de Dirceu com deputados envolvidos no escândalo do mensalão. O petista já havia reclamado ao presidente Lula que estava sendo monitorado ilegalmente. Em vão. No ano passado, o escritório dele foi arrombado. Os invasores só levaram um computador e documentos. Até a petista Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência da República, foi alvo dos espiões. Em um documento, eles descrevem em termos grosseiros supostas relações amorosas da ministra, cujo parceiro eles identificam. Como e por que essas barbaridades interessaram ao delegado Protógenes a ponto de ele as guardar em seu computador é algo que o inquérito da PF sobre ele deverá esclarecer. A existência em si desses registros na casa de um servidor é um escândalo administrativo de grandes proporções. Quando se acrescem os métodos clandestinos utilizados para produzi-los, a máquina de espionagem do Dr. Protógenes começa a tomar ares mais tenebrosos.
Um desses documentos está arquivado sob a rubrica "Confidencial e Privilegiado", com data de 11 de janeiro de 2005. Ali, apresenta-se o resultado de uma detalhada investigação sobre a relação do atual ministro Roberto Mangabeira Unger com o Opportunity. Mangabeira nunca foi investigado formalmente no decorrer da Operação Satiagraha, e sua proximidade com Daniel Dantas é notória há anos. Quando Lula o convidou para assumir a recém-criada Secretaria de Assuntos Estratégicos, o professor foi obrigado a comprovar que não mantinha mais relações contratuais com a turma de Daniel Dantas. Mesmo assim, a nomeação de Mangabeira causou desconforto em setores do PT que sempre combateram os métodos criminosos do ex-banqueiro — situação perfeita para acionar a mente paranóica do delegado Protógenes. Como o relatório final da Operação Satiagraha demonstrou, o raciocínio bicolor do delegado não comporta meios-termos nem nuances. Se Mangabeira já esteve no bolso de Daniel Dantas, ele fatalmente entrou no governo para servir ao banqueiro. Simples assim. Embora não haja nenhuma evidência de que Mangabeira tenha feito qualquer tipo de gestão favorável ao banqueiro, Protógenes empenhou-se em investigar clandestinamente o professor.
Num documento intitulado "Caso Mangabeira", há cópia de contratos assinados entre o professor e o Opportunity, assim como planilhas de pagamentos feitos pelo banqueiro a Mangabeira, entre os anos de 2002 e 2005, enquanto o professor trabalhava para Dantas. Mas Protógenes foi além. Citando "evidências colhidas pela BT (Brasil Telecom)", ele — ou quem quer que tenha produzido o relatório — afirma que Mangabeira viajou a Nova York no dia 29 de janeiro de 2004 para se encontrar com os arapongas da Kroll, agência de investigação contratada pelo banqueiro para espionar seus adversários. Em 2004, a Polícia Federal desmontou o esquema de espionagem criado pela Kroll contra os inimigos de Dantas — entre eles, o ex-ministro Luiz Gushiken. Mangabeira, frise-se, nunca foi acusado de cometer nenhuma ilegalidade. Não se sabe como o delegado obteve as informações e os documentos sobre o ministro, mas, uma vez de posse deles, Mangabeira foi promovido a "político associado" do grupo Opportunity num organograma secreto, preparado pelos arapongas. O ministro não é o único "político associado". Ele está ao lado do nome dos senadores Heráclito Fortes, do DEM do Piauí, e ACM Júnior, do DEM da Bahia. Heráclito é amigo do empresário Carlos Rodenburg, sócio de Dantas, e atua como defensor do grupo Opportunity no Congresso. A inclusão do nome de ACM Júnior, no entanto, é misteriosa. Não se sabe qual seria a relação dele com Dantas.
O ápice da metodologia de trabalho de Protógenes está registrado num relatório da PF classificado como "confidencial", com data de 12 de junho do ano passado. Nele, o delegado diz que tem sido "alvo de constantes vigilâncias". A única "vigilância" que Protógenes cita no documento teria acontecido no restaurante Original Shundi, em Brasília. Na noite anterior à elaboração do documento, o delegado diz que jantava no restaurante quando o advogado Nélio Machado, que trabalha para Dantas, se sentou numa mesa próxima, acompanhado de um grupo de "pessoas não identificadas". Narra o relatório: "(Os advogados) passaram a se comportar em (sic) atitudes suspeitas, o que por dever de ofício obrigou o DPF Queiroz a sacar o celular e fazer o registro fotográfico das pessoas que ali se encontravam" — o que, de fato, Protógenes fez. As fotos estavam no computador do delegado e mostram o advogado e seus amigos… jantando. Muito suspeito. Durante meses, o delegado Protógenes espalhou que o advogado Nélio Machado estava acompanhado de assessores do ministro Gilmar Mendes, em uma clara insinuação de que haveria uma relação promíscua entre o presidente do STF e a defesa do banqueiro. Ele dizia que tinha fotos que provavam o encontro. Nunca as mostrou. Agora a razão disso ficou clara. Quando a Polícia Federal identificou as pessoas que são vistas nas imagens, o blefe de Protógenes apareceu em toda a sua pomposa falsidade. Foi mais uma tentativa criminosa do delegado de atingir o presidente do STF, portanto, chefe de um dos poderes independentes da República.
O material apreendido pela PF está dividido em duas partes. Uma delas é formada por relatórios policiais, gravações telefônicas e ambientais, vídeos, planilhas e transcrições de conversas interceptadas. São peças do inquérito, comandado por Protógenes, que investigou Daniel Dantas, obtidas pelo delegado com base em diligências autorizadas pela Justiça. É estranho que Protógenes tenha aberto um baú em casa para guardar documentos sigilosos que deveriam integrar apenas o inquérito oficial. A segunda parte do material, porém, é bem mais que isso. Ela reúne gravações telefônicas de conversas entre membros da comunidade de inteligência e dirigentes da Abin, fotografias, imagens de pessoas que não eram investigadas na operação e informes de arapongas sobre a vida íntima e profissional de autoridades e ex-autoridades. A polícia ainda não conseguiu abrir alguns documentos apreendidos com a equipe do delegado e que estão protegidos por senhas de acesso, com codinomes como "Tucano", "FHC" e "Serra". Os arquivos de Protógenes Queiroz continham até um manual detalhado sobre como operar um equipamento clandestino de interceptação de telefonemas e mensagens de celular. Interceptações autorizadas pela Justiça são feitas pelas companhias telefônicas e seu conteúdo é armazenado em computadores da Polícia Federal. Por que será que Protógenes Queiroz guardava um manual assim em casa?
Uma pista pode ser encontrada no próprio baú digital do delegado. Analisados em seu conjunto, os documentos apreendidos mostram que gravações ilegais eram uma de suas principais ferramentas de investigação. Uma das investidas mais perversas foi usada pela turma do delegado contra a jornalista Andréa Michael, da Folha de S.Paulo. Andrea é autora de uma reportagem, publicada em abril passado, que noticiou a investigação da PF sobre Daniel Dantas. A reportagem levou os advogados do banqueiro a fazer uma varredura na Justiça Federal de São Paulo em busca de detalhes da investigação e despertou a ira da turma do delegado Protógenes. No pen drive do delegado foi encontrado um vídeo, de 7 minutos e 39 segundos, no qual a jornalista aparece conversando com um emissário dele. Não há nada que a desabone, o que não impediu Protógenes e sua equipe de vinculá-la no inquérito à "organização criminosa" e pedir sua prisão preventiva. O vídeo é uma prova de como a equipe do delegado utilizou expedientes ilegais e clandestinos para investigar pessoas que não eram alvo de sua operação. É a constatação também de que a ausência de provas não foi obstáculo para incluir essas mesmas pessoas no inquérito.
Há uma vertente importante que deve ser apurada sobre a famosa Satiagraha — o consórcio formado entre a polícia, o Ministério Público e a Justiça. As ilegalidades da operação podem acabar livrando da cadeia um vilão do calibre de Daniel Dantas. Por causa disso, o juiz do caso, Fausto De Sanctis, está sob investigação da corregedoria da Justiça Federal. Já o Ministério Público, desde que foi regulamentado, em 1988, não apresentava uma atuação tão incomum. Em São Paulo, procuradores, em vez de apurar os abusos denunciados, tentaram usar todos os instrumentos legais para manter intacto o conteúdo dos computadores do delegado. Os procuradores chegaram a bater de frente com o juiz Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal, que já informou que pretende solicitar vários procedimentos sobre as ações clandestinas do delegado Protógenes — e conta para isso com o apoio do Conselho Nacional de Justiça. O deputado Marcelo Itagiba, presidente da CPI dos Grampos, disse que ainda não examinou os documentos, que chegaram à comissão apenas na semana passada. "Mas tudo parece muito grave e, se confirmado, vou pedir a prorrogação dos trabalhos", garantiu o parlamentar ao ser informado do conteúdo. O delegado Protógenes não foi encontrado. Um dos arquivos de seu computador mostra que ele estava se dedicando a escrever uma autobiografia. Título: "Protógenes, a Lenda".
"Documentos provam que o delegado Protógenes Queiroz bisbilhotou ilegalmente a vida de autoridades.
Pior, ele dizia agir em nome do presidente Lula, cujo filho Fábio Luís teria sido, nas palavras do policial, "cooptado" pelo ex-banqueiro Daniel Dantas"
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Não é por acaso, que este "delegado" é defendido, pelos "cumpanheiros" e, também, pelos "professores" de "petismo", que atuam nesta tribuna ! ! !
Os que hoje pleiteiam e os já beneficiados e anistiados revolucionários de 1964, sabiam que na luta pela Democracia, caminhos exíguos se traçam (http://www.geocities.com/Paris/Opera/47 00/lista.html) não seria diferente tão pouco relevante que outros idealistas modernos tracem seus caminhos tortuosos objetivando a mesma liberdade social e imbuída do mesmo ideal (http://blogdaunr.blogspot.com/2008_07_0 1_archive.html). Contudo, comparando os salvadores da pátria do passado e do presente confesso que fico do lado dos modernos guerreiros. Isso porque não são aleatórios e inexperientes guerreiros, são policiais de renome e tradição. Que pelo menos lutam com paridade nas armas utilizadas pelo inimigo, sem sangue. Vamos aguardar o final desta revolução moderna, que apenas se iniciou.
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Sugiro a imparcialidade da imprensa o não corporativismo entre as categorias investigadas, pois aqui as surpresas serão imprevisíveis.
O que a gente encontra na Internet
94.0028145-5 10008 - CAUTELAR INOMINADA
Autuado em 08/08/1994 - Consulta Realizada em 18/07/2008 às 12:09
AUTOR : PROTOGENES PINHEIRO DE QUEIROZ
ADVOGADO : PROTOGENES PINHEIRO DE QUEIROZ
REU : UNIAO FEDERAL
PROCURADOR: SERGIO LUIS DE SOUZA CARNEIRO
11ª Vara Federal do Rio de Janeiro
Juiz - Despacho: JOSE ANTONIO LISBOA NEIVA
Objetos: CONCURSO PUBLICO
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Se Stanislaw Ponte Preta estivesse vivo o que não escreveria sobre certo país da América Latina onde dizem que Presidente da República quase analfabeto funcional assina reforma ortográfica mudando todo vernáculo, toda norma culta da língua qual não consegue acertar as concordâncias verbo nominais, e que autoridade que notoriamente é tida como amiga íntima da Ypioca assina Lei Seca.
Nesse "samba do criolo doido", a dita imprensa de pistolagem começa a gritar que é tudo mentira do PIG, tal partido da imprensa golpista, e ja anuncia putativo golpe da oposição na eleição de 2010.
Melhor é desligar o computador, que depois de ler essa notícia num intervalo de uma passagem pela WEB, começo a me perguntar quando o MST vai invadir as ruas de Brasília para uma invasão do STF com a missão de cortar à foice a cabeça do Presidente do Supremo. Onde repórter que se diz sério afirma que "Pastoral da Terra passa pito no Presidente do Supremo Tribunal Federal". E daí? Esse é o retrato do Brasil, quanto a condenação de Daniel Dantas em primeira instância o Juiz que o condenou, quem leu com isenção a sentença vê claramente pontos pacíficos para uma possível anulação do julgamento.
É por essa e por outras que quando saí de outra área para estudar Direito, desde o primeiro semestre trouxe uma coisa em foco, aprender a boa técnica, mente quem diz que tal técnica não existe, de como construir recursos aos Tribunais Superiores.
Lendo no Conjur a transcrição da aula magna do Professor Luís Roberto Barroso, que lançou um dos mais interessantes livros de Direito Constitucional, contemporâneo, pensando que foi preciso anos para que antigos Ministros do STF oriundos de tempos em que a Constituição era abstração serem substituídos por força da aposentadoria compulsória...
A Veja quer superar a FSP (Força Serra Presidente - Ditabranda) no mico. Factóides e mais factóides. E o Gilmar Dantas, segundo Noblat, porta-voz da oposição continua criando factóides e provocações. Querem prorrogar na marra as conversas fiadas do Itagiba. Até quando essa mídia de encomenda provocará?
Gilmar Dantas,segundo Noblat, mais a fascista Veja e o senador Demóstenes continuam devendo o áudio do grampo. A direita predadora, perdida desde já, procura criar as condições para o golpe.
Como ousa o Del. Protogenes bisbilhotar pessoas do mais alto nivel da Republica, as autoridades, assim sem mais nem menos?
Gente de uma ilibada reputação, tais como o Sen. Demostenes, amigo do Ilustre banqueiro Daniel Dantas, e outras personalidades do congresso, tais como os lideres do PMDB, etc.
Quando a brigada vermelha na Italia começou a justiçar politicos sem julgamento legal, foi um deus nos acuda.Talvez se la existisse um Protogenes, o pessoal da mafia teria tido mais cuidado com o nivel de falcatruas.
Nossos politicos e nossa justiça estão de parabens, de impedir o Del. Protogenes de investigar autoridades.
Agora, a revista Veja, esse exemplo de imparcialidade, deveria, so para acalmar nossas duvidas, e dormirmos felizes, poderia bem divulgar o autor do audio famoso do dialogo entre o Presidente do Supremo e o Ilustre senador.
A conduta do Delegado Protógenes, por não ser ele ungido pela impunidade, a exemplo dos respeitáveis homens da Nomenklatura tupiniquim, certamente será avaliada sob os rigores da lei.
O conteúdo da matéria está revestido de nitroglicerina pura, daí, levando-se em consideração a forma com que foi alcançado e a gravidade dos fatos nela expostos comporta algumas indagações primárias, mas de interesse da sociedade.
– Estamos simplesmente diante de um estilo pessoal de ação ou de uma amostragem do real e perigoso método de investigação institucional – hoje sem controle – inserido no projeto de poder dos e pelos atuais dirigentes da nação?
– É concebível que uma investida dessa natureza e proporção tenha partido da vontade isolada desse Delegado, tornando-o o único responsável por um projeto apto a instalar uma crise social generalizada?
– As informações juntadas permaneceriam em arquivo pessoal ou teriam outros destinatários e serviriam a outros interesses?
– Apenas o homem do povo poderia ser atingido pela manipulação dos dados coletados ou não faltaria coragem para divulgar os fatos envolvendo os integrantes da classe dominante?
Talvez meras conjecturas, mas necessárias para não transformar o sonho do Estado Democrático de Direito em um permanente pesadelo.
Cada imprensa tem o povo que merece, ou é o contrário ? Bem, no caso da Veja dos Civitas, nada comparável que seu eterno sabujismo a plutocracia bandeirantes, não é mesmo ? Essa gente não baixa a guarda quando se trata de atirar contra qualquer pretenso alvo que diga respeito a imagem do governo Lula.Mesmo que seja um Lula pelego do agronegócio dos plantations, da Fiesp e Febraban.O mesmo se diga em relação a brilhante atuação do delegado federal Protógenes, que a despeito do novo denuncismo de espionagem, reune mais qualidades que defeitos.Sabe-se que nesta república do rabo-preso, nenhuma investigação prospera a contar com a ortodoxia dos procedimentos investigatórios.Alguém já viu barnabé estelionatário,ladrão, ou mesmo, político corrupto dar recibo ou firmar declaração ?! Francamente !...De pouco adianta taxar essa mídia píguea de arcaica,vetusta e rabujenta, que o negócio deles é seguir digamando até ver se pega algum epiteto contra o governo de Lula.Agora que o discurso neoliberal ruiu com a maior crise financeira internacional, quero ver como alavancar a eleição de Serra para o Planalto Central.Atacar o delegado de espionagem é estratégia manjada de FHC que não tem como explicar a criminosa entrega do patrimônio do Estado a privataria internacional.
Cada imprensa tem o povo que merece, ou é o contrário ? Bem, no caso da Veja dos Civitas, nada comparável que seu eterno sabujismo a plutocracia bandeirantes, não é mesmo ? Essa gente não baixa a guarda quando se trata de atirar contra qualquer pretenso alvo que diga respeito a imagem do governo Lula.Mesmo que seja um Lula pelego do agronegócio dos plantations, da Fiesp e Febraban.O mesmo se diga em relação a brilhante atuação do delegado federal Protógenes, que a despeito do novo denuncismo de espionagem, reune mais qualidades que defeitos.Sabe-se que nesta república do rabo-preso, nenhuma investigação prospera a contar com a ortodoxia dos procedimentos investigatórios.Alguém já viu barnabé estelionatário,ladrão, ou mesmo, político corrupto dar recibo ou firmar declaração ?! Francamente !...De pouco adianta taxar essa mídia píguea de arcaica,vetusta e rabujenta, que o negócio deles é seguir digamando até ver se pega algum epiteto contra o governo de Lula.Agora que o discurso neoliberal ruiu com a maior crise financeira internacional, quero ver como alavancar a eleição de Serra para o Planalto Central.Atacar o delegado de espionagem é estratégia manjada de FHC que não tem como explicar a criminosa entrega do patrimônio do Estado a privataria internacional.
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