
"A moral no jornalismo, é sempre a moral provisória, aquela moldada para caber em cada momento e em cada necessidade – argumentos idênticos costumam ser usados para condenar ou glorificar um personagem”. A frase é do jornalista Caio Túlio Costa, cujo livro Ética, jornalismo e nova mídia – Uma moral provisória será lançado no dia 30 de março, na Livraria Cultura, em São Paulo (Av. Paulista, 2.073), às 19h.
O autor explica que sua ideia não foi fazer um manual de ética para os jornalistas, listando o que é certo e o que é errado. No livro, originado da tese de doutorado que defendeu na Universidade de São Paulo em 2008, Caio Túlio pretende mostrar como tem se praticado o jornalismo. Ele sustenta que, apesar de todas as novidades nos meios de comunicação, o modo de fazer jornalismo não mudou.
Segundo o autor, uma “moral provisória” que atenda às circunstâncias faz parte da indústria da comunicação. Um exemplo é o uso de gravadores ou câmeras escondidas, mentindo ou omitindo informações, para investigar um assassinato ou crimes no mercado financeiro. Uma causa nobre a justificar atitudes que possam ser condenáveis.
"Jean-Paul Sartre dizia que, para conseguir administrar tantas namoradas, era obrigado a recorrer constantemente a um ‘código moral temporário’, que envolvia mentirinhas e meias verdades." Na capa do livro, é informado que a revelação do filósofo foi utilizada pelo autor para explicar como jornalistas usam argumentos semelhantes para justificar atitudes tidas como condenáveis . O exemplo é o uso de gravadores e câmeras escondidos para investigar um assassinato ou fraudes no mercado financeiro. "Vale mentir, ocultar e omitir porque a causa é nobre?".
O jornalista afirma, ainda, em seu site, que os "veículos de comunicação cobram de pessoas ou de instituições aquilo que eles próprios não praticam". Ele cita como exemplo o nepotismo. No dia 24 de março, às 11h, Caio Túlio Costa vai participar do Ciclo Comunicar Educação, promovido pelo portal Nós da Comunicação (Clique aqui) . O jornalista será um dos participantes de um bate-papo sobre ética.
O livro pode ser adquirido pelo site da Editora Zahar. Clique aqui para ler entrevista com o autor.
Conversa fiada! Todo mundo sabe que jornais e jornalistas recebem dinheiro para defender pontos de vistas e o próprio dinheiro que domina o mundo. Melhor seria dizer que jornalista não tem moral porque defende quem dá mais. Bush pediu várias vezes ao congresso americano aumento de verbas destinadas ao apoio da imprensa para o ponto de vista e para os interesses dos EUA. FHC ao final do primeiro mandato chegou a revelar o rio de dinheiro derramado na imprensa para apoio à sua reeleição. Veja a questão das pesquisas com embriões. A ciência cansou de dizer que células-tronco adultas dão melhor resultado, mas como as empresas, inclusive de cosméticos, querem embriões descartados de graça, ao invés de pagar por cobaias humanas adultas, jornal nenhum tratou de esclarecer o povo a este respeito, mas todos se alinharam com o dinheiro, assim como todos os governos e o nosso STF, tão moralmente fraco e submisso. Peço aos jornalistas para continurem enganando que não estuda e quem não se informa pela via alternativa...
O difícil, neste país, é saber QUEM NÃO usa moral provisória, segundo a definição do jornalista. Praticamente 95% da população mais abonada a tem os seus "trunfos" na manga, para usar, normalmente, contra a população mais abandonada. Esta tem de seguir com a corrente, pagando as contas, os patos, os micos, etc.
Francisco Alexandre Zerlottini. BH/MG.
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